(One-Shot) Valentine's day
3 Inacessível (empregada/patrão)
Notas iniciais
Trim.... trim... trim....
Affs!
Eu deslizo o dedo no celular e desativo o barulho infeliz. Eu olho para a janela. O dia está amanhecendo ainda.
Droga, por que eu tenho que acordar tão cedo?
Eu deito novamente e respiro fundo. Mas logo levanto de vez ao lembrar o motivo de ter colocado o despertador tão cedo.
Meu primeiro dia de trabalho na casa do Cullen!
Eu tomo o meu banho e me arrumo em tempo recorde. Calça jeans, camisa branca de botões e mangas ¾ e sapatilhas pretas. Cabelo num rabo de cavalo arrumado e maquiagem leve. Lápis e batom cor de boca. Eu pego a minha mochila e corro para pegar a condução, torcendo para não me atrasar.
Sou Isabella Swan. Bella. Tenho 21 anos e profissionalmente frustrada. Quando terminei o high school não consegui uma bolsa para alguma faculdade e com isso tive que me virar com pequenos serviços. Garçonete, vendedora, babá e diarista. Já fui de tudo um pouco na busca pelo meu sustento. Fora a ajuda que eu mando para a minha mãe e meu irmão.
Eu moro em Chicago, mas sou de Springfield. Minha família ainda mora lá na pequena cidade. Eu vim para cá para encontrar uma tia minha que tinha uma oportunidade de trabalho para mim. Porém, acabou que não deu certo a indicação, pois a família que iria me contratar teve que mudar de estado. Desde então, estou migrando entre estes pequenos empregos até achar algo fixo.
O que eu rezo para que seja desta vez.
Os patrões de minha tia Sue são muito ricos. Esme e Carlisle Cullen são médicos renomados na sociedade. Eles têm dois filhos, Alice e Edward Cullen, Além de terem criado um sobrinho de Esme, Emmett McCarty, como a um filho também. Parece que a irmã e o cunhado da sra Cullen morreram num acidente quando o rapaz tinha 10 anos e desde então ele é criado pelos Cullens.
Eu desço do metrô no centro e espero o ônibus que vai me deixar mais próximo do prédio de luxo para onde estou indo. Minha tia me pediu para chegar as 6h, são 5h15 e eu não posso me atrasar. La disse que meu futuro patrão é um cara exigente. E ela tem propriedade para falar disso pois ela praticamente o criou.
Minha tia trabalhou a vida inteira para os Cullens. Ela chegou para ser babá das crianças e não saiu mais de lá, mesmo agora que as crianças já são adultas. Uma dessas crianças resolveu sair de casa e ter o seu próprio espaço. E é para lá que eu estou indo trabalhar.
Edward Cullen é o filho mais velhos dos Cullens. Ele é médico como os pais, cirurgião geral. Tem 25 anos, mas já está fazendo seu nome na medicina, segundo tia Sue. Sua saída de casa foi pacífica e deixou a sra Cullen muito feliz, pois ela acredita que significa que o filho pretende arrumar uma mulher. Mas segundo minha tia, é justamente por causa dessa insistência da sra Cullen que ele está saindo de casa.
Ele se mudou tem um mês e minha tia estava ajudando com as coisas da casa, porém ela não quer abandonar os pais dele e por isso me indicou para o trabalho. Ficaria mais fácil para todos pois eu já conheço o estilo de trabalho de minha tia, que é o que ele está acostumado. Para mim vai ser bom pois terei um trabalho fixo, com um bom salário e um lugar para dormir.
Chego ao prédio com 20 minutos de antecedência. Eu me identifico e depois a minha entrada é liberada em seguida. Eu entro no elevador de serviço rumo à cobertura.
— Bella, filha, entre! — Sue me diz assim que abre a porta. — Que bom que chegou cedo! — Ela diz abrindo a porta que dá acesso à cozinha. — O menino ainda está dormindo, mas logo despertará.
— Menino, tia?! — Eu reviro os olhos e ela ri.
