Onde Tem Ódio Tem Amor
32 Porque de louco todo mundo tem um pouco
Notas iniciais
A água salgada do mar pingava de seu corpo e de suas roupas enquanto ela procurava pelo quarto separado para si e Levy, molhando o corredor da casa. Natsu ficaria junto com Gray, como haviam combinado anteriormente; e ela com sua pequena amiga de cabelos azulados.
Ao fim, encontrar o quarto foi mais fácil do que Lucy pensou que seria. Era o terceiro da ala feminina, a qual os meninos somente podiam visitar durante o dia. Passar por ali em outros horários fora proibido a eles pelo diretor Makarov, segundo o velho para evitar “encontros suspeitos” e invasão de privacidade.
Havia na porta do quarto uma etiqueta de identificação com os nomes de Levy e Lucy, assim como em todos os outros quartos.
― Mas o que aconteceu com você?! ― Levy exclamou assim que Lucy abriu a porta.
― Um idiota de cabelo rosa, foi isso que aconteceu. ― A loira respondeu, sem conter um sorriso ao se lembrar de momentos atrás, do seu mergulho no mar com Natsu.
― E você parece ter gostado muito disso, não é? ― A pequena retrucou sentando-se na cama, enquanto sorria maliciosamente.
― Não me olhe com essa cara, Levy-chan! Foi divertido, qual o problema nisso?
― Nenhum, nenhum... ― Levy respondeu, sem modificar a expressão em seu rosto.
―Levy-chan! Pare de me olhar assim! ― Lucy exclamou, pegando uma toalha de sua mala e roupas limpas. Estava precisando de um bom banho.
― O que foi? Não estou fazendo nada de mais. Só achei interessante o fato de você, que antes dizia querer se afastar do Natsu, ter dito que foi divertido passar... ― Levy olhou seu relógio de pulso para conferir as horas. ― quase uma hora ao lado dele.
― Eu já disse. Natsu é um idiota na maior parte do tempo, mas às vezes consegue ser um cara legal.
― Sei... Sabe, Lucy, acho que isso é mais um sintoma da grave doença que afeta 99,9% da população mundial e que parece estar te afetando também. Como é mesmo o nome? Acho que começa com A e termina com MOR.
― E eu acho que você também foi afetada. Por que não vai se agarrar com o Gajeel e esquece essa história?
― Eu não gosto daquele brutamonte! ― Disse Levy com o rosto corado, enquanto segurava a barra da saia que vestia.
― Sei, sei... ― A loira disse antes de entrar no banheiro, imitando a expressão que sua amiga possuía momentos antes.
***
Dormir havia se tornado para Natsu uma atividade não tão agradável desde que aqueles pesadelos começaram a invadir seus sonhos. Não era todas as noites, nem tão frequentes assim, mas eles apareciam, e eram sempre confusos e realistas demais, sempre em locais diferentes, porém com algo em comum: aquela voz. Aquela estranha voz que o chamava e que ele não fazia a mínima ideia de a quem pertencia.
Naquela noite ele sonhou que estava em uma floresta. Um lugar escuro e com árvores mortas. O céu estava negro, mas tinha a impressão de que não era noite. Andava olhando para os lados, cauteloso, e o barulho das folhas secas partindo-se embaixo de seus pés dava àquele lugar um ar ainda maior de filme de terror. De repente ele a ouviu, a voz. Ela dizia apenas “Venha até mim. Encontre-me”. Começou a procurar por todos os cantos para tentar descobrir de onde ela vinha, mas parecia que estava em todos os cantos, e não havia como distinguir se era uma voz masculina ou feminina. Não havia nem ao menos uma pista que o ajudasse.
Então... água. Muita água. Mas não era no sonho.
― Gray! Seu desgraçado! ― Gritou o rosado assim que se deu conta do que era. O grande susto o fez despertar e se levantar imediatamente. Seu “querido” colega de quarto o havia acordado com um bom banho.
Enquanto Natsu se chacoalhava para tentar tirar um pouco daquela água de seu corpo, Gray gargalhava sem parar.
