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20 Novo trio de ouro
Notas iniciais
P.O. V Scorpius
Era meu primeiro ano, estava um pouco nervoso. Meu pai disse para não me misturar com a família dos Potter´s e Weasley´s, mas assim que entrei no trem comecei a buscar várias cabines, ainda confuso sobre o que ele tinha dito, já minha mãe disse para ser simpático com todos e que eu tinha puxado a ela. Com certeza, eu era diferente do meu pai, apenas uma coisa queria seguir. Ser um sonserino, pesquisei sobre as casa e a que mais me identifiquei foi a Sonserina. Parei de buscar um lugar, quando vi uma cabine com apenas uma pessoa lá dentro.
– Olá, se importa se me sentar o resto do trem está cheio. – perguntei.
– Não, pode entrar. – o menino respondeu.
– Al, desculpe o atraso. E você é? – a menina disse.
– Scorpius, Scorpius Malfoy. – respondi.
Ela entrou e se sentou ao me lado, esqueci de mencionar que o garoto estava deitado no outro banco. Menino folgado, mas foi bom tê-la ali perto, sabia que seriamos amigos.
– Que coincidência, eu ouvi você pedindo para sentar aqui e foi desse mesmo modo que o trio se conheceu, claro que antes eram: Potter, Granger e Weasley, mas acho que podemos revolucionar isso e chamar de Potter, Malfoy e Weasley. A propósito, meu pai disse para eu não andar com você, mas quem se importa com esse tipo de regras? Sou Rose Weasley, prazer. – disparou.
– Desculpe por isso, ela não cala a boca. Pior do que ela, só minha irmã. Lilian Luna. – o menino falou.
– Sem problemas. Para que casa querem ir? – indaguei.
– Sonserina. – responderem juntos. – e você? – me perguntaram.
– Sonserina. – disse.
– O trio de ouro vai sair da Grifinória e ir a Sonserina isso sim vai ser uma revolução. Acho que o Dumbledore deve estar se revirando na cova. – Rose falava animadamente.
Chegamos a Hogwarts e a ruiva a minha frente não para de falar sobre a escola e de como sabia dessas ciosas, ela havia lido isso em livro que era de sua mãe e que a mãe dela já o havia lido de cabo a rabo e de como estava ansiosa por finalmente entrar naquela escola e começar a sua própria história, enquanto isso a garota ao seu lado quase dormia e um Alvo Severo resmungava em meu ouvido como era um saco ter que ficar ouvindo sua prima falar. Ele disse que já ouviu aquilo mais de mil vezes, disse que a menina sempre contava a mesma coisa para ele. Aquela tortura só acabou quando chegamos em frente ao chapéu seletor, a tortura a qual me refiro é certo moreno não calar a boca, pois o que a ruiva dizia me interessava muito.
– Potter, Alvo. Por favor venha até aqui. – Minerva disse.
– Outro Potter, mas vejo que é diferente se todos os outros membros dessa família, vejo que é muito irônico e que é muito inteligente também. Quando fui selecionar seu pai, o coloquei na Grifinória e depois me arrependi, mas depois vi que ele era um grifinório nato, já sua mãe era uma Weasley, grifinória na certa. Seu irmão era corajoso e com certeza digno dos leões, mas você tem um pouco de seu pai e seu irmão, mas também quer ser diferente da sua família e tem talento para alcançar tudo aquilo quer, sonserina o ajudará a alcançar essa grandeza. Melhor que seja, Sonserina. Sempre quis dizer isso. – o chapéu acabou.
Potter saiu e pude ver a raiva que seu irmão o olhava, mas sabia que no futuro eles iam se acertar, a casa, pelo o que Alvo disse não importava muito.
– Weasley, Rose. – a diretora chamou.
– Mais um Weasley? Essa família procria que nem coelhos. Me desculpe. A colocaria na Grifinória, mas é muito inteligente, assim como sua mãe e talvez Corvinal fosse lugar, corajosa como um leão, e amiga como os lufanos, mas seu traço maior é a persistência e a força de provar ser diferente, rebelde e talvez tenha uma leve inclinação para problemas. Sonserina. – o chapéu exclamou.
Silencio, uma coisa era um Potter ia para a casa das cobras outra coisa era um Potter e uma Weasley irem para a casa das cobras. Acho que se fosse para a Grifinória aqueles alunos teriam um ataque do coração e morreriam ali mesmo, agora estava em dúvida, será que deveria ir para a Sonserina ou para Grifinória?
– Malfoy, Scorpius. – tremi ao ouvir meu nome.
