One More Time
3 Guilt
Notas iniciais
Elena acordou com uma dor de cabeça dos infernos, era como se alguém estivesse perfurando seu cérebro com um triturador. Tentou se lembrar do que diabos tinha acontecido na noite anterior e lembrou-se de ter bebido muito e de um loiro com quem dançou. E beijou. Elena imediatamente abriu os olhos e ficou assustada ao perceber que não fazia a mínima ideia de onde estava. E ficou com medo de ter feito algo que sabia que iria se arrepender e olhou para debaixo das cobertas para apenas respirar aliviada ao constatar que continuava vestida. Totalmente vestida. Ao olhar para o lado Elena teve uma surpresa ainda maior. No criado-mudo ao lado da cama estava uma foto de Stefan, seu ex-cunhado, Damon e ela, na época do colegial. Então Elena lembrou-se de ter visto Stefan na balada e pediu a Deus para não ter ficado com ele.
Elena ouviu algumas vozes vindas do quarto ao lado e se levantou andando de ponta de pé e quase caiu para trás ao reconhecer a voz de Damon falando com Stefan. Ele estava bastante irritado. Elena abriu um pouco a porta para poder ouvir a conversa um pouco melhor e se sentiu mal por um instante por estar bisbilhotando, mas isso passou ao ouvir seu nome sendo mencionado pelo ex.
– O que diabos ela estava fazendo lá? — Damon perguntou retoricamente, tentando -falhamente — controlar a voz. — Não pensei que ela fosse seguir em frente tão rapido.
– Damon, você traiu a Elena. TRAIU. — Elena pôde ouvir a voz de Stefan, e se surpreendeu ao perceber o quão irritado ele estava. — Você realmente pensou que ela iria ficar em casa se debulhando em lágrimas e comendo um pote de sorvete de chocolate? Eu to com uma vontade de quebrar sua cara Damon. Como você pôde fazer isso com ela?
– Eu não sei Stefan, nada que eu fale pode ser uma justificativa para o que eu fiz. — Damon disse e sua voz estava sem sentimento algum. — Eu me arrependo tanto. Me arrependi no mesmo instante em que vi ela lá parada. Os olhos dela Stefan... Havia tanta dor neles. Eu só queria abraçar ela e dizer que ia ficar tudo bem. Mas eu não podia.
– Claro que não podia Damon. — Stefan suspirou pesadamente. — Olha, acho melhor você ir embora. Ela não vai querer te ver quando acordar e provavelmente vai ficar com raiva de mim por ter te chamado.
– Não posso ir embora sem ver ela. — Damon disse agitado. O coração de Elena disparou no mesmo momento. Coração idiota, Elena praguejou. — Só deixa eu ver ela dormindo. Ela fica tão linda dormindo. Sua boca faz um biquinho que devia ser considerado crime por ser tão fofo.
– Damon você está falando como um gay. — Stefan riu. — Tudo bem, vá vê-la. Mas depois vaza.
Elena estancou no lugar e o desespero gritou.
– Obrigada irmão. — Damon disse. — Obrigada por cuidar dela.
– Não tem de quê. — Stefan respondeu. — Elena sempre foi muito importante pra mim, você sabe.
Elena correu para a cama ao escutar os passos de Damon na direção do quarto onde estava e assim que se pôs debaixo das cobertas escutou Damon entrando no quarto. Seu coração passou a bater em uma velocidade anormal quando sentiu o colchão afundar ao seu lado. Damon acariciou sua bochecha e Elena teve que se segurar para não suspirar. Damon estava perto demais.
– Eu amo você Elena. — Ele sussurrou e Elena percebeu que sua voz estava embargada. — Espero que um dia você possa me perdoar.
Elena quis chorar ali mesmo, naquele momento, mas se manteve forte. Seu interior estava uma bagunça e ela queria gritar com Damon, bater nele e depois beijá-lo até que seus pulmões gritassem por ar. Mas a dor do que ele tinha feito era maior que o amor que ela sentia por ele. Então apenas continuou a fingir que estava dormindo por mais alguns minutos até que Damon se levantou e foi embora fechando a porta devagar. Elena se sentou e respirou fundo olhando para o teto branco. Seu peito doía. Parecia que seu coração estava sendo esmagado mais uma vez e ela se segurou para não chorar.
Levantou da cama e foi até o banheiro que ficava dentro do quarto. Ao se olhar no espelho viu o quão deplorável estava sua aparência. Seus cabelos pareciam um ninho de rato e seu rosto estava todo borrado pela maquiagem tão caprichada que Caroline tinha feito nela. Elena arregalou os olhos ao lembrar de Caroline e voltou para o quarto correndo após fazer sua higiene e pegou seu celular encontrando ali quinze chamadas perdidas e cinco mensagens da amiga.
