Oneshots Criminal Minds
17 Lockdown
Estacionada em um estacionamento escuro, Penelope Garcia assobiava. Ela tinha com ela os arquivos de Frank Breitkopf. O cara matou mais de cem pessoas, incluindo a amiga de Gideon.
Era exatamente quem ela esperava. Ela estava muito mais do que assustada. Ouvindo passos atrás dela, ela se virou achando que era Gideon finalmente, mas a pessoa que ela viu não era Jason, era Frank.
Ela mal teve tempo de registrar quando uma dose de Ketamina foi administrada em suas costas e ela caiu para o banco. Ela olhou para ele antes de apagar. Era talvez, seu caminho final.
Frank pegou Penelope em seus braços e a levou dali. Seu plano não era matar Garcia. Ele a usaria como moeda de troca para ter Jayne com ele. Ele arrastou o corpo drogado de Garcia até um caminhão e a amarrou na carroceria. Ele fechou o local onde ele empurrou Penelope e partiu dali.
Gideon estava correndo mais do que deveria. Ele precisava limpar seu nome, mas por algo que ele não sabia o que era, era como se Frank estivesse por perto. Vendo o velho Cadillac de Penelope, ele a procurou e então notou o bilhete.
"Me devolva a Jayne e isso tudo acaba. E você pode ter sua deliciosa agente de volta!"
Como diabos isso aconteceu? Penelope era a ultima pessoa que ele gostaria de envolver nisso. E agora, ela se tornou vítima. Ele precisava falar com Hotch, mas não tinha seu telefone. Vendo a bolsa de Penelope ele sabia que a agente provavelmente tinha três ou quatros telefones, todos com os números dos agentes.
Pegando o número de Hotchner na discagem rápida ele rezou para que desse certo.
— Você está com ele Garcia? – Hotch estava claramente chateado. – Garcia?
— Hotch. – Gideon sussurrou. – Sou eu, Jason.
— O que está fazendo com o telefone de Penelope Jason? – Hotch podia sentir algo ruim. – O que aconteceu?
— Ele a levou Hotch. – Jason foi direto. – Ele sequestrou Garcia.
Hotch suspirou. Penelope não deveria estar nas mãos desse psicopata. Ele teria que contar a todos os outros. E isso incluiria ver Morgan em sua própria missão de fúria e resgate.
— A policia finamente entendeu. – Hotch parecia calmo e nervoso ao mesmo tempo. – Volte para o BAU e vamos finalmente dar um final nesse cara.
Gideon desligou o celular. A foto de Penelope sorrindo com Emily e JJ apareceu na tela de trabalho e ele suspirou.
Ele pode ter sido um babaca com ela no começo, mas ela foi ganhando seu coração. Ele a considerava a garota mais especial do pessoal tecnológico. Ela não teve culpa se um idiota a usou para chegar a equipe.
Ele viu como ela ficou depois do caso da garoa que sequestrava e estuprava garotas e mandava os vídeos. Ele não teve coragem de dar um abraço nela depois como Morgan e Reid fizeram, porém ainda assim, ele reconheceu seu esforço mandando a ela uma pequena lembrança.
Eles foram realmentes caros, mas eram especiais. Eram um conjunto de cama roxo brilhante. Do jeito que só ela poderia usar. Ele nunca disse a ela que foi ele.
E agora, ela foi pega no meio de uma rede de problemas de um psicopata.
Quando Hotch anunciou o que aconteceu, ele esperou a reação de Morgan. E ela veio em forma de palavrões.
— Eu vou matar aquele filho da puta! – Derek gritou alto. – Ele se atreve a tirar um fio loiro dela e eu vou fazer ele virar torresmo! Vou tirar as costelas dele para ver se ele gosta.
Era compreensível. Ele e Garcia eram amigos desde sempre e uma hora eles acordariam e se casariam. Derek arrumou a arma e esperou. Frank dar as caras. Ninguém tocava em Garcia e saia livre.
Penelope acordou amordaçada em um armário. Fazendo um inventário de si mesma, ela vu que ainda estava vestida e mesmo com os sintomas da Ketamina, ela não havia sido violentada ou cortada por esse cara.
Ela não podia gritar, a fita em sua boca a impedia. Ela também não conseguia separar as mãos. Ela estava realmente amarrada. Ela queria voltar para sua família. Ela não sabia o que ia fazer se ela fosse morta.
