Matt Simmons era um homem de muita sorte. Quase com quarenta anos e ele já tinha uma grande família ao seu redor. Ele não podia reclamar de nada.

Olhando para Kristy outra vez gravida, ele sempre pensava que ele era um cara com uma puta sorte.

— Você está muito silencioso hoje, Matty. – Kristy se virou para o marido. – Será que a iminente chegada do bebê 5 está tirando o seu sono e colocando o meu?

— Não e isso. – Ele se sentou com ela na cama. – É só que eu estou emotivo com você grávida.

— E com o último bebê. – Ela pegou a mão dele. – Amanhã vai ser o dia dos namorados acha que vai conseguir encontrar algo para quando eu voltar a minha forma?

— Eu vou surpreender você. – Matt pegou Kristy e a deitou suavemente na cama. – Minha princesa.

— Meu príncipe. – Kristy beijou o marido e o puxou para si.

Penelope entrou na BAU, distribuindo pirulitos para todos os agentes presentes. Esse ano ela tinha o namorado perfeito e ela não podia reclamar dele.

— Todos ganhamos doces este ano ou só os machucados? – Reid brincou com a amiga. – Sabia que o dia dos namorados é no geral uma data consumista e foi feita por causa de santo antonio, o padroeiro dos casais e das coisas perdidas?

— Bem parece ser oportuno. – Penelope deixou um pequeno embrulho na mesa de Luke. – Arrumar namorados é uma coisa que todos precisam encontrar.

— E pelo visto, você vai poder tirar o seu do copo de água. – JJ entrou e pegou o bolinho que Pen dera a ela. – O que? Eu já tenho Will, você Reid tem a Max, Pen tem o Alvez, Emily o Hotch e quem mesmo o Dave tem?

— Ele tem Fran Morgan. – Hotch entrou dando sorrisos. – Feliz dia dos namorados.

— E não se esqueçam de mim e de Lewis. – Simmons entrou. – Tara está namorando a menina do contraterrorismo e é tão maravilhoso ver.… E eu, bem, eu sou casado.

— Pobre Simmons. – Hotch brincou. – Ser casado com uma mulher que engravidou cinco vezes deveria ser posto no guiness book.

— Se a Kristy engravidou cinco vezes então o Simmons tem direito a quase pedir duas músicas naquele programa brasileiro. – Alvez se sentou. – O que? O canal tem muitas novelas.

— Novelas. – Hotch olhou para Luke. – Pelo jeito você e Fornell ainda assistem novelas juntos.

Luke corou quando percebeu que Hotch sabia seu segredo. Ele olhou para Penelope que estava em choque.

— Espere, você gosta de novelas? – Penelope precisou se sentar. – Então a cena da mulher jogando alguém pela escada...

— É de uma novela brasileira. – Luke deu um sorriso amarelo. – Depois que eu fiz esse curso com Fornell eu me tornei fã.

— É um bom curso de unsub. – Hotch olhou para os amigos. – Quero dizer, jogar alguém da escada e não ser presa? Tenho que bater palmas.

— Joga todo mundo escada a baixo. – Penelope comentou com Emily. – Certo, Luke e eu precisamos ir pegar um pouco de ar.

— Por favor, só não “brinquem” por lá, ok? – Emily pediu e Penelope assentiu. – Hotch, você e eu temos negócios a tratar no meu escritório.

— Lidere o caminho meu chuchu. – Hotch corou dizendo aquilo.

— Eu vou ter que renovar seu estoque de apelidos, meu superagente moreno. – Emily sorriu para si mesma quando percebeu que Hotch adorou.

— Bem, acho que eu vou dar uma volta, ok? – Reid pegou seu casaco e foi em direção ao elevador. – Eu volto logo.

— Não faça nada do que eu não faria, Spence. – Penelope sorriu para Reid, que entrou no elevador e desceu.

Ele mandou uma mensagem para Max e sorriu.

Naquele momento, chegou um caminhão de rosas para as mulheres da BAU. Penelope, Emily, JJ e Lewis ganharam um buque cada de flores e sorriram para o pequeno mimo de Rossi.

Eles haviam planejado uma pequena festinha na casa de Rossi, que afinal era o lugar predileto de todos. A decoração era feita com balões em formato de coração, rosas e tinha até mesmo uma fonte com vinho.

— Eu adorei a noite de hoje. – Luke deixou Penelope ir na frente dele. – Nem acredito que esse ano eu tenho você.

— E eu nem acredito também. – Penelope o beijou e por algum milagre conseguiu abrir a porta da casa deles antes que eles fizessem amor ali de fora.

Hotch e Emily estavam se beijando dentro do carro. Ele estava desligado e era um parque quase deserto. Os vidros estavam fechados, as portas seguras. Puxando a mulher em cima de seu colo, Hotch desceu as mãos até a calcinha e deixou seus dedos explorarem aquele doce lugar que ele gostava tanto.

— Hotch, quase lá. – Emily gemeu. – Quase lá.

— Venha para mim, minha doce e linda morena. – Hotch mordeu o ponto de pulso do pescoço de Emily.

— Hotch! – Emily gritou baixo, não querendo atrair atenção desnecessária.

— Emily. – Hotch gemeu quando chegou junto. – Deus, eu acho melhor irmos para casa. Senão a gente vai ser preso pelos gritos.

Ligando a SUV, Hotch dirigiu para casa, nunca notando uma sombra.

Reid encontrou Max na casa dela. Ele ofereceu o pequeno embrulho que tinha em suas mãos e ela o levou para cima, feliz por ele finalmente ter chegado.

Rossi e Fran ficaram no tradicional filme mais pipoca mais beijos. Eles estavam assistindo Casa Blanca e sabiam todas as frases. Mas mesmo assim, eles se divertiram.

JJ chegou em casa e ganhou uma massagem nos pés e ela relaxou quando sentiu as mãos de seu marido e pai de seus filhos.

Tara se encontrou com sua namorada em um bar. Ela não queria atrair muita atenção porque apesar de ser super aceitável ela namorar quem ela quisesse, fosse um homem ou uma mulher, ela tinha medo pela sua companheira.

As duas pegaram milk Shakes e aproveitaram o tempo que restava para ir até um drive –in de filmes antigos. Naquela noite eles estavam passando “lagoa azul” e apesar de Lewis ter visto ele quase mais do que o número de dedos da mão, ela não se cansava daquilo.

Simmons pegou Kristy nos braços e a levou para o quarto. Ele a deitou na cama e pegou seu livro de histórias para o bebê. Apesar de tudo, eles estavam “de boas” com a chegada do Baby Simmons número cinco.

Ele parou de ler quando Kristy ofegou um pouco.

— O bebê está chutando. – Ela pegou a mão dele e colocou quando sentiu mais um chute. – Você sentiu?

— Eu senti. – Matt pegou a loção de cima da mesinha de cabeceira e passou na barriga de sua esposa. – Ei, bebê. Não demore muito para chegar, está bem?

— Vamos dormir, querido. – Kristy viu Simmons entrar no banheiro e voltar apenas de cueca. – Espero que as seis semanas passem logo.

Ele sorriu, se aconchegou debaixo das cobertas e desligou a lâmpada. Ele não poderia nem reclamar dessa vida. Era perfeita até demais.