One More Time
2 Drunk
Notas iniciais
Elena entrou no apartamento que dividia com Caroline chorando copiosamente e a amiga que estava sentada no sofá assistindo um filme de romance qualquer levantou imediatamente e perguntou a Elena o que tinha acontecido, mas a mesma só conseguia chorar. Então Caroline vendo que não iria conseguir nada naquele momento apenas abraçou-a fortemente e a levou para o sofá, fazendo-a deitar a cabeça em seu colo. Caroline podia imaginar o que tinha acontecido, mas queria realmente acreditar que não tinha sido isso. Mas o modo que Elena chorava apenas confirmava tudo.
Elas ficaram naquela mesma posição por vários minutos, talvez horas, até que Elena parou de chorar e se sentou ao lado de Carol. Ela encarava o nada de um modo que Carol achava ter passado do saudável. Elena respirou fundo antes de dizer as palavras que rasgaram o que sobrou de seu coração.
– Ele me traiu Carol. — Ela fungou. — Ele me traiu com aquela vadia.
– COM A PROJETO DE PROSTITUTA? — Caroline gritou enfurecida. — JUSTO COM A PROJETO DE PROSTITUTA? EU VOU MATAR ESSE FILHO DA PUTA! — Caroline se levantou e ficou andando de um lado para o outro. — Não basta ele trair você, tem que ser justo com essa piranha?
– Eu sei — Elena sussurrou. — Não consigo acreditar que ele realmente fez isso comigo. E ainda teve a cara de pau de me olhar como se estivesse arrependido. Sofrendo...
– Ah, mas ele vai sofrer. — Carol se empertigou e começou a gesticular nervosamente. — Eu ainda tenho contado com aquele meu ex-namorado que era de uma gangue. Posso pedir pra ele dar um fim no Damon.
– Caroline! — Elena disse incrédula. — Eu não quero que ele morra. Eu quero que ele sinta a mesma coisa que eu senti quando vi ele e aquela quenga na cama. — Elena adotou uma expressão ameaçadora enquanto olhava para Caroline. — Eu quero que ele sofra.
– E como você pretende fazer isso? — Caroline perguntou.
– Não sei ainda, mas tenho certeza que você vai me ajudar a pensar em alguma coisa. — Ela tentou sorrir de maneira maliciosa, mas tudo que conseguiu foi uma careta estranha.
– Conte comigo — Caroline disse e a abraçou de lado. — Agora que tal curtir sua fossa um pouco? Todas merecem isso.
– Não quero curtir minha fossa coisa nenhuma. — Elena se levantou confiante. — Quero sair e curtir a noite.
A boate e danceteria The Metropolitan estava particularmente cheia naquela noite de sexta-feira e Elena e Caroline tiveram que empurrar algumas pessoas para poder, finalmente, chegar ao bar. Um garçom, que Elena classificou como "pegável" se apressou em atender as duas belas moças que tinham acabado de sentar nos banquinhos.
– O que as duas moças vão querer? — Ele perguntou e Caroline quase derreteu ao ouvir seu sotaque inglês. — É por conta da casa.
– Um apple martini pra mim, com dose dupla de vodka. — Elena pediu sem hesitação.
Caroline a olhou boquiaberta, mas a outra apenas deu de ombros.
– Vou querer um cosmopolitan — Caroline sorriu para o garçom, que achou encantador.
– Saindo já já os pedidos das belas damas. — Ele se virou e foi atrás das bebidas.
– Não exagere muito Elena. — Caroline advertiu. — Não vá fazer nada de que se arrependa depois.
– Pode deixar Carol, só quero me divertir. — Foi o que Elena respondeu, e quando viu o garçom voltando com as bebidas quase pulou em seu banco de felicidade.
Depois de muitas outras doses apple martini e cosmopolitan Elena e Caroline decidiram ir dançar. Elena, já meio bêbada, se apoiou no corpo de Carol e desceu rebolando ao som de Talk Dirty e Caroline ria da amiga. Pouco depois dois caras se aproximaram e dançaram com elas. Elena se agarrou no pescoço do loiro de alto de olhos verdes e fez movimentos que se estivesse com a mente lúcida classificaria como "indecentes demais até para maiores de dezoito" mas naquele momento não estava se importando com nada. Só queria se divertir e tirar de sua cabeça o que Damon tinha feito. E o alcóol estava fazendo um bom trabalho e a última coisa que ela queria era parar.
