Notas iniciais
Olá! Desculpem a demora por favor, foi difícil desencalhar esse aqui, Eu ja falei pra vocês que não sou muito fã do Sasuke? Pois é, por isso dei um trabalho imenso a minha beta, que tentou buscar sentido no caos que eu criei, e achou a luz, graças a Deus. Muito muito obrigada Aki, a vida dessa fic está, bem mais fácil graças a você.

Cap -6 – Encontros e lembranças

— Sasuke... — Ele estava mal acomodado num leito improvisado com sacos de dormir, algumas mantas e capas. Parecia morto, jogado sem vida, o rosto pálido, olheiras profundas e a boca seca. Porém, a mão que segurava seu pulso estava absurdamente quente e firme.

— Sasuke! – voltou a chamá-lo. A mão dela deslizou da testa suada e febril até os cabelos molhados.

— Sakura... – sussurrou sôfrego entre a respiração difícil – vocês não desistem...

— É, mais você não merece! – susssurrou zangada – Bem que eu queria mesmo a Sakura ou qualquer ninja médica aqui. – Virou-se para os outros – ele está muito mal!

Só então Kikio notou o impasse atrás de si. Kazoku segurava a garota estranha pelos braços, que olhava em sua direção como se quisesse matá-la. O garoto grandão havia se erguido e se posicionado contra kazoku de maneira ameaçadora. E Suishirou, se agarrou ao braço do prometido olhando com receio para a irmã. E nesse exato momento, ela viu algo saindo da parte mais úmida da parede. O rosto do “Sr.Karpa” apareceu incomodamente a centímetros do seu.

— Não faça movimentos tão bruscos garota, pode deixar meu pessoal bolado.

— Sem problema, mas dá pra parar com o caos ali atrás? O caso aqui não é nada bom.

— De onde você conhece o chefe? Vai me dizer que você é outra namorada que ele deixou por aí.

— Um pouco mais que isso. – a mão de Sasuke que ainda segurava seu pulso com força tremeu. – Suishirou ele precisa de alguma coisa pra baixar a febre. Vamos trabalhar!

Três horas da manhã e Sasuke dormia, com a respiração mais leve e um sono menos agitado. Depois de muitas compressas de água fria e alguns medicamentos que Kazoku surrupiara da mãe, a febre dele finalmente cedera. Mas Kikio ainda estava apreensiva, aquela seria uma recuperação lenta e não teria nenhum sucesso naquele lugar. Sasuke poderia pegar uma infecção ou uma pneumonia. E além disso, ela e a irmã não tinham discernimento para saber se ele precisaria de alguma outra providência, apesar de serem ajudantes de Kora-dono, a curandeira do acampamento. Suishirou cuidava dos outros, que mesmo com toda aquela “pose” também não estavam melhores. Mais tarde, descobriram que a menina se chamava Karin, o grandão Juugo e o “Sr Karpa” Suigetsu. Sasuke gemeu, se mexeu abrindo os olhos vermelhos e brilhantes. Desnorteado e confuso, seu corpo apresentava rigidez e dor, a pele estava sensível como se tivesse sido queimada ao sol. Com a vista fora de foco, só conseguiu enxergar o vulto de alguém com cabelos negros. Uma pessoa lhe veio na mente, mas não poderia ser.

— Karin... – decidiu pelo mais óbvio. – Onde nos estamos?

— Numa caverna — ouviu uma voz ressentida. – Vá em frente e fale o nome de todas as suas namoradas antes de lembrar de mim. Eu até te ajudo nisso. Ino, Mioko, Saori...

A mente parecia estar pregando peças em Sasuke. Não era possível, aquela voz... não. Era só parecida ou a febre fazia com que fosse, da mesma maneira que vira Sakura em seu sonho... Era isso, estava sonhando, devia estar jogado em algum mundo inconsciente, quase para morrer... Se assim era, por que doía tanto? Ele ergueu a mão sem alcançar a imagem à sua frente. Era só um sonho antes de partir, só para poder ouvi-la e quase ver seu rosto uma última vez.

— Não faça isso! Descanse... – sentiu mãos frias massageando-lhe o braço dolorido que caíra pesadamente ao seu lado.

— Vou ter muito tempo pra descansar quando eu morrer.

— Essa frase é um clichê horrível e idiota como você — ele suspirou relaxado e de maneira conformada.

— Eu devo estar mal mesmo. Nunca tive um sonho tão real na vida.

— Se você acha que isso é um sonho, não quero estar num de seus pesadelos porque estou toda quebrada – nisso esticou braços e costas, estalando algumas juntas e depois lembrou que não deveria estar estimulando-o. Deu um muxoxo se reprovando — Não deveria estar conversando com você.

— É... Eu sei! O papai acha que eu não sou uma boa influência pra você.

— Claro que acha seu marginal! – disse num tom deboche. — Olha só o que fizeram com você? Com que gangue você se meteu desta vez?

— Eu sou um ninja, mulher. Esqueceu? Estava cumprindo minhas obrigações.