– Diferente do pai, é sim. Puxou a mãe, mas se dera bem na mesma casa que seus ancestrais. Sonserina. – bradou.
Estava feito ia ser um sonserino e com muito orgulho, sabia que as coisas estavam mudando, mas era para melhor. Não é todo que ano que, como a Rose disse, entra um novo trio de ouro e eles vão para a Sonserina.
– Sabe, acho que vai ser legal se vocês forem passar o Natal em casa esse ano. – disse.
– Eu aceito. – Alvo respondeu.
– Por mim tudo bem, também. – a ruiva falou.
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Era manhã de Natal e estávamos descendo para o café, quando meu pai gritou.
– Scorpius Hyperion Malfoy, desça aqui agora!
– Sim papai, estamos indo. — respondi.
Os dois apenas me olharem apreensivos, mas desceram mesmo assim. Sabia que ele ia ficar chocado ao saber que eu era amigo de um Potter e um Weasley, mas no fim ele aceitaria e até apoiaria, ele iria se divertir muito com os dois, especialmente com Alvo.
– Pai, esses Rose e Alvo. Meus melhores amigos, sonserinos. – apresentei.
– É um prazer conhece-lo, senhor Malfoy. – Rose disse estendendo sua mão.
– O prazer é meu. – ele respondeu a apertando.
– Alvo Potter, senhor. – Al estendeu a mão.
Meu pai não disse nada, apenas apertou sua mão e sentou-se a mesa. Após tomarmos o café, ele nos chamou até a sala e disse que queria fazer umas perguntas para nós.
– É verdade que já sabem conjurar o patrono?
– Não. – eu e Alvo respondemos abaixando a cabeça.
– Sim. – Rose respondeu sorrindo.
– Impossível, você está no primeiro ano e só aprende esse feitiço no terceiro. – meu pai respondeu.
Detalhe, nunca provoque Rose Weasley, ela vai fazer de tudo para provar que está certa e que consegue fazer aquilo que lhe foi proposto.
– Isso é um desafiou? – perguntou cerrando os olhos.
– Encare como quiser. – meu pai respondeu dando de ombros.
Rose pegou sua varinha, se concentrou e no momento seguinte um jato de luz saiu dela e uma serpente começou a rondar a sala. O patrono dela era uma cobra, que fofo. Será que ela era mesmo uma Weasley? Obviamente meu pai ficou sem reação e apenas aplaudiu, assim como eu e Alvo. Ela era sem dúvidas, a bruxa mais inteligente de sua idade.
– Parabéns, você realmente lembra sua mãe. Arrisco-me a dizer que é até mais inteligente que ela. – por fim ele disse.
– Obrigada, mas não exagera. Ela devia ser mais... espera como sabe da fama dela? –Rose disse curiosa.
– Bom, digamos que enquanto estudávamos eu prestava muita atenção nela e também tive algumas aulas com ela, sem dizer das provas que todos ficavam sabendo sua nota, das aula em que ela sempre respondia a todas as perguntas e da minha mania de irritar ela, seu pai e seu tio, ou o trio de ouro, como preferir. – respondeu.
– Uau. – os três deixaram escapar.
– Pai, é verdade que apanhou dela? – indaguei.
– Sim, lembro disso até hoje. Ela me chamou de barata, nojenta, asquerosa e deu meia volta, quando pensei que ia embora, ela me socou. – disse dando de ombros.
Depois disso não falamos mais nada e apenas fomos embora, para meu quarto queria mostrar tudo o que guardava ali e minha coleção sobre artigos de Quadribol, mais uma coisa em que Rose era diferente da mãe, enquanto sua mãe tinha pavor de subir em uma vassoura, Rose praticamente nasceu voando em uma, era a melhor batedora que já conhecia, Alvo era apanhador e eu era goleiro, sempre soube que não seria apanhador.
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Estávamos no quarto ano eram férias de verão, resolvi que ia passar uns dias na casa dos meus melhores amigos, já estava preparado para todo tipo de confusão e sabia que nada ia dar certo, pelo menos não as coisas que planejávamos. Andei até a casa deles e apertei a campainha. Uma Rose muito bonita abriu a porta e me chamou para entrar, ela usava uma blusa branca larga e que deixava os ombros a mostra e tinha parte de trás inteira rasgada e usava um shorts azul. Seu cabelo estava preso em um coque e estava descalça, já eu usava uma bermuda quadriculado em vários tons de azul e uma blusa branca.
– Olá, Sco. Pode entrar e já sabe onde vai ficar não é? – indagou.
