(One-Shot) Valentine's day
1 Girassol (rico/pobre)
Notas iniciais
Olá! — Uma voz masculina muito bonita diz e eu me viro para frente.
O cara é simplesmente lindo. Eu o olho admirada e ele sorri de forma ansiosa. Um sorriso lindo. O que é isso, Bella? Se recomponha!
— Posso ajudá-lo? — eu digo recuperando um pouco da minha sanidade. Ele assente
— É... eu preciso de uma dúzia de rosas. Hum... vermelhas. — Ele diz meio pensativo.
— Rosas vermelhas... — Eu digo saindo de trás do balcão.
Ele desce seu olhar para a minha barriga saliente de 4 meses sob minha blusa. Ele fica alguns segundos olhando para ela e depois eu o percebo procurar algo em minha mão esquerda. Homens!
— Sim... não é a flor mais cara e preferida das mulheres? — Ele diz displicente depois de sua avaliação à minha pessoa. Eu o fito com um sorriso brincando nos meus lábios.
— Bom... há controvérsias sobre essa questão. Mas elas são, de fato, o buquê mais caro.
— Então é essa mesmo. Se é a mais cara, é a que as mulheres mais gostam. Elas sempre querem tudo mais caro. — Ele diz prepotente e me acompanha até o espaço reservado às rosas.
— Nem sempre. Tem mulheres que odeiam rosas vermelhas. — Eu digo com um riso baixo enquanto calço minha luva para colher as rosas.
— Sério? Nunca conheci alguma que não gostasse. — Ele fala incrédulo. Eu sorrio em desafio. Seguro a rosa que já colhi e solto o cortador na bancada. Estendo a mão livre para ele.
— Bella, prazer! — Eu digo e ele arqueia a sobrancelha surpreso. Ele toca minha mão e sinto o meu corpo inteiro se aquecer. Seu olhar também faísca e eu me pergunto se ele sentiu a mesma coisa.
— Você não gosta de rosas? — Ele pergunta retoricamente, mas ainda assim eu assinto. — E trabalha numa floricultura?! — Com essa eu dou uma risada aguda.
Ele sorri para o meu riso. Fofo!
— Eu disse que não gosto de rosas, não disse que não gostava de flores. — Eu solto e ele, ao perceber a lógica também ri de si mesmo. Eu volto a colher as rosas.
— Interessante... a propósito. Sou Edward. — Ele diz e eu sorrio de leve. Um nome lindo que encaixa perfeitamente com sua beleza.
— Prazer. — Eu digo e continuo meu trabalho, agora só faltam quatro rosas. — Então... já que a sortuda da sua namorada vai ganhar as flores mais caras da loja, você pode escolher um destes cartões como brinde. — Eu digo indicando alguns em cima da bancada.
— Vou levar um vazio. A namorada sortuda não é minha, é do meu irmão. O idiota esqueceu que hoje é o aniversário de 1 ano de namoro deles. Acredita? — Ele diz escolhendo um cartão rosa claro.
— É o que mais acontece. — Eu dou de ombros — Se ele não tivesse lembrado a tempo hoje, ele estaria aqui comprando 24 rosas amanhã para se redimir. Faturo muito com o esquecimento dos homens. — Eu digo sorrindo ao colher a última flor. Ele me dá um sorriso surpreso.
— Ah, eu não esqueço coisas importantes assim. Se eu tivesse uma namorada, lembraria de todas as datas.
— Oh... lembre na minha humilde floricultura quando isso acontecer. — Eu digo – Essa garota será uma mina de sorte. — Eu digo pegando o papel manteiga para enfeitar o buquê.
— Um cara de sorte é o seu namorado né? Você tem uma floricultura, ele não precisa te comprar flores. — Ele diz desviando o assunto para mim e eu gargalho com sua conclusão. Ah se ele soubesse!
— Acho que você achou o motivo pelo qual o mesmo está a quilômetros de distância agora. Ele deve ter achado que eu era muito difícil de agradar — Eu digo irônica e o vejo me encarar numa pergunta muda. — Eu não tenho namorado.
— Mas... — Ele começa e depois para. Eu o vejo desviar de olhar para minha barriga para outro ponto da loja.
