Oneshots Criminal Minds
29 Love in the Dark.
Notas iniciais
Luke desejava que o dia retrocedesse. O que começou com um pouco de amor, acabou se tornando o pior dia da vida dele.
Eles tiveram um dia perfeito no parque. A equipe reunida, o braço ao redor de Penelope e beijos e caricias.
Em minutos se tornou o pior pesadelo. Penelope se levantou para ir ao banheiro. Ele não sabia o que havia acontecido nesse meio tempo. A próxima coisa que ele sabia era que ela estava caída em uma poça de sangue.
Ele a pegou e correu para fora. A ambulância não parou rápido o suficiente.
Eles estavam na emergência há absurdas quatro horas. Penelope tinha sido apressada para a cirurgia. Ela tinha duas facadas no abdômen, uma concussão e eles tinham medo que ela estivesse completamente cega.
Um médico vestido com trajes cirúrgicos se aproximou. Ele não parecia feliz.
— Penelope Alvez? – O médico fez questão do sobrenome. – Você é o marido dela?
— Sim. – Luke foi para ele em um segundo, seguido de Rossi e JJ. – Como ela está?
— Conseguimos reparar os danos. – Ele suspirou. – Não conseguimos ver o tamanho do trauma nos olhos. Ela pode ficar cega permanentemente ou por alguns meses.
Ele saiu sem outra palavra. Luke sentiu seu mundo ser arrancado dele. Eles se casaram há quatro meses. Era uma noite cheia de bebidas e eles estavam noivos há três meses. O clima de Las Vegas contribuiu.
Olhando para a própria mão, ele começou a chorar livremente. Ele não podia ser fraco agora. A pessoa que ele amava precisava dele. Ele teria tempo para quebrar depois.
Rossi não falou nada. Ainda absorvendo o momento que ele viu Penelope deitada no chão coberta de sangue e como ele queria ter salvo ela.
— Eu acho que você deveria ir para ela. – JJ disse, com a voz embargada. – Eu vou ligar para a equipe.
— Dê tempo a ela, Luke. – Rossi o encorajou. – E acima de tudo, apoie ela. Penelope precisa saber que não vai passar por isso sozinha.
Sorrindo um sorriso amarelo, ele subiu. O quarto era bastante silencioso exceto pelas máquinas em que ela estava conectada. Era duro. Ele adoraria ver ela acordada. Seu sorriso atrevido, ouvir ela chamar ele de novato.
Ela tinha a anestesia e ele podia quebrar antes de ela acordar. Mas assim que sua mão tocou a dela, ele não precisou quebrar. Ela era sua própria droga. Mais do que tudo ele estaria com ela.
As horas foram passando e Matt se sentou com seus dois amigos. Luke dormindo apoiado na cama de Penelope e a mão dela na cabeça de Luke.
Ele ainda se lembrava de quando eles se uniram. Era uma segunda feira chata e eles estavam discutindo sobre amor no trabalho. Reid desafiou os dois a se beijarem e eles fizeram meio de brincadeira.
Quando seus lábios se tocaram, Reid precisou assobiar para eles se separarem. As mãos de Luke foram para a bunda de Penelope e as dela para o tórax dele. Suspiros e gemidos encheram o escritório e eles sabiam que agora não era mais jeito.
— Hummm. – Penelope gemeu, claramente acordando. – Onde eu estou? Por que está escuro aqui?
— Pen. – Matt correu para ela. – Está tudo bem. Você foi atacada.
— Por que eu não posso ver? – Ela estava desesperada. – Eu estou cega?
Luke acordou ao ouvir as palavras assustadas.
— Ei. – Ele colocou a mão dele na dela. – Você está acordada.
— Eu não posso ver! – Ela ficou desesperada. – E não consigo enxergar.
Luke engoliu uma respiração e saiu em busca do médico, deixando Matt com Penelope. Ele se sentou no corredor, lágrimas molhando seu rosto. A dor na voz dela era evidente.
— Agente Alvez. – O médico o tirou de seu inferno pessoal. – Podemos conversar?
— Diga que ela vai ficar bem. – Era Luke implorando. – Diga que ela vai enxergar o mundo de novo.
— Há um pequeno inchaço no nervo óptico. – O médico falou. – Precisaríamos manter ela sedada por duas semanas no máximo. O stress não ajuda.
— Mantendo ela sedada... – Luke nem acreditou no que iria fazer. – Você pode fazer ela voltar a ver?
— Provavelmente sim. – O médico falou. – E você poderia ficar ao lado dela durante todo o tempo.
— Eu pareço malvado fazendo isso. – Luke pegou o papel e a caneta. – Você deve estar querendo me julgar.
— Eu sei o que é ver alguém que você ama nessa situação. – Ele olhou para Penelope no quarto. – Se eu fosse você, não contava nada para ela. Vai ser mais fácil.
— Acha que ela vai me perdoar? – Luke tinha medos. – Ela vai ter razão nisso.
Voltando para o quarto, Luke deu seu melhor sorriso e se amaldiçoou por esquecer que ela não poderia ver.
— Luke. – Penelope gritou. – Você está aqui?
— Estou meu amor. – Luke beijou a mão dela. – Vai ficar tudo bem, ok? A enfermeira vem com alivio de dor agora.
— Não me deixe. – Ela apertou a mão dele. – Não quero ficar sozinha.
— Você nunca vai ficar sozinha. – Ele prometeu. – Não enquanto eu viver.