― A sua cara... você tinha que ter visto a sua cara.
― Você vai ver é como vai ficar a sua cara depois que eu acabar com ela!
― Ui, que medo. ― Disse Gray sarcasticamente, erguendo as mãos. ― Te fiz um favor, se quer saber. Já está na hora do café da manhã. Além do que, você não dorme. Desmaia! Tentei te chamar por três vezes e não acordou. Tive que partir para modos mais radicais.
― Não podia ter usado um modo um pouco melhor?
― O que? Queria que eu te acordasse com beijinhos?
Natsu ignorou o moreno.
― Eu já vou. ― Disse preguiçosamente, referindo-se ao café da manhã.
Natsu foi o último a chegar ao refeitório. Não demorou muito até encontrar seu habitual grupo no meio daqueles vários alunos já conhecidos por ele, mas que nem sequer fazia questão de guardar os nomes.
Lucy, Levy, Gray e os outros estavam sentados em uma mesa no lado oeste. Do lado oposto estavam Loke e Lisanna, e o rosado não pode deixar de perceber o olhar que a Strauss mais jovem lhe lançou. Não deu muita atenção a isso, entretanto, logo já estava sentado em uma cadeira em frente a Lucy. Com exceção dele, todos já estavam quase terminando de comer.
― Bom dia, belo adormecido sem a parte do belo. ― Disse Lucy, tomando um gole de suco.
― Bom dia, loirinha que tenta fingir que não me ama. Mas só tenta.
― Por que demorou tanto para acordar, Natsu? Dormir estava bom demais? ― Perguntou Erza.
― Quando dormir não é bom, Erza? ― Questionou Gray.
― Bem que gostaria de ter tido uma boa noite de sono. ― Murmurou para si mesmo o rosado. ― Foi uma viagem cansativa ontem. Eu estava cansado.
― Entendo... Bem, andem logo, seus molengas. Terminem de comer. Quero aproveitar o dia. ― Disse Erza, autoritária como sempre.
***
― Levy-chan, tem certeza de que este biquíni não está muito estranho? ― Perguntou a loira a sua amiga enquanto olhava-se no espelho do quarto.
Após o café da manhã o grupo havia combinado de passar o resto da manhã na piscina, e então no período da tarde ficariam na praia.
― É claro que sim, Lu-chan. Pare de colocar defeitos onde não há. ― Disse a pequena, observando a amiga. Não estava mentindo para agradá-la, o biquíni havia ficado mesmo perfeito no corpo de Lucy. E Levy a invejava, afinal, o que Lucy tinha de mais, Levy tinha de menos. Lucy possuía curvas nos lugares certos, ficava muito bem em roupas de banho. Já Levy, por outro lado, parecia mais uma tábua.
― Eu concordo com a Levy. Nessa roupa você está, digamos... muito sexy.
Do espelho Lucy viu o reflexo de Natsu encostado a porta de braços cruzados enquanto a observava minuciosamente. Imediatamente seu rosto corou. Tudo bem que o rosado já a havia visto daquela maneira antes, mas fora em uma noite da qual ela mal se lembrava.
― O-O que está fazendo aqui, Natsu? Você por acaso não sabe que é proibido garotos entrarem nos quartos das garotas?
― Sei, mas a vista desse quarto está muito melhor do que a do meu. Muito melhor. ― Respondeu Natsu deitando-se na cama de Lucy, dando ênfase em suas últimas palavras ditas.
E a cada palavra ele a fazia corar mais...
― Lu-chan, eu já estou indo. Encontro vocês na piscina. ― Disse Levy, já caminhando em direção à saída do quarto, lançando um discreto sorriso para Lucy. Sim, ela sabia que Lucy não queria que ela a deixasse sozinha ali com o garoto. E sim, ela estava fazendo aquilo totalmente propositalmente.
― Levy-chan! ― Exclamou a loira, porém sua amiga já havia partido. ― Pa-Pare de me olhar desse jeito, Natsu!