Ela viu Caroline ir para um canto mais escuro da boate com o carinha que estava dançando com ela e deu um sorriso sacana para amiga que retribuiu com uma piscadela. Elena voltou seus olhos para o loiro em sua frente, que pôs as mãos em sua cintura e a colou em seu corpo duro e definido. Seu hálito cheirava a vodka e Elena sentiu um incontrolável desejo de sentir o gosto de seu beijo misturado com a vodka. E um segundo depois estava beijando o loiro, com as mãos entrelaçadas em sua nuca. O loiro pincelou seus lábios com sua língua quente, e Elena abriu passagem para a mesma entrar em seus lábios e eles começaram uma disputa sobre quem ficaria no comando daquele beijo. E Elena o entregou para o loiro sem hesitar. Ele puxou Elena para mais perto de si, como se quisesse se fundir à ela e esse ato lembrou-lhe alguém. Alguém que naquele momento Elena queria esquecer. Ela partiu o beijo e sorriu sem graça para o loiro, que deu um sorriso malicioso de volta. Elena estremeceu.
– Acho... que eu quero mais uma be-bebida. — Ela disse meio enrolado por conta da quantidade de alcóol em seu sistema.
– Tem certeza? — O loiro perguntou. — Você não está bêbada o suficiente?
Elena ainda conseguia lembrar de Damon, então a resposta foi: — Não.
– Ok, vamos pegar mais uma bebida para a dama. — Ele sorriu e segurou a mão de Elena, arrastando-a para o bar. Ao chegar lá chamou o garçom, o mesmo que tinha atendido Elena e Caroline quando chegaram. — O que vai querer?
– Vodka russa — Elena disse com convicção. — A mais forte que tiver.
– Você tem certeza que aguenta? — O loiro tornou a perguntar. Elena se sentiu irritada.
– Se eu pedi é porque aguento — ela disse irritada. O loiro riu e revirou os olhos.
– Uma vodka russa para a moça. — O loiro riu para o garçom.
– A mais forte — Elena saltitou em seu lugar e o garçom assentiu indo atrás da bebida.
– Você é uma garota bem louca né? — O loiro riu para Elena, e ela achou a covinha em seu queixo uma graça.
– Só estou querendo esquecer. — Ela deu de ombros. — Não lembro seu nome.
– Tony.
– Ótimo Tony, seja um bom garoto e pague minha bebida — Elena deu as costas e começou a andar. — Te espero na pista de dança.
Tony jogou a cabeça para trás e riu.
Quando o loiro voltou para a pista de dança Elena praticamente arrancou-lhe o copo de vodka de sua mão. Ela lhe sorriu marota e tomou tudo em um gole só. O líquido desceu queimando por sua garganta e por onde passava. Elena sentiu-se tonta e quis colocar o líquido para fora. Mas foi forte. Deu um grito e jogou os braços para o alto voltando a dançar. O loiro esperava que ela fosse tão louca na cama quanto era na pista de dança. E logo a envolveu em seus braços dançando junto dela.
Depois de muito dançar e beber Elena já não conseguia se manter em pé e saiu da pista de dança atrás de Caroline para irem embora. Já não se sentia tão bem e o loiro, que Elena esqueceu o nome novamente, estava cada vez mais atrevido e isso estava incomodando Elena. O mesmo foi atrás de Elena, para onde quer que ela estivesse indo e a puxou para um canto mais escuro da boate. Escuro e vazio. E começou a beijá-la e apertar as partes de seu corpo que sua mão conseguia encontrar naquele breu. Elena tentou empurrá-lo, mas estava fraca demais para isso. Então pediu para ele parar.
– Ah vamos, estou esperando por isso a noite toda. — Ele disse com a voz enrolada. Estava tão ou mais bêbado que Elena.
– Me solta. — Elena tentou mais uma vez empurrá-lo para trás. Mas ele nem mesmo se mexeu. Então Elena partiu para a segunda opção.
Começou a gritar socorro desesperada até que sentiu-se ser puxada para longe do loiro, que olhava atônito para alguma coisa ou alguém que Elena não conseguia ver por causa do escuro. Aquilo, que Elena constatou ser um homem, deu um soco na cara do loiro que o fez cair para trás e resmungar um "porra" bem irritado. O mesmo tentou se levantar, mas por conta da embriaguez não conseguiu e preferiu ficar no chão mesmo.
O homem que lhe salvou virou-se para ela e a levou para luz. Segurou seu rosto entre as duas mãos quentes e Elena sentiu-se em casa por um momento. Conhecia aquele toque. E conhecia aqueles olhos verdes que lhe encaravam com preocupação e reconhecimento. Aquele nem no inferno poderia ser... Stefan?
– Elena? — Ele perguntou confuso. — O que você faz aqui? Cadê o Damon?
Elena não pôde responder pois um segundo depois desmaiou e foi amparada pelos braços fortes de seu cunhado. Ex-cunhado.
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