– Oi, Rosinha. Sei sim, no quarto de Alvo. – respondi subindo.
Deixei minhas coisas lá e quando desci vi que Rose estava sentando no sofá com Alvo ao seu lado e Lilian e Hugo jogavam uma partida de xadrez, assim que cheguei Al foi pegar um copo d’água e me sentei no sofá ao lado de Rose, quando Potter retornou, se jogou na cadeira e ficou vendo o jogo, assim como nós dois estávamos fazendo.
– Qual o lance desses dois? – indaguei.
– Digamos que nossa família leve o xadrez de bruxo muito a sério e os dois fizeram mais uma aposta, outro assunto sério nessa casa. Hugo apostou que se Lilian perder ela terá que beijar ele, já se ele perder, terá que sair correndo de cueca pelo bairro gritando: eu sou um macaco louco. – respondeu.
– Entendi. – disse.
E o silencio reinou novamente na sala, Hugo estava quase ganhando, mas a tática dele comparada com a da Lilian não era nada, a menina acabou vencendo e todos, todos mesmo, saíram para a rua para ver o desafio do Weasley mais novo.
– EU SOU UM MACACO LOUCO! EU SOU UM MACACO LOUCO! – gritava para todos que passavam rua.
– O que acha de irmos ver um filme? Eu, você e Alvo? – Rose sussurrou.
– Eu topo. – respondi.
Ela olhou para Alvo e saímos, fomos para uma casa que tinha ali perto e não entendi muito o porquê, mas ao entrar lá vi várias fotos de Rose e muitos dos seus livros, ali era seu refúgio. Em Hogwarts ela ia para a biblioteca, aqui ela vinha para cá.
– Que filme vamos ver? – perguntei.
– Alvo escolhe, hoje é a vez dele. – Rose disse dando de ombros.
– FROZEN! – gritou um Alvo correndo pela casa com o DVD na mão.
Rose revirou os olhos, Alvo sorriu de um jeito estranho e eu estremeci. Aquilo não era coisa boa, estava demorando para acontecer algo fora do normal. Rose se jogou no sofá com um pote de sorvete e uma barra de chocolate, eu estava comendo pipoca e Alvo comia morango com chocolate, vai entender o que essa família tem com doces, apostas e xadrez de bruxo. Parece que vivem para isso. Metade do filme já havia passado e Rose agora comia uma pizza, retiro o que disse sobre os doces e mudo para comida. No final do filme Alvo estava cantando, Rose estava chorando e eu estava olhando meu melhor amigo com uma cara de: o que faço? Faça alguma coisa. Ele apenas sibilou: TPM.
Passou-se uma semana e então resolvemos ir para minha casa, é era todo mundo louco mesmo e sim íamos e vínhamos a hora que queríamos, ou quase isso. Chegamos em casa e meu pai abriu a porta, quando Alvo come doce fica mais hiperativo do que já e digamos que mais irracional, se isso é possível. Ele entrou como um furação, se jogou de lado no colo do meu pai e começou a beijar o rosto dele.
– Tio Draquito como senti sua falta! – gritava.
– O que ele comeu? – meu pai indagou colando meu amigo no chão.
– Três sapos de chocolate, uma caixa de feijões de todos os sabores, varinhas de alcaçuz, metade do meu chocolate, deve ter pego sorvete escondido. Balas, regaliz tubo, cubos de açúcar e acho que só. – Rose disse.
– Esqueceu de muitos doces, no meio do filme ele foi até a Dedos de Mel e voltou com doces de tudo quanto era tipo. – respondi.
– Ah e morango com chocolate, ele acabou com os morangos e com os chocolates. – eu e Ro dissemos juntos.
– Meu Merlin. É hoje que não durmo. – meu pai gemeu.
Quando vimos, um Alvo bem alterado se encontrava em cima do sofá cantando.
– ´CAUSE FOR THE FIRST TIME IN FOREVER, THERE WIL BE MUSIC WIL BE LIGHT, FOR THE FISRT TIME IN FOREVER AT LIST A GOT A CHANCE!
– Jesus amado, ajuda esse garoto. Merlin, faça alguma coisa. – Rose suplicava.
– Quem vai se juntar a mim? – Potter berrou.
– Ah que saber, faz tempo que não canto. Vem Sco. – Weasley disse subindo na mesa e me puxando junto.
– Que música? – Rose disse.
– Let it go. – os três responderem juntos, sim a garota pergunte e responde a própria pergunta, vai entender. Deve ser, porque é ruiva.