― Que foi? Não estou fazendo nada de mais. ― Disse inocentemente. O rosado vestia apenas uma bermuda, deixando seu abdômen definido à mostra. Esperava ali enquanto Lucy terminava de passar o protetor solar. ― Só estou olhando para o espelho.
― Que está mostrando o meu reflexo!
― Claro. Você está na frente dele, queria que mostrasse o que? De qualquer forma, não estou olhando para você, estou olhando para o seu reflexo no espelho.
Lucy lançou a ele o olhar de “Não se faça de idiota”.
E ele lhe respondeu com aquele seu habitual sorriso safado.
Os dois possuíam o costume de conversar com olhares, que eram tão bem entendidos por eles quanto palavras, talvez até mesmo surtissem um efeito ainda maior do que um diálogo oral. Geralmente esse tipo de conversa acontecia após as brincadeiras do rosado e começavam por parte de Lucy.
Quando a garota terminou de se aprontar nem sequer ligou para Natsu, apenas pegou seus óculos de sol e caminhou até a porta. No meio do caminho, porém, ele se levantou e a encurralou na parede, deixando apenas alguns centímetros de distância entre os dois corpos.
― Não quer ficar um pouco mais aqui? Garanto que seria muito mais divertido do que ir até a piscina. ― Disse o rosado, em um sedutor tom provocativo.
― Não, não quero. Pode me dar licença, Natsu?
Ele a ignorou.
― Sabe, Lucy, é sério, você ficou muito sexy vestindo isso. Não gostei. Os caras lá irão te olhar como se você fosse comida. ― Comentou, olhando a garota de cima a baixo. Desde as pernas até chegar à cabeça.
Lucy cruzou os braços e sorriu.
― E você pode me olhar desse jeito? ― soltou um riso irônico antes de continuar a falar. ― Natsu, pegue um babador, acho que escorreu um pouco de baba pelo seu queixo.
― Eu não te olho como se você fosse comida. Eu apenas contemplo o que é belo. ― O rosado deu mais um passo a frente, ficando ainda mais próximo de Lucy.
Ela odiava momentos como aquele, pois nunca sabia até quanto iria conseguir aguentar as provocações de Natsu. Era sempre forte o suficiente para isso, mas tinha medo de ter algum momento de fraqueza e desistir de suas barreiras. Pois tinha que admitir, aquele garoto conseguia ser muito sexy quando queria ser.
― Natsu, vamos logo para lá, estão todos nos esperando. ― Disse a garota, tentando quebrar aquele clima.
― E se eu não quiser ir? E se eu te trancar neste quarto comigo e não te deixar sair? E se eu quiser te beijar neste exato momento, Lucy? ― E a última pergunta fez o coração da loira acelerar e seu rosto corar novamente. Ela não sabia o que responder, as palavras haviam simplesmente abandonado sua mente. Deixaram-na sozinha em um momento como aquele. Ficara apenas parada, atônita, encarando o sorriso galanteador do rosado e seus belos olhos ônix. Ele se aproximou mais alguns centímetros. ― Estou esperando, Lucy. O que você faria?
― E... Eu...
Não adiantava, ela não conseguiria responder aquelas perguntas e não fazia a mínima ideia do que fazer.
De repente o garoto se afastou, abrindo mais o seu sorriso.
― Estou brincando, relaxa. ― Ele riu levemente. ― Você estava com uma expressão engraçada. Eu mexo tanto assim com você, é?
Lucy suspirou aliviada. E com raiva. Ele achava que podia simplesmente sair brincando com as pessoas daquela maneira? Ela quase tivera um ataque por culpa de Natsu, tamanho era o seu nervosismo com as perguntas que ele fizera.
― Idiota. ― Falou enquanto deixava o quarto, com Natsu a seguindo. Não estava brava com o rosado, pois já havia se acostumado com momentos como aquele. Ele ainda ria pela sua brincadeira...
― Um idiota amável, não negue.
...Mas como dizem, toda brincadeira tem um fundo de verdade.
