One-shots Emma and baby Neal
2 Neal's rescue
Notas iniciais
Emma estava na delegacia. Tinha acabado de voltar de uma busca de objetos roubados. Sr. Gold ainda tinha alguns inimigos na cidade que sabiam que a xerife havia conquistado a confiança dele, e que não o deixava tratar com violência quando um problema lhe surgia. Ele fora roubado e, contra sua vontade mas devendo isso à Emma e à Belle, foi até a delegacia reportar. Emma saiu e encontrou o sapateiro (ela não sabia quem era nas histórias) perto da ponte, tentando enterrar os pertences de Gold. Eram coisas insignificantes, afinal, tudo o que era importante e pessoal, as pessoas já tinham tomado de volta. Rumple agora possuía apenas algumas antiguidades de ninguém para venda e algumas poções, itens de troca.
A loira tinha acabado de sentar-se em sua cadeira e agora estava sem serviço, decidindo por ocupar-se lendo o jornal.
O telefone tocou.
— Delegacia de Storybrooke? — Ela perguntou, rotineira.
— Emma?
— Hey! É você, meu amorzinho!
— É o Neal...
— Eu sei! O que foi, bebê? Aconteceu alguma coisa?
— Eu tô sozinho...
— Sozinho? Como assim?
— Vem me buscar?
— Onde você está? — Ela ficou de pé, preocupada, com as chaves na mão, pronta pra sair.
— Em casa.
— Ok, eu tô indo. Fica aí. Não sai!
Ela desligou e dirigiu o carro da polícia na maior velocidade até chegar em seu antigo apartamento que dividia com Mary Margaret. Forçou a porta e ela estava aberta. Assim que entrou, encontrou os pais na cozinha.
— Emma?
— Ué... Cadê o Neal?
— Lá em cima... Porquê? — David perguntou.
— Emma! — O garotinho desceu a escada correndo e pulou no colo da irmã.
— O que você aprontou, Neal? — Emma perguntou, abraçando-o.
— Nada.
— O que houve, Emma? — Snow largou as coisas na pia, estreitando os olhos para o filho mais novo.
— Ele me ligou dizendo que estava sozinho aqui em casa, e como eu sei que vocês jamais deixariam ele sozinho, imaginei que tivesse acontecido alguma coisa. Como você ligou pra mim, Neal?
— Eu sei como... — Snow respondeu. — Ele pegou meu celular pra jogar e subiu. Sabia que ele tava quieto demais.
— E você sabe ler agora? — Emma encarou o irmão de quatro anos.
— Não, mas tem foto sua e da polícia. — Ele sorriu.
— Neal, você não pode ligar pra Emma o tempo todo... — David chegou perto do filho e aproveitou para beijar a testa de Emma, como sempre fazia ao cumprimentá-la.
— Eu tava com saudade...
— Awn, nenê! Eu falei que eu viria te ver amanhã, lembra? Você não pode fazer isso, porque se um dia acontecer alguma coisa, como eu vou saber se é verdade?
— Tá bom... Desculpa, mamãe, desculpa, papai. Desculpa, Emma. — Ele pediu. Emma colocou-o no chão.
Os três sorriram, aceitando as desculpas.
— Ele falou de você a semana toda. — Snow contou. — Não sei o que é tudo isso por você, porque todo esse apego. — Ela riu.
— Isso é ciúme porque ele gosta mais de mim do que da própria mãe? — Emma provocou, sentando-se ao balcão. No mesmo instante, Neal sentou-se no colo dela. — Neal, de quem você gosta mais: de mim ou da mamãe?
— Das duas, ué. E do papai.
— Bela resposta. — David riu, já sabendo que teria que evitar brigas entre a esposa e a filha.
— Que bom que passou por aqui, filha. Acabei de fazer cookies. Quer?
Emma pegou um.
— Isso me lembrou que tenho que ir... Nossa, tá muito bom. — Ela falou de boca cheia.
— Não fala de boca cheia! — Snow brincou.
— Ok, não vou falar de boca cheia! — Ela falou de boca cheia, provocando Snow e as duas riram. — Tenho que ir embora. Amanhã a gente se vê, criança.
— Ah, não... Fica mais, Em. Por favor?
— Quer saber? Quer ir pra delegacia comigo?
— Emma! — Snow espantou-se.
— Eu tô sem nada pra fazer agora... Não vou matar meu próprio irmão, né? — Emma virou-se para colocar o irmão no chão e viu David gesticulando para SNow por trás da filha. — Ah! QUAL É? Qual o problema de vocês? Que nojo! Vem, Neal, pega suas coisas. Você dorme em casa hoje!
— Eba! — o menino subiu para o quarto buscar alguns brinquedos.
— Vocês vão traumatizar ele também? Não basta eu e o meu filho? Sério? — Emma fez uma cara de nojo enquanto David e Snow riam.
— Fofinha! — Charming apertou as bochechas de Emma, irritando-a, e ela o empurrou, eles adoravam se implicar quando podiam, mas sempre em tom de brincadeira. Neal desceu com uma bolsa pequena nas costas e pulou no colo de Emma. Ela tinha a mania de pegá-lo no ar, quando ele pulava do meio da escada até ela.