— Ah, sobre o bebê? Então... — Eu digo pegando um pedaço de fita vermelha. — Acho que ele achou que eu sou forte, madura e independente o suficiente para cobrir o papel dele. E sabe, ele tem razão. — Eu digo incisiva e o ruivo me olha de um jeito diferente. Costumo encontrar muitos olhares de pena quando conto minha história, mas o dele não é assim. Seus olhos me encaram com certa admiração.
— Nossa... eu sinto muito! — Ele diz baixo.
— Não sinta. Eu não sinto nem um pouco. — Eu digo dando de ombros. — Adoro o fato de que ele não vai se intrometer na nossa vida. — Eu digo terminando o laço e alisando a lateral do meu ventre.
— Você está certa, ele é um idiota completo. — Ele diz sério.
— Exatamente. — Eu digo e lhe dou um sorriso. — O buquê está pronto! — Eu digo estendendo o mesmo a ele.
— Quanto te devo? — Ele pergunta pegando sua carteira e segurando o buquê. Eu o conduzo para o balcão novamente. Abro a caixa registradora.
— 25 dólares. — Eu digo e ele me encara. Eu dou de ombros.
— Vou cobrar 30 do Emmett, para ele nunca mais esquecer as datas importantes. — Ele diz e eu dou uma risada.
— No seu lugar, eu faria o mesmo. Você ainda teve que aguentar o meu drama. — Eu digo pegando a nota de 50 dólares que ele me oferece. Eu lhe dou seu troco.
— Ah, por esta parte, eu é quem teria que pagar. — Ele diz e nosso olhar se encontra. Eu coro levemente. — Gostei de conhecer você, Bella.
— Também gostei de você, cunhado que compra flores. — Ambos rimos.
— Obrigado por... me ajudar com isto. — Ele diz balançando o buquê e eu sorrio dando a volta no balcão.
— De nada. Volte sempre. — Eu digo e ele dá dois passos para a porta. — Ah! — Eu digo e ele vira para mim – Quando você tiver a sua namorada própria, me faça faturar com todas as datas especiais que você lembrar. — Eu digo e ele sorri torto.
Caramba, como pode existir um sorriso tão perfeito assim!?
Ele se vira e abre a porta. Eu me viro para voltar para trás do balcão quando ele arfa.
— Bella, se não são as rosas, qual a sua flor favorita? — Ele pergunta e eu sorrio. Eu me viro para ele.
— Girassóis. Lírios também, mas principalmente girassóis! — Eu digo e ele sorri torto para mim, assente e vai embora.
.....
Na manhã seguinte, assim que abro a loja, recebo uma caixa de bombons com um cartão.
“ Cara Bella,
Seu lindo buquê de rosas vermelhas – que você não gosta – fez o coração de minha cunhada derreter. Segundo ela, foram as flores mais lindas e cheirosas que ela já recebeu. Então quero lhe agradecer por ter sido uma parte tão importante para um momento especial de minha família. O cara que esqueceu as flores fez um pedido de casamento, acredita?
Achei que fosse gosta de saber.
Com carinho,
Edward”
Céus!
Eu deixo uma lágrima descer de meu olho. Edward se lembrou de mim e do meu trabalho. Isso é tão gratificante que faz o meu peito doer de emoção. Meu bebe dá uma leve mexida e eu acaricio o lugar.
— Ele é muito gentil, né bebê? — Eu falo com minha barriga.
Ao olhar os chocolates com mais atenção, eu percebo que se trata de uma marca caríssima e importada. Ele deve ser muito rico para gastar tanto com alguém que nem conhece direito. Eu guardo o cartão e os chocolates para comer mais tarde enquanto o primeiro cliente do dia entra na loja.
Duas semanas depois, no fim de uma tarde chuvosa, Edward aparece na loja, mas vem acompanhado de uma loira belíssima. Eu engulo seco para a beleza daquela mulher e percebo o quanto eles formam um casal magnífico. Parece que ele encontrou a sua própria namorada. Confesso que não me senti nada bem ao concluir isso. Eu forço um sorriso no rosto e vou cumprimentá-los.
— Olá cunhado que compra flores! — Eu digo tentando soar descontraída. Ele sorri para a minha fala e a moça gargalha lindamente. Vai ser linda assim no inferno!
