Oneshots Criminal Minds

30 So close and so far


Notas iniciais
Alguns fatos nessa fanfiction foram baseados na promo do episódio 300 da série. Então já sabe alerta de Spoiler ligado aqui.

Ele tentou ser forte. Durante toda a volta para a BAU, os piores cenários vieram na cabeça de Luke, girando feito piões. Prentiss mencionou que não conseguiu contato com Penelope e Reid, porém tudo o que ele podia ouvir na cabeça dele era o fato que a mulher que ele amava podia estar em perigo.

O celular de Emily tocou e ela atendeu. Sua expressão mudou para um pálido profundo e ele temeu pela mulher que roubou seu coração.

— Era Anderson. – Ela falou. – Houve tiros na garagem do FBI. Reid e Penelope...

— Eles estão bem? – JJ pulou na frente. – Diga que Garcie não foi baleada.

— Foi Quinn. – Prentiss disse, mal acima de um sussurro. – Eles o levaram para o hospital. Reid resgatou o Messias da custódia e eles desapareceram.

— Reid e o Messias? – Matt perguntou. – Diga que Penelope está bem.

— Ela desapareceu também. – Emily enfim encontrou as palavras. – Encontraram a bolsa dela no chão.

Luke parou de respirar no momento. Tudo estava acontecendo. Nessa mesma época, ele estava vendo Penelope correndo para ajudar a resgatar Emily do Mr Scratch e agora, era ela quem precisava ser resgatada.

A consciência de nunca mais conseguir ver seus sorrisos, seus lábios o deixava tonto. Ele começou a chorar ali mesmo no carro com a equipe.

Por que todos os doentes achavam que era uma boa levar a única pessoa que não portava uma arma? Por que ele nunca conseguiu dizer o quanto a amava?

Ele não iria mais perder tempo e iria acima de tudo dizer a ela o quanto a amava. Mesmo que precisasse esperar. Essas palavras nunca saíram em tão boa forma de seus lábios.

Agora ele só precisava encontrar ela e dizer. Ela e Spencer estavam agora, deus sabe lá onde lá onde.

Penelope foi empurrada em uma cadeira com um guarda armado ao seu lado.

— Se ela se mexer, atire. – Meadows estava ameaçadora. – Você vai ver o prazer agora, sua vagabunda.

— Eu não tenho medo de você, Meadows. – Penelope riu dela. – Eu morro antes de ajudar vocês.

— Puta desgraçada! – Meadows deu um tapa forte na cara dela. – Você vai sofrer. Eu vou garantir.

— Vamos ver. – Penelope procurou por Spencer. – Onde Reid está?

— Ele está conhecendo seu próprio inferno agora. – Meadows checou seu relógio de novo. – Acho que ele está pronto para te ver.

Reid estava preocupado com Penelope. Ela naquele carro, parecia aterrorizada. A alça do vestido rasgada, dava um idéia do que ela passou.

Mais cedo...

Garagem da BAU, FBI...

— Espere. – Penelope deixou seu telefone cair quando Quinn atacou Meadows. – O que está havendo?

— Ela é a infiltrada. – Quinn rosnou. – Se proteja Penelope.

Ela se apoiou no elevador e tapou os olhos ao som alto da arma ao seu lado. Ouvir isso tão próximo trouxe as lembranças de seu próprio tiro de volta.

Quinn não conseguiu cair depois de levar o tiro. Meadows tinha a arma treinada diretamente nela agora.

— Meadows. – Penelope ficou assustada. – Abaixe isso!

— Sinto muito, Garcia. – Ela se aproximou. – Mas eu fui enviada para te pegar. E o agente Reid também.

— Não. – Penelope tentou pegar o celular, mas foi agarrada por Meadows. – Por favor, me solte.

As portas abriram e ela saiu virada. Ela nem percebeu quando um homem a agarrou com mais força. Uma arma foi pressionada contra sua cabeça e ela sabia.

— Agora, Senhorita Garcia. – Meadows rasgou a alça do vestido. – Hora de vir comigo, por favor.

Ela se sentiu sendo levada para um carro no estacionamento. Tão perto de agentes e ao mesmo tão longe de sua própria sorte.

Sendo forçada a entrar no carro, Penelope sentiu seu mundo se fechando ao seu redor. Ela estava em sua primeira situação de vida depois do tiro.

Ela pensou em JJ e quando ela foi raptada pelos homens com Matt e quando Spencer foi sequestrado por Hankel. E em como ela arranhou a mão de Gideon.

As mãos foram para o vidro e agora ela precisava esperar que sua vida toda não acabasse aqui.

Agora...