***
― Os dois chegando juntos assim... Muito suspeito. O que estavam fazendo? ― Provocou Gray assim que viu Natsu e Lucy. O moreno já aproveitava o dia quente dentro da piscina.
― Eu estava apenas acompanhando a Lucy. Só isso. ― Natsu respondeu.
― Acompanhando... sei.
O rosado se sentara na beira da piscina, ignorando Gray. Já Lucy colocou uma cadeira ao lado de Levy e pôs seus óculos de sol, aproveitando o calor do dia. Havia algumas nuvens escuras no céu, e aquele dia quente indicava que não demoraria muito a chover. Pelo visto não poderiam aproveitar por muito tempo a praia.
― Levy-chan, sua traidora.
― Desculpe, Lu-chan. ― Disse a pequena enquanto ria da expressão no rosto de Lucy.
Gray saíra da piscina, e sua feição denunciava que estava planejando algo.
― Ei, Natsu, está com medo da água por acaso? ― O moreno perguntou, se aproximando lentamente.
― Não. Porque eu estaria com medo da-
O rosado não teve tempo para terminar sua frase antes de ser jogado na piscina, fazendo a água atingir as garotas que estavam sentadas ali perto. E enquanto Gray ria de sua “arte” mal percebeu quando Natsu voltou à superfície e o puxou pelas pernas, derrubando-o novamente na água.
Logo os dois estavam brigando como sempre, e não demorou até que Erza se juntasse à confusão. Como quando eram crianças. Naquela época em que não se preocupavam com nada além de seus joelhos ralados graças as suas aventuras viviam brincando e brigando, os três, mas nunca eram brigas sérias.
― Seus amigos são bem bagunceiros, não é? ― Disse Loke, debruçando-se sobre a cadeira de Lucy enquanto observava a confusão na piscina.
Ela não costumava conversar muito com o ruivo, mas os dois eram amigos.
― Um pouco, mas é o jeito deles. ― Respondeu Lucy, sorrindo. ― Oi, Loke.
― Oi ― a cumprimentou de volta. ― Então, está aproveitando a viagem? Foram você e Natsu que encontraram a bandeira, não é? A sala deve a vocês por estarmos aqui.
― O lugar é legal. Sim, fomos nós.
Loke continuou conversando com Lucy sem que o rosado percebesse. Se ele percebesse com certeza arranjaria confusão, afinal os dois se odiavam. Loke o odiava, e com o tempo esse sentimento se tornou recíproco. Grandes confusões do passado...
Permaneceram na piscina até Makarov vir avisar que o almoço logo seria servido. Por eles, teriam ficado por mais tempo ainda. Gray e Natsu, enquanto esperavam, se sentaram na varanda para conversar.
Os assuntos eram variados, desde esportes até a volta às aulas. Porém em certo momento Gray lembrou-se de um assunto que Natsu quase se esquecera...
― E aquela aposta que fizemos no começo do ano? Ainda está em pé? ― O moreno perguntou.
― É claro. ― Natsu respondeu, lembrando-se rapidamente do que se tratava.
― Eu pensei que tivesse desistido, porque parece que você e Lucy estão bem próximos.
― Lucy é legal, ela é uma boa amiga. E eu já disse, se eu cumprir essa aposta será por vontade própria, não porque quero vencer. Eu gosto de verdade dela, não quero magoá-la.
― Então ela te fisgou? Está apaixonado? Esqueceu aquela garota do passado?
― Eu não tenho certeza de nada neste momento. Eu gosto da Lucy, ela é tão... diferente. Nunca nenhum sentimento se comparou ao que eu senti com a garota de alguns anos atrás, mas quando eu estou com a Lucy sinto algo que fica bem próximo daquilo.
― Qual é! Você não sabe nem o nome daquela garota e acha que a ama?