— Olá garota que odeia rosas vermelhas! É muito bom te ver novamente. — Ele diz com uma sinceridade impossível de duvidar. Eu coro de leve. Nosso olhar se conecta.
— Bom, então isso faz de mim a cunhada que recebeu as flores, eu acho – A loira se pronuncia e quebra a breve conexão.
O que ela disse? Meu coração dá um salto e eu não entendo a minha empolgação ao saber que ela não é namorada dele.
E aceito a sua mão estendida.
— Bella Swan!
— Rosalie Hale, mas me chame apenas de Rose. — Ela diz. — Eu adorei aquelas flores, Bella. Marcaram um momento importante para mim.
— Eu fiquei sabendo. Parabéns pelo noivado. — Eu digo e ela sorri.
— Exatamente por conta disso que estou aqui. Quero muitas daquelas rosas perfeitas no dia mais importante da minha vida.
Oi? Ela quer as minhas flores no seu casamento! Wow!
— Nossa, será uma honra para mim! — Eu digo genuinamente contente com a sua animação. A loira solta uma exclamação de alegria e Edward me dá um olhar de agradecimento e felicidade.
— Obrigada Bella! Obrigada Edward por ter encontrado este paraíso. — Ela diz animada. — Bom, eu posso marcar uma reunião com a minha cerimonialista e você para acertarmos tudo então?
— Claro que pode! — Eu digo e pego um cartão de visita em cima do balcão. — Este é o meu contato. — Ela sorri.
— Ah Bella, nem acredito que terei aquelas rosas incríveis na minha festa. Bom, eu tenho que ir agora. Mais uma vez, obrigada! — Ela diz e sai porta a fora.
— Você não vai? — Eu pergunto intrigada para Edward.
— Na verdade, eu queria te fazer um convite. Gostaria de tomar um chocolate quente comigo?Quando fechar a loja, é claro. — Ele diz e eu sorrio automaticamente.
— Eu adoraria. Na verdade, eu já estava pensando em fechar, devido a chuva eu queria ir cedo para casa para justamente me aquecer. — Eu digo – vou adorar um chocolate quente. — Ele sorri torto para mim.
Ele me ajuda a fechar a loja e nós vamos até a Starbucks mais próxima em seu carro. A porra de um Volvo de última geração. Ele deve ser muito rico!
Ele pede duas canecas de chocolate quente e um pedaço de cheesecake de morango para cada um. Nós nos sentamos em uma mesa aconchegante num espeço mais reservado. Engatamos numa conversa animada e amigável. Apesar de conhecê-lo a pouco tempo, a nossa conexão é muito real e até intensa, às vezes.
— Sinto muito pelos seus pais. — Ele diz quando eu conto que meu pais morreram num acidente de carro. — Deve ter sido terrível perder os dois de uma vez só... sendo filha única...
— É... foi sim. Insuportável, na época. — Eu digo ignorando o nó na garganta. Fazia tempo que eu parei de lamentar a perda e segui em frente. Eu ainda sinto muita falta deles, de chegar a doer, mas não podia ficar presa ao sofrimento. Afinal, eu fiquei sozinha no mundo para cuidar de mim mesma. — Mas eu aprendi a lidar com o sofrimento, driblar a dor e seguir em frente.
— Eu nem sei como eu conseguiria se fosse comigo com tão pouca idade. — Ele diz.
— Eu tinha 17 anos, faltava 4 meses para completar 18. Então uma amiga de minha mãe se responsabilizou por mim para que eu não precisasse ir para um abrigo. Afina tinha as coisas dos meus pais para cuidar e tudo. — Eu tomo um gole de chocolate – Eles nunca foram muito abastados, mas tínhamos uma casa nossa, a caminhonete do papai e um pouco de dinheiro num fundo universitário para minha educação. Ainda recebi uma quantia do seguro do carro de minha mãe que ficou destruído no acidente. Com isso, eu decidi comprar a floricultura e me manter assim.
— E você não foi para a faculdade? — Ele pergunta.