– THE SNOW GLOWS ON THE MOUTIN TO NIGHT, NOT A FOOTPRINT TO BE SEEN THE KING AND IT LOOKS LIKE I AM THE QUEEN. THE WIND IS… CANCEL, DON´T FEEL, DON´T LET THE KNOW. WHEL KNOW THEY KNOE. LET IT GO! LET IT GO! — cantamos e descemos da mesa.
– Que gritaria é essa? – Draco entrou na sala.
– Desculpe pai, no empolgamos. O que tem na mãos? – disse.
– É uma carta para Rose. Aqui. – falou estendendo a carta.
P.O. V Rose
A carta era de minha mãe e da tia Gina, elas pediam para eu ler e depois passar a Alvo, achavam que eu seria mais forte e teria condições de passar a carta para ele, ficaram com medo de que se fosse ao contrário ele iria a rasgar.
“Querida (o) Rose e Alvo,
Não sei como dizer isso a vocês, não sei nem te tem como o fazer. Estamos abaladas e desculpe se estiver borrado, mas neste momento todos estão chorando. Ficamos aliviadas ao descobrimos que estavam na casa de Scorpius. Acho que os dois teriam piorado a situação.
Não que vocês não sejam bem-vindos, está longe disso, mas vocês não sabem se controlar muito bem quando as situações não são as melhores e estamos com medo da reações dos dois.
Talvez você, Rose chore e se abrace a alguém, mas sei que vai se reerguer e adentrar o lugar onde for com a cabeça erguida e fará o melhor discurso que já fez, sei também que vai ajudar a todos a se recuperarem e sei que o pior vai ser o Alvo, mas você e o Scorpius o ajudarão, sei que seu amigo também ficará abalado. Todos ficarão.
Já você Alvo, ficara furioso, gritará, chorará, rasgará a carta e tentará colocar fogo no lugar que estiver, por favor não faça isso. Peça ajuda a Rose, sei que ela vai te ajudar e por favor, continue sendo a mesma pessoa que é hoje, sua avó iria querer assim.
É com pesar e o coração quebrado que venho lhes dizer, que sua avó a Sra. Weasley faleceu. Ela não sofreu antes de nos deixar, na verdade realizou seu último desejo, morrer dormindo e foi durante o sono que a morte levou seu último suspiro, o que fica são as boas lembranças e os ensinamentos que ela deixou. Peço que sejam fortes e ajam como sempre agiram. Ela iria querer assim, ela quer assim, ela sempre irá querer assim. Não importa o que aconteçam, daqui para frente ela os olhará de outro lugar, ela cuidará de vocês, de todos vocês sejam da família ou não de outro lugar. A uma última nota, Rose sua avó te deixou uma carta.
Amos vocês,
Mamãe 1 e mamãe 2 (Mione e Gina)”
Não sei em que momento me deixei cair no sofá, mas estava paralisada, meu coração fora arrancado do meu peito, esmagado e pisoteado. Eu ainda não chorava, estava anestesiada demais para isso, meus olhos estavam arregalados, estava estática e reli a carta diversas vezes não querendo acreditar no que lia, mas precisava reagir, precisava ficar forte, precisava ler a carta que ela me escrevera, precisava voltar a viver, precisava escrever meu discurso, precisava e despedir dela, precisava, precisava e precisava. Entreguei a carta para Alvo que estava ao meu lado e só depois desse meu ato a ficha caiu, ela havia nos deixado. Nem vi quem estava do meu lado, mas me permiti abraçar aquela pessoa e chorar. Chorei como nunca havia feito.
– Vai ficar tudo bem. Filho vá buscar dois copos d´água. – tio Draco disse.
– Desculpe. – falei e tentei me distanciar, mas eu conseguia me mexer.
Olhei para o lado e vi Alvo abraçado a ele, apesar de nosso melhor amigo estar ali fomos para os braços de seu pai. Por que? Como se ele lesse minha mente respondeu.
– Sabem por que vieram para cá? Porque precisam da família de vocês e eu sou o mais próximo disso nesse momento. Vocês devem voltar para casa, todos devem estar esperando por vocês.
– Tio, o Sco pode vir conosco também? – indaguei ainda chorosa.
– É claro que sim. – falou e o loiro voltou com os copos.
Me recompus e bebi toda a água que estava ali, poderia conter alguma poção para me acalmar, mas não seria necessário já estava me recompondo sozinha, afinal minha família era forte. Passaram por tanta coisa. Eu iria sair dessa quase ilesa.