A enfermeira introduziu o remédio na IV dela e Penelope começou a entrar em pânico ao sentir o sono a atraindo.
— Luke! – Ela estava perdendo a força. – Eu não quero morrer.
Ele fechou os olhos contra aquelas palavras. O medo na voz dela era real.
Lentamente ela apagou e Luke a arrumou na cama com carinho. Ela foi conectada a uma nova IV que levava o sedativo que iria ser parte pelas próximas duas semanas.
— Eu sei que tenho que explicar. – Luke olhou para a equipe. – Mas o médico disse que há uma chance de ela voltar a enxergar. Eu preciso tentar.
— Não estamos julgando. – Emily compreensiva. – É lindo o que está fazendo por ela.
— Eu me casei com ela Emily. – Luke disse. – Então se isso for um problema, eu me demito, me transfiro, mas eu não vou deixar ela ir.
— Nenhum de vocês vai a lugar nenhum. – Emily sorria. – Demorou o suficiente para pararem de negar seus sentimentos. Não cabe a agência separar.
— Alguma pista? – Luke pegou a mão dela outra vez. – Por que ele fez isso?
— Ele queria o anel dela. – Emily revelou. – E ela não deu.
— É minha culpa então? – Luke passou o dedo pela joia. – É minha culpa ela estar aqui.
— A culpa é daquele homem. – Emily o fez sair da nuvem de culpa. – Ele viu uma oportunidade a feriu no processo. Vamos passar isso juntos, Luke. Seja qual for o diagnóstico no final. Porque somos famílias. E nós ficamos perto um do outro. Para o bem e para o mal.
Duas semanas depois...
O médico ficou contente com o avanço que Penelope deu durante seu pequeno coma. O inchaço diminuiu e ele se sentia confiante. Ele sabia que ela poderia levar ainda alguns meses até a visão voltar.
— Quando ela acordar. – O médico disse para Luke. – Me chame logo. Haverá tempo para discussões futuras depois.
— Ok. – Luke se espreguiçou na cadeira e beijou sua mão como todos os dias. – Ei Penelope. Hora de acordar, Sra. Alvez.
Ele foi ao banheiro e fez todas suas necessidades. Penelope lentamente começou a acordar. Ela estava hesitante em abrir os olhos. Ela tinha medo de estar outra vez na escuridão.
Quando ela levantou a primeira pálpebra, ela começou a ver uma cor rosa intensa acima dela e ela fechou os olhos. Ela estava vendo algo.
Derrubando o copo de água em um estrondo, ela agarrou o que ela achou que fossem seus óculos e colocou nela.
Luke lavou as mãos e saiu em disparada e começou a sorrir ao ver Penelope acordada finalmente. Mais do que todo o resto, ela tinha seus óculos nos olhos.
— Vai ficar a parado? – Ela fez entender que estava vendo ele. – Ou vai vir aqui me beijar?
Ele correu e a pegou gentilmente nos braços o melhor que podia. Ele não podia acreditar. Ele sonhou com esse momento durante todas as noites na última semana.
— Eu senti sua falta. – Luke a beijou. – E de seus lábios.
— Quanto tempo eu estive fora? – Era a hora da verdade. – Luke?
— Duas semanas. – Ele enterrou se rosto nos ombros dela. – Eu sinto muito. Eu queria te ver me vendo de novo.
— Por que está me pedindo desculpas? – Ela o olhou confusa e então entendeu. – Ouça, eu só estou vendo outra vez por causa disso. Foi para o meu bem.
— Eu pensei que você estava chateada comigo. – Ele sorriu nervoso. – Que você me odiaria.
— Nunca pense nisso, meu latino. – Ela o beijou. – Eu teria feito a mesma coisa por você.
— O que foi que eu fiz para te merecer, Penelope Alvez? – Luke sabia a resposta. – Você é a coisa mais linda que me aconteceu nessa vida.
— Eu quero outro casamento. – Ela viu a expressão dele. – Com todos os nossos amigos dessa vez. Incluindo Roxy.
— Prometo que assim que você sair daqui. – Ele beijou o anel. – Eu vou te dar o casamento dos seus sonhos.
Eles se beijaram e o médico não podia deixar de sorrir. Ele ficou alheio ao fato que ele não foi chamado quando ela acordou.
Mais duas semanas se passaram e Penelope enfim foi liberada do hospital. Matt e Tara agindo a mando de Rossi começaram a arrumar a cerimônia de casamento dos dois pombinhos.
Nada muito grande na mansão de Rossi, a mesma que abrigou o sim de JJ e Will.
Prentiss comprou um vestido branco digno de princesa para Penelope.
A cerimônia aconteceu ao pôr do sol. Eles nunca estiveram tão felizes quanto agora. De frente a praia, Luke estava sentado com Penelope a frente em seus braços.
— Acha que podemos ter um filho até o ano que vem? – Penelope perguntou. – O que acha?
— Acho que devíamos praticar. – Ele a pegou em seus braços. – Começando agora.
Eles fizeram amor embaixo da lua, na praia. E nunca se sentiram tão completos como agora. Quando ao assaltante, ele foi condenado a prisão.
Penelope e Luke tiveram quatro filhos. Duas meninas e dois meninos. Maggie e Leah e Michael e Stephen.
Eram uma família perfeita. Quando Roxy faleceu, eles a enterraram embaixo de uma grande arvore no quintal. Eles adotaram Roscoe de um abrigo. Não para ocupar o lugar de Roxy, mas para acalmar a ferida que ela deixou ao partir.
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