Notas iniciais
Olá o/ Bem, gente, sobre o que eu disse no capítulo anterior: Várias pessoas aprovaram a ideia, então vamos levar isso adiante. Vou criar o grupo no whatsapp, os interessados, me mandem o número por mensagem. Se quiserem deixar no comentário tudo bem, mas acredito que por mensagem seja mais seguro, considerando que assim apenas eu veria, enquanto no comentário ficaria mais exposto. Segunda coisa: o capitulo novamente ficou grande demais ^^' eu imagino que esses capítulos mais calmos estejam se tornando entediantes, e queria tranquilizar vocês dizendo que a ação virá, só tenham paciência. Boa leitura!

Despertou de um sublime sonho para encontrar-se com uma realidade ainda mais formidável. Por um segundo questionou a si mesma qual deveria ser o número de pessoas no universo que, tal como ela, podia preferir a tão temida e conhecida por sua aspereza realidade aos doces sonhos. Deviam ser poucas, considerando um mundo cujos prazeres mais simples da alma eram deixados por diversas vezes de lado, sendo devido à falta de tempo ou de vontade; no qual os sonhos sobressaíam-se sempre, levando algumas pessoas a preferi-los, mergulhando em devaneios eternos. É possível ter certeza sobre a plena felicidade quando a realidade chega a confundir-se com os devaneios do sono. Naquele momento, ela sentiu-se privilegiada por encaixar-se na pequena minoria dos que alcançavam a plenitude da felicidade dentro da existência carnal.

Seus olhos ardiam de sono. Imaginou que já havia passado da meia-noite, considerando ainda mais que quando os dois finalmente haviam adormecido aproximava-se das onze horas. A noite havia sido cansativa. Em um bom sentido. Esfregou os olhos, para tentar espantar ao menos um pouco a sonolência, debruçou-se sobre o peito nu de Natsu e conferiu as horas no relógio do criado-mudo. Como imaginava, passava das três da manhã.

Sorriu internamente. Ainda era muito cedo, relativamente falando, mas não se importava. Apesar da parte difícil vir logo a seguir: A dura tarefa de acordar uma pedra chamada “Natsu”. Cutucou-o no peito algumas vezes. Nenhuma reação por parte do rosado. Cutucou-o mais forte. Nada. Tentou então uma estratégia diferente, a qual duvidava da eficácia. Mas, bem, nunca se sabe.

― Natsu, acorde. ― sussurrou baixo em seu ouvido. Sem obter resultados, tentou assoprar o ouvido do garoto, e sua técnica incrivelmente rendeu-lhe sucesso. O rosado se moveu, incomodado, e Lucy aproveitou a deixa para mantê-lo acordado. ― Ei, feliz aniversário, seu dorminhoco.

Sonolento, entreabriu lentamente os olhos, tendo como primeira visão do dia uma bela moça loira dando-lhe um singelo, calmo e demorado beijo.

― Que horas são? ― perguntou, passando a mão pelo rosto em uma tentativa de espantar o sono.

― Eu diria que ainda bem cedo. ― o rosado relaxou, espreguiçando-se o quanto pôde, e novamente abraçou Lucy, aconchegado no colchão macio e no calor da loira. ― Queria ser a primeira a te desejar parabéns.

― Acho que você levou isso um pouco a sério demais ― comentou sorrindo, enquanto fechava novamente os olhos. Ao contrário de Lucy, que já parecia muito bem acordada, o garoto estava praticamente dormindo acordado. ― Obrigado.

― Só aproveitei a oportunidade por ter acordado no meio da noite. ― respondeu igualmente com um sorriso no rosto. Logo depois, deu um rápido beijo no pescoço do rosado. ― Volte a dormir. Está mesmo muito cedo.

― Ok... ― e foi a última coisa que Natsu murmurou antes de cair no sono novamente.

***

Quando o rosado desadormeceu de manhã, tomou os devidos cuidados para que não acabasse despertando Lucy e se preparou para sair, como estava habituado a fazer todas as manhãs. Tomou um pouco de seu tempo observando a beldade que dormia calmamente em sua cama, com apenas os lençóis cobrindo-a. Parecia que estava encarando um belo anjo. A loira possuía as feições de um, dormindo tão serenamente, sua face tão inocente quanto à de uma criança que mal experimentara as crueldades do mundo. Se pudesse, mantê-la-ia daquela forma para sempre. Sem preocupações, fora de perigos.

