Oneshots Criminal Minds
19 Best Brothers Forever
Notas iniciais
Spencer não quis acreditar no que seus olhos viam. Era uma coisa boa ele estar na cama de um hospital, porque senão ele estaria.
Quando falando sobre atos de heroísmo, Penelope Garcia era a última pessoa que ele pensaria que poderia atirar em alguém. Ela poderia eliminar a pessoa da internet e do mundo, porém ela usaria um computador.
E aqui ela estava, a arma dele em punho, apontada e recém disparada. A cara aterrorizada dela dizia que logo ela entraria em um mundo de culpa. Foi assim com ele no primeiro tiro. Seria assim com ela.
Ela se sentou na poltrona com Morgan tentando de tudo para acalmar ela. Porém eram inúteis e ele teve que pedir a um enfermeiro algo para acalmar ela e fazer Penelope relaxar algum tempo. Nenhum dos dois queria, mas era preciso.
Quando ela finalmente dormiu na poltrona, Reid e Derek trocaram olhares. Ela parecia confusa assim que atirou, como se fosse algo que nem ela sabia que faria.
— Isso vai corroer ela. – Reid falou primeiro. – Ela vai entrar em um mundo de dor agora.
— Por que ela fez isso? – Derek parecia confuso. – Vocês estavam em perigo?
— Algo assim. – Reid não tirou o olhar de Penelope. – Ele ia me matar.
— Ela agiu por impulso? – Derek se arrependeu. – Eu disse para ela onde a arma estava.
— Você não sabia que isso iria acontecer. – Reid tentou. – Aonde vai?
— Qualquer lugar! – Derek gritou.
Reid olhou para Penelope. Os momentos antes do tiro ainda chutavam na sua mente.
Blake entrou e notou Penelope dormindo. Ela notou Spencer olhando para a técnica como se estivesse protegendo a amiga.
— O que houve? – Blake perguntou. – Spencer?
— Ela atirou. – Reid disse. – Com minha arma.
A agente olhou para Penelope. Ela estava em um tipo de pesadelo, porque começou a gemer e chorar baixinho.
Reid nem ligou se ainda tinha o soro. Ele se ajoelhou na frente da amiga e pegou as mãos dela.
— Está tudo bem, Pen. – Ele acariciou a bochecha dela. – Eu estou seguro. E você também.
Foi o suficiente para Penelope se acalmar. Reid e ela eram como se fossem irmãos.
— Como assim ela atirou em alguém? – Blake perguntou. – Ela sabe atirar?
— Pegou no ombro. – Reid respondeu. – Ele tentou me matar, então ela só fez.
— Sabe que ela vai ser investigada, não é? – Blake estava preocupada com Penelope. – Eles vão fazer pergunta atrás de pergunta.
— Ela não está preparada ainda. – Reid estava protetor. – Ela não lidou bem na entrevista pós Foyet imagine em uma entrevista pós disparo.
— Você a protege, Spencer. – Blake sorriu. – O que ela é para você?
— Uma irmã. – Reid estava orgulhoso. – Eu não tive irmãos e ela, apesar de ter, eles não ligam para ela. Penelope perdeu os pais muito cedo na vida. Acho que logo depois do tiro, eu percebi isso.
— Eu volto amanhã. – Blake se despediu de Reid. – Há algo que eu preciso fazer.
Saindo do quarto de Spencer, Blake pediria um favor. Mateo estava lendo o jornal na sala de espera. Ele recebeu o torpedo de Blake e já que ambos estavam aqui, era um ótimo lugar para trabalhar.
— Agente Blake. – Mateo apertou a mão. – Sente-se.
— Obrigado. – Blake respondeu. – Tenho coisas para discutir.
— Eu sei que você quer sair. – Mateo disse. – E eu entendo perfeitamente. Depois de todos os casos e desse último, eu não ficaria surpreso.
— Se esse caso me mostrou algo, foi que nada é garantido. – Blake respondeu. – Há uma última coisa. Você deve saber que a agente Garcia atirou em um suspeito há pouco.
— Sim. – Mateo tinha um leve sorriso. – E eu sinceramente estou surpreso com isso.
— Pois é. – Blake também sorriu. – Ela é toda feminina e ainda sim forte. Eu a admiro por isso.
— O tiro a tornou mais forte. – Mateo também sabia. – Embora eu ainda não entendi seu ponto.
— Eu sei que depois de algo assim. – Blake pegou um copo de água. – Há uma investigação completa no agente. Eu acho que ela não vai suportar.
— Alex.... – Mateo começou.
— Deixe eu terminar. – Blake pediu. – Eu vi ela no quarto do Agente Reid. Eles tiveram que dar a ela algo para dormir. E mesmo assim ela teve pesadelos.
— De novo. – Mateo sorriu. – Forte e frágil.
— Exato. – Blake concordou. – Entreviste o agente Reid e dê uma folga para ela.
— Certo. – Mateo sorriu. – Eu vou até lá.
