Oneshots Criminal Minds
4 Sick Days
A cabeça de Penelope batia como um tambor de carnaval e mesmo amando todos seus colegas, ela só queria a cama dela. Pelo menos hoje.
— Prentiss. – Emily atendeu. – Olá?
— Emily. – A voz de Penelope raspava. – Eu preciso de um dia folga.
— Está tudo bem Garcia? – Emily estava preocupada agora. – Você mal parece ter voz.
— Piorou nas últimas duas horas. – Ela tossiu quando se tornou impossível falar. – Eu vou ficar nas minhas cobertas e se precisar de mim me ligue.
— Não Penelope. – Emily se ajeitou na cadeira. – Você fica em casa e se cuide.
— Obrigado. – Pen estava quase adormecida. – Eu te vejo.
Emily olhou para o telefone, sem saber como reagir. Penelope nunca havia ficado doente. E doente desse jeito. Algo estava acontecendo e se suas habilidades estavam afiadas, não era uma desculpa dela.
— Luke. – Emily ligou para o agente. – Eu preciso que você e Simmons irem até a casa de Garcia. Ela não está muito bem.
— Ela está machucada? – Luke se ajeitou na cadeira da sala de descanso. – Qual o problema?
— Ela parece ter tido um resfriado muito ruim e pode haver problemas. – Emily suspirou. – Peça a JJ o endereço ou leve junto Spencer com vocês.
Luke desligou o telefone e correu para Matt que pegou seu casaco e Spencer. Eles foram com apreensão. Algo estava muito errado.
Penelope gemeu quando teve que mudar a posição. O lado onde estava havia começado a doer muito mais na ultima hora. Ela deveria ter pedido a Emily para vir ajudar ela.
Então quando ela ficou de frente, nenhum de seus músculos respondeu mais. Penelope estava com medo daquilo, do que poderia estar acontecendo, porém, antes de registrar alguma coisa, ela apagou completamente.
Luke batia os dedos no volante do SUV. Ele havia percebido que Penelope estava diferente na noite anterior. Mais pálida, mais cansada.
Estacionando na calçada dela, eles saíram. Subindo a escada, os três rapazes ficaram com medo. Para cada um deles, Penelope significava muito.
— Garcia? – Reid bateu na porta. – Sou eu, Spencer.
— Penelope. – Matt tomou a frente. – Apenas precisamos falar com você. Saber que você está bem.
Nada. Dava para ouvir a queda de um alfinete dentro do apartamento.
Não era uma opção sair de lá sem Penelope estar verificada e receber algum tratamento adequado.
Plantando um pé na porta, Matt entrou na frente. Ele enrolou seu casado mais perto do corpo quando entrou no lugar gelado. Parecia um iglu dentro. Se ela precisava de ar frio, era porque algo estava errado.
Mudando a posição do ar, Reid deixou o controle e seguiu seus companheiros. Rossi e Luke pararam em frente a Penelope. A principio ela parecia dormindo, mas ela parecia meio pálida. Reid sentou ao lado dela e checou a temperatura.
— Devemos chamar uma ambulância. – Ele disse. – Pelos meus cálculos ela está com quase quarenta de febre.
— Não precisa de ambulância nenhuma. – Luke reuniu uma coberta ao redor de Penelope e a levantou. – Vamos te ajudar Pen.
Ele a levou para a SUV estacionada. Enquanto Matt pegava os documentos dela e o celular, Luke e Rossi a ajeitavam prontos para levar ela ao hospital. Os dois foram atrás com Penelope no colo de Luke.
Reid e Matt foram na frente e aceleraram para o hospital. Se ela estivesse com febre algo mais que uma gripe simples estava acontecendo.
Eles chegaram ao pronto socorro e Rossi pegou Penelope ainda enrolada na coberta cor de rosa. Ele a levou para dentro esperando que ela ficasse bem. Emily, JJ e Tara logo chegaram a emergência.
— Precisamos de ajuda! – Rossi gritou quando entrou. – Urgente.
Duas enfermeiras trouxeram uma maca para Penelope e um médico entrou em ação.
— Exame de sangue e uma bolsa de soro. – O médico logo exigiu. – Coloque ela na UTI por precaução e deixe o lugar quente o suficiente.
— O que está errado? – Reid estava preocupado. – Ela tem febre alta o que pode ser?
— Muitas coisas. – O médico estava nervoso. – O mais provável que ela tenha pneumonia. Precisamos controlar com os remédios corretos.
— A UTI está pronta doutor. – A enfermeira informou. – Ela já pode ser levada.
— Quando ela chegar, quero essa coberta nela. – O médico respondeu. – Ela vai precisar de algo para se acomodar. Se ela não acordar em uma hora, me avise.
— Sim doutor. – A enfermeira fez sinal para a equipe. – Leve ela.
Penelope foi colocada na UTI sob os olhares de seus colegas. Ela parecia indefesa e tudo o que eles queriam fazer era ficar com ela dentro da UTI.
Depois da confirmação do médico que ela tinha uma pneumonia severa, ela foi mantida sob alguns remédios fortes. Todos concordaram que voltariam no dia seguinte, menos Spencer.
Ele não foi embora. Sentando ao lado da cama dela, ele passou a noite por lá, lendo algum romance bobo. Os resultados só seriam vistos em um dia.
Quando a manhã chegou, Spencer queria chorar. Ele sabia sobre pneumonias e se amaldiçoou por não notar o quanto a melhor amiga dele estava doente. Ele pegou a mão dela na sua e começou a recitar pequenos versos.
Ela estava se sentindo tonta quando finalmente conseguiu acordar. O lugar cheirava a desinfetante e seu braço parecia ter um peso diferente. A brancura da sala a fez ter vontade de vomitar e ela encontrou Rossi no seu campo de visão.
Ele estava dormindo então ela gemeu alto o suficiente para ele acordar.
— Hey. – Ele estava em segundos ao seu lado. – É bom ver você acordada finalmente.
— O que aconteceu? – A voz dela saiu raspada. – Onde eu estou?
— Você está no hospital, Kitten. – Ele respondeu. – Fomos verificar você e te encontramos desmaiada. Então levamos você aqui e eles descobriram uma pneumonia moderada.
— Quanto tempo? – Ela engoliu em seco e doeu.
— Três dias. – Ele respondeu. – Mas ei, logo você estará em casa. Temos nos revezado com você.
— Me desculpe. – Ela estava arrependida. – Eu deveria ter procurado ajuda.
— Bobagem. – Ele beijou a mão dela. – Você estava com um começo de pneumonia, não saberia até que piorasse.
— E mesmo assim eu estou aqui. – Ela suspirou. – Se importa em pedir para uma enfermeira algo para a dor?
— Volto em instantes. – Ele saiu e voltou rapidamente. – Ela está vindo.
Ele começou a falar, mas encontrou Pen dormindo outra vez. A enfermeira foi e aplicou algo para a dor e logo saiu.
— Bons sonhos. – Dave apenas pegou o livro e começou a ler outra vez.
Uma primeira semana se passou e então Penelope finalmente começou a melhorar. Luke esteve com ela nos últimos dias. Eles conversaram sobre tudo. E decidiram que iriam dar uma chance um para o outro.
Quando ela saiu do hospital, Luke a levou direto para a casa dele e eles ficaram na mesa cama. Nada aconteceu por alguns dias. E quando aconteceu foi maravilhoso para ambos.
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