Lowrayne Witchlook

Olho para trás e o tal Damon pede com a mão para eu me afastar. Faço o que ele pede e assim, entra no conversível do mesmo jeito que eu entrei.

– Seu pai está em casa? — ele perguntou.

– Ah... — demorei responder. — Não... Ele trabalha a noite.

– Tudo bem.

Ele deu partida no carro e começou a movimentar. Com uns minutos depois, acabei dormindo dentro do carro.

***

Acordei com Damon me chamando.

– Hey, acorda! — chegamos.

– Ai, que foi? — dei um tapa na cara dele sem querer. — Opa, desculpa. — gargalhei.

– Ai meu Deus! Devo ter salgado a santa ceia para ter que aturar uma garotinha bêbada! — ele revirou os olhose me pegou no colo.

– Cala a boca seu otário! — reclamei. — Me põe no chão!

– Mal agradecida! Eu estou te ajudando e você fica me xingando.

Abri a porta de casa e deixei aberta para ele entrar se quisesse.

– Posso entrar? — ele perguntou.

Pensei melhor... O que esse otário vai fazer aqui? Nem o conheço.

– Hmm... Não!

Eu caí no chão da sala e bati a testa na quina da estante da sala.

– Que droga! Quem colocou essa merda aqui? — esbravejei.

– Me deixa entrar pra te ajudar Lowrayne! — Damon gritou da porta.

– Entra logo! — gritei.

Ele entrou e me pegou no colo novamente e começou subir as escadas em direção ao meu quarto. Abriu a porta e colocou-me na cama. Tirou minhas botas e puxou o edredom para cobrir-me.

– Tome isto... — ele mordeu seu pulso e colocou na minha boca.

Suguei seu sangue, sem entender nada, aliás, eu estava "grogue" para entender quaisquer coisas. Assim que terminei, ele limpou minha boca com um papel e olhou no fundos meus olhos.

– Você vai se esquecer de que dei meu sangue para você beber. — falou.

Não demorou muito e eu dormi.

***

Acordei no outro dia me sentindo muito bem. Lembrei-me de algumas coisas da noite passada, mas o que realmente me impressionou, foi o fato de Damon dar-me seu sangue para beber. Por quê? Saio da cama e faço minha higiene matinal no banheiro. Hoje definitivamente não era dia de ir para a escola, a festa foi demais, e eu cansei-me.

Desço para a cozinha e Larry já chegou.

– Boa tarde! — ele saúda.

– Boa tarde. — respondo.

– Como foi a festa? — questiona.

– Ótima, mas acabei bebendo um pouco demais e um cara teve que me trazer aqui. — falei.

– Low, cuidado com esses caras, eles podem querer te abusar... — ele falou.

– Tá Larry. — revirei os olhos.

– Vou ir dormir. Vai sair? — perguntou.

– Talvez.

Comecei tomar meu café e ele subiu as escadas em direção ao seu quarto.

O moreno ontem me cativou. Aqueles olhos da cor do mar, aquela boca, aqueles braços fortes, o cheiro dele... Aquele jeitinho de badboy... Homem do jeito que eu gosto.

A campainha toca e eu pulo da cadeira com o tamanho do susto. Levantei-me.

Damon sorri assim que eu abro a porta.

– Entre. — convidei-o.

– Obrigado. — ele sorriu. — Como se sente? — perguntou.

– Bem... Mas... Porque ontem eu tomei seu sangue? — perguntei.

Ele arregalou os olhos e piscou varias vezes, não acreditando no que eu disse. Sua boca abriu e fechou varias vezes, mas ele no conseguia falar.

– Me explica? — pedi.

– Ah, você tem certeza de que bebeu meu sangue? — cerrou os olhos.

– Absoluta... — falei.

– Tudo bem... Eu tentei te hipnotizar... Mas não deu certo. — ele sussurrou. — Eu sou... Um vampiro Lowrayne. Por isso dei pra você tomar meu sangue. — ele falou.

– Sério isso? — perguntei chocada.

– Quer testar? — ele mostrou-me sua cara demoníaca.

– Ah. — gritei.

Ele desfez o rosto e eu respirava fundo, com a mão no coração, suspirando.

– Meu Deus, Dam... — falei surpresa. — É só você assim?

Puxei-o para o sofá e sentei, fazendo-o sentar-se na minha frente.

– Não... Stefan, Caroline, Rebekah, Elena, Jeremy...

– Todos? — perguntei.

– Bonnie é bruxa. Tyler e Klaus é vampiro e lobisomem, híbridos. — ele falou. — E você... Eu não entendo... Porque não consegui te hipnotizar?

– Não sei... — sorri.

– Ei, não conte para ninguém o que eu contei. Ok? — ele falou.

– Tudo bem... Dependendo de mim, ninguém vai saber. — pisquei.

– Ótimo. Fala-me mais de você? — ele pediu.

– Bom, fui deixada na frente da casa de Larry com menos de um ano de idade. Ele sempre cuidou de mim, aliás, se desdobrou pra me criar, devo muito a ele. Sou meio rebelde, não penso antes de falar, tenho gênio forte... Sempre morei em Seattle. Aí este ano, Larry recebeu essa proposta de emprego, e tivemos que vir para cá. Claro que eu não queria. Eu namoro, e ano que vem, já volto para Seattle, e eu vou me casar.

– Sério? — ele perguntou. — Legal.

– É... Espero que eu consiga ir.

– Sexta-feira nós vamos ao Grill comemorar novamente o inicio das aulas. — ele ficou de pé. — Aliás, eu não estudo! Sou mais velho do que o Stefito alguns anos.

– Ah sim... — sorri.

– Então... Está a fim de ir? — perguntou.

– Não sei...

– Filhinha de papai... Vai ter que pedir para o papai bebê? — ele falou apertando minha bochecha.

– Eu faço o que eu quiser otário! — bati nas mãos dele. — Tira as mãos de mim.

– Não esquece... — ele sussurrou. — Que você está na companhia de um vampiro... — sorriu.

– Grande merda! Vai embora vai! — falei.

– Você convidou, eu entrei e agora entro quando eu quiser. — sorriu sarcástico.

– Besta! — gritei. — Fora já!

Ele saiu como o Flash, foi boa a conversa com ele, apesar de descobrir que ele é um vampiro e que estou me tornando amiga de vários deles.

– Droga! Não tem nada para fazer aqui! — esbravejei.

Peguei minhas coisas e fui para a casa da Elena. Queria me entrosar com o pessoal.

Em alguns minutinhos, já tinha chego. Bati na porta e Bonnie que atendeu. Ela me deu um abraço e rapidamente se afastou com uma cara assustada.

– Bonnie? — sondei. — O que houve?

Notas finais
E aí? O que será?
Meus Deus!
Até sexta , x