Reid ficou olhando o teto e escutando o silêncio no quarto. Penelope conseguiu relaxar, mas um grito de dor encheu o quarto e ele olhou para Penelope e ela estava em um pânico.
Era outro pesadelo e ele se perguntou se isso valeria a pena no final. Não por causa de Garcia estar atrapalhando. Ele queria tirar a dor que ela estava sentindo. Seu pânico era completamente compreensível. Ela não foi treinada com armas.
Garcia até recebeu um tiro. E isso causou a ele duas noites sem dormir no passado. Ele pulou da cama e a abraçou tão forte quanto conseguia. Ela estremeceu e tentou se afastar, porém ele a puxou ainda mais.
— Agente Reid? – Mateo entrou no quarto. – Tudo bem?
— Peça para Hotch vir aqui. – Ele não se afastou de Garcia. – Eu preciso de alguém que me ajude a cuidar dela.
— Por que não chama o agente Morgan? – Mateo não entendeu a escolha. – Eles são amigos, certo?
— Ele está sendo teimoso. – Reid explicou. – Consiga uma das garotas então.
Mateo optou por Rossi quando não conseguiu encontrar JJ. Ele saberia como proceder e com algum auxilio, Spencer poderia descansar.
— O que houve? – Rossi parecia chateado. – O que Kitten tem?
— Pesadelos. – Reid disse. – Ela está presa nelas.
— Não podemos simplesmente acorda-la? – Rossi perguntou. – Seria mais fácil.
Reid apenas deu um olhar. Rossi sabia o que aquilo queria dizer. Então ele simplesmente sentou na cadeira que estava sobrando e ficou quieto.
— Eu decidi não investigar Penelope. – Mateo finalmente se fez presente. – Ela já passou por tanta coisa que seria errado.
— Não seria errado, Mateo. – Rossi o olhou. – Seria difícil demais. Ela só agiu rápido. Pegou a arma para defender Spencer de ser morto.
— E sacrificou tudo de bom. – Reid reclamou. – Eu vou precisar passar outra noite aqui de qualquer jeito. Mas amanhã, eu vou para casa e quero Derek com ela.
A noite passou e Penelope continuou dormindo. Era o que ela precisava agora. Ela teve outros pesadelos igualmente piores e quando chegou a hora de levar Spencer, ela se preparou.
Blake apareceu com uma cadeira de rodas e levou Spencer. Todos estavam no jato, inclusive Morgan.
Penelope também evitou o agente. Se sentando ao fundo do avião, ela colocou seus fones de coruja e se fechou para o mundo. Ela nem notou todos a olhando quando adormeceu.
— Você está sendo um idiota. – JJ falou a Morgan. – Vê que ela está sofrendo e fica aí como um perfeito boboca.
— JJ. – Derek tentou colocar os fones. – Não agora.
— Não diga que eu não te avisei. – Ela se sentou ao lado de Penelope. – Está tudo bem, Garcie.
— Cruz nos deu a semana de folga. – Hotch falou. – Blake está indo embora.
— Certo. – Rossi estava aéreo. – Acha que ela vai superar isso?
— Quem? – Hotch estava confuso. – Blake?
— Penelope. – Rossi falou. – Você não esteve a noite toda no quarto para ver como ela estava tendo pesadelos. – Rossi apontou para Derek. – E ele não está ajudando em nada.
Hotch concordou com a cabeça e foi ao encontro de Derek. Se sentando na frente do agente, ele esperou calmamente.
— Eu achei que você fosse mais querido com Garcia. – Hotch foi direto. – Tem o direito de estar chateado por ela ter roubado seu posto de herói, mas porra Derek. Ela não tinha outra opção senão atirar.
Derek ficou sem fala. Hotch não estava nem um pouco feliz. Na verdade, ele estava muito irritado.
— Lembra do que ela disse quando sua prima foi sequestrada? – Hotch pegou em um ponto fraco. – Você precisa ser o herói dela agora, Derek. Você sabe muito bem o que o primeiro tiro faz em alguém, mas você realmente parece estar preocupado em ser turrão.
Hotch levantou e saiu, sem permitir a Derek o poder de resposta. Ele refletiu por um momento. Ela salvou Spencer de ser morto, ela sacrificou sua inocência pelo homem que era como um irmão para ela. Era ele, Derek Morgan quem ela realmente amava.
Largando os fones na mesa, ele saiu em direção a JJ e Penelope. Ele viu o quão frágil a deusa dele estava. Se ele não fizesse nada, ela se perderia.
— Eu assumo. – Derek sussurrou. – Eu posso?
— Se você a machucar. – JJ começou a ameaçar. – Eu quebro seu nariz.
— Anotado. – Derek sentou ao lado de Penelope. – Apenas durma Penelope. Vamos conversar quando formos para sua casa.
Eles aproveitaram o resto do voo dormindo, enrolados um no outro. Eles nem quiseram conversar muito. Só de ficar ao lado dele e ele ficar ao lado dela foi a melhor coisa para dormir.
Se Derek visse isso como uma família, Garcia e Spencer eram como irmãos. Então eles eram melhores irmãos para sempre.
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