Notas iniciais
Bom, pessoal, esse "capítulo" não tem nada de importante, só postei porque precisava avisar sobre uma coisa e foi a primeira ideia que me veio a mente, apesar de admitir que gostei um pouquinho do resultado, kkkkk. Escrevi para que não acabasse quebrando nenhuma regra sobre postar avisos em forma de capítulo. O que eu precisava falar é que talvez fique um bom tempo sem postar OTOTA, não queria que pensassem que abandonei a história, portanto estou aqui explicando a situação. Vou levar meu computador numa assistência técnica devido a alguns problemas que ele anda apresentando e não sei quanto tempo isso irá levar. Como sem ele não terei como escrever, vou precisar ficar um tempo sem postar. Não é certeza, mas as chances são de 90% e queria deixar vocês avisados. Espero que não demore muito para resolver esses problemas, conto com a paciência de vocês enquanto isso ;) Aproveitando, queria agradecer profundamente a Maa Chan pela recomendação, apesar desse não ser um capítulo oficial, e já que possivelmente demorará um pouco até o próximo, considere esse pequeno texto também uma forma de agradecimento : ) Bom, é isso, pessoal. Obrigada pela compreensão!

A luz do dia incomodava seus pequenos olhos. Abriu-os para expulsar o incômodo e viu-se naquele lugar que tanto costumava frequentar. Era um garoto outra vez. Pequeno, frágil, inocente e ferido por dentro. Aquele parque, que sempre lhe servira de refúgio, mostrava-se novamente à sua frente.

Deu alguns passos cautelosos até a margem do rio, espiando seu reflexo na água. Não sentia-se daquela maneira, mas sim, era um garoto de não mais que dez anos. Fisicamente, ao menos, pois em sua mente se lembrava muito bem de ter já entrado na vida adulta.

O reflexo mostrou-o aos seus sete anos, feliz, ao lado dos pais, uma criança como qualquer outra; depois a imagem mudou, o sorriso visto anteriormente em seu rosto sumira, o cabelo cobria parte dos olhos marejados, seu olhar era baixo, receoso ferido por dentro; a imagem outra vez tomou nova forma, era um adolescente corpulento, musculoso, e embora carregasse um sorriso no rosto, seus olhos continuavam frios, vagos, completamente perdidos dentro de sentimentos que apenas ele parecia entender; novamente houve deformações, a água mostrava agora sua vida atual, sentindo-se completo ao lado de Lucy, feliz como não se sentia há tempos. Mas, fora d'agua, continuava sendo um mero garoto.

Algo do outro lado da margem chamou sua atenção. Era uma garota loira muito jovem. Seu olhar assemelhava-se ao do pequeno Natsu, quando perdera seus pais, perdido e melancólico. A garota trazia em suas mãos uma boneca, chorava silenciosamente e suas lágrimas caíam na nuca do brinquedo. O jovem rapaz tentou chamar sua atenção, acenar para ela e chamá-la, porém a menina parecia não ouvi-lo.

Ela começou a andar em direção ao rio, Natsu parou alguns segundos para observá-la. Passou a chamá-la com ainda mais fervor quando notou que a garota entrara na água e parecia afundar cada vez mais. Sem saber como, seu nome veio-lhe à cabeça, e ele a chamou uma última vez:

– Luuuuuuuucy!

Natsu despertou em um salto. Ofegante como sempre quando acordava de um pesadelo, com a camisa grudada ao peito devido ao suor. Instintivamente olhou para o lado. Lucy dormia serenamente...