P.O. V Alvo
Quando vi a carta nas mãos de Rose soube que algo estava errado, conforme ela ia lendo perdia o ar, tremia, até que sentou no sofá em que Draco estava, sem perceber foi se aproximando mais dele e estava toda encolhida. Sabia que não estava nada certo, paralisou por um momento e releu diversas vezes a carta, estava estática até que me passou a carta e Scorpius que estava do meu lado a leu também. Me ajudou a sentar e tem me aproximei de Draco. Só sai do transe quando Rose começou a falar, mas mesmo estava chorando e não conseguia falar, minha mãe e minha tia estavam certas. A Rose era e sempre fora mais forte do que, ela iria se recuperar mais fácil, já Sco estava arrasado, mas não iria demonstrar na nossa frente, afinal ele também se sentia na obrigação de nos ajudar. Ele não deveria se sentir assim, não era obrigação, não era obrigação de ninguém, mas sonserinos são teimosos.
P.O. V Rose
Levantei com as forças que me restavam, ajudei Alvo a se levantar, peguei a mão de Scorpius e aparatamos. Tínhamos um velório para ir, então era melhor nos apressarmos. Por sorte minha mãe havia me ensinado em feitiço expansor e não lembro o motivo exato, mas tinha algumas roupas pretas, entreguei os ternos para os meninos e coloquei o vestido preto que tinha, era longo e sem muitos detalhes, perfeito para a situação.
Cheguei na Toca e corri para o quarto dela, cheirei suas roupas, seu travesseiro e corri meus olhos pelo quarto, memorias de anos atrás invadiram minha mente, como a primeira história que ela me contou, a primeira noite que me acalmou depois de um pesadelo, tudo que foi a minha primeira vez. Peguei a carta que estava em seu quarto com meu nome e me senti sortuda e honrada, era a única para quem ela escrevera. Desci e fui para os jardins, uma grama, uma grade, muitas histórias. Era nisso que se resumia nosso jardim.
Fui para um palco improvisado, mas dei um último e um beijo na minha avó. Sabia que a partir do momento que começasse a falar, ela nos deixaria para sempre. E então com a coragem grifinória que corria por meu sangue, comecei meu discurso.
– Eu até com, boa tarde, mas essa não tem nada de boa, mas também não tem nada de ruim. Todos aqui estão sentindo muito pela perda de hoje, eu também estou sofrendo, sofrendo por saber que nunca mais comerei as tortas e todas as comidas que ela fazia, por saber que nunca mais ganharei aquele abraço de urso, por saber que minha melhor amiga se fora para sempre, por saber que não poderia compartilhar meus segredos mais profundos com mais ninguém, por saber que daqui em diante nunca mais a verei, mas eu tenho orgulho de a ter como avó e isso nunca mudará, ela está em um lugar melhor, ela está com todos que morreram naquela guerra, tio George não acha que já passou tempo demais com ela? Porque tenho certeza que ela está abraçando o tio Fred e matando a saudades, ela era forte, perdeu um filho na guerra, perdeu muitos amigos, mas também ganhou muito e sabem porque ela estava sempre sorrindo? Porque ela aprendeu com s perdas, ela usou isso a favor dela e vivia apenas o presente e os momentos bons e é assim que eu quero que todos os que estão aqui hoje vivam, se ela me ensinou algo? Ela me ensinou muitas coisas, ela me ensinou a ser gentil com todos, ela me ensinou a em uma briga usar a fala e não a varinha, ela me ensinou a ter compaixão, ela me ensinou a cultura trouxa e o mais importante ela me ensinou a ser e a viver com a dor. A perda de hoje foi grande, mas ela realizou o último desejo e neste momento está nos olhando.
Todos os presentes estavam chorando, eu também estava, mas me senti aliviada por poder dizer isso, por poder dar a honra de fazer seu discurso, seria melhor tê-la conosco, mas eu sabia que levaria tudo aqui aprendi com ela, eu lutaria, eu seria forte, eu sei que posso fazer isso. Ao menos ela cumpriu seu último desejo.
Subi para meu quarto, fechei a porta, tirei a carta de meu bolso e meio relutante comecei a ler aquelas palavras doces.
