Notas iniciais
A minha versão para os eventos envolvendo foyet. Ele não foi atrás de Hotch, mas foi atrás de Penelope.

Eles haviam acabado de chegar de um caso. Ela estava cansada demais para perceber alguma ameaça. Hotch havia mandado todos para casa descansar um pouco.

Abrindo a porta de seu apartamento, o mesmo apartamento onde quase foi morta duas vezes por Battle há quase dois anos, Penelope largou a bolsa na mesa junto com as chaves.

Indo a cozinha, ela começou a preparar um café. Ela queria vinho, mas ele não estava no mesmo lugar. Morgan havia contratado alguém para ajudar Penelope depois do tiro, alegando que ela merecia uma ajuda.

Ele nunca contou o que sentia por ela. Ele disse a ela que a amava, porém ela foi com Kevin. Ele também já era passado. Ele conseguiu um emprego secreto e as coisas acabaram.

Agora ela estava sozinha e cansanda. A banheira com água quente foi preparada e ela entrou, relaxando um pouco. Ela acordou com algo caindo de sua mesa e quebrando. Não havia ninguém na casa com ela. E ela assim desejava.

Ela agarrou o roupão no mesmo tempo que alguém abriu a porta do banheiro e entrou, avançando rápido demais. Ela bateu com a cabeça na pia e acabou no chão, completamente apagada.

Foyet decidiu ir para Penelope assim que soube sobre ela. Ela seria uma escolha perfeita, considerando que Hotch só chegou a ele por causa dela. Retirando a faca, ele apunhalou a analista o suficiente. Ela não estava acordada e ele a arrastou pelo chão até a sala de estar, a envolvendo em uma de suas toalhas.

Ele a tirou de lá rápido o suficiente antes que sua vizinha visse algo. A levando para o hospital, ele simplesmente a deixou na emergência junto com as credenciais de Morgan e uma foto de Hotch com ela, quatro semanas depois de ela ser baleada.

A equipe foi chamada para um caso, poucas horas depois de voltarem. JJ estava aflita, procurando por um sinal de Penelope, mas tudo o que ela poderia fazer sem a amiga era ligar para seus vizinhos.

Vendo a preocupação da agente, Hotch tentou dizer que provavelmente Penelope estava dormindo com o telefone desligado. Porém, até ele sabia que era ridícula a ideia de ela desligar o telefone.

Ele pediu ajuda a Rossi para encontrar um analista técnico. Kevin estava em alguma parte do mundo e Penelope estava desaparecida. Algo não sentia bem no fundo e Hotch reprimiu uma náusea ao pensar no pior.

— Posso ver as rodas girando. – Rossi fechou o arquivo. – No que está pensando Aaron?

— George Foyet. – Ele disse em voz alta. – Ele ainda está lá fora. Se ele sabe sobre coisas sobre a equipe, ele sabe sobre Penelope.

— Hotch... – Rossi também pensava nisso. – Vamos encontrar ela, certo?

— Não sei Dave. – Hotch suspirou. – A ideia de ele se vingar de mim já é doentia, mas ir atrás de Penelope é ainda pior.

— Vou pedir um alerta sobre jovens loiras, curvilíneas e atacadas por psicopatas. – Rossi disse a última parte em tom de brincadeira. – Não deve ser muito.

Hotch suspirou. Olhando para o bullpen, ele pode ver Morgan chorando. O agente não chorou quando foi atacado, mas agora, ele parecia a beira de encher um balde delas.

Morgan pegou a foto dele e de Penelope no ultimo natal. Ela tinha um sorriso grande e Kevin estava ao fundo, com sua carranca habitual. Ele sabia que era platônico da parte de Penelope, mas Kevin não tinha certeza da parte de Morgan.

— Sabe que vamos encontrar ela. – Reid apoiou o amigo. – Temos tempo agora que o caso foi resolvido.

— Você levou um tiro. – Derek lembrou ao amigo. – E já fazem dois dias.

— Hotch! – Rossi gritou a plenos pulmões. – Eu a encontrei!

Derek correu para a sala do amigo, esquecendo de Reid. Ele entrou na sala de Rossi e o mais velho não percebeu a confusão.

— Ela está na UTI do... – Ele olhou para um Morgan completando destruído. – Derek.

