Onde Tem Ódio Tem Amor
31 Procura-se: GPS do amor
Notas iniciais
Então, eu não tinha planos de postar esse capítulo tão cedo, mas eu realmente precisava postá-lo, porque... vocês vão me matar por isso, mas eu decidi encerrar a fanfic mais cedo, e, é, esse é o último capítulo. Desculpem-me, e obrigada por terem lido a fic.
Brincadeira! Não me matem! Hoje não é o dia em que essa fanfic acaba, eu só quis assustar vocês mesmo, rs. Muito pelo contrário. Sabem que dia é hoje? Uma data muito, muito especial, e por isso eu precisava postar hoje, por isso também o capítulo ficou bem pequeno e não tão bom, mas eu realmente não podia deixar essa data passar em branco, e como sou muito inteligente só lembrei ontem que era hoje e tive que escrever em cima da hora, rs.
Mas o que tem hoje?
Hoje, meus lindos, faz exatamente um ano que eu postei o primeiro capítulo de "Onde tem ódio tem Amor". Sim! É aniversário da fanfic o/
No dia 19/10/2012, às 21:49 nasceu essa fanfic. E eu só tenho a agradecer a todos vocês por esse ano, a todos que leram, comentaram, favoritaram e recomendaram, mesmo aos fantasminhas que nunca apareceram. Muito obrigada, gente! Isso aqui é principalmente de vocês e se essa fanfic existe, é por causa de vocês.
Hoje temos 209 leitores, 104 favoritos, 476 reviews e 4 recomendações. Eu não imaginava de forma alguma que essa fanfic fosse crescer tanto, eu nem tinha o enredo planejado quando postei o primeiro capítulo, rs. Vocês me ajudaram a construir todos esses mistérios e etc. Só tenho a agradecer mesmo, então obrigada!!!
Já falei demais! Boa leitura desse capítulo especial de aniversário!
― Lucy, precisa mesmo de todas essas malas? Vamos passar quatro dias lá, sendo que dois deles são apenas a viagem de ida e de volta. Não vamos ficar um ano naquele lugar ― Reclamou o rosado enquanto se esforçava em não deixar nenhuma mala cair de suas mãos. Eram pesadas demais e isso tornava uma tarefa árdua segurar sua bagagem e a de Lucy, sendo que a loira levava muito mais coisas do que ele.
― Não seja exagerado, Natsu.
― Eu que estou exagerando?! Sério mesmo?! É claro! Eu. ― Disse em tom sarcástico.
― Eu só sou precavida, ok? Melhor levar coisas a mais do que a menos. Pode acontecer algum imprevisto.
As pessoas que passavam pela rua naquele momento fitavam os dois jovens ali parados na calçada, onde esperavam pelo micro-ônibus que os levaria até a casa no litoral, com olhares estranhos. Afinal, o que aqueles dois faziam parados com tantas malas no meio de uma via pública como aquela?
― Certo. E por que sou eu que tenho que carregar todas as suas coisas? ― Perguntou novamente Natsu.
― Porque é um ato de cavalheirismo. E porque é sua obrigação, então faça sem reclamar.
― É mesmo? E onde é que consta que eu sou seu escravo?
― Na sua boa vontade! Vamos, Natsu, seja legal pelo menos uma vez na sua vida. ― Pediu a loira, arrancando de Natsu um olhar de irritação.
― Eu sou legal, ok?!
E aquela frase do garoto rendeu boas gargalhadas a Lucy. “Natsu” e “legal” utilizados daquela forma na mesma oração realmente não ficava nem um pouco coerente com a realidade, segundo ela.
― Então, o tal micro-ônibus vai mesmo nos buscar aqui, não é? Porque ele já está bem atrasado. ― Disse Lucy conferindo as horas em seu relógio de pulso.
― É. E parece que ele acaba de chegar.
O pequeno veículo se aproximava lentamente dos jovens. A escola o havia alugado para que pegasse cada um dos alunos em suas casas, já que não eram muitos, apenas vinte, e todos moravam próximos uns dos outros.
Assim que ele parou em frente aos dois, eles subiram. Para azar de Lucy, todos os lugares estavam ocupados, exceto dois assentos lado a lado um do outro, ou seja, ela teria que passar mais oito horas ao lado de um Natsu enjoado, considerando o problema com transportes de Natsu. Apesar de tudo, esse problema até que fora benéfico a ela muitas vezes, pois o rosado sempre preferia ir a pé aos lugares para evitar o uso de transportes, o que fez com que Lucy perdesse alguns quilinhos. Ela só odiava quando tinha que andar com ele em algum transporte.