“Querida,
Se você está lendo isso, então é porque já não estou mais com vocês, mas pode ter certeza que eu estou bem, vou rever meu Fred e ainda assim estarei sempre com vocês. Não conte isso para ninguém está bem? Quantas vezes você já não me disse essa frase? Muitas, mas você sempre foi meu neta preferida, esse é nosso último segredo, mas sabe que se quiser pode me contar tudo em forma de carta e depois jogar em um lugar qualquer ou guarda, você decide, mas poderá sempre me escrever. O que dizer de você? Quando nasceu já soube que seria diferente, você e seu primo Alvo. Lembro do seu primeiro ano, assim que ocorreu sua seleção você me escreveu, disse que tinha ido para a Sonserina e seu primo também, disse que tinha feito uma amizade, mas o nome do menino era segredo. Então eu disse que poderia me contar qualquer coisa e foi assim que nossos segredos nasceram, na mesmo você me disse que esse menino era Scorpius e você que eu soube que você era diferente de todos, enquanto a maioria desprezava os Malfoy´s, você virou melhor amiga de um deles, os três criaram um novo trio de ouro e pela primeira vez em séculos a casa da Sonserina passou a ganhar a taça todos os anos.
Eu lembro do dia que brigou a primeira vez com Sco, lembro de todas as vezes que brigou com ele, o único das cobras é serem orgulhosas demais, mas seu pai também é então eu não direito de quem é a culpa, mas tudo bem, você deixava seu orgulho de lado e ele o dele e o dele e sempre voltavam a se falar, bom eu sei que no futuro irão ficar juntos e saibam que tem meu apoio, não negue. Eu já percebi o jeito que se olham, como coram quando estão perto, como se abraçam, as brigas eram por ciúmes e como se completam. Não diga isso a ninguém, mas sua mãe teve um caso com Draco no último deles e pena que não ficaram juntos, pareciam vocês dois, mas ao mesmo foi bom, porque sua mãe amava seu pai e Draco amava Astória. Então fiquei o escorpião como você costuma chama-lo e tenha muitos filhos e diga sobre mim para eles está certo, rosa?
E mais uma coisa que precisa saber, Malfoy te chama de rosa e te ama. Ele sempre me mandava cartas contando a briga de vocês, espero ter ajudado ele tanto quanto te ajudei. Agora desça e vá agarrar o loiro que te espera, melhor abra a porta e faça isso agora mesmo. Sim eu conheço os dois bem demais para saber que você está trancada no seu quarto e ele lá, sempre fora assim não é mesmo? E lembre-se: algumas coisas nunca mudam.
Te amo para sempre,
Vovó.”
Sabia que ele bater na porta e antes que ele fizesse isso, abri a porta o abraçando e depois de nos separarmos selei nossos lábios, foi um beijo pelo qual ambos ansiávamos desde que nos conhecemos aquele dia no trem, então que soube o que minha avó me disse, ele era a pessoa certa para mim, porque ele gostava das mesmas coisas que eu, mas ao mesmo tempo era tão diferente.
– Rose, isso é eu não sou o cara certo para você. Olha quando burrada eu já fiz, olha quanto eu já te fiz sofrer. Você merece alguém melhor do que eu.
– Como assim melhor do que você? Isso não existe e sabe por que? Porque são nossas diferenças que nos fazem ter essa conexão eu não preciso de uma cópia, eu preciso do oposto. Hoje eu entendi porque devemos ficar juntos. Somos fogo e gelo, se fossemos chuva você seria a garoa e eu o furacão, você é o silencio e eu barulho, mas mesmo sincronizamos na mesma medida. Verão e você inverno, eu sou sol e você lua, eu Anna e você Elsa, eu sou Bela e você Fera, eu sou Aladin e você Jasmine, eu sou Timão e você Pumba, eu sou tempestade e você calmaria. Sem um o outro não existe, eu só me dei conta disse hoje que sem Scorpius não existe Rose. – disparei.
– E sem Rose não existe Scorpius, tem mais uma coisa que precisa saber. Eu sou leão e você serpente. – disse.
– O que? Você vai ser transferido para a Grifinória? – indaguei.
– Não, boba. Meu patrono é um leão. – respondeu.
Não me contive e dessa vez o beijei de verdade, era um beijo avassalador, urgente, mas ao mesmo tempo romântico e calmo. Queríamos passar tantas coisas traves dele que a melhor palavra pode ser certo.
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P.O. V Scorpius
Era nosso último ano em Hogwarts e eu estava feliz, mas ao mesmo triste, porque não retornaria mais para aquela escola, sairia de casa, das duas, mas ao menos teria Rose e Alvo ao meu lado para me deixarem tranquilos, eles são ótimos nisso. Eles me compreendem de um modo que ninguém nunca compreendeu. E sabia que nossa amizade era igual à do tio Harry, do tio Rony e da tia Mione.
o ano acabou e fomos para a Toca, já fazia três anos que Molly nos deixara, mas eu sou eternamente grato a ela, após a noite em que Rose me disse aquelas coisas, eu li a carta que ela escreveu e a chegar em casa, vi que também tinha uma. Eu percebi que Rose estava, ela sempre esteve. Descobri o porquê do meu pai nunca ter implicado com ela e o porquê de sempre querer protege-la.
