Oneshots Criminal Minds
7 The baby
Notas iniciais
Luke e Penelope estavam namorando há quase um ano. Não havia aquela presa em casar ainda. Eles precisavam decidir tudo. Eles acabaram de marcar a cerimônia para seis meses.
Penelope acordou com uma súbita vontade de vomitar. Ela vomitou tudo o que havia comido na noite anterior e se sentia pior. Olhando em sua bolsa, ela notou os absorventes ainda fechados.
Ela teve impressão que a comida não era o motivo para ela vomitar. Ela havia passado dois meses de seu período de menstruação. Seus seios doíam e ela parecia ter ganhado alguns gramas.
Agarrando a carteira ela foi para a primeira farmácia que conseguia procurar online. Ela passou por testes simples e testes complexos, que mostravam quantos meses ou semanas ela estaria. Ela agarrou um de cada e pagou.
— Obrigada. – Ela sorriu educadamente para atendente antes de sair.
Seu coração batia forte. Se ela estivesse grávida, talvez então ela devesse deixar Emily saber primeiro, afinal era sua chefe e depois JJ. Ela poderia dar alguns conselhos sobre gravidez e Tara seria a próxima porque como psicóloga ela poderia aconselhar.
Ela fez os passos indicados nas caixas e se sentiu nervosa. Colocou um cronometro para lhe deixar saber quando o resultado estaria pronto.
Sua vida iria mudar. E ela estava ansiosa para isso na verdade. Um bebê. Ela nem sonhava mais com isso. Depois do fiasco de Kevin e Sam ela desistiu sem mais lutar.
Quando os resultados estavam prontos, ela correu para o banheiro e examinou cada teste, sorrindo por todos os resultados positivos.
Então ela fez as ligações que precisava. Ligou primeiro para Emily para lhe deixar a par da situação.
— Hey Pen. – Emily estava alegre. – Eu disse que você tinha a tarde de folga.
— Eu tenho algo para contar. – Pen disse. – Eu vou precisar de uma pequena licença daqui há alguns meses.
— Você está bem? – Emily estava preocupada. – Algo de grave?
— Eu estou grávida Emily. – Pen disse. – Eu e Luke vamos ter um bebe.
— Oh meu Deus, Penelope! – Emily estava feliz pela amiga. – Eu estou muito feliz. Eu sou a primeira a saber?
— Sim. – Penelope confessou. – Quero fazer uma surpresa para Luke. Talvez algo no trabalho.
— Tem minha permissão. – Emily estava eufórica. – Me deixe saber quando saber de quanto tempo você está e vamos arranjar férias para os dois novos pais.
— Eu te agradeço Em. – Penelope disse. – Obrigado.
— Sempre. – Emily disse antes de desligar.
Penelope suspirou. Pelo menos isso tinha sido mais fácil com a chefe. Ela procurou o número de JJ. A regra das mulheres primeiro era válida aqui.
— Hey Jayje. – Penelope disse quando a amiga respondeu. – Tem um minuto?
— Tenho. – JJ parecia ocupada, mas falar com Penelope era uma distração bem-vinda. – Como você está Garcie?
— Esperando um bebê. – Penelope disse diretamente. – E você é a segunda a saber disso.
— Parabéns Pen. – JJ estava feliz. – Suponho que você me ligou por dicas.
— Você se importa? – Pen parecia chateada. – Se estiver ocupada eu posso ligar depois.
— Eu nunca estou ocupada para você Garcie. – JJ suavizou. – Posso apostar que o seu humor está mudando rápido, não é?
— E isso é horrível. – Pen disse. – Eu quase joguei um prato no meu vizinho hoje.
— Hormônios, Pen. – JJ sorriu. – Você vai precisar ter cuidado com eles. E sempre se lembre de tomar água. E de se alimentar corretamente.
— Posso pedir sua ajuda? – Ela perguntou a JJ. – Eu pareço rude, mas meus hormônios estão me deixando louca.
— Você quer surpreender Luke? – JJ adivinhou. – Eu acho que você poderia deixar os meninos de fora e fazer uma carta.
— Carta? – Pen não entendeu. – Uma carta minha para Luke?
— Não. – JJ mordeu o lábio. – Uma carta do bebê para Luke. Quando eu estava grávida fiz uma para Will.
— O que eu faria sem você JJ? – Penelope achou a idéia perfeita. – Escute, não conte a Spencer ainda. Por mais que eu ame meu gênio, vou contar com todos presentes.
— Ele vai te encher de cuidados. – JJ lembrou. – Até as estatísticas.
— Eu não me importo. – Garcia alisou a barriga. – Eu quero esse bebê em meus braços e seguro.
