Oneshots Criminal Minds
8 Blue Code.
Aconteceu tão rápido. Em um momento Luke e Penelope estavam rindo de uma piada engraçada e no seguinte eles estavam virando no ar com a SUV. A SUV deu três giros no ar e depois pousou no chão com um baque surdo no chão. Teto diretamente no chão, vidros espalhados da janela quebrada e sangue.
Levou alguns minutos para Luke acordar. Sua cabeça girava e a dor em seu braço lhe dizia que provavelmente ele tinha quebrado. Não que ele se importasse agora.
Olhando para Penelope, ela estava coberta de sangue na cabeça. Ela parecia totalmente apagada. Braço posicionado acima da cabeça e os dedos pareciam quebrados.
— Penelope! – Ele gritou. – Pen. Me responda por favor.
O pânico tomou conta dele e ele teve que esquecer a dor em seu braço para chamar a emergência.
Cinco minutos se passaram até uma sirene ainda longe ser ouvida. Ele sabia que precisava acordar Penelope mesmo que o matasse ver ela com dor.
Ele começou a chamar Penelope, com toda a voz que de repente se concentrou e ele soltou um suspiro quando ela começou a abrir um pouco os olhos. Ele sabia que em caso de acidente, ele precisava que ela ficasse acordada tempo suficiente.
— Não se mexa! – Ele logo pediu. – Aguente firme.
— Dói. – Ela gemeu. – Tudo dói.
— Eu sei, meu amor. – Ele queria beijar ela e tirar a dor. – Pode me dizer o que dói?
— Meus pés e mãos. – Ela parecia incerta. – Isso é bom, não é? Eu sentir meus pés e mãos?
— Sim. – Luke soltou uma respiração que ele nem percebeu que segurava. – Apenas fique comigo.
— Isso é uma maneira ruim de começar o dia. – Penelope tentou brincar. – Com um acidente.
— Vai dar tudo certo. – Luke garantiu. – Vamos sair dessa situação juntos.
— Me promete uma coisa? – Ela parecia cansada. – Eu preciso que me prometa uma coisa.
— Qualquer coisa, P. – Ele suspirou. – Qualquer coisa.
— Aconteça o que acontecer, não deixe ninguém usar minha sala. – Penelope começou a fechar os olhos. – Eu te amo Luke.
— Eu prometo e eu te amo também. – Luke viu a ambulância parar. – Fique acordada Penelope. Você não pode dormir.
Era tarde. Ela já havia caído inconsciente de novo. Luke viu pares de pernas e então alguém surgiu em sua janela.
— Agente Alvez. – O socorrista perguntou. – O senhor está bem?
— Ajude ela primeiro. – Luke gritou e apontou para Penelope. – Não a deixe morrer agora.
— Vamos ter que içar o carro. – Outro disse. – Coloque um colete cervical nela e nele. Não vai dar certo se eles estiverem de ponta cabeça.
Tão gentilmente, Luke sentiu que um colete era colocado e depois viu em Penelope.
— Vamos com cuidado no três. – O homem disse. – Quando viráramos, eu quero uma linha IV, monitores cardíacos e uma prancha pronta para ela. Tragam o helicóptero.
Emily e Rossi apareceram correndo pela rua. Ela parou em choque ao ver a situação de Penelope. Um guincho e um cabo de içar estavam prontos para virar o carro.
— Agora! – Ele gritou e o carro começou a ser içado. – Mais depressa!
O carro girou e Luke se perguntava se ela poderia entender o que estava havendo. Ele não queria saber se estava sangrando ou se seu braço estava quebrado. Penelope deveria ser a prioridade aqui.
Uma onda de socorristas começou a atender Penelope ainda no corro, tamanha era a preocupação com a agente.
Quando a porta onde ela estava foi enfim retirada, eles a levaram para a prancha e ela foi conectada a uma máquina de monitoramento cardíaco. Um IV no braço, oxigênio no nariz e sendo ventilado manualmente.
A maca de rodinhas começou a correr.
— Eu vou com ela. – Rossi se ofereceu. – Fique com Luke.
Ele nem precisava de aprovação. Ele só queria estar com Penelope. Ela foi colocada na ambulância enquanto Luke era retirado dos destroços.
Rossi não podia acreditar no que estava acontecendo. Penelope estava mostrando sinais de choque e de traumatismo. Ele pegou a mão dela ao mesmo tempo que ela alinhou a primeira vez.
Dois choques depois ela voltou e foi direcionada ao helicóptero. Eles foram para o Kings Medical. Ela precisava de atendimento de ponta. E diretamente para a cirurgia.
Luke também precisou de uma cirurgia no braço quebrado. A equipe inteira estava nos corredores.
— Não foi acidente. – Rossi declarou. – Eu consegui ver o estrago na janela. Uma bomba acionada a distância.
— Acha que eles foram os alvos? – Matt olhava para a sala de cirurgia onde Penelope estava há quase quatro horas. – Por que?
— Cat Adams. – Reid disse. – Eu posso jurar que ela está envolvida nisso.