— Ele sempre será o menino que ajudei a criar. Mas você está certa, ele não tem nada de menino. — Ela diz e me estende a mão. — Venha, vou começar te mostrando suas instalações e depois te mostro a área social. — Eu assinto e a sigo por um corredor logo após a porta da entrada de serviço.
Ali temos duas portas: a lavanderia e o meu quarto. O quarto é simples, mas equipado. Há uma cama de solteiro bem confortável, um pequeno guarda roupa, uma cômoda e um criado mudo com abajur. Tem uma janela pequena que dá para ver a área de lazer do prédio. Próximo ao guarda roupa tem uma porta que dá para um pequeno banheiro. A dependência é aconchegante, melhor do que o pequeno quarto que eu alugo, com certeza. Em cima da cama, há um vestido preto em corte evasê, de mangas curtas e decote discreto.
— Este é o seu uniforme filha. Ele pediu para que eu providenciasse. Achei que este combinaria com você e lhe deixaria mais confortável. — Ela diz e eu assinto sorrido. Eu realmente gostei. — Os sapatos estão ao lado. — Ela aponta para a lateral da cama onde estão os sapatênis brancos.
— Obrigada tia! — Eu digo e coloco minha mochica sobre a cama.
— Há mais 3 vestidos iguais no guarda roupas e outro par de sapato. Seu cabelo está tão longo... rabo de cavalo não adianta. Terá que fazer um coque.
— Fica pesado tia. — Eu digo tirando minhas sapatinhas. — Eu sempre faço uma trança bem firme.
— Certo. Então se arrume e vem me encontrar na cozinha para eu te mostrar as coisas.
Eu troco a roupa rapidamente e tranço meu cabelo. Encontro minha tia na cozinha e ela começa a me mostrar tudo na cozinha. Diga-se de passagem, que cozinha incrível. Fiquei encantada com a decoração e com os equipamentos maravilhosos. Preparamos o café da manhã habitual dele: frutas, suco, café, torradas, queijo, ovos e bacon. Arrumei tudo na mesa de jantar e minha tia me dava alguns toques. Com quase tudo pronto, nós escutamos um barulho no patamar superior. Eu a encaro.
— Fique tranquila filha, ele não morde. Só escute o que ele fala com atenção. — Ela diz e eu assinto. Nós vamos para a cozinha terminar de passar o café, a única coisa que falta. Quando retornamos com o mesmo, meu novo patrão já está sentado à mesa. Quando ele nos vê entrando ele se levanta. Nosso olhar se cruza.
Meu Deus! Ele é absurdamente lindo!
Seus olhos se desviam, descendo pelo meu corpo, me avaliando. Depois ele me encara novamente.
— Bom dia! — Sua voz grave e potente me atinge. Ele está vestido com uma calça escura e camisa azul clara. Há um blazer cinza e uma pasta numa cadeira vaga.
— Bom dia Edward! — Minha tia diz amorosa e ele sorri para ele. Que sorriso lindo. — Esta é a minha sobrinha, Isabella. — Ela diz apontando para mim. Eu deposito o café na mesa e me aproximo um pouco.
— Bom dia sr Cullen! — Eu digo tentando ao máximo equilibrar a minha voz diante do nervosismo. Ele estende sua mão e eu estendo a minha. Um aperto de mãos amigável. E uma corrente elétrica me arrepia o corpo inteiro. — Agradeço pela oportunidade. — Recolho minha mão.
— Não há de quê. Sue me contou que é esforçada, competente e discreta. — ele diz e eu assinto — Só não me disse que era não jovem. — Ele conclui arqueando uma sobrancelha.
— Tenho 21, senhor. Sou maior de idade. — Eu respondo. Claro que para poder dormir no trabalho eu precisaria ser maior de idade, mas sei que a minha cara de adolescente sem graça do ensino médio faz qualquer um desconfiar.
— Certo. — Ele diz e volta a se sentar. — Já conheceu a casa? — Ele pergunta e eu me mexo para servi-lo mas ele faz sinal para que eu pare. — Pode deixar que eu me sirvo.
— Hum.. Certo. Ainda não, senhor. Somente a cozinha e a dependência.
— Sue, você ficará aqui até que horas? — Ele pergunta enquanto se serve de café.
