Notas iniciais
Depois de ouvir comentários maldosos, Penelope acaba se colocando em risco.

Penelope reuniu a coragem que precisava para sair com o time. Normalmente ela seria a primeira a chegar, mas estando em uma dieta secreta ela não queria arriscar.

Eram duas semanas desde que ela ouviu comentários sobre ela na cafeteria.

— Acha que é a comida dela toda hora? – Uma garota em uma mesa perguntou. — Um bolo de chocolate é algo grande, até para ela.

— Acho que ela nem se importa. – Outra comentou. – De qualquer jeito, ela nunca vai conseguir alguém.

Era o aniversário dela. Ela nunca comeu um pedaço do bolo de qualquer jeito. Ela não poderia apenas sentar e fingir que aquilo não a atingiu.

Desse aquele dia, ela regulou tudo até que decidiu parar completamente de comer. Se ela bebesse apenas água então ela ficaria magra e Derek a notaria.

Ela sentia tontura e tentava ficar menos possível com a equipe. Reid notou que ela parecia mais pálida e mais cansada do que o normal. Ele a encontrou dormindo na sala de descanso e cogitou chamar Derek.

Porém, quando ele foi falar, um caso chegou e ele esqueceu disso. Até essa noite. Sentado na mesa do restaurante, eles debateram sobre como fariam para Penelope se abrir. Algo de muito errado estava acontecendo com a técnica preferida de todos e eles precisavam apenas saber como ajudar.

Depois de uma meia hora de idéias que envolviam trazer ela para uma conversa com as garotas e seus chefes e mandar Derek para a casa dela, Penelope apareceu.

Ela parecia pior do que nunca. Se segurando nas cadeiras, ela mal conseguia andar. Rossi e Hotch foram ao encontro dela e chegaram a tempo de ver ela desmaiando.

Penelope se sentiu cada vez pior e não tinha como voltar. Milagre que ela conseguira chegar aqui. Então quando ela viu Hotch e Rossi, ela se permitiu desmaiar. Ela não queria mais isso.

Derek, Reid, Emily e JJ correram para ajudar os dois chefes. Rossi estava desesperado com a cena. Talvez se eles tivessem agido antes, nada disso teria acontecido.

— Garcia. – Hotch tentou fazer voltar. – Penelope. Acorde.

— Ela precisa de um hospital, Aaron. – Rossi o fez recuar. – Alguém ligue para a emergência.

— Baby Girl! – Derek deslizou até ela. – Vamos menina. Não me deixe.

— O que ela tem? – JJ estava em lágrimas. – Por que ela não está voltando?

— Precisamos levar ela para a emergência agora. – Spencer fez sua avaliação.

— O que? – Emily perguntou. – Por que?

— Eu acredito que ela está com falta de açúcar no sangue. – Reid prosseguiu. – Ela deve estar há duas semanas sem algo sólido.

Isso era o suficiente para Derek. Ele abaixou até ela e pegou suas pernas e braços em seu colo. Ele não queria saber o que as pessoas achavam sobre isso. Sua menina, sua deusa estava em perigo de vida e ele não iria deixar.

Ele encontrou a SUV de Hotch e Rossi aberta. Ambos os homens o ajudaram a colocar Penelope dentro e partiram rapidamente.

JJ, Emily e Reid pegaram a outra e foram seguindo seus amigos. JJ fazia um pequeno mantra na esperança que Garcia estivesse bem.

Verdade seja dita, JJ amava Garcia. Ela em parte lembrava sua irmã falecida. E se ela tivesse um pedido era que ambas fossem suas irmãs. Ela teria adorado Penelope como irmã.

Emily soltava fogo pelo nariz. Ela não estava assim com Garcia, mas ela moveria terras para encontrar o responsável. Haveria uma razão para isso? Emily sabia que sim. E ela os encontraria.

Reid se concentrou em dirigir. Se a equipe perdesse Garcia, a equipe desmoronaria. Em especial Derek. Ele a amava, mas tinha medo de admitir.

Os três homens na SUV que levava Penelope apenas se concentraram em conseguir ajuda para a técnica.

Ela ainda não havia acordado. E isso parecia horrível. Hotch quebrou quatro regras de trânsito para chegar ao hospital. Rossi e Derek ajudaram a remover Penelope.