― Será que nunca vou me livrar de você nem, que seja por algumas horas? ― Reclamou a garota.
― Por que alguém iria querer se livrar de mim? ― Perguntou Natsu.
― Por que será? ― Disse sarcasticamente Lucy, se sentando no banco ao lado do corredor. Era melhor que Natsu ficasse na janela, por causa do seu problema.
Não bastou nem meia hora de movimento para que o rosado começasse a se sentir mal. Era perceptível em seu rosto sua situação nada agradável. Pegou seu mp5, conectou os fones e os colocou no ouvido. Às vezes ouvir música o ajudava a se sentir melhor.
O dinheiro da escola fora em grande parte gasto com a reforma, por isso não estavam em condições de alugar um avião para levar os alunos. Teriam que aguentar então às oito horas dentro do pequeno veículo. Avião ou micro-ônibus, de qualquer forma, não fazia diferença para Natsu, passaria mal em qualquer um que fosse.
Levy, Gajeel, Erza, Gray, Juvia e Jellal estavam todos sentados na parte do fundo do micro-ônibus, portanto Lucy apenas os cumprimentara com um aceno de cabeça quando subira. Mais tarde falaria mais com eles.
Até a metade da viagem tudo ficou muito bem. Natsu estava controlando seu enjoo da melhor forma possível, tentando não pensar sobre isso e se concentrar na música com os olhos fechados. Mas após quatro horas as coisas para ele começaram a piorar, e isso era muito evidente.
― Você está bem? ― Lucy perguntou preocupada, colocando a mão sobre o ombro do garoto.
― Defina bem. ― Disse sorrindo, se esforçando para falar sem piorar ainda mais a situação.
― Eu acho que devo ter trazido alguns remédios aqui, deixe-me ver se há algum que possa te ajudar... ― Lucy procurava em sua bolsa enquanto Natsu a olhava esperançoso. Se ela tivesse algo poderia ser sua salvação. ― Desculpe, não trouxe nada para enjoo.
― Tudo bem. ― Murmurou o rosado, recostando novamente a cabeça na poltrona e fechando os olhos.
Lucy o olhou novamente, com o mesmo olhar preocupado. Havia levado tanta coisa, e justo aquilo que precisava no momento havia esquecido.
― Natsu, anda, deita aqui. ― Disse a garota, indicando para o rosado se deitar em seu colo. Ele a olhou indeciso, não sabia se deveria obedecer ou não.
― Sério?
― É. Mas não se acostume com isso, entendeu?
― Ok. ― Ele respondeu ainda incerto.
Por fim Natsu concordou e se deitou, fechando novamente os olhos enquanto a música ressoava em seus ouvidos, distraindo-o.
― Lucy.
― Hum?
― Suas pernas são confortáveis. ― Disse o rosado, sorrindo de modo pervertido. E daí que estava quase morrendo de tanto enjoo? Irritar Lucy era prioridade!
― Cala a boca. Idiota. ― A loira murmurou em resposta.
As outras quatro horas restantes passaram rápido, apesar de terem sido desconfortáveis para Lucy. Ter Natsu deitado exatamente naquela região a fazia se sentir... extremamente constrangida.
O lugar onde iriam passar aqueles quatro dias era muito bonito. Muitas árvores, a casa era feita de madeira e havia uma grande piscina entre ela e a praia. Chegaram ao lugar por volta das oito da noite. Assim que desceram do micro-ônibus, o resto do grupo se juntou a Natsu e Lucy.
O rosado se encontrava sentado em um banco, em frente à casa, recuperando-se do seu duro período dentro de meio de transporte, seu inimigo número um, o pior de todos os males para aquele jovem garoto de cabelos exoticamente rosados.
― E aí? Aproveitaram a viagem? ― Perguntou Gray a Natsu e Lucy sorrindo, sabendo do problema do rosado.
― Ah, foi ótima. ― respondeu o garoto sarcasticamente. ― E você, Gray, ainda com aquele problema quanto ao pagamento dos seus clientes? Eu te avisei, seu cu não é de ouro para ficar cobrando tudo isso, abaixe os preços ou ninguém vai te pagar mesmo. O serviço nem é bom para cobrar esse absurdo.
― E você sabe disso porque já experimentou? ― Rebateu Gray.
― Eu não, curto outra coisa.