Não se preocupou em avisá-la de que iria sair, já que imaginou que soubesse de seu cronograma diário pelas conversas que tinham à distância. O relógio marcava 7h quando saiu de casa, pelo tempo que estava acostumado voltaria por volta das 8h.

Todas as manhãs, assim que acordava, saía para correr por alguns quilômetros antes de ir ao trabalho. Tornara-se um ritual já há um bom tempo. Necessitava daquela atividade, pois sentia que havia muita energia acumulada em seu corpo. Se não a gastasse logo pela manhã, passaria o dia inteiro com ela sufocando-o, enlouquecendo-o enquanto implorava para ser liberada. Tornava-se extremamente hiperativo. Não sabia exatamente quando aquilo havia começado, mas fora após a partida de Lucy. Era estranho, de certa forma, considerando-se que com o passar dos anos as pessoas tendiam a ter menos energia, porém com ele o contrário acontecera.

Corria por 8 km, ida e volta, de sua casa até metade da avenida principal da cidade, beirando o rio que corria por entre ela e parando sempre em uma pequena lanchonete para repor líquidos. O trajeto inteiro levava em torno de uma hora. Tempo curto para o tanto que aquilo lhe auxiliava durante o dia. Aproveitava o caminho para apreciar melhor os detalhes da cidade que comumente não possuía tempo para que dispusessem de sua atenção. Magnólia era um lugar muito bonito, afinal. Atraía turistas por esta qualidade, e ele próprio, morando ali já há tantos anos, nunca parara para notá-la com mais consideração. Em alguns dias também deparava-se com pessoas conhecidas, ou com mais frequência as que conheceu como consequência de seu novo hábito. Era o caso daquele em questão.

Como de costume, já com a camiseta molhada de suor fez uma pausa na lanchonete le pain, cumprimentou a garçonete, que há muito já o conhecia, e pediu uma garrafa de água gelada. Estava pronto para tomar seu primeiro gole quando uma mão depositada gentilmente em seu ombro chamou-lhe a atenção.

Virou-se sem pressa, deparando-se de imediato com sua “velha amiga”, que fazia questão de nunca esconder suas intenções de ser mais do que apenas isso, encarando-o com um sorriso no rosto.

― Ei, Lisanna. ― cumprimentou-a, mal tendo tempo de se preparar para o abraço com o qual seria “agraciado” logo em seguida.

― Ei! Feliz aniversário! ― disparou. O abraço durou alguns segundos. Curtos demais para ela, longos demais para Natsu.

― Obrigado ― agradeceu sorrindo de forma desajeitada, recostando-se sobre o balcão. ― Então... O que faz aqui?

Considerando-se que estavam em uma lanchonete, a pergunta do garoto poderia ser entendida como um tanto quanto óbvia demais. Mas quando as palavras fugiram-lhe da mente, parecia aquela ser a melhor opção para evitar um silêncio constrangedor.

― Sabe, moro em um dos apartamentos no prédio do outro lado da rua, sempre o via passando por aqui nesse mesmo horário, sabia que hoje é seu aniversário e decidi vir lhe dar os parabéns. ― respondeu, mantendo o sorriso no rosto. Cruzou os braços e continuou: ― Ao menos me importo o suficiente para fazer isso pessoalmente, ao contrário de outros...

Fazia já alguns meses que Lisanna voltara a se fazer presente em sua vida, apresentando-lhe um discurso no qual dizia estar conformada com a relação “apenas amigos” dos dois, pois, segundo ela, tê-lo por perto daquela forma era melhor do que não tê-lo. Natsu resolvera aceitar a amizade, por mais que ainda desconfiasse da albina. Era claro que Lisanna desgostava de Lucy, não era preciso ser um especialista para notar, e não que aquilo fosse um problema para ele, Lisanna não era obrigada a nutrir afeto por sua namorada, apenas não gostava das alfinetadas que ela costumava soltar contra a loira, como aquela, mesmo mal a conhecendo. Sempre o deixavam desconfortável.

O rosado abaixou a cabeça, o sorriso em seu rosto morrendo e transformando-se em um olhar de pena. Voltou a olhá-la a tempo de responder:

― Lucy voltou para Magnólia ontem. Veio de Nagoya justamente por causa do meu aniversário, então não diga que ela não se importa, Lisanna.