— Precisamos de ajuda! – Derek gritou com Penelope nos braços. – Por favor. Precisamos agora.

— Coloque ela na maca. – Um jovem médico disse. – O que ela tem?

— Eu-eu não sei. – Derek disse, confuso. – Ela desmaiou há alguns minutos atrás.

— Precisamos de um exame de sangue! – O médico gritou. – Dê soro e uma sedação de precaução.

Penelope foi movida para a sala de exames e Derek e o restante foram impedidos de prosseguir.

Uma hora depois...

— Quase uma hora Hotch! – Derek gritou. – O que está demorando tanto?

— Se acalme Derek. – Hotch colocou a mão no ombro do amigo. – Vamos descobrir em breve.

— Como não vimos isso acontecer? – Derek estava desesperado. – Se algo acontecer com ela... – Ele não foi capaz de continuar. — Eu nunca mais vou poder sorrir.

— Eu sei Derek. – Hotch concordou e suspirou. – Nenhum de nós vai.

Emily mexeu o café em sua mão de novo. Assim como JJ que estava em meio a lágrimas, ela pegou a mão da amiga. Assim como no dia que Penelope foi baleada.

Reid queria tentar pegar um livro, mas não conseguiria se concentrar de qualquer jeito. Ele começou a correr estatísticas na mente para se distrair. Isso estava matando Hotch também. Ao longo dos anos, Garcia se tornou alguém da família. Era a parte sensível e frágil da equipe.

Ele já havia perdido Haley e não conseguiria perder a amiga. A equipe se quebraria porque de alguma forma, ela era a cola que tinha tudo junto. Dave se afastou do grupo. Seus pensamentos sobre Garcia só se superaram depois de conhecer ela melhor.

O jeito apaixonado dela era lindo. Deus perdoe se algo acontecesse com ela agora. Ele não mediria esforços para matar qualquer um que a machucasse.

O médico que atendeu Penelope finalmente apareceu. Cansado e quase robótico.

— Penelope Garcia? – Ele viu o grupo se reunir. – Eu devo dizer que sua amiga nos assustou demais.

— Qual o problema dela doutor? – Derek foi na frente de todos. – Quando podemos ver ela?

— Ela ainda vai ficar dormindo por essa noite no mínimo. – Ele explicou. – A senhorita Garcia está com o açúcar extremamente baixo. Ela precisa de vitaminas e glicose. Seus exames nos acenderam uma luz.

— Há uma explicação. – Emily falou baixo. – Ela não faria isso deliberadamente.

— Eu sei. – O médico deu um pequeno sorriso. – No entanto, ela vai ficar dois dias aqui para recuperar sua saúde.

— Eu posso ficar com ela? – Derek praticamente implorou. – Por favor.

— Com certeza. – O médico deu outro sorriso. – Eu acredito que você seja Derek Morgan.

— Sim. – Derek respondeu. – Por que?

— Você é o contato de emergência dela. – O medico mostrou. – Venha. Você tem o direito de estar lá.

Derek assentiu e seguiu o médico.

— Você acha que ele vai pedir a ela em namoro? – Emily perguntou. – Ou precisamos prender eles no armário para eles verem isso?

— Podemos simplesmente tranca-los no FBI uma noite. – Hotch falou. – Há salas com camas onde eles poderiam estar mais confortáveis.

— Hotch! – Emily o repreendeu e sorriu. – E a gente pensando que você como chefe seria contra. Honestamente homem.

Todos riram e combinaram de voltar no dia seguinte.

Derek foi deixado no quarto de Penelope e sorriu para a imagem que ele viu. Como ele queria ter a memória de Spencer agora. Ela parecia fantástica dormindo. Apesar de a razão de ela estar nesse quarto, ele sabia que esse não era o resultado que ela queria.

Ele precisava ver os olhos dela abertos logo para pedir uma razão e pedir que ela fosse sua namorada. Ele esperou até a meia-noite e acabou adormecendo ao lado dela no quarto.

Derek não tomou conhecimento de alguém dando a Penelope uma dose alta de morfina por inveja de Derek estar com ela.

