Quase cinco anos desejando chamar Penelope para sair fizeram Luke suspirar. Depois daquela noite, ela iria dizer adeus para sempre.

Seu coração se contorceu pensando que aquele escritório no final do corredor seria apenas um escritório qualquer.

Ele acelerou o passo, a corrida fazendo seus pés doerem quando as lágrimas caíram descontroladas. Seu mp4 tocando Life Of the Party de Shawn Mendes e ele lembrava dela a cada estrofe.

Roxy veio ao lado de Penelope no segundo em que seus pés cambalearam e ele caiu no chão.

Ele precisava se controlar e se arrumar. Dar uma chance ao seu próprio coração.

Penelope se vestiu em frente ao espelho de seu quarto. Ela mal acreditava que estava indo para sua festa de despedida. Ela prometeu não chorar ao pensar no que estava fazendo, no que estava deixando para trás.

Ela aplicou o raio com Glitter em sua bochecha e fechou o estojo dos óculos que ela iria usar.

Finalmente estacionando na casa de Rossi, Luke pensou na última vez que esteve aqui. Eles estavam tomando vinho, pensando ter fechado um caso estranho, mas Emily logo disse que eles precisavam voltar. E foi quando Luke descobriu algo que não gostou.

Ele viu Matt e Kristy entrando e decidiu que como Penelope ainda não havia chegado, ele iria tomar coragem. Mas quando ele passou o portão, ele a viu chegando em seu caddie e não conseguiu deixar de rir.

Ele entrou, sabendo que ela não o veria, mas ela o viu. Era impossível. Parecia que ela sempre seria atraída por Luke.

Ele cumprimentou todos os amigos e entrou para comemorar. Aquela noite ele iria deixar seu coração comandar. Tudo o que ele diria fora ensaiado apenas com ele e as estrelas.

— Eu vou beber isso. – Luke tentou realmente se divertir, mas achou complicado.

—Você não pode começar sem a bala do baile chegar. – Penelope apareceu sorrindo e Luke achou difícil se concentrar.

— Não se preocupe. – Luke não conseguia parar de olhar para Penelope. – É apenas a primeira de muitas.

Penelope desejou que aquilo fosse sobre muitas coisas e que ele de algum jeito a beijasse lá mesmo.

Mas ele parecia muito concentrado em olhar para ele.

Eles foram para a pista de dança e Luke olhava para o quão Penelope parecia solta e nenhum pouco preocupada sobre o que pensariam sobre ela.

Então, chegou para Luke a principal coisa na lista dele. Chamar Pen para sair em um encontro com ele.

Ela se aproximou dele e ele entregou outro copo de água. Ele começou a desejar que aquele copo fosse sua boca e ela o estivesse beijando apaixonadamente.

— Então, como nós não trabalhamos mais juntos, o que acha de sairmos para jantar? – Luke sentiu seu próprio coração e de repente, o seu desejo de ser seus lábios ao invés do copo foram atendidos quando Penelope o beijou.

Ele largou o dele, atraindo a atenção de todos que ficaram em silencio, talvez de choque, talvez de felicidade, mas todos resolveram deixar os dois finalmente cederem ao impulso de beijar um ao outro.

— Pen? – Luke respirou com fome pela boca dela. – O que foi isso?

— Foi meu desejo se tornando incontrolável. – Penelope sorriu e se aproximou de novo dele. – Me diga que você sente a mesma coisa que eu sinto. Me diga que eu não sou paranoica, ou...

Luke não a deixou completar. Estava mais uma vez tocando Life Of The Party, agora na festa de Rossi.

Ele a puxou para seus braços e os dois devoraram a boca um do outro. Tantos sentimentos explodindo e tornando uma só coisa, tantas horas chorando por causa de um amor considerado impossível pelos dois serem colegas de trabalho.

Tanta coisa finalmente posta à prova.

De longe, Emily observava o casal finalmente dando um passo gigante ao próprio amor. Ela tocou em seu cabelo e suspirou.

Luke e Penelope deixaram a festa sozinhos. Eles não podiam estar a caminho de transar, pelo menos por agora, mas eles queriam ver o sol nascer.

Era uma coisa bobinha que Penelope sempre desejou. E Luke não conseguia parar de sorrir, porque era o sonho dele também. Ver o nascer do sol com Penelope, a beijando como sua.

Nenhum deles sabia o que o futuro reservava, mas eles estariam juntos para o que desse e viesse.

Cinco anos depois...

As manhãs de domingo eram as preferidas de Penelope Grace Alvez. Ela mal podia acreditar na sorte que teve ao se casar com Luke. O primeiro ano de namoro também marcou o primeiro dia de casados.

Eles fizeram uma cerimônia simples na praia onde eles fizeram amor pela primeira vez. Ela havia voltado para a BAU seis meses depois de sair por não aguentar ficar longe de todos os seus amigos e especialmente de Luke.

Dizer que a vida melhorou era um grande eufemismo. Penelope ficou grávida logo no sexto mês de casada. Foram duas garotinhas. Antonella e Isabella vieram ao mundo em uma gravidez.

Emily havia prosperado com Hotch. Ela e Mendoza haviam terminado e Emily finalmente aceitou que o que ela sentia por Hotch era amor.

— Isabella Marie Alvez! – Penelope sentiu a filha cair na cama dela e de Luke. – Antonella Christina Alvez!

Agora estavam os quatro na mesa cama.

Luke tentou não cair na gargalhada quando sentiu que Roxy e Sergio se aproximavam. A cama era pequena, ainda mais com Penelope grávida de um terceiro bebê, mas ninguém realmente reclamava.

— Bom dia, garotas do papai. – Luke resolveu acordar. – Vejo que a mamãe já está a mil.

— Seu bebê está me deixando chateada. – Penelope fez um biquinho. – Luke, acho que vamos ter que comprar um carro maior se você seguir com o plano dos doze.

— Eu compro uma casa, um carro, talvez eu compre um daqueles carrinhos motorizado assim você pode cuidar das crianças ao mesmo tempo. – Luke viu Penelope sorrir. – Mas eu devo dizer, cinco anos fizeram bem a você.

— Acho que não. – Penelope só queria ser mais elogiada por Luke. – Acha mesmo?

— Garota, eu faria um bebê a cada seis meses com você. – Luke a abraçou em frente do espelho. – Porque a gravidez te faz muito bem. Minha deusa.

— Eca, pai. – Isabella cobriu os olhos.

— Isso mesmo, fechem os olhos. – Luke brincou. – Nada de beijos até os 35 anos.

— Luke. – Penelope caiu na gargalhada.

— Está certo, 26. – Luke sorriu brincalhão. – Quando esse bebe nascer, eu vou esperar o tempo suficiente para a gente brincar.

— Roxy, proteja os ouvidos das suas irmãs. – Penelope sorriu, mas parou assim que sentiu uma pontada. – Oh, não.

— Amor? – Luke colocou a cabeça para fora do banheiro. – Está tudo bem?

— Acho que a minha bolsa estourou. – Penelope sorriu docilmente para Luke, que entrou no modo “Loucademia de polícia”.

Todos estavam lá quando a terceira herdeira Garvez, como Rossi havia chamado, nasceu.

Ela ganhou o nome de barbara, em homenagem a mãe de Penelope. E quem realmente acha que eles pararam em três, estava engando. Eles tiveram dois meninos quatro anos depois. E Luke estava firme e forte em fazer bebês.