Ondas

10 Rainbow


Notas iniciais
Essa historia é um pequeno cross over entre "All Things Go", na verdade, de uma personagem de lá. Uma das minhas primeiras historias a serem postadas aqui e meu livro e peça favoritos WICKED, em questão de linha do tempo, a historia se passa antes da chegada de Dorothy e do mágico, durante acontecimentos descritos no livro, a caso de curiosidade, ela é quase uma linha do tempo alternativa.

O sol não havia aparecido, mas em meio às nuvens escuras de tão cinza, alguns raios escapavam e dava pra ver alguns raios de arco-íris se formando, eu estava voltando de Alandria quando pelo meu espelho Mariah me mandava mensagem. — Syl, fuja, estamos passando por uma das maiores caça as bruxas desde que fugimos de Salem há anos atrás... – Mariah estava nervosa, finalmente no Brasil havia estourado a nova "ditadura militar," o povo havia votado em um homem que conseguiu abalar o mundo da magia de uma forma jamais vista, além do mundo humano. — Eu irei viajar no tempo, entre as dimensões e procurar a solução para isso! – Falei para Mariah. E foi o que eu fiz, ajustei meu postergador, e me joguei dentro do meu espelho viajante. Quando dei por mim, estava em Wolf Creek, no ano de mil e novecentos, minhas roupas não estavam apropriadas e o clima estava ainda mais escuro que no futuro, ao olhar pra frente, dou de cara com um furação que estava se formando atrás de mim, ao longe fazendas estavam sendo derrubadas ou engolidas pelo vento, vi pequenos pontinhos correndo pra dentro de abrigos, eu não conseguiria correr, então eu me entreguei ao furação e fui engolida por ele. Quando percebi estava sendo jogado pelo ar junto com as casas que estavam sendo levadas. Junto a mim, vacas eram levadas, como se fossem leves como plumas, isso tudo era estranho. Eu estava assustado, mas não poderia gritar tinha de manter o ar em meus pulmões... Trinta minutos depois, o vento foi diminuindo e as nuvens estavam ficando mais claras e mais distantes, eu estava caindo, quando consegui balançar a mão e um colchão apareceu. Eu cai encima dele. — Ai minhas costas. — Falei. quando levantei e olhei em meu entorno me vi em um campo de Papoulas, o cheiro era horrível, eu nunca havia caído em um lugar desses, não sabia onde eu estava ou em que dimensão estava. Olhei de um lado para o outro, estava perdido como um cego no meio do tiroteio, campos vastos de papoula. Levantei e sacudi todo o pólen, as pétalas de Papoula e tudo mais. — O que você é? – uma voz perguntou. Quando fui olhar pra baixo vi uma mulher que me olhava atentamente, me analisando. — Eu sou Syl. Onde estou? – Perguntei sorrindo. — Você esta em Oz! na verdade no País dos Munchkin e eu sou Vaniah. — A mulher falou sorrindo. Enquanto eu prendia minha risada, ficava fascinada em ver a menor mulher que eu já vi na minha vida. — Eu não acredito que eu estou em OZ! — Exclamei. — Eu procuro uma entrada pra esse lugar há anos... — Continuei e logo Vaniah estava assustada. — Mas você não é de Oz? — Ela me perguntou e eu deixei escapar uma risada. — Eu sou da Terra, eu deveria saber que... — Comecei e logo lembrei que Dorothy ainda não havia chegado a OZ. — Não conheço essa tal "terra", ela fica além do país de Ev? – Vaniah perguntou. — Muito além de Ev Vaniah, muito além... — Falei sorrindo.

O tempo havia passado muito rápido desde que eu fiquei presa em Oz e eu não havia descoberto como voltar, não se pode simplesmente abrir um portal. Oz tem muita magia em suas ruas e em suas pessoas, eu lembro como ontem quando Madame Morrorosa entrou em meu quarto e falou: — Vejo um futuro enorme pra você em Shiz, imagine só estudar bruxaria! — Ela falou. Morrorosa era muito pretensiosa, ela achava que por eu já ser uma bruxa. Eu poderia ajudar a derrubar o reinado da Rainha Ozma ou que eu poderia conquistar Oz e tirar a terra das mãos da família real. No começo eu achei divertido estudar em Shiz, estudar feitiçaria com aulas particulares com Morrorosa. Até a chegada do mágico acontecer, ele conseguiu expulsar a família real de Oz, Ozma estava desaparecida, junto ao seu pai o Rei Pastoria de Oz. Quando Ozma saiu do seu trono cuidado por seu pai, Morrorosa foi se deitar aos pés do Mágico para continuar em seu cargo e eu finalmente fugi de Shiz, voltando apenas, para a minha formatura. Esperando anos para restabelecer o laço da família real junto ao trono, até a chegada da hora certa.

