One Shorts - Colection

2 Second One Short


Notas iniciais
Érr.. resolvi postar aqui como a Sophie e o Dougie se conheceram. Narrado pela Sophie. PS: A proxima One Short não vai ser uma continuação.

Eu odiava aquela farda, na verdade odiava o short em especial. Muito curto, por que não se pode fazer educação física com uma calça comprida? Que mal faz?

Bom, pelo menos eu estava sentada no banco, e não tinha ninguém olhando pro meu traseiro, por enquanto. Por enquanto eu também olhava o jogo, agradecendo por não participar dele. No time da minha sala tinha um garoto novato que jogava muito mal, muito mal mesmo. Não que eu seja especialista em esportes, mas pelo menos sei diferenciar o meu time do time adversário. O capitão tava xingando ele aos berros. A professora parecia não dar a mínima.

Era assim no meu colégio, ninguém dava a mínima, por isso que eu gostava de lá. Eu era novata no ano passado, e graças a Deus nenhum nerd representante de turma veio me “mostrar o colégio”. Não é que eu seja autista nem nada disso, só não gosto quando as pessoas se importam comigo, me sinto culpada, porque eu não me importo com elas.

Finalmente a professora apitou, mandou o carinha-que-jogava-muito-mal pro banco e colocou um outro garoto no lugar dele. O "outro garoto" estava no meu lado, também no banco. Eu estudo com esse cara dês do ano passado e não faço idéia de qual é o nome dele.

Então o cara-que-eu-ainda-não-sei-o-nome saiu e o carinha-que-joga-muito-mal veio, reparei um pouco melhor nele: Tinha o cabelo loiro bem bagunçado e olhos castanhos, ele suava igual um chuveiro quebrado. O mais interessante, é que mesmo com o capitão (e todo o resto do time) xingando e dando graças por ele ter saído, o Guri ainda tinha um sorrisão estampado no rosto, daqueles sorrisos bem idiotas mesmo.

Ele veio e sentou no outro lado do banco, mexeu em uma mochila qualquer e tirou uma garrafa de água, bebeu um gole e começou:

— Ta quente né? — Devia estar quente mesmo, pra ele, que pingava suor para todos os lados.

Ignorei. Não era bem uma pergunta, estava mais para um um comentário, então eu não precisava responder.

— Quer um gole? — Ele me ofereceu a garrafa de água pela metade.

Agora eu tinha que responder, era uma pergunta direta.

— Não to com sede, obrigada. — adicionei o obrigada só porque ele era bonitinho.

— Ok.

Ele virou a garrafa na boca, derramando água no rosto e na blusa, o que não fez diferença, já que ele estava todo melado de suor mesmo.

— Eu sou novato . . .

— Eu sei — cortei, não estava a fim de falar com um cara fedido, mesmo bonitinho.

Ele sorriu pra mim.

— Esse cara joga bem, né? Qual o nome dele? — Acho que ele falava do cara-que-eu-não-sabia-o-nome

— Melhor que você — Talvez com essa "na cara", ele parasse de falar e fosse pro chuveiro.

Mas ele levou na brincadeira.

— Há, verdade. Eu não sei nada sobre basquete, nem futebol.

E daí?

Fiquei calada, pra ver se ele se calava.

Não adiantou muito.

— Quer chiclete? — Ele puxou um pacotinho de chiclete amassado do bolso de trás do short. Pegou um, desembrulhou e começou a mastigar.

Admito que fiquei surpresa, garotos bonitos normalmente não falam comigo, e quando falam desistem logo.

Mas aquele cara, ele continuava falando com um sorriso no rosto.

E ele adivinhou meu ponto fraco.

Chicletes.

— Quero sim.

— Qual é o seu nome? — Outra pergunta.

— Pra que você quer saber o meu nome? — Já tinha conseguido meu Chicletes, não precisava de mais nada dele.

— Por que nós estudamos na mesma sala, né? Te vi hoje mais cedo…

— E dai? — Ser mal educada e mal humorada era minha especialidade.

— Meu nome é Dougie, Dougie Poynter. — Ele se apresentou, ignorando a minha ignorância.

Ah que saco.

— Sophie, Sophie Downey.

— Sophie, com quem você vai sentar na aula de laboratório?

A aula de laboratório, era depois do Almoço, que era depois da Educação física. A sala era pequena, por isso os alunos tinham de sentar em pares. Uma droga.

— Eu tenho cara de adivinha?

— Você não vai sentar com nenhuma amiga?

Eu ri.

— Eu tenho cara de garotinha que anda por ai com as amiguinhas? — Obvio que não.

— Há. Obvio que não — Olha que interessante, o infeliz leu meus pensamentos! — Quer sentar comigo?

Encarei ele.

— Eu ainda não conheci ninguém, não quero chegar lá na hora da aula e ficar igual um tonto procurando uma mesa.

— Ta bom.

Eu tinha certeza, que da li a uma semana ele iria até o professor pedir pra trocar de turma.

Silencio.

Aproveitei, o momento com todas as minhas forças, sabia que ele ia recomeçar a tagarelar.

Demorou um pouco, tive esperanças que ele fosse ficar de boca fechada ate o final da aula mas;

— Quem é o seu amigo mais intimo?

Que droga, agora ele estava curioso sobre a minha vida.

— O.B. — Eu murmurei já mal humorada, como sempre.

— Quem?

— Aaah… acho que é meu cachorro… — desconversei

— O nome dele é O.B.? — Ele estava realmente curioso, e agora um pouco intrigado.

— Não, é Luffy

— Ah…

Ainda bem que ele não tinha entendido a piada, não teve muita graça.

— Seu melhor amigo é um cachorro?

Caramba, que lerdo!

— E dai? Pelo menos ele não fica me interrogando…

Ele riu.

Ele riu, mas que droga! ate onde ia o maldito bom humor desse cara?

— Eu to te incomodando? — Sabe, ele não parecia se importar com isso.

— Ta sim.

Ele riu, de novo!

— Ta bom.

Não respondi, ele se levantou e saiu (na direção do chuveiro), pensei que tinha vencido quando ele se virou e disse:

— Sabe, eu gostei de você garota.

Droga.

— Até mais tarde, Sophie — Ele disse, já se virando e indo embora.

— Até — Eu respondi, monótona.

Notas finais
Antes que alguem pergunte: Sim, a Sophie é um doce…