— Só até apresentar tudo para Isabella. — Minha tia responde – Come uma fruta pelo menos, filho. — Ele revira os olhos.
— Está bem, Sue. — Ele diz e coloca alguns pedaços de pêra e uva em sua tigela. — Mostre tudo a Isabella. Mostre como organizo minhas coisas e todo o resto. — Ele me olha. — Preciso de sua documentação para redigir o contrato de trabalho se você passar pela experiência dessa semana.
— Está tudo pronto aqui comigo. Na hora que o senhor quiser, eu lhe apresentarei. — Eu respondo.
Ao final de café da manhã, Edward se despediu de nós.
— Sr Cullen, o que deseja para o jantar? — Eu digo quando ele veste o blazer.
— Deixo ao seu critério, só sou alérgico a abacaxi. Como de tudo. — Eu assinto — Geralmente eu retorno para casa por volta de 19h. Até mais tarde. Sue, obrigado.
Ele sai para seu plantão no hospital e nós cuidamos de tirar a mesa. Depois de dar um jeito na louça, Sue me mostra toda a casa. O lugar é lindo e incrível. Chega a ser desperdício somente uma pessoa morando neste lugar enorme. Eu até entendo a sra Cullen achar que ele pode vir a ter uma esposa. Caramba! No patamar superior tem quatro suítes incríveis e a área da piscina. Um belo terraço com espaço gourmet super equipado. A piscina é incrivelmente linda. Há uma espécie de quartinho próximo à saída para a piscina onde toda as roupas de cama e acessórios estão dispostas. O quarto do senhor Cullen é o que fica mais próximo à piscina. O espaço dele é muito bonito, um quarto de catálogo, de tão perfeito que é a decoração.
No patamar inferior tem a sala de estar, de jantar, de som e vídeo, o escritório, a cozinha, a lavanderia e a dependência. Sue me explica de forma sucinta como funciona os aparelhos da casa. Depois ela me conta um pouco sobre a rotina de Edward que é basicamente casa-trabalho. Há dias em que ele dobra o plantão e no domingo, geralmente, ele vai para casa da mãe para o almoço.
Por fim, Sue vai embora, me deixando organizando as minhas poucas coisas no meu quarto. Depois e organizo um planner para a semana. Eu sempre fui muito organizada com tudo, então eu faço um planner para a limpeza da casa e outro para o cardápio. Edward não costuma vir almoçar todos os dias, mas sempre janta em casa. Então o café da manhã e o jantar precisam de um cardápio variado. Eu dou uma olhada na despensa e faço uma pequena lista de coisas para comprar. Sue me deixou um cartão com uma senha que é para as compras da casa.
Passo parte da tarde comprando e organizando as coisas na cozinha. A outra metade do tempo eu dedico ao jantar. Decido por uma carne assada com molho e batatas, arroz temperado e salada colorida. Pouco depois das 19h, Edward chega. Eu estou começando a arrumar a mesa.
— Boa noite Isabella! — Ele me cumprimenta cordial. É visível que ele está cansado.
— Boa noite sr Cullen! — Eu digo. — Espero que tenha tido um bom dia.
— É, tão bom quanto se pode ter em um hospital. — Ele diz e suspira – Eu vou tomar um banho.
— Certo, senhor. O jantar está pronto. Quando quiser, posso servi-lo. — Ele assente e sai para o patamar superior.
Eu solto o ar que estava prendendo. A beleza dele me deixa hipnotizada e sem ar. Preciso me concentrar horrores perto dele para tarefas simples, como falar e me mover. Céus! Eu trago a salada e o arroz para a mesa e espero ele aparecer para levar a carne. Observo da cozinha quando ele volta quinze minutos depois vestindo uma roupa casual, jeans e camiseta. Eu retiro a travessa da carne do forno e a levo para a mesa. Ele me olha enquanto eu a coloco na mesa e fatio a carne suculenta.
— O cheiro está perfeito. — Ele diz e eu sorrio de leve. — Parece delicioso.
— Espero que goste. — Eu digo e me afasto um pouco para que ele se sirva. — Gostaria de beber algo? — Pergunto.