― Sei... Esse seu cabelinho rosa tingido te denuncia, olhos puxados.
―Ei! É natural, ok? Não tenho culpa se sou um produto raro.
― Ok, garotos, já entendemos que a amizade de vocês é muito linda ― Interrompeu Erza. ― Está se sentindo melhor, Natsu?
― Eu? Já estou ótimo! ― Disse o rosado animado, se levantando.
― Muito bom. Então vamos lá para dentro para definir os quartos e...
― Nem pensar! ― Natsu exclamou. Logo em seguida agarrou repentinamente a mão de Lucy e começou a correr até a praia. ― Vemos vocês mais tarde!
― Ei! Natsu! ― Gritou a loira, sem conseguir nem um pingo da atenção do garoto, entretanto. ― Levy, pegue um quarto para nós!
― Pode deixar, Lu-chan! ― Gritou a pequena em resposta.
Natsu não parou de correr até que os dois chegassem perto do mar. E quando chegaram ele finalmente soltou a mão de Lucy, enquanto olhava maravilhado para a imensidão de água salgada bem à sua frente.
A lua naquele momento iluminava a água, deixando-a em um belíssimo tom prateado. O céu estava totalmente límpido, sem nem uma nuvem sequer, deixando a mostra as milhares de estrelas que brilhavam naquela noite, ajudando a lua a iluminar o mar. O barulho das ondas quebrando e se aproximando cada vez mais da praia parecia música aos ouvidos do rosado. Seus olhos brilhavam e ele admirava tudo aquilo de boca aberta.
Lucy o observava, parada ao seu lado. A expressão no rosto do garoto parecia com a de uma criança que visitava a praia pela primeira vez.
― Você nunca veio a um lugar como esse, não é? ― Deduziu.
― Não, é minha primeira vez. Meus pais não tiveram a oportunidade de me levar a uma praia, e minha tia... há, como se ela se importasse comigo a esse ponto. ― respondeu. ― Isso é incrível!
― Sim, é mesmo. Eu amava a praia quando era criança, principalmente o mar, a água salgada.
― É mesmo? ― Perguntou Natsu, com aquele sorriso.
― Não, Natsu. Seja lá o que está pensando, não faça. ― Disse a garota, já recuando alguns passos, porém não fora rápida o suficiente para fugir de Natsu.
O garoto rapidamente a pegou nos braços e correu com ela até a água. Lucy não teve outra alternativa senão se agarrar ao pescoço de Natsu enquanto as ondas batiam em suas costas, empurrando os dois para trás. E apesar de tudo, ela continuava amando aquela sensação, de ser levada por aquela força.
A água estava muito agradável, quente, devido ao seu alto calor específico, propriedade que a fazia demorar muito tempo para perder calor. Ou seja, ela havia sido aquecida durante o dia, e a noite continuava quente, por ainda não ter perdido o calor ganho durante o dia. Se não fosse por isso os dois provavelmente teriam congelado, já que ventava naquela noite.
No fim, acabaram ficando ali por muito tempo, brincando e se divertindo. E novamente, o coração da loira batia mais rápido por Natsu. Ela chegou a se questionar se não estaria sendo boba em querer se afastar, se não deveria apenas se entregar ao que estava sentindo. Mas logo seu passado voltava para lembrá-la de que não queria sofrer novamente e, portanto, não deveria se envolver ou correr riscos.
Natsu a deixava tão, tão confusa. Em momentos a fazia se sentir bem; em outros a fazia querer jogá-lo pela janela de um arranha-céu enquanto o assistia caindo segurando um balde de pipocas em mãos; em outros fazia seu coração disparar como um alerta de incêndio, soando o alarme “Perigo! Sentimentos evidentes florescendo!”.
Ela pensava enquanto observava o rosado com aquele lindo sorriso no rosto:
O que fazer? Qual caminho escolher? Alguém poderia, por favor, ajudá-la? Pois sabia que, mesmo se tivesse o melhor e mais tecnológico dos GPSs, não conseguiria encontrar a resposta sozinha.
Notas finais
Ah, antes que eu me esqueça: Eu estou muito atrasada com as respostas dos reviews, me perdoem!!! Mas eu prometo que vou responder todos, ok? Não se preocupem.
Vejo vocês nos reviews e Feliz aniversário para OTOTA!!!
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__| OTOTA |__
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Ps: Sim, aquilo era para ser um bolo, mas saiu bugado quando eu postei o capítulo, rs.
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