Ela voltou para o presente quando um guarda a agarrou e a forçou a ir para uma sala. Reid estava caído contra a parede e parecia machucado. Ela não teve coragem de ir até ele. Sentando em um canto afastado, ela pegou as pernas e levou até o corpo.

Ela não viu Spencer a observando e começando a ir até ela. Ela havia fechado os olhos e parecia começar a dormir.

Chegando cada vez mais perto dela, ele se sentou do lado dela e a pegou em um abraço.

— Me desculpe. – Ela falou. – É tudo minha culpa. Se Meadows...

— Meadows teria achado um jeito de qualquer jeito. – Ele a trouxe mais próxima. – E isso não é sua culpa, Penelope.

— Mas eles te bateram. – Ela estava sofrendo. – Eles te machucaram assim.

— Enquanto você estiver segura, eu prefiro apanhar. – Reid sorriu. – Porque somos irmãos de coração e você sempre trouxe luz para o time.

— Que bonitinho. – Meadows zombou. – Coloque as algemas.

Penelope obedeceu. Ela não queria causar mais dor a Spencer. Era como se sua vida toda estivesse passando na sua frente.

Ela foi levada para uma sala, no final do corredor. Tão escura quanto a primeira. A porta foi aberta e ela entrou. Então a porta fechou atrás dela e ela engoliu o ar. Penelope não estava sozinha na sala.

— Nós encontramos de novo, vaca. – Lisa a jogou para a cadeira. – Agora você é minha, hum?

Penelope reagiu rápido para sentar na cadeira. Lisa aplicou algo no braço de Garcia e começou a amarar ela a cadeira.

Se ser levada por um culto assassino era horrível, ver a atual namorada do homem que você ama te dando um sedativo e amarrando a uma cadeira era terrível.

— Vamos apenas conversar. – Penelope tentou. – Eu não sei porque você está fazendo isso.

— Fica quieta. – Lisa pediu. – Eu poderia dizer o quanto você atrasou minha vida, mas você sabe disso, certo? Eu podia estar casada com o Luke agora.

— Eu não sou amante dele. – Penelope viu o tapa bater em sua cara. – Qual é?

— O sedativo já deve estar começando a fazer efeito. – Lisa declarou rudemente. – Essa sala é um tipo de aquário. Assim que eu fechar aquela porta, a água vai descer em montes.

— Não. – Penelope sentiu seu mundo apagar. – Me deixe ir.

— Não. – Lisa a olhou nos olhos. – Agora Luke vai saber quem manda.

E ela fechou a porta e saiu. Penelope olhou em volta e sabia que provavelmente estava tudo acabado. Fechando seus olhos pelo o que parecia a última vez, ela deixou seu pensamento correr para Luke e para pequenos sonhos que ela teve.

Luke olhou todas as provas recolhidas na mesa de Meadows de novo e de novo. Ele quase desistiu. Aquela mulher era sorrateira. Trabalhou com a equipe tudo para levar Penelope deles. Dele especialmente. Ele olhou registros de telefones e seu coração quebrou.

Ele conhecia o número frequente. Lisa. Sua pseudo namorada. Ela estava em contato frequente com essa pequena aranha.

— É Lisa. – Luke invadiu a sala de conferencia aos gritos. – Ela é membro do grupo.

— Sua namorada? – Matt estava perplexo. – Tem certeza?

— Tenho os registros de Meadows. – Luke colocou na mesa. – Elas estão juntas nesse plano.

— Lisa tem alguma propriedade, Ned? – Emily estava sem paciência com o técnico. – Dois agentes federais precisam de ajuda e você vai ser demitido se algo acontecer.

— Sinto muito senhora. – Ned se concentrou. – Não sou tão bom quanto a técnica Garcia.

— Deu para notar. – JJ exclamou e depois olhou em volta. – Desculpa.

Eles estavam exaustos, mas precisavam resolver isso antes que algo acontecesse.

— Lisa Douglas. – Ned começou. – Tem uma propriedade grande na Spring com Vermont.

— Você não pode se meter nessa operação, Luke. – Rossi recomendou. – Você pode salvar Reid e Garcia, mas não pode atirar uma bala sequer.

— Eu pretendo me concentrar na Pen e no Spencer. – Luke falou. – Mas se eu tiver que me defender?

— JJ vai com você. – Emily falou. – Apenas no caso de as coisas saírem errado.

A metade da sala já estava tomada de água. Ela descia rápido, mas não muito. Lisa tinha razão ela iria morrer aqui.

Meia acordada porque Lisa errou a droga na pressa, ela podia ouvir a água e o que pareciam ser tiros. Algo se desprendeu e ela caiu no chão, batendo a cabeça e mergulhando diretamente na água.

— Se mexa e vai morrer! – Rossi gritou para Merva. – Onde estão Garcia e Spencer?