— Oh! Sr. Grande Ninja. – ela soltou um “hunf” exasperado. "Mulher."Era assim que ele a chamava quando pequenos e ela odiava.

— Grande é por sua conta – ele deu um meio sorriso.

— Palhaço — de súbito ela ficou séria. – Pra quem você está trabalhando agora?

— Não sou mandado de ninguém. Tenho meus próprios propósitos – falou asperamente contorcendo o braço para que ela o largasse.

— Enjoado – resmungou. Mas ele voltou a fechar os olhos e respirar mais lentamente. _ Quando isso vai acabar, Sasuke? Como isso vai acabar? O que você pretende depois dessa maldita vingança? As coisas que você deixa para trás te perseguem como latinhas amarradas no seu calcanhar, garoto! Te denunciando por onde passa..., mais que isso, atormentando você até seus últimos dias...

Enquanto falava Kikio acariciava-lhe os cabelos, os ombros, a mão que ele havia estendido antes para ela. Aconselhando, acalentando e orando por ele. Talvez, daquela maneira ele a ouvisse e compreendesse melhor, do que se se tivesse completamente acordado. Quando fora que as coisas haviam mudado tanto? Ela não sabia. O que ontem para ela, parecia concreto e definitivo, hoje era distante e fantasioso. Como seu casamento, por exemplo. Quando aos 8 anos seus pais contaram que haviam escolhido uma pessoa especial para ela e que deveria amá-lo desde aquele momento. Que cresceriam juntos para conhecerem e aprender a coexistirem na mesma sintonia, adaptando-se, afeiçoando-se. Não seria difícil, pensou, por que de longe já gostava dele. Aliás, não havia nenhuma garota que não gostasse de Sasuke. O lindo, maravilhoso, inteligente e filho mais novo do líder do clã Uchiha. Contudo, eles brigavam muito desde o instante em que se conheceram e por vários motivos: diferença de personalidade, de criação, da maneira de ver o outro e a si mesmo. Sasuke passava boa parte do tempo dizendo que ela seria apenas alguém para limpar sua casa e cuidar de tudo enquanto ele tivesse em missão. E ela dizendo que ela faria isso com todo gosto, desde que ele lavasse a roupa e as próprias cuecas.

— Que tipo de esposa é essa que não quer cuidar da casa?!

— Que tipo de marido é esse que só quer saber da esposa pra arrumar a casa? Se você for apenas um terço do marido... Eu também serei só um terço da esposa.

— E o que mais você espera que eu faça além de trabalhar, mulher?! Saiba que é só isso que meu pai faz!

— Seu pai não deve ser um bom marido.

— Ele é sim sua baka! Você é que não sabe o que um marido faz!

— O meu pai, cuida da gente quando mamãe está em missão. Ajuda ela quando tem muito que fazer em casa e a beija todos os dias!

Ele se calou chocado.

— Ele se beijam?! – ele a fitou escandalizado.

— Os seus, não? – ele negou balançando a cabeça, espantado._ Então, como é que você vai aprender a beijar?!

—Sei lá, eu preciso mesmo saber?

— Se você não aprender... Eu não me caso com você! – ela virou de lado com os braços cruzados e rosto zangado.

— Tudo bem, então – falou desaminado. – Como é que seus pais fazem?

Ela o encarou por um momento com a sobrancelha levantada de desconfiança, mas ao ver que ele estava determinado, Kikio aproximou-se dele devagar e cautelosamente, caso aquilo fosse alguma pegadinha. Passou os braços pelo pescoço do prometido e aos poucos aproximou seu rosto dele. Sentia o rosto aquecer enquanto também via ele corar, apesar da expressão séria dele não mudar. O coração disparava, as pernas amoleciam, o sangue palpitava em lugares estranhos... Até a respiração dele se encontrar com a sua num encontro de bocas. Quando se afastou, percebeu que ele a abraçava apertado quase a desequilibrando. Ainda podia sentir o coração dele aos pulos, mas o rosto continuava sério.

— Pronto, agora você vai lavar minhas cuecas?

— Seu grosso...

Kikio havia cochilado sentada sobre as pernas e acordou de supetão quando Sasuke tocou em seu braço. Ela o olhou sem entender porque o cenário havia mudado e porque ele estava tão diferente do que ela lembrava.

— O quê?

— Não sabia que gostava de dormir sentada.

— Não se preocupe – disse começando a voltar à realidade e esticou as pernas para a frente bem devagar, movendo os pés em círculos para tirar a dormência. _ Como você está? — perguntou a Sasuke

— Estarei melhor quando puder sair daqui o mais rápido possível.

—Concordo plenamente. – Falo alguém do lado dos dois. Se as pernas não tivessem endurecidas, Kikio saltaria um pulo bem maior que os centímetros que dera com o susto. Não havia percebido seu pai ali, ao lado dos dois, junto com o conselho todo do clã, olhando-a como se ela tivesse entregue todos eles para a morte.

Notas finais
Então? como estamos? espero que tenham gostado. Se não vou tentar melhorar no proximo, prometo! ^^ Um chero!!!