*Elena, cadê você? Dá pra atender a merda do celular?*
*Elena eu to começando a ficar preocupada. Atende o celular, por favor!*
*EU VOU CHAMAR A POLÍCIA*
*Quando você aparecer vou te bater tanto que você vai desejar não ter saído do útero da sua mãe*
*DROGA ELENA, DÁ PRA ME LIGAR PELO AMOR DE DEUS? EU TO PREOCUPADA COM VOCÊ*
Elena revirou os olhos pela conduta super-protetora de sua melhor amiga, mas no fundo se sentiu mal por fazê-la ficar preocupada. Antes que pudesse ligar para Carol e avisar que estava bem a porta do quarto foi aberta e Stefan entrou se surpreendendo ao ver Elena já de pé.
– Ah, bom dia Elena. — Ele sorriu gentilmente. — Como se sente?
– Bem, obrigada. — Elena respondeu sem jeito. — Um pouco confusa com os acontecimentos da noite passada.
– Quando eu te encontrei na balada você estava tentando se livrar de um cara, então fui ajudar e só então percebi que era você. — Ele riu. — Fiquei preocupado quando você desmaiou, então te trouxe pra minha casa. Espero que esteja tudo bem.
– Está sim, obrigada por ter me ajudado Stefan. — Elena sorriu agradecida. — Eu preciso ir agora, Caroline está pirando literalmente.
– Imagino — ele riu descontraído. — Se quiser eu te levo em casa, mas só depois de tomar um bom café da manhã. De jeito nenhum que vou te deixar sair daqui sem comer nada.
Elena riu e assentiu, aceitando a proposta de Stefan.
*Damon's POV*
Damon entrou em seu apartamento e revirou os olhos ao encontrar Rebekah sentada no sofá. No fundo Elena sempre esteve certa, Rebekah sempre fora cheia de segundas e terceiras intenções para cima de Damon, mas ele fingia não ver. Até ontem.
FLASHBACK ON
Damon desligou o chuveiro e enrolou uma toalha branca em seu quadril, para logo em seguida sair do banheiro e dar de cara com Rebekah deitada em sua cama com apenas um lençol azul turquesa cobrindo seu corpo. Damon não disse nada, apenas a encarou esperando pelo próximo passo dela, que naõ demorou a vir. Rebekah adotou um sorriso safado e levantou da cama ficando nua na frente de Damon. Ele não pôde deixar de dar uma boa olhada no corpo de Rebekah. Ela tinha um belo corpo afinal. Damon só despertou de seu "transe" quando Rebekah começou a andar em sua direção.
– Rebekah, o que você está fazendo? — Ele perguntou dando um passo para trás.
– Nada que você não queira — ela sorriu sacana. — Relaxa e curte.
– Eu tenho namorada Rebekah e eu amo ela. — Damon respondeu tentando afastar Rebekah com a mão. Ela revirou os olhos e puxou a toalha que cobria as partes de Damon.
– Ops. — Ela riu e se ajoelhou.
Damon não teve tempo de recuar pois um segundo depois Rebekah colocou seu membro na boca e chupou forte. Damon fechou os olhos com força.
– Rebekah... para. — Ele pediu, mas não ousou parar a mesma que o chupava com força e gostoso.
FLASHBACK OFF
– O que você tá fazendo aqui Rebekah? — Damon perguntou não se dando trabalho de olhá-la mais uma vez e passou direto pela mesma indo em direção ao seu quarto.
– Vim te ver meu amor. — Ela respondeu indo atrás dele. — Quem sabe terminar o que começamos ontem, mas que infelizmente fomos interrompidos pela sua namorada sem sal. Ou é ex agora?
Damon virou-se para ela e a encarou com raiva.
– Não fale assim da Elena. — Damon disse não se importando em ser rude. — Você já destruiu o meu namoro, o que mais você quer?
– Eu não fiz nada Damon — Rebekah disse irritada, mas sorriu ao continuar. — Pelo menos não sozinha.
– Sai daqui — Damon pegou Rebekah pelo braço e a jogou para fora de seu apartamento. — E nunca mais se atreva a voltar. Entendeu bem? Ou então eu vou arrebentar sua cara.
Damon bateu a porta depois de ver Rebekah assentindo assustada e saindo cambaleante pelo corredor. Sentou no sofá e apoiou a cabeça em suas mãos. O arrependimento e a culpa o dilaceravam por dentro. Damon queria poder voltar atrás e fazer diferente. Não sabia o que tinha acontecido com ele para fazer aquilo. Realmente não sabia. Mas sabia que iria lutar até o fim para reconquistar a mulher de sua vida.
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