— Você chegou tarde. – Ele estava assustadoramente calmo. – Penelope a essa hora está morta.

— É melhor que não, palhaço. – Luke gritou. – Onde ela está?

— Embaixo de água. – Lisa saiu de uma sala. – E presumivelmente morta.

— Porque fez isso? – Luke gritou. – Ela nunca tentou me tomar de você.

— Ela sempre desejou. – Lisa apontou uma arma. – Brincar de namorada foi legal, mas acho que devemos apenas nos despedir, Luke.

— Eu nem estou armado. – Luke zombou. – Não posso focar em você aqui.

— Filho da puta! – Lisa gritou a plenos pulmões. – Eu vou te matar.

Apertando o gatilho, Lisa mirou em Luke, que se abaixou. Rossi atirou três vezes e ela caiu morta no chão. A única chance de encontrar Penelope.

— Siga a água. – Rossi falou de repente. – A sala aquário.

— Sala aquário? – Luke seguiu Rossi. – O que é a sala aquário?

— Ela foi projetada para ser um aquário gigante. – Rossi virou os olhos. – O dono desse prédio era Vincent Cardano. O chefe da família Cardano.

— Mulheres de biquíni como se fossem sereias? – Luke ficou constrangido. – O que mudou?

— Ele foi para a cadeia. – Rossi sabia o layout do prédio. – Ali.

Abrindo com cuidado a porta, eles viram a quantidade de água já depositada. Luke apertou o botão para parar a água e Matt chegou para ajudar.

Tirando suas camisas, os dois pularam na água. Eles nadaram até Garcia e a puxaram do fundo.

Reid, Tara, JJ e Emily observavam impotentes. Matt puxou Penelope para cima, a livrando das fitas que a prendiam.

Rossi ajudou a tirar ela de dentro e com Tara e JJ a colocaram no chão, do lado de fora.

Luke caiu ao seu lado e começou a fazer compressões no peito dela, tentando trazer a única dona de seu coração de volta. A cada segundo que passava, ele perdia um pouco as esperanças.

Então, em um passe de mágica, ela começou a tossir água para fora, vomitando o liquido dos pulmões e necessitando de ar. Luke beijou sua testa e a colocou em segurança em seus braços. Ela se agarrou a ele e olhou para Spencer.

— Me desculpe.... – As forças foram se esgotando. – Eu tentei...

— Guarde sua energia. – Reid pegou a mão dela. – Vamos conversar depois.

— ...Kay. – Ela adormeceu.

Luke a pegou no melhor estilo noiva e a levou para fora. A equipe trocou olhares esperançosos entre si. Eles estavam esperando que ele e Garcia finalmente dessem um passo adiante.

Chegando no lado de fora, uma maca foi alcançada e ele a colocou deitada. Possessivamente, ele nunca saiu de seu lado.

Era como ela desaparecesse se ele a deixasse. Não depois de hoje. Nunca mais.

Seu lugar ao lado dela no hospital, enquanto os sinais de hipotermia eram monitorados foi mantido.

— Oi. – Luke a cumprimentou. – Como se sente?

— Como se fosse quase afogada. – Ela tentou brincar. – Eu sinto muito por Lisa.

— Namorava uma psicopata e nem sabia. – Luke brincou de volta. – Mas eu estou bem, ainda mais porque tenho exatamente quem eu preciso comigo.

— Para onde vamos agora? – Garcia perguntou inocente. – Você sabe, eu adoraria namorar um cara como você, Newbie.

— Eu adoro você dizendo Newbie para mim, senhorita Garcia. – Ele a beijou. – Eu também quero te namorar. Mas vamos definir algumas regras.

— Regras? – Ela perguntou nervosa. – Tipo cordas e algemas?

— Não. – Ele deu a ela um olhar safado. – Mais como ficar longe de psicopatas e morar comigo e com nossa Roxy. Encontros, jantares a luz de velas e muito namoro em privado.

Ela o olhou com admiração. Nenhum homem foi tão atencioso assim com ela.

— Você sabe que é o primeiro homem bonito que não tenta me matar depois de um encontro? – Era o quarto encontro deles. – Quer entrar?

— Você quer algo mais privado hoje, é, garotinha safada? – Ele a beijou e a trouxe para ele. – Essa coisa de namoro é mais fácil com você.

— Cale a boca e suba. – Ela mordeu a orelha dele. – Temos assuntos pendentes.

Eles terminaram a noite na cama. Faziam quatro semanas desde que ela saiu do hospital. Reid e ela foram colocados em uma sessão de terapia para acompanhamento. Luke tinha o anel guardado. No momento certo, ela seria sua esposa.

E teria bebes com ela. Ele já contava com isso.