Ela ligou para tara depois de JJ e conseguiu alguns conselhos. Sentada a frente do computador ela digitou uma página de texto em forma de carta como se fosse o bebê falando com Luke.
Sorrindo para o resultado, ela imprimiu e colocou em um envelope cor de rosa. Flores enfeitavam o envelope e ela escreveu o nome de Luke nele.
O dia seguinte chegou mais rápido que ela previu. Ela não poderia esconder essa gravidez tanto quanto ela queria. Ela precisaria de exames e alimentação especial para isso.
Luke estava finalizando a compra de uma casa para eles morarem com Roxy e agora com o bebê.
— Hey. – Ela disse quando o viu. – Isso é para você.
— Uma carta? – Luke a beijou. – Achei que você seria tecnológica agora.
— Eu ainda gosto de comunicação retro. – Ela riu. – Prometa-me que só vai abrir quando eu estiver longe daqui.
— Algo assustador? – Luke arqueou uma sobrancelha. – Devo me preocupar?
— Não. – Ela o beijou e saiu. – Quando terminar de ler me procure.
Luke se sentou com a carta na mão. Matt e Reid o observavam e Spencer tinha uma idéia do que poderia estar acontecendo.
Abrindo o envelope, Luke começou a ler a carta.
" Oi papai.
Estou ansioso para lhe conhecer. Acredito que mamãe ainda não tenha lhe contado que estou chegando então resolvi escrever essa carta.
Ela descobriu ontem a noite que eu estou vindo. Daqui há alguns meses nos vamos nos encontrar. Não brigue com a mamãe por ela contar para a Srta Emily antes. Afinal ela é chefe de vocês dois e mamãe vai precisar de um tempo logo que eu nascer.
Com amor,
Bebê."
Luke estava chorando ao terminar de ler a carta. Ele iria se tornar um pai e ele estava pulando por dentro.
— Tudo certo, Luke? – Matt estava preocupado. – Você está chorando.
— É de alegria. – Ele conseguiu falar. – É de amor também.
— Tem a ver com a carta? – Reid se aproximou. – Ela não está deixando você, não é?
— Não Spencer. – Luke passou a carta para ele. – Ela está me dando um presente.
— Ela está esperando um bebê? – Reid gritou para a sala toda ouvir. – Meu Deus!! É maravilhoso. Sempre me perguntei quando você daria isso a ela.
— Er... Obrigado. – Luke estava corado naquela hora. – Eu acho.
— Eu daria tudo para ver a cara de Kevin agora. – Reid exclamou. – Eu acho que deveríamos fazer uma festa para comemorar isso.
— Você parece feliz com isso. – Luke estava se divertindo. – Um pouco mais do que eu até.
— Eu só estou nervoso. – Reid confessou. – O que me lembra que ela precisa escolher um padrinho para o bebê.
Matt e Luke sorriram. Spencer parecia muito animado com a gravidez de Penelope.
Simmons abraçou Luke. Ele sabia o que era esse momento. Ele passou isso com sua esposa e deus sabe o quanto era maravilhoso. Penelope era sua amiga também e ela merecia cada segundo dessa experiência.
— O que vai fazer agora? – Matt perguntou. – Digo, você precisa primeiro ir até ela e deixar ela saber o quão feliz está.
— A primeira coisa vai ser adiantar o casamento. – Luke anunciou. – Então eu vou dizer a ela o quão feliz e assustado eu estou e então levar ela para a prefeitura e casar com ela.
Rossi e Emily olhavam para a cena de cima das escadas. Era uma alegria compartilhada por todos.
— Ei Alvez. – Rossi viu o agente se virar para ele. – Venha para minha casa depois. Todos estão convidados a festejar o casamento se nossa dama aceitar.
Penelope estava preocupada com a demora de Luke em vir ao seu escritório. Quando a porta dela se abriu, ela viu Luke e seus olhos brilhando de emoção.
Ele não disse uma única palavra antes de se ajoelhar e beijar a barriga dela.
— Ei bebê. – Ele sussurrou. – Eu estou louco para te conhecer.
Então ele se levantou e a beijou. Não precisavam de palavras naquele momento.
— Então está bem com isso? – Ela perguntou.
— Muito bem. – Ele a abraçou. – Eu queria te pedir uma coisa.
— Qualquer coisa, Luke. – Ela disse.
— Eu sei que nosso casamento é daqui a seis meses, mas eu não quero esperar nem mais um segundo para isso. – Ele tirou um par de alianças do bolso. – Vamos até a prefeitura. Com nossos colegas como testemunhas e vamos nos casar. Não consigo passar nem mais um segundo sem você.