O tempo passou, depois da minha formatura, as coisas mudaram, menos o fato de Madame Morrorosa ter tentado dar a missão para outras meninas, as escolhidas dessa vez foram duas irmãs verdes e uma Gillikin estranha, chamada de Galinda. Eu não consegui entrar em contato com as meninas, mas sei que após a morte de Dillamond, Galinda ficou revoltada e triste, alterou seu nome para Glinda e Elphaba fugiu para Cidade das Esmeraldas e entrou para a resistência ...

— Eu acho que a senhora está ficando doida, Syl pelo amor de Lurline, não faça isso. – Vaniah falou, ela estava se referindo ao meu plano de procurar Ozma em Vikkus, as terras selvagens . — Bem eu não vou desistir, tenho certeza que se Ozma estiver congelada, ela deve estar lá pelas montanhas. — Falei, eu estava vestindo uma capa roxa tão escura quanto o começo da noite. — Você acha que aquele povo primitivo vai lhe receber bem? — Vaniah falou, mas ainda sim me ajudava a montar minha bolsinha com o que eu precisaria na viagem, Vaniah era minha ajudante e companheira desde que eu pousei em Oz há alguns anos atrás, ela falou que seria ótimo aprender um pouco sobre bruxaria e eu estava disposta a ensinar, além do mais foi ótimo ter uma amiga a quem eu pudesse contar sobre minha vida na terra, já que eu temia esquecer ela. Estar em Oz há anos me fazia sentir ainda mais isso. — Eu acho que você pensa que o mágico é uma criatura boa, mas saiba que ele mandou prender os Animais, se ele pega uma bruxa Tranvestite ele é capaz de lhe matar em praça pública viu. —Vaniah falou e eu sorri, ainda não acreditava que em uma terra de Animais falantes, Fadas, Bruxas e as mais variadas criaturas, as pessoas não soubessem o que é uma travesti. Peguei minha bolsa enfeitiçada, coloquei em meu braço, peguei o fole mágico, que me fazia voar pelos ares e sai, a noite estava quente e úmida graças a chuva que chegaria no dia seguinte, segurei o meu fole, agarrei Vaniah pela cintura, já que por insistência dela, ela viria comigo. Apertei meu fole e o vento nos jogou para cima. Em pouco tempo estávamos chegando perto de águas podres, quando descemos. Meu medo era o fole ficar fraco ou cairmos dentro do lago. Passamos por cima do lago, mas nunca soube o motivo do nome do lago, realmente não se via um sinal de vida no lago... Chegando nas colinas de pano e paramos, pois Vaniah estava cansada. Passamos o fim do dia dormindo, para Vaniah foi difícil dormir cedo. Uma Munchkin que trabalha tanto, passar o dia dormindo era algo novo para ela, até mesmo para mim. Quando optei por ficar na Munchkinlandia, eu comecei a atrair atenções demais. Eu era o único ser alto em toda a vila, mesmo que as casas deles fossem grandes, não me cabiam de uma forma confortável. Mas após minha chegada a cidade foi mudando e se alterando... — O que é que você tanto pensa? — Ela perguntou. Acordando — Em meu mundo, tem pessoa como o mágico sabe? Pessoas malvadas que fingem ser pessoas boas. Que fingem amor quando só jogam ódio aos ares, mas o sonho de liberdade das pessoas cresce a cada momento. E o meu medo sempre foi implodir uma guerra por lá... — Falei. Vaniah olhou para mim e ficamos nos encarando por alguns minutos em silencio, éramos diferentes demais, mas ainda sim iguais...

Quando olhamos para baixo, estávamos passando embaixo do braço do rio Munchkin e no dia de manhã estávamos chegando finalmente na Passagem de Kumbricia, uma das ultimas localizações de Ozma. — Não acredito que estamos aqui pra encontrar Ozma, essa parte de OZ é tão grande, temos de vasculhar isso tudo, incluindo Os grandes Kells! Isso vai demorar duas vidas ou mais. – Vaniah falou. — Não vai não. Pois pessoas normais não tem o que eu tenho, um encanto pra encontrar Ozma Tippetarius. – Falei tirando um frasco do cordão que estava dentro de meu seio. — Mas tu vai fazer o que com isso? – Vaniah perguntou – Se funcionar corretamente. Eu acho que vai criar um caminho de luz até Ozma. – Falei e logo que olhei pra cima por causa de um barulho estrondoso como se um raio derrubasse uma das montanhas. Olhamos e era como se uma estrela houvesse caído, poderia ser um sinal de alerta. Então eu e Vaniah corremos pra ver o que estava acontecendo, mas na velocidade que estávamos demoraríamos demais. Acionei mais uma vez o fole, mas bem devagar, pra não sermos jogadas pra longe e no cume do alto monte, vi que um buraco foi aberto, dentro dele uma mulher estava deitada. — Não pode ser! Mais uma Bruxa? Serio? – Vaniah falou. — Pelo jeito as pessoas gostam de cair aqui mesmo.... – Falei sorrindo pra Vaniah. — Agora venha, me ajude a levantar ela. – Falei pra Vaniah. A mulher dormiu por longos três dias após a queda, eu só não enterrei ela, pois ela ainda respirava. Após o terceiro dia, finalmente lembrei que em meu livro de feitiços tinha um encanto pra acordar ela. — Você vai fazer um feitiço? – Vaniah perguntou e logo eu estava falando e minhas mãos brilhavam. Quando eu toquei o rosto da menina, os olhos dela se abriram... — Quem é você? Onde eu estou? – A menina perguntou. — Eu sou Sylvain e essa é a Vaniah e você não esta mais na terra e sim em OZ. – Falei e dei um sorrisinho. — Eu sou Nana. Vim parar aqui depois de cair numa tempestade no triangulo das bermudas, nem sei se Lohanny está viva, mas espera você é uma travesti? – Nana falou parecendo confusa.