— Eu não aviso mais. Se vocês se machucarem um dia, não quero nem saber. — Snow avisou, sem tirar os olhos do que fazia.
— Tchau! Boa div... Ah, credo. Não vale a pena. — Emma saiu com o irmão que acenou para os dois, e deixou seus pais rindo.
— Neal, como você consegue morar com eles? Acho que você ficaria melhor morando comigo.
— Posso morar com você? — Os olhos do irmão brilharam e Emma riu.
— Não, mas pode ficar em casa quando quiser.
—Porque não?
— Porque nossa mãe não deixaria. — Ela respondeu a coisa mais curta e voltaram pra delegacia. Lá, ele ficou o tempo todo com Emma. A loira colocou-o em cima da mesa e eles ficaram brincando. Emma desenhava e Neal pintava, ou imaginavam histórias, Emma fazia cócegas no menino e assim passaram o restante da tarde, até Henry chegar da escola. Snow não era mais sua professora, ele havia passado de ano e tinha outra professora. O ponto de ônibus era na frente da delegacia, então ele ia direto pra lá.
— Olha só que chegou! — Emma falou pro irmão.
— Oi, mãe. Oi, Neal! — Ele fez um hi-five com o tio.
— Oi, kid. — Emma bagunçou os cabelos de Henry. — Vamos?
Recolheu suas coisas, a mochila de Henry e de Neal e fechou a delegacia.
Foram para a casa entre conversas e Neal acabou dormindo durante o percurso.
Assim que chegaram, Regina esperava por eles com a janta encomenda da janta nas mãos, do lado de fora da casa de Emma.
— Oi, mãe. — Henry disse, falando com a morena, que estava sentada na parte coberta da frente da casa, e subiu para seu quarto trocar de roupa antes de jantarem.
— Oi... Entra! — Emma de um meio sorriso.
— Oi. Ele dormiu? — Regina perguntou, vendo o garoto no colo dela.
— Aham. Ah, ele vai dormir aqui hoje. Se quiser dormir aqui também... Você nem sabe o que ele fez! — Emma contou divertida, enquanto colocava Neal no sofá.
— O que? — A morena perguntou, enquanto arrumava a mesa da casa da loira.
— Inventou que estava sozinho, pegou o celular da minha mãe escondido e me ligou. Aí quando eu fui buscá-lo, achando que tinha acontecido algo, era só porque ele estava com saudade. — Emma riu.
— Como ele tem saudade de você é que eu não entendo.
— Haha.
Emma acordou o irmão para jantarem e depois, ela, o irmão, Henry e Regina sentaram-se na sala.
— Emma, eu quero desenhar! — Neal pediu.
— Tá... Pega algumas folhas no meu quarto.
O garoto subiu correndo até o quarto e voltou. Estavam assistindo Star Wars na TV. Henry e Emma tinham o filme como gosto em comum. Quando menos percebeu, Neal estava desenhando em seu braço, sua perna, enfim, em qualquer lugar nela, menos no papel.
— Neal! Você me rabiscou inteira!
— Não tô rabiscando.
— Ah não?
— Não... Eu tô fazendo arte. — Ele sorriu, inocente e Emma se derreteu.
— Ai, que vontade de te apertar até sair seus olhinhos do lugar! — Ela apertou-o contra si. — ok, agora eu quem vou desenhar em você. Uma tatuagem.
— Tá bom.
Eles ficaram desenhando no corpo um do outro até tarde, entre conversas. Regina e Henry acabaram dormindo no sofá.
— Emma? Conta uma história?
— Uma história?... Deixe-me ver... — Ela pensou e riu. — Ok. Vou contar a da branca de Neve.
— Da mamãe?
— Mais ou menos... — Ela riu e contou a história que conhecia quando criança, a história infantil que nada tinha a ver com a história de sua mãe. A cada novo personagem que ela introduzia, Neal piscava os olhinhos brilhantes, interessado e maravilhado pela história ter personagens com o mesmo nome dos seus familiares.
— E viveram felizes para sempre.
— E aí eles tiveram Emma e Neal?
— Nessa história não. — Ela sorriu.
— Mas parece muito com a mamãe, e o papai, e o Grumpy, Happy, Sneeze... — Ele coçou a cabecinha.
— É, parece bastante... — Emma cutucou Regina. — Quem você acha que é a rainha má?
O menino pensou, pensou e enfim respondeu.
— Eu acho que é... — ele olhou pros lados — o Rumplestiltskin, só que era a irmã dele na história.
Emma riu e Regina gostou do que ouviu.
— Banho e dormir, agora! — Emma pegou o irmão no colo, chamou Henry e subiu para o segundo andar da casa. Regina foi para o quarto de Henry e dormiu com ele.
— Eu posso dormir com você? — Neal pediu.
— Mas você tem sua cama no quarto do Henry...
— Eu tô com saudade de você e eu vou ter pesadelo.
— Neal, você tá espertinho demais pra quem tem só 4 anos. — Emma riu e jogou-o na cama.
—Aprendi com você. — Ele riu.
— Boa resposta. — Fizeram um hi-five. — Agora vamos dormir, de verdade.
— Tá bom. Boa noite, Emma. Eu te amo você. — Neal beijou a testa da irmã, imitando o que seu pai fazia.
— Também te amo. — riu.
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