OneShots
21 Apaixonada pelo meu melhor amigo
Notas iniciais
P.O. V Rose
Tinha brigado de novo com Scorpius, isso vinha acontecendo muito ultimamente. Eu nem sei se ainda sou amiga dele, espero que sim, porque dói muito imaginar que nunca mais falarei com ele. A culpa não é totalmente minha é claro, mas eu acho que está na hora de crescer e parar de agir como a garotinha de onze anos que um dia eu fui.
Ia sair, mas não tive forças desabei ali mesmo, ao lado de Albus meu primo e a cada lágrima que saia, meu coração doía mais. Dizem que as lágrimas lavam a alma e deve ser mesmo, porque a dor que estava sentindo era enorme.
Flashback on:
– Rose, me desculpe. Eu não devia ter feito aquilo. Eu sinto muito. – suplicava.
– Não, Scorp. Vai ficar com a Megan, sua namorada. – gritei já virando as costas.
Ele ficou falando alguma coisa, mas as lágrimas e a dor me impediam de ouvir ou ver algo que estivesse a mais de dois palmos a minha frente.
Flashback off:
– Sabe, vocês deviam voltar a se falar. Ele também está mal. – Albus me tirou de meus devaneios.
– Se ele estivesse mal não estaria se pegando com a Megan pelos corredores, se o que ele me disse era verdade, então ele não teria ficado com ela. – desabafei.
– Você sabe que não é verdade, não sabe? – indagou.
Eu não respondi, no fundo sabia que ele não ficaria com ela, provavelmente ela forçou ele, mas mesmo assim ele poderia ter afastado ela no primeiro momento ou eu só estou arrumando uma desculpa para não aceitar o fato de que eu tive uma crise de ciúmes desnecessária.
Flashback on:
– Rosa, Rosinha, Ros, Ro, Rose eu tenho tantas maneiras de te chamar e vice-versa, mas ficar dando apelidos para você já não faz mais sentido. Eu quero poder te chamar de minha, independente do nome ou apelido, só aceitarei se tiver um “minha” na frente. Eu te amo desde o dia que nos conhecemos, isso foi a seis anos atrás. Você sempre esteve ao meu lado, quando eu chorei foi você que secou minhas lágrimas, quando tive o pior pesadelo na Toca, foi você quem me acalmou, quando eu achei que não fosse ter amigos em Hogwarts, você foi a primeira a me estender a mão e naquele prometemos sermos melhores amigos, quando me machucava e ia para a enfermaria a única que estava lá comigo era você, todas as situações era você quem estava comigo. – discursou.
– Sco, Scorp, escorpião, Scorpius eu te amo. Eu já era sua a muito tempo, só você não percebeu e eu acho que você já era meu também. Você sempre esteve comigo, sempre que estava aflita, era você quem me acalmava, quando estava com medo era você que dizia “vai ficar tudo bem”, quando me machucava era você quem me levava para a enfermaria, quando corria perigo era você quem me socorria e juntos nos salvávamos. Já foram tantas histórias e tantas situações que passamos juntos. – falei me lembrando de cada acontecimento.
Nós apenas assumimos isso um para o outro, eu achei que ele fosse me beijar ou algo assim, mas logo depois disso ele disse que tinha que ir embora, porque estava preparando uma surpresa para nós, foi quando vi os dois. Aquilo foi a gota d´água para mim, o fim da minha confiança nele, o fim de tudo.
Flashback off:
– Prima hoje é natal, porque não sobe lá e pedi desculpas para ele ou tenta se acertar. – Al quebrou o silencio mais uma vez.
– Por que? Porque depois dos dois se declararem um para o outro ele estava se esfregando pelos corredores com a Megan, primo. Eu já devia que palavras, são apenas palavras. Eu não quero mais ver ele, eu confiava nele, eu amava ele, mas ele jogou tudo fora essa tarde e ainda me deixou nesse estado. Eu não sei o que fazer, Al. – fui sincera.
– Você sabe sim, só não quer aceitar. Vai lá e converse com ele. – insistiu.
–Não, eu vou para casa. – disse.