― Ela... voltou? ― perguntou, como se as palavras de Natsu formassem um dialeto completamente desconhecido. O sorriso que antes carregava desaparecera. Tentou fingir certa conformidade, sem conseguir esconder seu descontentamento, entretanto. Não podia medir em palavras o quanto odiava Lucy naquele momento e o quanto queria que ela tivesse continuado em sua cidade natal. Ou melhor ainda: Que o avião no qual havia vindo houvesse sofrido um acidente.

― Yep ― o rosado respondeu. Deu um beijo apressado na bochecha da albina em despedida e voltou a andar. ― Tenho que ir. Te vejo por aí.

Não permaneceu mais tempo para que pudesse ver a expressão de Lisanna, mas sabia que ela não estava nada contente. Não era sua culpa, afinal, porém ainda se sentia mal por isso. Voltou a correr e expulsou aquele pensamento de sua mente. Definitivamente não era sua culpa, não deveria sentir-se mal.

Quando voltou ao apartamento, encontrou Lucy sentada em frente ao balcão, aparentemente tomando café. Os olhos da loira rapidamente moveram-se da xícara para a porta que se abria, e assim que avistaram Natsu ela se levantou.

― Onde estava? Você sumiu de repente, fiquei preocupada. ― comentou, sem esperar por um abraço apertado e um beijo súbito, recheado de falsas reclamações por parte da loira, que não realmente se importava com o estado em que o rosado se encontrava. ― Natsu! Você está todo suado!

― Só saí para correr um pouco. Imaginei que você soubesse, desculpe não ter avisado.

― Tudo bem. ― respondeu, espalmando as mãos no peito de Natsu.

― Sobre esse segundo problema que você comentou ― tornou a falar, apertando a loira ainda mais contra seu corpo. ―, acho que podemos resolver juntos. O que acha?

― É mesmo? ― perguntou, sorrindo de forma galante. ― E o que você sugere?

O rosado suspirou olhando para o teto, como se refletisse sobre a resposta.

― Eu não sei... que tal um banho e depois fazemos o que você sugeriu ontem? Vamos ao shopping e almoçamos lá.

― Agora? Ainda está meio cedo.

― Ah, mas tenho a impressão de que esse será um banho bem demorado. ― comentou, mordiscando o pescoço de Lucy.

― Tem a impressão, é? ― perguntou, não conseguindo conter alguns arrepios.

― Claro. E então, o que me diz?

― Acho que essa é uma ideia ótima.

E estava dado o aval para que Natsu a carregasse até o banheiro. Acabou que a impressão do garoto estava completamente correta, mesmo que aquilo não fosse surpresa para ninguém. Lucy nunca experimentara algo tão bom quanto aquele banho, sem dúvida. Esperava que se repetisse mais vezes, e, conhecendo Natsu como conhecia, isso não seria nenhum problema.

Aparentemente haveria um aumento na conta de água daquele mês. Permaneceram mais de uma hora dentro do banheiro, afinal. Pouco depois de saírem, quando ainda estavam enrolados em toalhas, a campainha tocou.

― Deixa que eu atendo. ― sugeriu o rosado.

― Não está pensando em ir assim, está? ― Lucy perguntou, referindo-se ao fato de o garoto ter apenas uma toalha cobrindo-o da cintura para baixo.

― E por que não? ― ergueu as mãos para o ar, pouco antes de abrir a porta do quarto e atravessá-la, apesar dos protestos de Lucy. A loira não se atreveu a segui-lo da forma como estava. Iria antes vestir-se devidamente o mais rápido possível e então o faria.

O rosado caminhou rapidamente até a porta de entrada. Quando a abriu, foi surpreendido por um abraço apertado. Já havia recebido muitos abraços para uma manhã, levou um tempo até identificar de quem pertencia aquele. Christine.

― Feliz aniversário, seu chato sem o qual meus dias seriam completamente entediantes! ― exclamou Chris. Quase fizera Natsu perder o equilíbrio ao jogar os braços envolta do pescoço do rosado.

― Certo, isso foi uma surpresa inesperada. ― comentou rindo, enquanto retribuía o abraço.

― Bem, se fosse esperado não seria uma surpresa, não é? ― respondeu, ainda sem soltá-lo.

― É, tem razão.

― Awn, meu pequeno está crescendo tão rápido. Parece que faz tão pouco tempo desde que tinha vinte anos. ― disse, apertando-o ainda mais em seu abraço. ― Eu falaria sobre idades menores, mas não posso, já que não faz tanto tempo assim que te conheço.

Conhecendo Chris, sabia que ela teria o apertado ainda mais se fosse permitido, mas interrompeu o abraço quando ouviu o pigarro de alguém a poucos metros de distância.