— UTI? – Ele perguntou confuso. – Desde que quando ela está lá?

— Derek. – Rossi tentou acalmar o amigo. – Sente-se primeiro.

— Eu não quero sentar! – Derek gritou. – Não quando descubro que a minha Baby Girl está em uma UTI provavelmente há dois dias inteiros.

— Não podíamos contar a você, Derek. – Ele passou um arquivo. – Encontramos sangue no apartamento dela, mas sem um corpo era como se ela tivesse sido levada mesmo ferida.

— Foi ele, não foi? – Derek sabia. – Foi Foyet que fez isso com ela?

— Sim. – Rossi falou alto. – Ele a atacou com a faca e a fez bater a cabeça na pia. Depois ele a levou para o hospital, mas acharam que era uma piada.

— O que era uma piada? – Derek ligou as informações e precisou sentar. – Ele deixou as minhas credenciais e eles acharam que eram falsas. Ela ficou esse tempo todo sozinha?

— Ela não acordou ainda, Derek. – Hotch entrou na sala. – Eu falei com eles há alguns minutos. Ela teve perfurações em todo o abdômen. Foi um trauma extremo. E ela tem uma concussão.

Levantando, Derek correu, pegando suas chaves, carteira e celular e saiu às pressas. Ele sabia para qual hospital ele tinha que ir. Spencer e Emily observavam a cena e fecharam os olhos.

— Preciso falar com vocês. – Hotch chamou de cima. – É sobre Penelope.

E mais uma vez, a bomba iria cair sobre a equipe.

Derek havia sido liberado para ir ao quarto de Penelope assim que chegou. Rossi havia ligado e permitido que o agente ficasse com sua Baby Girl. Ele não sabia o que esperar antes de a ver.

Quando ele teve coragem, ele viu uma coisa diferente da que ele esperava. Ela parecia um anjo, dormindo tão calma, com o caninho óculos de nariz, o soro ligado, o monitor e tudo o que ela precisava sem excesso.

Ainda havia os cachos loiros que ele tanto amava enrolados em uma faixa de proteção.

Ele sabia que essa seria a imagem que ele levaria, não seus cortes. Ele lidaria com eles depois, quando Foyet estivesse morto a sete palmos da terra. Agora era hora de focar na menina na cama.

Ele se aproximou, calmamente dela e beijou sua testa como fazia sempre que podia. Ele tinha medo de piscar, de dormir ou ir embora e ela ter ido para sempre. Então a realidade bateu nele como um soco e ele sorriu.

Ele estava totalmente caído por Garcia. Todas as mulheres que ele teve foram uma tentativa de distração porque ele não poderia ter a linda loira.

Assim que ela acordasse, ele iria contar a ela. E ele tinha certeza que ela sentia a mesma coisa por ele. Era apenas esperar que ela pudesse ter coragem suficiente.

Penelope sentiu sua cabeça zumbir. Ela tinha a maior de todas as dores de cabeça. O cheiro de desinfetante entrou pelo seu nariz e ela viu uma sala branca a sua frente. O zumbido do monitor cardíaco e a careca de Derek deitado na cama dela, com sua mão na dela.

Ela ainda podia se mexer, mas o medo de perder o espetáculo de Derek dormindo contra ela, era mais interessante. Ela mexeu a mão, esperando que ele não acordasse, porém, o sorriso que ele deu ao erguer a cabeça ao sentir a mão dela se mexer, foi melhor.

— Baby Girl. – Ele foi para perto dela ainda mais, se era possível. – É bom ver você, doçura.

— O que houve? – A voz dela saiu áspera. – Quanto tempo estou aqui?

— Três dias. – Ele viu uma lágrima sair dela. – Ei, não chore, Pen. Todos achamos que tínhamos perdido você.

— Eu não consegui me salvar. – Ela estremeceu de dor. – Ele me pegou tão desprevenida.

— Vamos pegar ele, eu prometo. – Derek a beijou. – Não estamos julgando você e você precisa saber disso.

— Como Hotch está? – Ela precisava saber. – Ele está bem?

— Algo que você lembre? – Ele sabia que ela estava escondendo algo. – Vamos, P. não me bloqueie agora.

— Ele disse algo enquanto eu estava... – Ela não concluiu. – Sendo esfaqueada. Eu acho que ele achou que eu tinha apagado completamente.

