Notas iniciais
Meio narrada pela Sophie, meio narrada pelo narrador. Não reparem nesse erro tããão sutil

- Alo? Eu resmunguei com a voz arrastada.

Eram mais de 3hs da madrugada quando meu celular tocou.

- Alo, quem fala?

- Pra quem voc acha que ligou, idiota? — me irritei.

- Sophie?

- No, minha av!

- Aaaaaah, que bom que voc. Pensei que tinha me dado o numero errado. Alo? Sou eu o Dougie, caramba!

- VOC? — Me irritei ainda mais — Mas que diabos!!? Porque voc ta me ligando essa hora? — soltei alguns palavres depois disso.

- que faltou energia aqui e eu no tinha mais nada pra fazer

- E resolve ligar pra mim? ora v — censurado -, seu — censurado -! Quem voc pensa que ? pra me ligar a essa hora da madrugada no meio das ferias de vero?? — Dava pra ouvir a maldita risada baixa dele no outro lado da linha — Desgraado! Voc ta rindo? Eu vou te dizer o que engraado: vou te ligar no meio meio da madrugada nas frias de vero, pra voc ver como que !

- Pode ligar — Ele respondeu rpido, todo animado. Dava pra imaginar o sorriso idiota estampado na cara torta dele, isso s me deixava ainda mais irritada.

- AAAAAAHRGT, mas que droga!

Um momento de silencio.

- Voc no vai desligar? — Ele perguntou com um tom de voz desnecessariamente surpreso.

- Eu no! Voc ligou, Voc desliga!

- Eu achava que voc ia desligar na minha cara no primeiro segundo! No me preparei psicologicamente pra desligar antes.

- Mas o que?!!?! Voc doido? Porque algum precisaria se preparar psicologicamente pra desligar um telefone ?

- Eu to falando do celular

- TANTO FAZ, DROGA ! — berrei.

- No, fixo mais caro E se assim to fcil, desliga voc — ele estava brincando comigo, arght que raiva!

- NO! DESLIGA VOC — eu praticamente cuspi no celular.

Silencio.

- Amor? — Ele perguntou, dessa vez com uma voz doce, mas ele ainda estava rindo.

- O que ? — E eu ainda estava irritada.

- Te amo.

- AH V — desliguei, put@ de raiva.

Tu tu tu. Ligao terminada.

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No outro lado da cidade.

Ele ouviu o barulho da ligao cancelada e no aguentou, comeou a rir, riu at perder o flego.

No, ele no estava feliz pela namorada ter desligado na cara dele, estava feliz por ter ouvido a voz dela depois de quase duas semanas. Ele amava isso nela, como ela escondia suas emoes. Ele sempre sorria para esconder coisas ruins. E ela sempre xingava para esconder coisas boas. Mas, o que o deixava realmente feliz era a certeza que l no outro lado da cidade ela iria dormir com um sorrido, pensando nele, assim como ele ia dormir agora, pensando nela.

Notas finais
mal-humor é um dom.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.