Resolvemos nos casar nesse ano, eu não queria ter que esperar mais nenhum um dia para isso, nos casamos na Toca, meu pai e minha mãe estavam lá e é claro que o tio Ron gritou bastante e também é claro que ele quis me matar, mas no fim ele acabou aceitando. Rose ameaçou fugir comigo se ele dissesse não. Essa era a minha Rose, sempre doce e ameaçadora. Ela entrou e meu coração quase parou, ela estava linda, não sei nem descrever como ela estava, aquilo era demais para mim. Ela se juntou a mim e após as palavras do padre, era nossa vez de falarmos. Eu comecei.
– Eu lembrei de uma cena de seis anos atrás, quando entrei no vagão de vocês, você me disse que seriamos no novo trio de ouro, só que iriamos para a Sonserina, dito feito, mas você também disse que era coincidência as frases ditas aquele e aqui estamos nós, dois integrantes do trio, casando. Assim como seus pais, eu não poderia deixar de mencionar Molly, ela foi nossa confidente, foi nossa melhor amiga, graças a ela estamos juntos, ela foi a primeira a notar e infelizmente não está presente, mas com certeza está nos vendo, afinal fora ela quem disse para ficarmos juntos, fora ela que resolvera nossas brigas, fora ela que me fez enxergar que você era a garota certa para mim e você me fez enxergar que eu era o cara certo, porque como você eu sou o silencio e você o barulho, mas sincronizamos na mesma medida. Aquele dia que fomos ver o filme juntos, os três e o Alvo colocou Frozen, tivemos várias reações diferentes, mas sabe o que aconteceu no final? Aquele filme virou o nosso preferido e as músicas, passaram a fazer mais sentido do que nunca. Sabe porque brigamos tanto e porque sempre nos resolvemos e porque sempre nos protegemos? Porque eu sou leão e você, os animais mais forte e amedrontadores.
– Eu não sei o que dizer, pela primeira vez na vida alguém me deixou sem palavras e me fez calar a boca, falando nisso no dia de nossa seleção eu percebi que você prestava atenção em tudo o que dizia, e eu agradeço por isso. Eu quebrei seu coração muitas vezes e o você o meu, mas nós mesmo concertamos os estragos. Dizem que fogo e gelo não se misturam, eu descordo e ainda defendo minha teoria, muitas vezes o gelo é necessário para controlar o fogo e muitas vezes o fogo é necessário para diminuir o gelo, sem um o outro não existe. Eu sou o fogo e você gelo. Merlin já passamos por tanta coisa juntos, e eu vou parar por aqui, porque certa doninha albina loira aguada, não me deixou falar, porque roubou minhas falas. – disse adoravelmente.
Nos beijamos, foi um beijo calmo e certo, todos aplaudiram. Lilian e Hugo anunciaram o namoro deles, estava na cara que ficariam juntos e saímos.
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15 anos depois.
P.O. V Rose
Eu tenho 33 anos e tenho 7 filhos, parece que puxei a Sra. Weasley, mas pediu par ter muitos filhos, a culpa não é minha, é do Scorpius também. Temos 5 meninos e duas meninas. O menino mais velho se chama Kristoff, sim por causa do Frozen, o segundo chama Cygnus, os gêmeos chamam Lupus e Leo, o último menino chama Pavo, já as meninas chamam Andromeda e Apus. Tirando o primeiro filho, todos os outros tem nome de constelações, tradição Malfoy, pela primeira vez o chapéu dirá que tem muitos Malfoy´s é claro que o tio Draco ficou super em saber disso, a família crescera e continuaria crescendo. Pode passar o tempo que for, mas eu sempre o chamarei de tio e Scorpius sempre chamará meus pais de tio e tia, afinal crescemos juntos e nos acostumamos assim.
Nossos filhos não estavam em casa, foram passar o fim de semana com Alvo e seus primos, Alvo casou com uma amiga que ele fizera em um acampamento, chamava Ana e tiveram três filhos: Rose Luna, Scorpius Draco e Ted Remo, parece que os nomes duplos viraram tradição na família Potter, obviamente os três filhos foram uma forma de homenagear a todos, inclusive Ted. Tirando a filha que recebeu meu nome, os outros receberam o nome de pai e filho.
