A equipe estava em um caso de Stalking. Não que fosse exatamente uma novidade, mas a pessoa perseguida dessa vez era alguém muito próxima de todas.

— Pen? – JJ entregou uma xicara de café para a amiga. – Talvez você devesse ir para casa. Não vamos conseguir nada hoje.

— Você tem certeza disso? – Penelope levantou os olhos do computador. – Eu esperava ficar livre desse cara logo.

— E você vai. – Emily se sentou com a amiga. – Mas agora eu quero que você vá para casa e descanse.

— Obrigada. – Penelope desligou o computador e pegou a bolsa. – Eu vejo vocês amanhã ou na próxima ligação.

Luke olhou para Penelope. Seus olhos entraram em contato. Ele nunca a tinha visto tão vulnerável e agora, ela estava lá, sendo perseguida.

Seu encontro com Lisa Douglas não deu em nada e ele internamente estava grato com isso.

— Emily, está tudo bem se eu sair um pouco mais cedo? – Luke pegou as chaves do carro.

— Claro, Luke. – Emily deu um sorriso. – Escute, todos deveríamos ir dormir.

— Qualquer coisa, somos avisados. – Rossi olhou para Luke, como quase todos do time.

Sim, eles sabiam que havia alguma coisa rolando entre Luke e Pen, mas eles não se meteriam.

Penelope estava encolhida no sofá. Geralmente ela estaria cantando e dançando alguma música sozinha, mas esta noite ela só queria mesmo era deitar no sofá, fechar todas as portas e janelas e dormir com sua Taser rosa.

Geralmente alheia a armas, ela comprou a Taser logo depois do problema todo com o assassino do neon.

Ela não seria surpreendida na casa. Ouvindo passos no corredor, Penelope olhou pelo olho mágico, mas não viu ninguém. Então a batida a fez pegar a arma de choque.

— Vinho? – Luke parecia um pouco culpado. – Penelope?

— Deus do céu, Alvez, eu quase te dei um choque. – Penelope travou a arma de novo. – Está querendo morrer?

— Desculpe, eu realmente deveria ter ligado antes. – Luke a viu o deixar entrar. – Bonito seu novo apartamento.

— E você seria o primeiro crime desse prédio. – Pen o ouvir rir. – Do que está rindo?

— Da idéia de você cometer um crime. – Luke deixou a garrafa e pegou umas taças na cozinha. – Lugar legal.

— Ajuda se você tem alguém como David Rossi como seu curador. – Penelope fez questão de dizer. – Ele me ajudou a pagar o apartamento, dizendo que tudo o que ele queria era dar um destino antes que ele morresse.

— Você não leva para o caixão. – Os disseram ao mesmo tempo e Pen corou.

— Quer um gole? – Luke serviu meia taça para ela. – A nós dois e para todos os amores que já perdemos.

— A amores incompreendidos. – Penelope trancou o olhar com o de Luke. – E aqueles que nem foram descobertos.

Os dois beberam suas taças e depois mais meia garrafa, ficando mais um menos bêbados.

— E quando minha mãe enrolou meu cabelo de volta, ele estava comprido de novo, apesar de eu ter cortado meu cabelo da maneira errada. – Penelope descansava sobre as pernas de Luke. – Luke, eu estou sentindo algumas coisas.

Luke olhou para ela e seu lábios e no momento seguinte, ele os cobriu com os dele, passando uma onda elétrica.

Penelope fechou os olhos sentindo que eles estavam finalmente se entendendo. Luke a puxou para cima, passando os braços pelo pescoço de Penelope e desabotoando o vestindo dela.

Logo eles chegaram ao quarto dela onde fizeram amor pela primeira vez. A verdade era que a bebida só ajudou a libertar o sentimento dos dois.

Eles logo encontraram a libertação que tanto esperavam, o que não significa que esse era o fim. Não se Penelope e Luke tinham uma palavra sobre isso.

Quando a manhã chegou, Penelope acordou primeiro, sentindo uma dor nos músculos e dor de cabeça. Mas ela não sentia vergonha por deixar seus sentimentos livres. Ela foi até a cozinha, tomar dois analgésicos e pegar o jornal na porta.

Ao abrir, ela viu um corpo caindo no chão.

— LUUUUKKKEEEEE! – Penelope gritou e caiu para trás, longe da porta.

Luke saltou da cama no estilo Jackie Chan, de arma em punho. Na verdade, as duas armas em punho. Ele entrou na cozinha e primeiro olhou para Penelope em pânico e depois para o corpo.

— Vem comigo. – Luke a puxou para o quarto e colocando as roupas, chamou a equipe. – Ok, eles estão vindo. Pen, por favor. O que eu posso fazer para você se acalmar?

— Me abrace. – Penelope sentiu Luke envolver seus braços nela. – Estou realmente assustada, Luke.

— Tudo bem. – Luke a beijou nos lábios. – Eu sempre vou estar aqui.

Por algum motivo, aquela promessa a fez se acalmar. Ela precisava admitir que ele era bom nessa coisa de cuidar dela, mesmo que na maioria dos dias ela pudesse fazer isso sozinha.

Emily havia mandado dois agentes na frente para garantir a cena do crime.

— Não era como eu queria ter conhecido seu novo apartamento, Pen. – JJ tentou brincar e viu Luke. – O que faz aqui tão rápido?

— Foi ele quem me ligou. – Emily entrou e colocou as luvas.

Ela não disse mais nada. Não era o lugar delas de fazer piadinhas de “finalmente”, apesar de estar feliz que finalmente seus dois amigos deram uma chance um para o outro.

— Então, vinho tinto, pijama... – Matt comentou. – Rolou alguma coisa?

— Não aconteceu nada. – Luke não queria constranger Penelope. – E se aconteceu, não é seu lugar em saber.

Luke não queria que saísse de um jeito tão rude e se desculpou com Simmons. Ele disse que não precisava se preocupar. Ele só queria a felicidade de Penelope.

— Nossa vítima é Karen Washington. – Dave comentou. – Foi o nosso cara mesmo.

— Bem, ele tem uma preferência. – Reid comentou. – Loiras, curvilíneas.

— Sim, por isso ele mirou em Penelope. – Tara disse. – Quero dizer, nada contra você Pen, mas esse cara tem uma compulsão por loiras e vocês está perfeitamente na linha dele. Ele não se importa que você trabalhe no FBI.

— Então, temos que jogar uma isca para ele. – Emily comentou e viu Luke ficando vermelho. – Luke...

— Não. Penelope não vai ser usada em uma droga de isca. – Luke se colocou na frente dela. – Não.

— Ou vocês dois poderiam se passar por namorados e atrair o suspeito. – Rossi sugeriu, como se fosse a coisa mais normal de todas. – No final, ele também detesta que elas tenham namorados.

Luke olhou para Penelope e pegou a mão dela. Eles iriam fazer isso.

Duas horas depois, um homem baleado, — que por acaso era o suspeito que eles procuravam, — e um beijo de cinema na frente de todos para deixar que Penelope era dele depois, Luke estava saindo com Pen pela porta da frente do FBI. Ele a levou para o carro, passou na confeitaria e comprou uma porção de chocolates para brincar com Pen.

Luke nunca esteve tão feliz por quase levar um choque de Taser na vida. Agora, Penelope finalmente era toda dele.