― O amor é louco, amigo. ― Disse Natsu, rindo. ― Eu não sabia seu nome, mas sabia e sei o que eu senti. Tomei uma decisão: Se um dia eu decidir mesmo transar com a Lucy, é porque tenho certeza de que o que sinto por essa loirinha superou o que eu senti há alguns anos. Se eu conseguir descobrir isso até o final do ano, ganho a aposta, e então você terá que andar nu pela escola, com todas as garotas te encarando. Cara, isso seria hilário ― disse, rindo novamente. ― E ela não vai se magoar se nunca souber que fizemos essa aposta. Você não vai contar, vai?
― Claro que não.
― Ótimo. Só eu e você sabemos disso, e eu sei que nunca irei contar nada. Não tem como falhar.
Os dois ficaram em silêncio. Gray no fundo achava aquilo uma grande idiotice. Por que Natsu não cancelava logo a aposta? Bem, ele era um idiota afinal, um ato daqueles combinava com ele.
― Vocês. ― Chamou Loke, se aproximando de Natsu e Gray. ― O almoço está pronto.
Como previsto, o período da tarde foi marcado por uma tempestade, sendo assim não puderam ir até a praia. Bem, ainda teriam dia seguinte e a manhã do próximo para isso, portanto não fazia tanta diferença. Durante a noite decidiram assistir a um filme. A tempestade já havia passado e apenas chovia um pouco.
Para azar de Lucy, o filme escolhido fora um de terror...
― Não se preocupe, loirinha, eu te protejo. ― Provocou-a Natsu.
***
O segundo dia naquele belo lugar se iniciava. E logo pela manhã já mostrava que não seria nada fácil...
― Natsu! Quer parar de mexer na minha mala?!
― Ei, Lucy, eu sabia que você gostava de vestir coisas provocantes, mas isso... uau! ― Disse o rosado, mostrando uma das lingeries de Lucy que ele havia encontrado na mala da loira. E daí que fosse proibida a permanência de garotos nos quartos femininos? Ele não ligava nem um pouco!
― Sai logo daqui, Natsu! ― Ordenou a loira, batendo no garoto com o travesseiro. Não eram nem nove horas ainda e ele já a estava importunando...
― Calma! Eu já estou indo! Já estou indo!
O rosado deixou o quarto rindo e Lucy fechou a porta com força.
― O Natsu consegue mesmo ser irritante quando quer. ― Comentou Levy, que apenas observara a confusão.
― E como!
― Nunca pensou em se vingar, Lucy?
Uma vingança... Grande ideia! Ele brincara com ela no dia anterior, por que não fazer o mesmo com Natsu? Ele sempre a irritava de todos os modos possíveis, por que não dar o troco?
― Obrigada, Levy-chan! Você acaba de me ajudar muito!
A pequena apenas observara confusa a expressão pensativa no rosto de Lucy, enquanto ela planejava sua vingança.
Por volta das dez horas da manhã a loira ligou para Natsu, forçando uma voz chorosa ao telefone.
― Natsu, pode vir aqui, por favor?
― O que aconteceu, Lucy? ― Natsu perguntou, preocupado.
― Só venha logo, ok?
A loira encerrou a ligação sorrindo. Estava se achando um pouco louca por colocar aquele plano em prática. Mas e daí? Um pouco de loucura às vezes faz parte da vida.
O rosado correu imediatamente até o quarto de Lucy. Não duvidava nada que ela podia ter se metido em alguma confusão, mesmo eles estando naquele lugar. Era, Lucy, afinal.
Quando abriu a porta do quarto as luzes estavam todas apagadas, o cômodo escuro, e ele não via Lucy.
― Lucy? ― A chamou, e logo em seguida teve seus olhos vendados por um lenço preto. ― Ei! O que é isso?
A pessoa que o vendara não perdera tempo e o jogou na cama, se colocando sobre ele e deixando seu dedo indicador sobre os lábios do garoto.
― Shh, Natsu. Fique quietinho, pois agora eu é que te encurralei. Agora sou eu quem irá fazer o que quiser.
― Lucy?
E a única coisa que se passava na mente de Natsu naquele instante era:
“O que aconteceu com ela???”
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