Me levantei, arrumei meus pertences com apenas um aceno de varinha e sempre carregava um pouco de pó de flu, entrei na lareira que havia no quarto, disse o meu lugar de destino e cheguei em casa. Não falei com ninguém, subi direto para meu quarto e coloquei a primeira música natalina que veio na minha mente e voltei a chorar, porque tudo tinha que me lembrar ele? A música foi tocando e as lembranças invadiram a minha mente, não tinha como negar ou evitar isso.
I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need
I don't care about the presents
Underneath the Christmas tree
I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas is you
Era nosso primeiro ano em Hogwarts e eu não voltaria para casa esse ano, eu queria passar o natal na escola, era algo novo que queria experimentar.
– Está sozinha? – uma voz invadiu o salão comunal.
– Estou, meus primos foram para casa, mas eu não quis ir. – respondi.
– Veja, nós ganhamos presentes. – o menino disse com um brilho nos olhos.
– Eu não ligo muito para os presentes embaixo da árvore ou nada do gênero, eu só tenho um desejo, então o faça realidade. Tudo o que eu quero de Natal é você. – falei.
– Eu também te quero de Natal, mas parece que nunca vou ganhar. Você é como aquele brinquedo que todos querem, mas ninguém consegue. – soou triste.
E foi naquela noite, naquele momento que me apaixonei pelo meu melhor amigo. Foi naquela noite que eu soube que nada mais seria igual.
I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need, and I
Don't care about the presents
Underneath the Christmas tree
I don't need to hang my stocking
There upon the fireplace
Santa Claus won't make me happy
With a toy on Christmas day
I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas is you, you, ooh ooh baby, oh oh
Segundo ano, parecia que eu e ele estávamos destinados a ficarmos juntos no Natal, novamente não quis ir para casa. Eu sabia que ele ficaria e eu acho que ele sabia que eu ficaria também. Descemos juntos o que foi motivo de risos por ambas as partes.
– Então, será o papai Noel vai realizar seu desejo esse ano? – Sco indagou.
– Já realizou, porque tudo o que quero de Natal é você. – disse.
– Eu também quero você de Natal. Ano passado disse que você era inacessível, mas me enganei, você só difícil de alcançar.
I won't ask for much this Christmas
I won't even wish for snow, and I
I just want to keep on waiting
Underneath the mistletoe
I won't make a list and send it
To the North Pole for Saint Nick
I won't even stay up late
To hear those magic reindeer click
'Cause I just want you here tonight
Holding on to me so tight
What more can I do
Oh, Baby all I want for Christmas is you, you, ooh baby
Terceiro ano, nem preciso dizer que fiquei em Hogwarts ou preciso? Bom, eu acabei ficando lá. Parece que virou tradição ficar naquela escola para o Natal, somente eu e ele.
– Bom dia, feliz Natal. – disse.
– Uau, esse ano foi diferente. E o que pediu de Natal? – falou.
Algo me diz que ele já sabia a resposta, não sei porque.
– Você. – respondi.
– Eu também. – falou.
E assim passamos aquele dia, rindo perto da lareira e abrindo os presentes que ganhávamos. Se meus parentes realmente soubessem que meu único desejo era ter o Scorp ao meu lado, então eles não se preocupariam comprando diversos presentes.
All the lights are shining
So brightly everywhere
And the sound of childrens'
Laughter fills the air
And everyone is singing
I hear those sleigh bells ringing
Santa won't you bring me
The one I really need
Won't you please bring my baby to me quickly, yeah
Ohh ohh, I don't want a lot for Christmas
This is all I'm asking for
I just want to see my baby
Standing right outside my door
Ohh ohh, I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
Oh, Baby all I want for Christmas is you, you ooh, baby
Quarto, quinto e sexto anos. O mesmo ritual, no quarto ele inventou uma moda que pegou. Ficar me esperando do lado de fora do meu dormitório.
– Olá, está ouvindo isso? – indaguei.
– Sim, são crianças, parece que os alunos novos resolveram ficar esse ano. Lembra do nosso primeiro ano juntos? – preguntou.
– Claro, ainda quero você. – respondi.
– Eu também, falou.