— Posso pegar minha bolsa? – Ela perguntou inocente. – E comprar algo branco no caminho?
— Qualquer coisa. – Luke a beijou. – Leve meu cartão e compre o mais lindo que você encontra bela dama. Leve JJ, Emily e Tara com você.
Eles sorriram um para o outro. Luke tremia de nervosismo. Penelope também. Ela passou por vestidos brancos de vários tipos e por fim ela escolheu um vestido leve branco com uma pequena tiara com um véu pequeno.
Apesar de Luke oferecer seu cartão, Rossi fez questão de pagar pelo vestido e pelo terno do noivo.
Quando a hora de Luke e Penelope chegou no cartório, todos estavam vestidos com roupas adequadas para a ocasião. Henry e Michael juntos com Will e JJ e Kristy e todos os filhos de Simmons apareceram para a cerimônia.
Em pouco tempo, eles estavam casados e comemorando na casa de Rossi.
A medida que os meses passavam a barriga de Penelope crescia e eles estariam tendo uma menina. Luke já imaginava como sua filha seria. Se ela fosse igual a mãe o coração dele não aguentaria de amor.
A chegada do nono mês de gravidez foi corrida. Emily colocou os dois de férias. Depois de tudo o que Penelope fez, ela mais do que merecia estar junto de Luke e da bebê que estava prestes a nascer. Spencer foi superprotetor com Penelope durante a gravidez. Assim como com JJ.
Ele a ajudava sempre que ela precisava de alguma coisa, sempre trazia Ginger Ale para ela beber, sempre trazia frutas e até deu um livro de nomes para ela escolher com Luke.
Então, um dia durante um intervalo, Penelope sentiu as primeiras contrações. Foi uma corrida frenética da equipe. Dois SUV's dirigindo para o hospital. Emily ligando para Derek saber que sua amiga estava dando à luz.
Penelope foi movida para a sala de parto e Luke seguiu sempre colado e de olho.
— Certo, senhorita Alvez. – O médico disse. – Você está quase pronta para trazer esse bebê ao mundo. Como se sente?
— Com dor. – Ela disse no meio de uma contração. – Mas extremamente feliz.
— Ótimo. – O médico sorriu. – Senhor Alvez, se puder dar suporte a sua esposa vamos começar o processo.
Luke segurou as mãos de Penelope e deu seu sorriso. Eles finalmente estavam se tornando uma filha.
— Está preparada? – O médico se posicionou. – Quando eu disser empurre, você empurra com toda a força que conseguir.
Pen respirou. Essa dor teria a maior recompensa da vida dela.
— Empurre agora! – O médico pediu.
Penelope empurrou com um grito. Luke apertou a mão dela vendo a mulher incrível que ela era.
— Mais uma vez! – O médico deu um sorriso. – Está quase saindo. Mais uma vez.
Aos poucos, a bebê estava saindo. Penelope suava e Luke queria gravar esse momento. Penelope era uma deusa nessa hora e ele estava feliz.
Então de repente um choro de bebê foi ouvido no quarto. Sua filha estava no mundo. Ela foi limpa, pesada, medida e teve o cordão umbilical cortado e guardado.
A enfermeira sorriu para a menina e enrolou em um cobertor do hospital e foi direto para os braços da mãe, ainda chorando. A menina tinha bons pulmões.
Quando Penelope a segurou pela primeira vez, a menina se acalmou e logo queria seu seio. Um pouco impaciente a menina era.
— Ela é linda. – Luke estava com lágrimas. – Fizemos uma bonita garota.
— Eu acho que ela tem um pouco de nós dois. – Penelope sorriu para o marido. – Acho que precisamos decidir nomes.
— Eu tenho alguns em mente. – Luke disse. – Estou entre Antonella e Mary.
— Eu gosto de Antonella. – Penelope disse. – Seria lindo como ela. O que acha?
Luke sorriu. No fundo ele esperava que ela escolhesse Antonella.
— Então está decidido. – Ele beijou a esposa e depois a filha. – Bem-vinda Antonella.
Luke pegou a bebê em seus braços e a levou para fora. Passando por todos os amigos presentes, Luke disse a todos o nome da bebezinha. Rossi sorriu ao lembrar que esse era um nome italiano.
Luke e Penelope decidiram que Antonella não teria apenas um casal de padrinhos. Eles escolheram todos os colegas como padrinhos da criança. Era mais do que justo.
Penelope, Luke e Antonella foram felizes para sempre a partir daquele dia. As ameaças dos doentes que eles caçavam não abalavam a família que só se fortalecia mais ainda.
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