― Natsu ― a loira o chamou, os cabelos penteados de forma apressada. Não conseguiu evitar um pequeno constrangimento quando a viu, com um olhar curioso e enciumado no rosto.

― Ei! Ahn, Lucy, esta é a Chris, uma amiga. E Chris, essa é Lucy, minha namorada. ― as apresentou de forma desajeitada, bagunçando os cabelos assim que terminou sua fala.

― Você não me contou que sua namorada havia retornado. Eu pedi que me avisasse! ― exclamou, dando um fraco soco no braço do rosado. Logo em seguida correu até Lucy e lhe deu também um abraço, o qual foi retribuído sem muito entusiasmo. ― Natsu falava tanto sobre você que minha curiosidade para conhecê-la estava a mil.

― Ah, é mesmo? ― perguntou a loira. A desconfiança sobre aquela à sua frente ainda se fazia muito presente.

― Com certeza! ― confirmou, afastando-se. ― Ah, Natsu! Lhe trouxe um presente. Espero que não perca essa, ahn? ― rapidamente entregou o pequeno embrulho ao rosado. Se tratava de uma caneta. Pela sua fama no curso de sempre acabar perdendo a caneta, Chris imaginou que aquele seria o presente perfeito para o rosado. ― Vim apenas para lhe desejar felicidades mesmo. Tenho que ir.

― Tudo bem. ― disse, se despedindo rapidamente. Ao fechar a porta, foi praticamente baleado pelo olhar fixo de uma loira parada à sua frente com os braços cruzados. ― Não me olhe assim.

― Não? ― perguntou, aproximando-se do rosado à passos lentos.

― Não. Sem ciúmes. É só uma amiga.

― A encontro praticamente agarrada a você, que está seminu, apenas vestindo uma toalha, e não devo sentir ciúmes?

A loira estava perto o suficiente para que ele a agarrasse e a prensasse contra a parede atrás de si. E fora exatamente o que fez. Com os lábios perigosamente próximos dos dela, influenciando seu julgamento, respondeu:

― Exato.

― Não é bem assim que as coisas funcionam. ― comentou, sem deixar que ele notasse o rápido olhar que fixou em seus lábios, tão próximos dos dela que podia jurar que quase se encostavam. E então ficavam distantes novamente, enquanto o rosado se divertia provocando-a.

― É mesmo? Então me explique. ― repetiu novamente a provocação, aproximando-se e afastando. A loira tentou perseguir os lábios de Natsu daquela vez, como um cão persegue um coelho, mas tudo o que conseguira fora um sorriso divertido por ver sua provocação funcionando.

― Explico assim que parar com isso. ― respondeu, fingindo-se já irritada.

― Parar com o quê? ― perguntou desentendido, ainda sorrindo.

― Você sabe muito bem, Natsu.

― Tudo bem, paro assim que me disser. ― provocou-a outra vez, fazendo a loira bufar.

― Disser o que?

― Você sabe muito bem, Lucy.

Realmente sabia, apenas era orgulhosa demais para dizer, ainda mais estando irritada. Bufou outra vez e, não vendo outra saída, atendeu ao pedido do rosado.

― Eu quero.

― Quer? Quer o que? Essa é uma resposta muito vaga. ― riu.

― Eu quero que você me beije! Satisfeito agora?!

Natsu mais uma vez riu. Como amava provocá-la daquela forma.

― Seu pedido é uma ordem.

E então finalmente a beijou de forma voraz, sem pudor algum, como se estivesse faminto por aqueles lábios, enquanto sentia a mão de Lucy percorrer todo o caminho desde seu ombro até o abdômen.

― Você é apenas meu, nunca se esqueça disso. ― avisou-lhe a loira, interrompendo o beijo. Sua voz estava carregada de possessividade. ― Não quero nenhuma outra mulher tão próxima assim de você. Apenas, e somente eu, posso tocar em cada parte do seu corpo. ― demonstrou sua fala deixando que por alguns segundos sua mão deslizasse para dentro da toalha, arrancando um sorriso malicioso de Natsu. ― Entendeu?

― Claro. Completamente seu. Mensagem recebida. Agora, o que acha de eu ser seu em algum outro lugar?

― Como no quarto? ― sugeriu.

― Não, está longe demais. Para quê precisaríamos do quarto com um belo sofá bem aqui?