Derek olhou para o escritório sem a presença de Garcia. Por que de todas as pessoas ela teve que ser levada? Seu coração doía e ele planejava contar a ela o quanto ele a amava.
Eles fizeram progresso, mesmo sem Garcia. Acharam Jayne e a trouxesseram para o FBI e Gideon se perguntou se tudo isso teria um final feliz no fim.
Frank ligou para Gideon novamente, marcando um encontro para trocar Penelope por Jayne. Depois de desligar, ele foi até o armário e aplicou mais uma dose de Ketamina em Penelope. Ele a apoiou no fundo do armário, crente que ninguém viria por muito tempo e ela estaria morta.
— Sinto por não nos termos conectados. – Ele disse. – Você parece muito boa para apenas uma noite.
Ele bateu a porta com força e foi embora. Indo diretamente para a estação ele sabia que não teria chance de voltar. Gideon mataria ele e tudo acabaria.
Derek e Reid arrombaram a porta do apartamento de Frank. Por pouco eles não o encontraram. Eles abriram cada porta e cada armário. Spencer viu o corpo na cama. Derek abriu o último armário que faltava e seu coração parou.
Se inclinando, ele pegou Penelope dele e começou a desamarrar. Ele rezou por um pulso enquanto Spencer buscou a emergência.
— Venha deusa. – Ele começou a chamar ela. – Por favor. Me deixe ver seus olhos.
— Ela está drogada Derek. – Reid falou. – Ela precisa de atendimento médico.
— Nós vamos te ajudar, P. – Derek a pegou em seus braços. – Você vai ficar bem.
Eles a levaram ao hospital e lá Garcia foi colocada em monitoramento. Não importava se Frank havia se matado com Jayne em um trem e que de algum jeito Gideon havia dado um tiro no homem.
Derek só tinha olhos para ela nesse momento. Gideon surgiu por trás, parando para admirar a interação.
— Ela vai ficar bem. – Derek disse. – Mas eu vou pedir ela em namoro.
— Está na hora. – Gideon apenas disse. – Quando ela pode sair daqui?
— Daqui a dois dias. – Derek passou o dedo pela mão dela. – O que está fazendo aqui?
— Vim me despedir. – Gideon foi sincero. – Pedi demissão.
— Não seria melhor ela estar acordada? – Derek o olhou. – Ela vai entender.
— Ela está aqui por minha culpa. – Gideon apenas se sentou. – Se Frank tivesse matado ela eu nunca me perdoaria.
— Mas ela está aqui. – Derek beijou a mão de Garcia. – É Por isso que fazemos o que fazemos.
— Não faça isso, Derek. – Gideon disse. – Eu sou responsável. Minha amiga morreu também.
— E para onde vai? – Derek queria saber. – Não é como se você tivesse outro lugar.
— Sempre tem algum lugar. – Ele não conseguia tirar os olhos de Garcia. – Cuide dela Derek. Vocês têm algo especial.
— Você vai voltar? – Derek perguntou. – Algum dia?
— Eu não sei. – Gideon olhou para o casal. – Eu só vou saber quando chegar em algum lugar.
Essa foi a ultima vez que Gideon foi visto. Derek não saberia explicar a Penelope sobre como e porque Gideon foi embora.
Penelope abriu os olhos calmamente. Ela estava em um hospital. Derek olhava calmamente para ela.
— O que aconteceu? – Penelope se desesperou. – Onde estão todos?
— Acalme-se Baby Girl. – Derek a abraçou. – Estão todos bem, incluindo você.
— Há quanto tempo estou aqui? – Penelope estava confusa.
— Um dia. – Derek pegou as mãos dela. – Você estava bastante drogada na verdade.
— Gideon está bem? – Penelope viu o rosto de Derek ficar sério. – Derek?
— Ele foi embora. – Derek contou a ela. – Ele pediu demissão.
— E onde isso nos deixa? – Penelope estava com medo. – Eu te amo.
— Bem. – Derek se aproximou dela. – Eu te amo mais.
Derek ficou com Penelope o tempo todo no hospital. Eles eram um casal agora. Spencer não entendeu porque Gideon simplesmente saiu sem se despedir do resto da equipe além dele e de Derek e Penelope.
Aos poucos as coisas foram entrando nos eixos. E depois da entrada de Rossi, as coisas começaram a despencar de novo.
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