E aqui estou no meu quarto, era para passar esse Natal lá, com ele e finalmente ele entenderia a resposta que sempre dei, mas não ele tinha quer um idiota completo e estragar tudo, mas mesmo a frase que mais desejo que se torne realidade neste momento é: All I want for Christmas is you.
Me arrumei e coloquei meu vestido favorito, sabia que ele amava aquele vestido e apesar de odiar admitir isso, tudo naquela noite me lembrava ele, meu vestido, o modo que meu cabelo estava, os presentes, as risadas, os presentes, simplesmente tudo e isso doía mais do que qualquer estar com ele, mas sem estar com ele. Eu só queria que ele aparecesse aqui na casa dos meus avós e então eu finalmente me desculparia pelo surto de infantilidade que tive, mas afinal ele era meu. Meu melhor amigo, meu ombro amigo, meu protetor, meu companheiro, meu confidente e eu era sua, sua melhor amiga, seu ombro amigo, sua protetora, sua companheira e sua confidente.
Encarei a aquele foto, as via todos os dias desde que voltei para casa, amava aquele álbum, mas a que estava em cima de meu criado-mudo era minha favorita. Albus havia ganhado aquelas maquinas instantâneas de meu pai e ele aproveitou para brincar com ela aquele dia. Estávamos em Hogsmeade, a neve já havia começado a cair e eu estava sentada em um banco com um livro nas mãos e minha cabeça repousada no ombro de Scorpius, já ele estava mexendo no meu cabelo, eu estava com as pernas cruzadas e ele com as pernas esticadas. Olhei mais um minuto aquela foto, tentando guardar traço dele em minha memória, mas era uma tarefa meio inútil, já que sua imagem nunca me abandonava e encarando aquela foto respirei, contei até três, reuni a coragem que corriam no meu sangue, apesar de ser sonserina tinha sangue grifinória e reuni as forças que me restavam.
Meu vestido era verde sonserina e ia até o joelho, tinha o desenho de um vestido tomara que caia, mas depois dos seio e até meus braços era apenas rendado, era rodado e a barra era um pouco mais curta, fazendo que ficasse uma linha de renda antes de acabar, meu salto era prata e meu cabelo estava solto, em forma de cascatas, porque ele disse que assim ficava melhor do que qualquer outro modo, a la naturale como ele dizia.
Após cumprimentar todos e discutir com Albus, isso vinha se tornando uma atividade corriqueira depois que briguei com Malfoy. Sabia que ele só queria ajudar, mas me deixava irritada. Ia para a rua espairecer um pouco, quando ao abrir a porta me deparo com um ser na minha frente. Ele estava lindo, ele era lindo, mas a camisa branca, com o jeans faziam com que ele ficasse mais bonito ainda.
– O que quer? – indaguei.
– Você. – respondeu.
– Nossa, geralmente quem dizia isso era eu. – disse.
– É, mas só depois te ver correndo e chorando foi que eu percebi e descobri o porquê da mesma resposta sempre. Comecei a lembrar dos natais passados e foi no primeiro ano que me apaixonei, você abriu mão da sua família para ficar comigo e me fazer companhia, você foi a única que não me julgou em nenhum momento e quando eu descubro que o que sinto por você é reciproco, uma louca me agarra na sua frente e tudo vai por água abaixo. Se quiser pode fechar a porta na minha cara, me bater, fazer qualquer. Se me pedir para ir embora e nunca mais voltar, eu vou. Eu só quero te ver feliz. – falou.
– Eu também me apaixonei por você naquela noite, daria um ótimo título: “apaixonada pelo meu melhor amigo” eu sei que parece grande, mas eu tenho problema com títulos. Você me magoou muito aquele dia, mas eu me comportei como uma criança, Al tentou me mostrar, mas eu não queria ver meu erro e por isso eu quase te perdi. Eu prometo que nunca mais vou fazer isso, por Merlin passamos por tanta coisa juntos, várias noites na biblioteca lendo, noites em claro conversando e nos protegendo, várias noite em detenção, várias pegadinhas, várias fugas do Filch e quando assumimos o que sentimos vem alguém para tentar estragar. – discurso.