James casou com uma amiga de infância, Annie e tiveram uma filha: Annabeth
Lilian e Hugo tiveram quatro: James II, Alvo II, Rose II e Dominique II. Sempre soube que iam se casar e sempre soube que eles gostavam de algo mais medieval. Por isso o “II” depois de cada nome.
– Sabe, acho que podíamos ouvir nossas músicas antes de dormir. – Sco propôs.
– Eu acho uma ideia ótima. – respondi dando um selinho nele.
Nos arrumamos, deitamos, encostei minha cabeça em seu peitoral, ele me abraçou e ficou mexendo em meu cabelo, com um aceno de varinha uma tocou e depois a outra, terminamos de ouvir e dormimos. Ele antes do que eu, tinha a mania de ficar observando ele dormir, fica tão lindo e se pensam que as brigas acabaram estão enganados, mas elas nos fortaleciam, elas fortaleciam nosso casamento. As músicas ainda ecoavam e fui ao banheiro, não resisti e acabei cantando ambas.
The snow glows white on the mountain tonight
Not a footprint to be seen
A kingdom of isolation
And it looks like I'm the queen
The wind is howling like this swirling storm inside
Couldn't keep it in, heaven knows I've tried
Don't let them in, don't let them see
Be the good girl you always have to be
Conceal, don't feel, don't let them know
Well, now they know
Let it go, let it go
Can't hold it back anymore
Let it go, let it go
Turn away and slam the door
I don't care what they're going to say
Let the storm rage on
The cold never bothered me anyway
It's funny how some distance makes everything seem small
And the fears that once controlled me can't get to me at all
It's time to see what I can do
To test the limits and break through
No right, no wrong, no rules for me
I'm free
Let it go, let it go
I am one with the wind and sky
Let it go, let it go
You'll never see me cry
Here I stand and here I'll stay
Let the storm rage on
My power flurries through the air into the ground
My soul is spiraling in frozen fractals all around
And one thought crystallizes like an icy blast
I'm never going back, the past is in the past
Let it go, let it go
And I'll rise like the break of dawn
Let it go, let it go
That perfect girl is gone
Here I stand in the light of day
Let the storm rage on
The cold never bothered me anyway
Link: http://www.vagalume.com.br/frozen-trilha-sonora/let-it-go-idina-menzel.html#ixzz3NydZvSv3
Anna
The window is open!
So's that door!
I didn't know they did that anymore!
Who knew we owned eight thousand salad plates... ?
For years I've roamed these empty halls
Why have a ballroom with no balls?
Finally they're opening up the gates!
There'll be actual real live people
It'll be totally strange
But wow! Am I so ready for this change
'Cause for the first time in forever
There'll be music, there'll be light!
For the first time in forever
I'll be dancing through the night
Don't know if I'm elated or gassy
But I'm somewhere in that zone!
Cause for the first time in forever
I won't be alone
I can't wait to meet everyone! (gasp)
What if I meet... the one?
Tonight, imagine me gown and all
Fetchingly draped against the wall
The picture of sophisticated grace
Ooh!
I suddenly see him standing there
A beautiful stranger, tall and fair
I wanna stuff some chocolate in my face!
But then we laugh and talk all evening
Which is totally bizarre
Nothing like the life I've lead so far!
For the first time in forever
There'll be magic, there'll be fun!
For the first time in forever
I could be noticed by someone
And I know it is totally crazy
To dream I'd find romance
But for the first time in forever
At least I've got a chance!
Elsa
Don't let them in
Don't let them see
Be the good girl
You always have to be
Conceal
Don't feel
Put on a show
Make one wrong move
And everyone will know
But it's only for today
Anna
It's only for today!
Elsa
It's agony to wait
Anna
It's agony to wait!
Elsa
Tell the guards to open up... the gate!
Anna
The gate!
For the first time in forever
Elsa
Don't let them in, don't let them see
Anna
I'm getting what I'm dreaming of!
Elsa
Be the good girl you always have to be
Anna
A chance to change my lonely world
Elsa
Conceal
Anna
A chance to find true love!
Elsa
Conceal, don't feel
Don't let them know
Anna
I know it all ends tomorrow
So it has to be today!
'Cause for the first time in forever
For the first time in forever
Nothing's in my way!
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– Sabe, você sempre me acorda quando canta e eu amo isso. Antes de te conhecer me identificava mais com Let it go, no trem passou a ser For The First Time In Forever. Hoje não é nenhuma das duas, são as vozes que preenchem essa casa, eu te amo rosa. – Sco disse e me abraçou por trás.
– Já disse que você é muito fofo? – indaguei, ele sorriu e eu deu um selinho nele. – Te amo, escorpião.
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