— Sim, sou uma travesti, algum problema? – Perguntei a ela. — É que Lohanny é uma drag Queen. Meu medo é ela ser encontrada pelos nativos e eles matarem ela mas, se você foi bem recebida, creio que ela também será... – Nana falou. Ela levantou, rodou o anel no dedo e seu vestido se tornou um macacão de corpo inteiro, como o das "Três espiãs demais". O tempo estava mesmo meio frio e isso ajudaria ela a se aquecer. — Minha Lurline, mais uma bruxa em Oz? – Vaniah falou. Nana se levantou e sentou. — Mas claro que eu não sou bruxa! Isso tudo é tecnologia, não magia, aliás é trinta porcento magia. Em 2036 conseguimos juntar ambos da melhor forma possível! Eu e meu irmão Caius fizemos tudo isso. – Nana tentou explicar e contou um pouco da historia dela. — Eu acho tão diferente, esse lugar que vocês chamam de "Terra", tem bruxas, "tranvestites", "Bag quins" eu ficaria muito assustada com tudo isso. – Vaniah falou e Nana deu risada, depois disso foi a vez de Vaniah falar para ela sobre Oz. Elas sentaram longe enquanto eu aprontava um pequeno acampamento para passarmos mais uma noite. Consegui puxar duas barracas de dentro da minha bolsinha e algumas cobertas também. Nana iria dormir junto com Vaniah já que elas estavam conversando tanto.

Os últimos dias voaram e eu nem vi, mas agora estávamos com um enorme problema. O frio havia chegado e Nana estava querendo sair para procurar por Lohanny em todo o país de Oz. — Acho que devemos ajudar a menina, ela é tão gente boa. – Vaniah falou . — Vany, eu também acho, ainda mas que a racha parece estar desesperada pra encontrara a tal "amiga", mas mesmo assim não tem como sair voando por cima de OZ procurando essa "Drag Queen". Você mesma falou que OZ é bem grande, não tem como a gente saber onde ela caiu. – Falei pra Vaniah. — Espera. Eu sei como podemos procurar ela, mas me empresta sua bolsinha? – Vany falou. — ela colocou a mão na minha bolsinha e de lá tirou uma gaiola, dentro havia um pássaro, na verdade um Passarinho pequeno, amarelo. — Pardi, preciso de sua ajuda! – Vany falou. — Pode falar – Pardi respondeu. Foi ai que descobri, ele era um Animale, não apenas um animal. — Precisamos de ajuda pra encontrar uma Bag Quinn chamada Lohanny. – Vany falou e Pardi depois de conversar com ela, voou e pousou no ombro de Nana. Após certo tempo de conversa, ele voltou para o ombro de Vany e depois de ela falar um pouco mais com ele, ele voou rasgando o céu gelado, Nana ficou olhando para Pardi voando. — Eu posso perguntar como ele consegue falar? – Nana perguntou. —Você nunca leu o livro? – Perguntei — Sim, mas mesmo assim, nunca prestei atenção em lendas sobre os animais falantes. – Nana falou. — Então, o que acontece é que existem Animais e animais, segundo as lendas Lurline criou eles... – Vaniah estava explicando a ela, Vaniah não era como os Munckins da serie de livros sobre OZ, ela não era cantarolante, mas didatico, acho que ela aprendeu isso comigo, por tentar explicar tudo a ela, a parte ruim de vir de outro mundo é trazer costumes radicais e bestas que ninguém entende como por exemplo o meu de querer ensinar tudo aos Muchkins de querer colocar minha cultura dentro da deles, quando a deles que tinha de entrar em mim...

Notas finais
Espero que tenham gostado. E entendam que durante a história existem vários saltos no tempo, pois a história sendo uma One Shot, tive de cortar várias passagens de tempo e outras questões que poderão aparecer mais na frente...