– Isso mesmo, tentar. O escorpião jamais machucaria uma rosa. – falou.
– Você ainda se lembra? – perguntei incrédula.
– É claro que sim, foi assim que nos conhecemos. – respondeu.
Não aguentava mais esperar, ele me puxou por minha cintura e eu enlacei minhas mãos em seu pescoço, diminuímos a mínima distância que estava entre nós e selemos nossos lábios. Era um beijo que ambos ansiávamos e transmitia segurança, proteção, respeito, consideração, carinho, amizade e amor. Isso selava nosso relacionamento e eu tenho certeza que embora as brigas, acabaríamos nos acertando, porque antes de sermos namorados éramos melhores amigos e nos entendíamos perfeitamente.
A partir do segundo ano trocávamos nossos presentes e passamos a trocar os que comprávamos, eu dava algo a ele e ele a mim e mesmo sabendo que não passaríamos o Natal juntos esse ano, eu comprei algo para ele, iria enviar mais tarde, mas não foi necessário, afinal ele estava lá.
Na hora de abrir os presentes foi aquele confusão típica, crianças correndo e gritando, papeis e caixas espalhadas por todo canto, indícios de que a família cresceria, casais brigando, se beijando, jovens aprontando e eu correndo de certo moreno que se auto intitulava meu primo, ele me alcançou e agora me carregava em seu colo, correndo comigo ao encontro de certo loiro.
– Aqui está seu presente. – disse me colocando no colo dele.
– Coitado, mal sabe que você é meu presente. – sussurrei em seu ouvido.
– Quero te entregar meu presente, mas tem que na frente de todos. No segundo ano te dei um livro, no terceiro uma blusa, no quarto o vestido que usou naquela mesma noite, no quinto uma coruja nova, mas acabou virando a nossa coruja, ano passado um jogo de xadrez de bruxo e esse, meu amor. Rose Weasley aceita ser minha namorada? – discursou.
– É linda. – falei enquanto ele colocava a pulseira em meu pulso. – Eu também tenho um presente para você, mas depois eu estou até meio sem graça. No segundo ano te dei um caderno, no terceiro um exemplar do meu livro preferido, no quarto uma vassoura, no quinto um gato, no sexto uma pilha de sapos de chocolate, mas o que importava era a figurinha, afinal só faltava uma pessoa para completar a coleção. E esse ano, te dou respostas que apenas nós dois vamos entender. – completei.
A pulseira tinha um escorpião no meio e no fecho havia uma esfera achatada com o desenho de uma rosa e somente eu sabia o significado disso, já o presente que dei a ele, era o desenho de uma rosa cercada por um escorpião com um texto atrás. Eu havia feito aquilo mais cedo.
“Scorp,
Espero que seja capaz de me desculpar e volte a falar comigo, eu sinto muito por aquele chilique por causa da Megan e eu estou envergonhada até agora com isso, eu sei que não fez de propósito e espero ser perdoada, eu te amo tanto.
Nesse momento estou ouvindo a música que faz mais sentido quando se trata dos assuntos: Natal, Rose Weasley e Scorpius Malfoy.
I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need
I don't care about the presents
Underneath the Christmas tree
I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas is you
Tudo que quero de Natal é você. Por que o escorpião machucaria uma rosa? Se lembra desse dia? Por favor, me responda.
Com amor,
Rose”
E assim foi nosso primeiro Natal como casal, o primeiro de muitos. Hoje era Natal novamente, mas nossos sete filhos estavam com nós assim como todos os meus primos e meus tios. Estávamos comendo, quando Cyrus disse:
– Lembra que o chapéu costumava a dizer que os Weasley´s procriavam como coelho? Então esse foi meu primeiro ano e como sou o filho mais novo de sete, o chapéu na hora de fazer minha seleção falou: mais um Malfoy, parece que a partir dessa geração a tradição vai ser dizer mais um Malfoy e não mais um Weasley.
De todos os primos com o sobrenome Weasley eu fui a que mais teve filhos, mas o sobrenome passou a ser Malfoy, então Hogwarts se prepare para uma onda de Malfoy´s durante os próximos séculos. E é claro que todos foram para a Sonserina.
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