Oneshots Criminal minds Parte 4
63 Hotchniss Nightmare.
Caminhando pelo corredor escuro Emily encontrou uma sala ainda maior. Ela sabia o que iria encontrar e rezou para que seu pior pesadelo não se realizasse.
— Garcia? – Emily se ajoelhou a frente da amiga no chão. – Você precisa resistir.
— Emily! – A voz de Penelope saiu como um pedido. – Emily!
Emily levantou da cama quase correndo para pegar a arma, mas Hotch a segurou. Ela olhou para o marido ao lado dela e caiu no choro ao perceber que tudo fora um sonho ou pesadelo.
— Você está bem, amor? – Hotch acariciou os cabelos da esposa. – Foi apenas um pesadelo. Está tudo bem. Eu estou aqui.
Emily conseguiu se acalmar e tomou o copo de água que Hotch a oferecera. Ela sabia que a amiga vivia sozinha e ela precisava ligar.
— Ei, sabe que pode me contar tudo. – Hotch a viu olhar para o telefone. – JJ de novo?
— Penelope. – Emily sentiu a adrenalina abaixar lentamente. – Era o mesmo sonho de antes, mas dessa vez era Pen deitada no chão.
— Você tem ido as sessões de terapia? – Hotch odiava tocar nesse assunto. – Depois de tudo o que você passou, talvez seja uma boa. A Dra Grace pode ajudar você.
— Hotch, eu não consigo fazer ele ir embora. – Emily respondeu aflita. – Desde que eu deixei Jackson fugir, eu não consigo pensar que ele pode ir e atacar JJ ou Penelope.
— Morgan está cuidando de Penelope agora. – Hotch deu um olhar feliz. – E JJ tem Will e proteção extra com Reid lá.
Emily se levantou e puxando o colchão para cima, retirou quatro arquivos.
— Eu reuni isso durante esses seis meses. – Ela abriu todos os arquivos. – Jackson tem chegado cada vez mais perto de Washington. Acho que sou o jogo final dele.
— Talvez. – Hotch olhou as imagens das duas últimas vítimas. – Loiras, óculos de grau e curvilíneas. Você está certa, ele mudou de curso, mas você não é o jogo final.
— Então, temos que pegar antes que ele tente. – Emily colocou seu terno branco com calça preta, salto alto e pegou uma bolsa do seu armário.
Hotch se arrumou, sabendo que Emily estava indo para o escritório, apesar de serem apenas cinco da manhã. Pegando Jack no colo, ele colocou o filho ainda dormindo enquanto Emily pegava a pequena Joan e a colocava na cadeirinha do carro.
— Para onde vamos? – Hotch fez a pergunta apenas para que Emily pudesse dizer por si mesma.
— Para a BAU. – Emily respondeu. – Podemos deixar as crianças na sala de Derek, ele vi entender. Eu só quero algo para pegar ele antes que ele possa tentar fazer algo contra Pen.
— Certo. – Hotch dirigiu com calma.
As pessoas geralmente estavam dormindo naquele momento. Apesar de Hotch estar com um pouco de dor de cabeça, ele sabia que era muito importante para Emily ir e pegar Jackson. Ele havia ganhado a pequena Joan durante o tempo que estavam procurando por Jackson e foi quando Emily soube.
Era hora de acabar com Jackson de uma vez por todas.
— Certo, Jackson tinha uma casa aqui em Washington. – Emily começou. – O que aconteceu com ela?
— Foi vendida. – Hotch passou uma imagem do arquivo. – Ela foi destruída e no lugar está sendo levantado um prédio de oito andares.
— Droga. – Emily suspirou. – Certo, você é o unsub e eu uma vítima. O que faria você vir até mim?
— O seu cabelo. – Hotch respondeu. – Eu prefiro loiras. Morenas não são minhas vítimas perfeitas, tenho que gastar dinheiro comprando tinta se eu quero ter você como minha vítima.
— Certo. – Emily percebeu que Reid estava chegando a BAU. – Ei, Reid. Excelente timing. Eu sou o unsub e você a vítima. O que eu deveria fazer para você vir até mim?
— São as vítimas de Jackson? – Reid perguntou. – Se eu fosse ele, eu pegaria uma vítima onde ela não tem controle, como uma loja nova ou uma doceria.
Emily, Hotch e Reid estavam concentrados no perfil de Jackson quando ouviram o distinto clique de uma arma. Olhando para cima, Emily se deparou com Jackson. Em um movimento rápido, ela puxou a própria do coldre e apontou para o homem.
— Como chegou aqui? – Emily perguntou.
— O guarda morto lá embaixo pode responder isso. – Jackson abriu um sorriso. – Achei que as duas loiras bonitas estariam aqui.
— Fique longe delas, Jackson. – Emily percebeu que Hotch estava tentando fazer algo. – Por que veio aqui?
— Porque era hora de acabar com aquilo que começamos há seis meses. – Jackson resolveu pegar um dos porta retratos da mesa de Emily. – Penelope e JJ são duas mulheres lindas. Loiras, prontas para eu ver o sangue brilhar.
— Deixe as duas em paz. – Hotch estava sob a plataforma agora. – Eu sei que você sabe que não vai poder chegar a elas.
Jackson cometeu um erro. O erro de olhar diretamente para Hotch, se esquecendo de Emily e Reid.
Ele ouviu um clique distinto, mas era tarde demais. Uma única bala penetrou no crânio dele e a arma caiu o chão, uma bala atingindo seu braço e a terceira no coração.
Emily deixou a arma cair, mal acreditando no que aconteceu no cercado.
— Está tudo bem. – Hotch abraçou Emily. – Acabou.
Duas semanas se passaram desde aquele incidente na BAU. Penelope e JJ estavam livres de qualquer perseguição. Jackson havia sido reclamado por uma irmã, que o cremou.
— Senhora Hotchner, duas semanas se passaram agora e como você se sente? – A psicóloga que Emily foi obrigada a ver. – Como tudo o que você passou com Jackson na sede da BAU lhe afetou?
— Pode parecer ruim, mas eu me sinto bem. – Emily respondeu. – Os pesadelos foram embora e agora eu posso dormir ainda melhor. É como se matar Jackson tivesse exorcizado todos os meus pesadelos.
— Agente Emily Hotchner, eu tenho certeza que matar Jackson não deve ter sido a primeira opção, mas em algum momento, ela foi. – A psicóloga anotou algo em sua prancheta. – Emily, quando tomamos decisões que afetam que podem nos tornar pessoas ruins, temos o poder de escolher ou não.
— Eu matei Jackson por minha escolha e estou bem com ela. — Emily declarou. – E estou pronta para voltar ao trabalho.
— E eu vou recomendar a sua volta. – A psicóloga anotou. – Seja Bem-vinda de volta à equipe.
Emily apertou a mão da mulher e olhou para o EVAL em sua mão. Era hora de voltar a ser a agente federal que ela sabia que era.
Hotch se levantou quando a esposa saiu da sala da psicóloga e a abraçou.
— Estou de volta, Hotch. – Ela beijou seu marido e sorriu. – Pronta para ir atrás de caras maus.
— Que bom, porque Penelope preparou uma festa surpresa para sua volta. – Hotch deu uma risada fofa. — Finge surpresa, ok?
— Certo. – Emily sorriu.
Ela fingiu surpresa quando entrou no andar da BAU e viu a decoração que seus amigos faziam.
Hotch olhou para a esposa e deu uma risadinha. Os dois filhos do casal estavam com eles.
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