Sem o mínimo de delicadeza, apenas evitando machucá-la, jogou-a no sofá, mal lhe dando tempo para respirar antes de continuar o beijo recém-interrompido. Não gostava de deixar as coisas por terminar, e definitivamente não havia acabado aquele beijo. Mas o dia não estava favorecendo as coisas para Natsu Dragneel, pois novamente a campainha viria para atrapalhá-lo. Aquilo já o estava irritando, jurara que acabaria quebrando-a hora ou outra.

― Vá se vestir, dessa vez eu atendo. ― disse a loira, afastando-o de si. O rosado concordou bufando.

― Ok, ok.

Apressadamente ajeitou o cabelo antes de caminhar até a porta. Ao abri-la, deparou-se com um velho homem. Deveria ter mais de cinquenta anos e sua expressão rígida sugeria não ser muito amigável.

― Bom dia. Gostaria de falar com o inquilino do imóvel, Natsu Dragneel. ― resmungou sério.

― Natsu está um pouco ocupado, mas já deve estar vindo.

― E você é... ?

― Lucy Heartfilia, namorada dele.

― Ah, isso explica muita coisa. ― comentou para si mesmo, deixando a curiosidade de Lucy ainda mais elevada. Natsu chegou poucos segundos depois, rodeando a cintura de Lucy com o braço direito, os cabelos completamente bagunçados, não que aquilo fosse uma grande novidade. Reconheceu de imediato o homem parado à sua porta. Era o síndico do prédio.

― O que houve? ― perguntou igualmente curioso. Lucy deu de ombros.

― Senhor Dragneel, compreendo que um jovem da sua idade possua certas... necessidades, mas gostaria que compreendesse que este é um prédio de famílias e que certos comportamentos não serão tolerados. Recebi diversas reclamações de vizinhos durante a noite de ontem a respeito de barulhos inapropriados vindos do seu apartamento. Imagino que saiba a que me refiro. ― a cada palavra proferida o rosto de Lucy corava ainda mais. Nunca sentiu tanta vontade de esconder-se em um buraco como naquele momento. Ah, sim, sabia muito bem a que ele se referia, assim como Natsu sabia.

― Claro. Não se preocupe, prometo que não acontecerá novamente. ― respondeu contendo o riso. Para ele, a situação era mais cômica do que vergonhosa.

― Assim espero, caso contrário terei que tomar as devidas providências.

Logo que o síndico se retirou e Natsu fechou a porta, o rosado caiu em gargalhadas, enquanto Lucy escondia o rosto com as mãos, completamente envergonhada. Seu rosto podia ser comparado a um tomate de tão vermelho que estava. Quando ele se recuperara de sua crise de risos a abraçou, comentando em seu ouvido:

― Mal chegou e já está me arranjando problemas? Mas que namorada mais problemática.

― Não diga isso, Natsu. Quero morrer ― reclamou, afundando o rosto na camisa de Natsu.

― Não seja tão dramática.

― Por favor, na próxima vez me lembre de... de... ― tamanha era a vergonha que mal conseguia terminar a frase. Não era problema. O rosado terminaria por ela.

― Gemer mais baixo? ― riu, mordiscando a orelha de Lucy. ― Mas eu gosto de te ouvir. Poderia levar mil advertências por isso.

― Natsu! Pare de rir! Não é engraçado! ― o aviso apenas fez com que ele risse ainda mais. Não lembrava-se de ter um dia se divertido tanto quanto naquele momento.

― Anda, vamos sair para almoçar. ― comentou afastando-se. ― Resolvemos o problema dos seus gemidos mais tarde.

― Natsu!

Notas finais
Bom, é isso! Digam o que acharam e não esqueçam de mandar o número para o grupo do whatsapp ;) Participem, gente! O propósito é interagir mais com vocês, e seria bem legal se bastante gente participasse. Imagino que muitos se perguntaram por quê não criar algo no facebook, como um grupo ou uma página. Bem, pensei muito sobre isso, e, como eu disse, o objetivo principal é interagir mais com vocês, e eu acho que no facebook isso não seria tão interessante, não acho que seria uma boa plataforma para isso. Algo assim serviria mais para avisos e coisas do tipo, e isso não é o objetivo principal, porque eu raramento tenho avisos para dar, a página/grupo acabaria ficando muito estagnada, entendem? Não é isso que eu quero. Eu quero falar com vocês, e também que vocês mesmos interajam entre si. Por isso achei que essa era a melhor opção. Bem, até o próximo o/