— Sim, aqui mesmo. Fiz Letras, mas nunca dei aulas ou algo do tipo. Foi mais para dar orgulho aos meus pais. Eu comecei a floricultura ainda na faculdade e sou apaixonada pelo meu trabalho. — Eu digo com um meio sorriso.
— Dá para perceber. — Ele diz – Quantos anos você tem agora?
— Tenho 23 e você?
— Tenho 25. — Ele diz.
— Hum... e que tal você agora me contar um pouco de você? — Eu digo — Aliás, eu nem sei seu sobrenome... — Ele baixa o olhar antes de falar.
— Meu nome é Edward Cullen, Bella. — Ele diz e meus olhos se arregalam – Sim, eu sou filho dele. — Ele diz derrotado.
Porra! E eu achando que ele era rico.
A família Cullen é tipo... MILIONÁRIA!
Carlisle Cullen, o pai dele, é dono da maior refinaria de petróleo do país. O Ouro negro, bebê!
— Wow! Isso é... wow!
— Pois é. Está chateada por eu não ter contado antes? — Ele pergunta.
— Não Edward, é que eu não esperava isso. Quero dizer, ao ver aquele carro eu entendi que você tinha dinheiro. Mas imaginei não que era um Cullen!
— Bom, eu sou. Mas tento esconder isso ao máximo. O dinheiro é vantajoso, mas traz uma carga muito pesada junto. Pesada demais.
— Eu acredito que sim. — Eu digo fitando seu rosto aflito.
— É horrível você não saber em quem você pode confiar, quem é um amigo de verdade e não por algum interesse, sabe. — Ele diz bagunçando os cabelos.
— Eu imagino que seja mesmo. — Eu digo —
Um breve silêncio. Eu afago as costas de sua mão que está sobre a mesa.
— Mas pode confiar em mim, se precisar. Você sempre será o cunhado que compra flores para mim. Ser um Cullen é só um detalhe. — Eu digo com sinceridade.
Edward olha para mim e abre o sorriso mais lindo que eu já vi na vida.
— Isso é bom... porque eu acho que estou apaixonado por você! — Ele diz intenso e eu arfo.
Porra!
— O quê?!
— Desde aquele dia eu não paro de pensar em você. Eu tive que me segurar para não entrar naquela loja todas as vezes que parei para te observar. Sim, eu tenho ido dia sim dia não até a loja e te observado de longe. Nunca entrei porque seria muito estranho entrar e não comprar nada. E se eu comprasse flores toda hora, você pensaria que eu tinha alguém e eu não queria que pensasse isso.
— Edward... isso é muito louco! — Eu digo sem reação.
— Eu não sei explicar, Bella. Só sei que o que eu sinto é forte. Intenso. Avassalador. Eu penso em você cada instante do meu dia, Bella. — Ele diz ansioso.
— Edward... você não pode se apaixonar por mim. — Eu digo deixando meus ombros caírem. O seu rosto se contrai. Eu desço minha mão até o meu ventre e afago ali. — Eu estou grávida. De outra pessoa. — Eu digo meio amargurada em ter que desfazer todo clima.
— E daí, Bella. É uma criança inocente. O cara fugiu feito um covarde E eu quero você. — Ele diz sério — E o bebê está dentro do pacote. Ele faz parte do que você é.
Meus olhos lacrimejam. O que eu posso dizer agora?
— Edward, eu confesso que tenho pensado muito em você desde aquele dia. Não com tanta intensidade assim, mas sempre me perguntava o que você podia estar fazendo ou se ainda lembrava de mim. — Eu digo e um sorriso começa a nascer — Mas eu tenho muito nas mãos agora, Edward. Tenho um bebê chegando que só vai ter a mim neste mundo. E este bebê é tudo o que eu tenho. Eu não sei se sou uma boa opção para um relacionamento. — Eu digo e engulo seco.
— Bela, me ouça. — Ele diz baixo, mas intenso – Eu quero que você divida tudo comigo. Tudo mesmo. — Ele diz e se aproxima um pouco de mim. Estamos sentados lado a lado num compartimento. — E sobre você não ser uma boa opção... não me importa. Você é a minha opção!
E então ele me beija e o gosto de chocolate e morango dança em nossas línguas que se conectam de forma única.