— Tem um vinho tinto aberto no bar da sala, pode trazê-lo, por favor? — Ele diz se servindo de arroz e salada. Eu assinto e vou em busca de sua bebida.
Eu sirvo a sua taça enquanto o observo mastigar. A sincronia de seus movimentos neste simples gesto me deixa conectada. Ele mastiga devagar, apreciando cada sensação do sabor.
— Isabella, isso está maravilhoso. A carne... céus! Você cozinha melhor que a Sue! — Ele exclama e eu coro com o elogio.
— Obrigada sr Cullen, mas isso é exagero. Minha tia é imbatível.
— Acredite em mim. Está delicioso! — Ele diz me olhando agradecido. — Obrigada Isabella.
— Fico feliz que tenha gostado. Com licença! — Eu digo e me retiro para a cozinha sorrindo feito boba.
Acho que este emprego já está garantido.
....
O que está acontecendo comigo?
Faz dois meses que eu estou trabalhando na casa de Edward Cullen. Ele é um ótimo patrão, não é autoritário e nem abusivo. Respeita o meu espaço e é educado. Com o tempo aprendi que ele é extremamente fechado. Ele tem poucos amigos, basicamente a família e alguns colegas de trabalho compõe seu círculo mais estreito. Depois de um mês desde que comecei a trabalhar para ele, ele realizou uma reunião para receber seus amigos em sua casa.
Minha rotina de trabalho é confortável. Consigo da conta de toda a casa uma vez que ela nunca fica suja de verdade já que Edward trabalha muito. Minhas folgas são aos sábados, quando eu realizo um curso de libras de 2 anos. Foi uma boa opção para mim e Edward não se opôs a me dar os sábados como folga. Nossa relação é muito confortável e amigável, até porque somos muito parecidos. Somos fechados e simpáticos na mesma medida.
O grande problema é que eu não consigo parar de pensar nele.
Sim, sou sua empregada e tenho que pensar nele para manter a sua casa em ordem. Porém, não é somente com a sua casa, suas coisas ou sua comida que tenho me preocupado. Eu me preocupo com o que ele tem pensado, como foi o seu dia no trabalho, se ele sente falta de algo ou de alguém ao seu lado. E se ele gostaria que eu fosse esse alguém.
É... eu sei!
Eu estou apaixonada pelo meu patrão. E isso é o pior que podia acontecer comigo.
Hoje é sexta feira e eu não o vejo desde o café da manhã de ontem. E este é o motivo pelo qual eu passei a odiar as quintas feiras: Edward tem um plantão duplo só retornando na sexta à tarde. para casa. Ele sempre chega cansado e é uma luta fazê-lo comer antes de ir se deitar.
Quando estou terminando o almoço, ouço o barulho da porta. Eu aguardo um pouco e estranho Edward não vim me cumprimentar como sempre faz. Eu resolvo ir até a sala e lá encontro o meu patrão, o homem que eu amo, numa expressão destroçada. Meu coração se quebra na hora. Ele está sentado no sofá, com os braços apoiados nos joelhos e a cabeça baixa apoiada nas mãos. Seu corpo treme de leve pelo choro que solta.
— Edward... — Eu sussurro abismada com seu estado. Ele levanta a cabeça e me olha com dor. Eu caminho automaticamente em sua direção e ele enlaça a minha cintura, apoiando sua cabeça em meu ventre. É a primeira vez que estamos tão próximos assim. — O que aconteceu?
— Eu... — Ele suspira e se afasta um pouco, recostando-se. — Desculpe por ter te assustado. Sente-se aqui comigo, por favor! — Ele diz e eu me sento ao seu lado. — Eu perdi um paciente hoje. — Ele diz olhando pro nada.
— Oh, eu sinto muito! — Eu me solidarizo.
— Não é a primeira vez, é claro. Mas... — Ele leva uma de suas mãos ao cabelo e o esfrega. — É foda você dizer para uma mãe que seu filho de 16 anos está morto por causa da imprudência de alguém. — Eu arfo e ele me fita. — Acidente de carro. Um motorista bêbado atropelou o garoto, subiu na calçada e atingiu um muro. O desgraçado morreu na hora pelo que eu soube. — Ele balança a cabeça — Fiquei 8 horas na cirurgia com o garoto, mas ele não resistiu.