— Diga para mim, Baby Girl. – Derek apertou a mão dela. – Estou aqui.

— Ele disse que vai atrás da família dele. – Ela deixou outra lágrima cair. – Ele vai atrás de Jack e Haley agora. Você tem que impedir ele Derek.

— P. Se acalme, por favor. – Derek tentou fazer com que ela se acalmasse. – Eu preciso de ajuda!

— Você precisa impedir ele, Derek! – Pen estava cada vez mais agitada. – Por favor.

A enfermeira pegou uma seringa com sedativo e aplicou o mais rápido possível em Penelope, enquanto Derek a segurava.

— Está tudo bem, Baby. – Ele a fez se deitar. – Relaxe e eu estarei aqui quando acordar.

Ela se viu atraída pelo sono. Derek se afastou e ligou para Hotch avisando sobre o que Foyet poderia fazer a seguir.

Emily e JJ chegaram depois das oito da noite. Olhando para a amiga, elas sentiram uma parte de si mesmas morrer. Ela estava tão frágil e Derek avisou a elas para olharem as marcas que ele deixou.

Puxando o vestido do hospital, elas ofegaram com o que viram.

— Eu disse que era ruim. – Derek não tinha uma reação. – Eles vão tentar acabar com as cicatrizes. Mas elas sempre vão estar ali.

— Jack e Haley estão seguros em algum lugar. – Emily comunicou. – Agora precisamos manter Pen segura.

— Bem. – Derek conhecia bem Garcia. – Sabendo que ele está por aí e Jack e Haley em proteção, ela vai querer pegar o assassino de qualquer jeito.

— Então acho que você deveria convencer ela a, sabe, morar com você. – JJ viu a expressão de Derek. – Qual o problema? Acha uma idéia ruim?

— De jeito nenhum. – Ele tentou arrumar. – Meu apartamento não tem o suficiente para ela morar decentemente. E considerando que o dela foi uma cena de um cover de filme de terror, eu acho que deveríamos arrumar um jeito de consertar o meu.

— Podemos levar as coisas dela para lá. – Emily começou a anotar. – E quem sabe comprar uns móveis mais adequados. Uma cadeira de rodas e uma para o banho. E comida saudável e fácil de digerir.

— Tenho certeza que Rossi adoraria ajudar. – JJ olhou para a amiga. – Alguma previsão de quando ela vai sair?

— No mínimo duas semanas. – Ele colocou um ursinho de pelúcia em Penelope. – E então eu nunca mais vou deixar ela sozinha.

— Eu poderia gostar disso. – Penelope resmungou acordando. – Ei.

— Hey, Garcie. – JJ beijou a amiga. – Sentimos sua falta, mocinha.

— Sinto muito. – Pen se encolheu. – Eu deveria ter prestado a atenção.

— Nós deveríamos ter protegido você. – Emily beijou a amiga também. – Vamos pegar ele, eu prometo.

— Jack e Haley estão seguros. – Derek a tranquilizou. – Eu trouxe seu ursinho de pelúcia, menina.

— Obrigado. – Ela bocejou. – Desculpa se estou dormindo muito.

— Não se estresse. – Derek beijou a testa dela. – Você merece descansar agora.

— Nós vamos voltar. – Emily prometeu. – Com os caras.

— Oh sim. – JJ cantou. – Rossi está soltando fogo pelo nariz desde que descobriu sobre você ficar sozinha por dois dias aqui. Hotch está chateado por você ter sido ferida e ainda se preocupar com Haley e Jack. E Spencer está sendo teimoso em não tomar nada para a perna.

— Reid foi baleado? – Penelope estava chateada. – Por que só contar agora?

— Ele disse algo sobre o Stress ser prejudicial no seu estado. – JJ começou. – Ele queria que você relaxasse e se cuidasse.

Depois que as meninas foram embora, Derek retomou seu lugar vendo sua princesa dormir. Ele não a deixaria sozinha até que Foyet estivesse morto.

Duas semanas se passaram antes que Penelope fosse permitida para voltar para casa. Derek a levou para a dele e cuidou dela. Ele ativou todo seu modo super protetor.

Enquanto Foyet vivesse e ameaçasse a equipe e a família de Hotch, ele não descansaria.