Duas semanas depois, Edward entra na loja no horário do almoço com um sorriso lindo e um buquê de girassóis numa das mãos. É a visão da perfeição!
— Olá princesa! Olá bebê! — Ele diz me dando um selinho e um carinho na barriga sobre o tecido da bata. — Espero que goste, foi a melhor florista da cidade quem fez! — Ele diz me entregando o buque com minhas flores favoritas.
O mesmo buquê que eu montei cerca de duas horas atrás.
Ele sempre manda alguém vir comprar flores aqui para me dar depois. E como ele sempre muda de pessoa, eu nunca sei quando é o buquê que eu vou receber. Mesmo porque ele varia de flores. Exceto as rosas vermelhas, é claro.
— Eu devia ter desconfiado que você me daria girassóis hoje. — Eu digo cheirando as flores e as colocando num vaso com água.
— Sim, hoje a ocasião pede, não acha? — Ele pergunta enlaçando minha cintura e eu assinto.
Hoje, possivelmente nós saberemos o sexo do nosso bebê.
É, nosso. Pois Edward se apropriou do título de pai do bebê sem nem ao menos me consultar. Isso aconteceu na primeira noite em que ele dormiu na minha casa. Depois da nossa primeira vez, a cinco dias atrás. Enquanto eu estava naquele limbo entre o sono e a lucidez, ele conversava com o bebê, que respondia com pequenos movimentos. Pronto, desde então, o bebê sempre responde quando ele fala com minha barriga.
— A consulta é as 14h, podemos almoçar tranquilos. — Eu digo e ele sorri me conduzindo ao seu carro.
Almoçamos com tranquilidade em uma churrascaria do Brooklin. Conversamos à vontade e sem medo de nos mostrar. Cisa que não aconteceu quando Edward me levou para jantar num restaurante sofisticado em Manhattan. Foi terrível e deu-nos muita dor de cabeça. Em mim porque na tentativa de fugir de um paparazzi, eu acabei batendo a testa na mesa ao me abaixar. Em Edward porque ele teve que acionar seus advogados para que nenhuma foto nossa fosse publicada.
Tudo isso porque a família de Edward ainda não sabe do nosso relacionamento.
A meu pedido.
Edward já quis contar várias vezes, mas eu tenho muito medo da rejeição que eu sei que virá deles. Rose e Emmett são os únicos que sabem, pois assim como Edward, seu irmão e cunhada tentam levar uma vida mais discreta. Diferente de Jasper, o outro irmão de Edward que segue o pai à risca.
Edward diz que a opinião deles não mudará o que ele sente por mim. Eu acredito nisso pois sei que o amor de Edward é genuíno. Mas tenho medo do que essa gente rica e poderosa pode fazer contra mim e, principalmente, contra o meu bebê.
Às 14h em ponto, nós estamos sentados na sala de espera da clínica. Logo sou chamada e Edward me acompanha. Após aferir peso e pressão arterial a médica conversa um pouco sobre algumas coisas conosco. Depois nós vamos para a ultrassonografia.
Edward segura a minha mão com carinho enquanto a médica vai falando coisas sobre o peso e o tamanho estarem ideal para a 20ª semana. Ela mede mais algumas coisas e nos coloca para ouvir o som mais lindo do mundo: um pequeno coração pulsante. Ao final, ela nos informa que já sabe o sexo do bebê.
— É uma linda menina! — Ela diz e finaliza o exame. — Agora podem pensar num nome.
Eu olho para Edward, que está emocionado e sorrio. Ele também sorri.
— Sunny! — Ele diz – Ela será a nosso pequena sunflower!
— Eu adorei! — Eu digo com lágrimas nos olhos — É perfeito!
— Nossa, vocês foram os pais mais rápido que eu já conheci em escolher um nome. — A médica diz e todos rimos.
Ele se inclina e me beija de forma carinhosa.
— Eu te amo! — Ele me diz e eu me arrepio inteira.
Seu olhar é intenso. Ali eu vejo que, enquanto estivermos juntos, poderemos vencer qualquer coisa. Eu não posso mais viver sem tê-lo comigo.
— Eu também te amo!
O sorriso que ele me dá me traz a certeza de que ficaremos juntos, custe o que custar. Por nós e por Sunny.
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