— Meu Deus, eu nem imagino como deve ser isso para você. — Eu digo e por impulso eu afago seu ombro.
— É terrível.
Ficamos ali por um tempo em silencio. Eu continuei afagando seu ombro e ele me fitava vez ou outra. Apesar da tristeza ali presente, um clima é criado. Com a nossa convivência, nós sempre somos gentis um com o outro. Mas o olhar que estamos trocando agora é muito mais intenso. Um cheiro de comida invade a sala e eu me recordo do almoço.
— O almoço está pronto. Tome um banho e venha comer um pouco. — Eu digo me afastando dele e me levantando.
— Eu...acho que estou sem fome. — Ele diz como um suspiro.
— O senhor precisa comer um pouco. Por favor! — Minha súplica o faz me encarar. Seguramos nosso olhar por alguns instantes.
— Almoça comigo? — Ele pede. Eu fico surpresa com o pedido, mas assinto. Ele dá um sorriso fraco.
Ele se levanta e vai para a escada.
— Isabella, por favor, me chame de Edward, pelo menos quando estivermos em casa a sós. — Ele diz e eu assinto.
Eu coloco o meu lugar e sirvo à mesa. Ele vem quinze minutos mais tarde com uma calça de moletom e camiseta. Nós comemos entre silêncios confortáveis e frase simples. Como sempre, ele elogia a minha comida e dedicação. Ele pergunta sobre o meu curso e eu ‘falo’ algumas coisas em sinais com ele. Ao final, ele está um pouco mais animado.
Ele se oferece para me ajudar com a louça e eu recuso. Ele se recolhe então para descansar um pouco. Eu passo a tarde cuidando de suas roupas, passando-as com perfeição. Quando anoitece, eu subo ao seu quarto para guardar tudo em seu closet. Eu deixo as roupas por ali e antes de guardá-las, eu me aproximo da cama dele.
Que merda, eu tô fazendo?
Ele está deitado de bruços, somente com a calça de moletom. Os lençóis estão bagunçados sob ele, como se ele tivesse tido um sono agitado. Seu rosto está sereno, quase sorrindo. Eu resisto a tentação de tocá-lo e resolvo voltar para meus afazeres, porém algo acontece.
— Isa...bella! — Ele sussurra e eu paraliso. Ele não acordou. Porra, ele está sonhando comigo?
Ele sussurra meu nome mais uma vez e um turbilhão de emoções agitam o meu interior. Seu semblante começa e se contorcer de dor e ele se agita por inteiro. Comigo, tinha que ser um sonho ruim, né? O rosto aflito dele me perturba e eu me aproximo sem saber o que fazer. Ele sussurra ‘não’ e ‘Isabella’ diversas vezes, cada vez mais agoniado e meu coração palpita. Eu preciso acordá-lo!
— Edward! — Eu o chamo e nada. — Edward! — Eu o toco e o chamo mais alto. Ele para seus movimentos e abre os olhos um segundo depois completamente confuso.
— Isabella... — Ele diz num fio de voz — Você voltou! — Ele diz e sorri o sorriso mais lindo. Ele toca meu rosto e me puxa suavemente para um beijo. Um beijo gentil e doce.
Porém, quando sua língua e sugada por mim ele parece se dar conta de algo e se afasta bruscamente. Eu coro violentamente sob o olhar surpreso dele. Merda!
— Eu... — Eu tento dizer.
— Não é um sonho! — Ele diz se sentando na cama. Ele passa a mão pelos cabelos. — Você também me beijou!
— Olha, eu... me desculpe! — Eu digo me erguendo e me virando para sair do quarto.
— Isabella! — Ele me chama e segura meu braço de forma firma, mas carinhosa. — Não vai...
— Edward... — Nossos olhos se conectam, minhas pernas amolecem e eu não consigo me mexer.
— Fica, Isabella. Fica comigo!