— Ela e Lindsey estão presas. – Emily sabia que o agente estava certo. – Então ela encontrou outro parceiro. E atacou Garcia e Alvez. Mas por que? Qual o jogo dela?
— Eu não sei. – JJ fechou o punho. – Mas eu mesmo vou acabar com ela se ela tiver feito isso.
Um médico apareceu. Ele olhava para baixo, triste.
— Agente Alvez? – Ele perguntou.
— Nós. – Matt saltou na frente. – Como ele está?
— Ele teve um braço quebrado na batida. – O médico olhou no tablet. – Ele não vai poder mexer por um mês ou mais e vai precisar de fisioterapia. Imobilizamos o pé dele também só por precaução. Além disso, ele tem uma concussão, mas ele passou pela cirurgia.
— E Penelope? – Reid estava preocupado. – Como ela está?
— A doutora Scatena deve estar finalizando a cirurgia dela. – Ele olhou para o chão. – Ouvi dizer que ela passou maus tempos.
Reid estava destruído. Penelope era como uma irmã para ele e agora, ela estava enfrentando quatro horas de operação.
Ashley Scatena apareceu e olhou para o grupo de agentes. Alguns pareciam aliviados pelo amigo, mas destruídos pela amiga.
— Algum de vocês está aqui para a senhorita Garcia? – Ela viu Matt outra vez pular na frente. – Suponho que você está aqui por ela?
— Todos estamos. – Matt respondeu. – Como ela está?
— Ela teve alguns ferimentos sérios. – Ashley hesitou. – Eu sinto muito, mas a senhorita Garcia está atualmente em coma.
Reid caiu na cadeira e começou a chorar. Emily soltou um grito dolorido e chorou também. JJ tentou não chorar, mas foi demais para ela. Matt apenas olhava para a parede em choque e deu um muro forte.
Rossi caminhou para a UTI. Ela já estava com todos os tipos de tubos e ele se apoiou contra o vidro. Ela estava lá, tão frágil e tão sozinha. Ele sempre se considerou o pai dela. E depois que ela levou o tiro eles tinham um hábito de sair as terças para jantar.
Sem paixões ou romance. Apenas doses de amizade que ele sabia que ela precisava. Ele não escutou quando a médica disse que o prognóstico não era bom. Ou quando ela disse que se ela não acordasse nos próximos seis meses, ela provavelmente morreria.
Eles começaram a revezar. Ninguém queria deixar Penelope sozinha num hospital. Rossi decidiu fazer um quarto hospitalar em sua casa para Garcia. Assim, ele poderia estar perto dela. Era doloroso ver a sempre alegre Penelope naquele estado.
Ninguém percebeu os três meses voando. Luke conseguiu voltar a ter mobilidade reduzida, mas ele apenas olhava para Pen desejando que ela o chamasse de Newbie mais uma vez. Ou que seus olhos se abrissem.
Perto do quarto mês, algo começou a mudar. Os exames voltavam melhores e a esperança foi renovada quando Matt percebeu que ela havia movido a mão inconscientemente.
Mais uma semana se passou e todos se reuniram ao redor dela. Um dos olhos começou a tentar abrir e o outro seguiu.
Passando uma mão pelo cabelo, Luke tentou deixar o medo de ela não se lembrar dele de lado. Mesmo sabendo que poderia acontecer.
— Pen. – Ele estava ao lado dela. – Você tem um tubo na boca. Não pode ainda falar.
Ela o olhou com expectativa. Ele retribuiu o olhar com um cansado e medroso.
— Você sabe quem eu sou? — Ele perguntou de uma vez. – Você me reconhece ou os nossos colegas?
Ela não sabia como responder sim. Ela o olhou esperando uma solução para esse problema.
— Vamos tentar uma coisa. – Ele capturou o olhar no dela. – Uma piscada não. Duas piscadas para sim.
Ela piscou duas vezes. Definitivamente era fácil.
— Você se lembra de mim? – Ele perguntou.
Ela piscou duas vezes e o coração de Luke saiu pela boca.
— Você se lembra do que aconteceu? – Ele começou a perguntar. – Qualquer coisa? Apenas sim ou não.
Ela piscou duas vezes.
— Certo. – Luke pegou as mãos dela. – Você ficou quatro meses em coma. – Ele viu a cara dela mudar. – Sua perna se curou nesse tempo e seu braço também. Você sente seus pés?
Ela piscou duas vezes. A médica entrou e examinou Penelope. Era um milagre ela estar viva e acordada.
Foram dois meses de muito esforço para Penelope voltar a andar. Luke nem quis mais esperar. A levando para o cartório, ele se casou com ela e se mudou para uma casa maior.
Quanto a Cat Adams, dessa vez ela não escapou. A bomba que ela pagou para ser colocada na SUV de Luke e Penelope foi suficiente para mandar ela diretamente para uma injeção letal.
As últimas palavras dela foram apenas: "Eu vou estar te esperando no inferno Spencer."
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