Ele acordou quatro minutos depois quando foi subitamente acordado com as enfermeiras o afastando de Penelope. Seu coração quebrou e ele queria era estar perto dela, com medo de a perder.

Então ele viu a única pessoa que poderia ter feito isso com ela. Ele saltou sobre Kevin com fúria em seu rosto.

— Por que Kevin? – Derek gritou. – Por que tentou matar Penelope?

— Por sua causa. – Kevin tentou revidar, mas foi contido. – Ela nunca foi sua se não percebeu!

— Chega! – Hotch gritou. – Eu vim para cá assim que soube. Estava no hotel ao lado. O que você fez, Lynch?

— Ela nunca vai ser de Derek! – Ele se debateu. – Ela não vai ser de mais ninguém!

— Tire-o daqui1 – Derek pediu. – Ou eu vou matar esse canalha!

Hotch arrastou Kevin pelo hospital, gritando e chutando.

— Eu pararia com isso Kevin. – Hotch manteve a calma por fora. – Se ela morrer, eu mesmo vou te matar.

— Você não é capaz. – Kevin riu. – Você segue as regras.

— Não quando atacam minha equipe. – Hotch o ameaçou com o olhar. – E Penelope, de muitas formas, é alguém que eu considero minha família. E se você ver qualquer um da minha equipe, eles vão lhe dizer o mesmo.

— Eu quero um advogado. – Kevin enfim se rendeu. – E eu quero agora.

— Você vai precisar. – Hotch o colocou em uma viatura e voltou para Penelope.

Longos minutos e toda a equipe chegou ao hospital. Derek andava de um lado para o outro nervoso e chateado. Isso só piorava.

— Ela está viva. – O médico falou. – Aquele cara deu uma dose de morfina que a fez morrer por alguns minutos.

— Ela vai ficar bem? – Derek precisava disso. – Há algo que o senhor pode fazer?

— Penelope está acordada agora. – Ele falou. – É melhor assim. Ela está te chamando.

Derek entrou diretamente e viu sua Penelope o olhando. Parecia que todo o peso foi tirado de seus ombros.

— Ei. – Ele pegou a mão dela. – Nunca mais me assuste assim. Eu não sei se aguento.

— Desculpa. – Penelope ainda olhava para baixo. – Eu estraguei tudo.

— Eles disseram que acharam remédio para emagrecer no seu sangue. – Ele gentilmente pegou o queixo dela e virou para ele. – Não me feche menina.

— Eu fiz uma dieta tão estúpida. – Ela confessou. – Mas não envolvia remédio para emagrecer.

— Acho que posso enquadrar Lynch por isso. – Derek a pegou e a abraçou. – Eu queria perguntar o porque você fez isso?

— Porque eu queria ser linda para você. – Ela fez um beicinho fofo. – Você gosta de modelos magros.

— Onde você ouviu isso, Bebê? – Derek pediu. – E por que não veio até mim para desmentir isso?

— As garotas na cafeteria. – Garcia falou. – No meu aniversário.

— Entendi. – Derek parecia chateado. – Olha Baby Girl. Se eu fosse elas eu saberia que eu gosto de um corpo curvilíneo como o seu. Seus seios cheios e maravilhosos e sua bunda cheia e pronta para levar uns tapas.

— Estamos no hospital Derek. – Penelope riu. – Não dá para me dar tapas aqui.

— Espere até chegar em casa. – Ele a viu estremecer. – E eu vou te punir do jeito que eu sempre sonhei.

A equipe entrou em seguida e ficou conversando e ouvindo as razões. Emily prometeu se vingar das meninas. Ela tirou uma foto de Derek e Penelope se beijando e imprimiu cópias e espalhou pela parede da cafeteria.

Sentada a espreita ela viu a raiva das duas garotas quando viram as fotos de Derek e Penelope se beijando.

Elas pareciam ter fogo saindo e gritaram todo tipo de palavrão até serem expulsas. Emily riu da cena. Era a vingança perfeita.

Derek e Penelope começaram a namorar e Derek puniu Penelope como havia prometido. E foi uma punição e tanto. Figurativamente.

Quanto a Kevin, ele foi condenado por tentativa de assassinato. Ele ficaria preso por muito tempo.