Ele se inclina e toma meus lábios num beijo avassalador. Eu não resisto e me entrego aos sentimentos que se apossam de mim. Ele me cola a seu corpo e um áurea sexual é estabelecida ali. Seu corpo quente emana vibrações ao meu e logo sinto suas mãos explorando o meu corpo. Edward me inclina lentamente para a cama, vindo por cima.
— Isabella...
— Somente Bella, por favor!
— Bella! Eu venho desejando este momento há algum tempo. — Ele diz e me encara. — Me diga que sente o mesmo, por favor! — Eu assinto corando e ele sorri lindamente. — Então vire-se! — Ele diz e eu obedeço.
Ele mexe um pouco em meu cabelo e eu fico intrigada e ansiosa, até que percebo que ele está desfazendo a minha trança. Depois ele desliza o zíper do meu vestido. Eu volto à ficar de frente pata ele. Ele desliza o vestido pelo meu corpo até retirá-lo de mim. Seu olhar queima a minha pele de tanto desejo.
— Tão linda! — Ele exclama.
Ele me beija e agora desce beijos pela minha pele. Pescoço, ombro, colo, seios... eu não consigo raciocinar ou dizer nada. Somente os gemidos me escapam. Ele retira o meu sutiã e se delicia com meus seios.
— Oh Edward! — Eu digo, suplicando por mais de sua boca e de seu corpo. Ele continua descendo e retira a minha calcinha. Ele também retira a sua calça.
— Bella, você é deliciosamente maravilhosa! Um sonho! — Ele exclama e se inclina para a minha intimidade.
Sua língua pincela meu clitóris e eu grito abafado agarrando seu cabelo com força. Ele suga meu nervo pulsante entre seus dentes e meus olhos reviram. Caralho! Com poucos minutos em me desfaço em sua boca. Ele se ergue e vem me beijar com posse. O meu gosto escorregar de seus lábios para o meu e eu volto a ficar molhada de tesão.
— Por favor, Edward! Eu preciso de você! — Eu imploro.
— Não, minha linda, sou eu que preciso me afundar em você! — ele diz e se posiciona em minha entrada. — Agora!
Seu pênis estica a minha vagina inteira até o fundo. Meu grito sai alto e forte. Minhas pernas se fecham em sua cintura e seu membro toca o colo no meu útero. Edward sai quase completamente e retorna com tudo dentro de mim. Eu só sei gemer e gritar.
— Isso, Bella! Me aperta, acaba comigo, gostosa! — Ele diz apertando a minha cintura e mordendo a pele do meu pescoço enquanto mete alucinado em mim.
— Ah Edward... eu vou...
Meu ápice chega violento. Todo o meu corpo estremece e eu me desligo completamente do mundo. É incrivelmente perfeito!
— Bella! — Ele grita quando o seu prazer máximo chega logo em seguida ao meu. Seus jatos quentes se misturam aos meus fluidos e nós nos tornamos um só.
Nós adormecemos ali, suados e agarrados um no outro, como se o resto do mundo não existisse. Horas mais tarde, eu desperto lentamente e sinto o corpo quente de Edward sob o meu. Logo as cenas de mais cedo tomam a minha memória. Eu sorrio. Depois eu me assusto.
O que foi que eu fiz!?
Eu me levanto bruscamente e Edward desperta. Ambos estamos nus e eu coro violentamente. Baixo o meu olhar sem conseguir encará-lo. Ele toca meu queixo com ternura e me força a olhá-lo.
— Bella! — Ele diz calmo — Está tudo bem.
É uma afirmação para a minha confusão interna.
— Edward, eu...
— Bella, eu estou apaixonado por você. Eu quis fazer tudo o que fizemos.
Minha boca se abre de surpresa com suas palavras. Eu não esperava por isso.
— Mas você é o meu patrão... eu sou só a
— A mulher que eu quero. — Ele me corta. — Bella, eu quero você na minha vida e tô nem aí para as diferenças que há entre nós. Você me quer e eu te quero. É isso que importa!
— Eu te amo Edward!
— Eu te amo Bella!
E então ele me beija apaixonadamente. Ali eu tenho a certeza de que enfrentaremos tudo para que nosso amor dê certo.
Fale com o autor