Ondas
11 Rainbow - Parte II (Final)
Notas iniciais
Dias se passaram e a neve só engrossou, a tempestade ficou mais forte e poderosa e logo tudo estava branco, acabamos ficando abrigados em uma caverna que encontrei junto com Nana, segundo ela falou, ela veio do futuro, ela e Lohanny foram pegas por um furação que passou pelo triangulo das bermudas na hora, na mesma hora que ela me falou isso, percebi que OZ ficava deslocada de qualquer espaço tempo, ou seja um dia aqui, poderia tanto ser um dia em nosso mundo, como poderia já ter se passado mil anos... Eu infelizmente não conseguiria mandar ela para casa, já que minha magia não funciona da maneira correta em OZ. Ela está tão preocupada com os amigos e o irmão, que a aflição dela me aflige, a dor dela, dói em mim, mesmo já tendo visto meu futuro e passado anos após anos em varias linhas do tempo, eu sempre tentei ser uma pessoa melhor que a linha do tempo anterior e acho que essa viagem a OZ se deve a isso, se livrar da tirania do mágico, corrigir algo que está errado , me tornar alguém melhor...
— Já está aqui de novo Syl, você gosta muito da solidão né? – Vaniah perguntou me olhando com aquela expressão no rosto, ela era muito expressiva, ela conseguia demonstrar cada emoção que sentia. Eu acho essa habilidade tão única que sinto inveja de nunca ter ela... Ser neutro dói , a neutralidade é uma merda que Abeona e Adeona me deram quando encontrei com elas há muitos anos atrás... Elas me deram uma lição de moral por ter mostrado a Narciso a vaidade, eu fui amaldiçoada.
— Não é que gosto, eu estou tentando não me acostumar com o fato de ter vocês, meu namorado me largou, sou toda ferrada Vani, não sou, nem nunca serei uma boa pessoa!
— Falei olhando para minha aprendiz. Vaniah era doce, não doce como uma Munchkin comum, mas doce da forma dela. — Achei que você seria a nova bruxa de OZ, você tem de ficar, eu gosto de você, aqui pode ser teu recomeço, começar sua vida novamente, aproveita essa chance que Lurlina te deu. – Vaniah falou me abraçando, Nana estava olhando do lado, ela estava tentando sair fora da caverna pra recarregar as baterias de seus trajes e do holo-phone dela. —Tu ainda acha que vai conseguir usar esse treco em OZ? – Vany falou e eu dei risada, ela era a cola que conseguia unir qualquer objeto quebrado ou não, ela saia da caverna pra procurar por sinais de Pardi, meu medo era ele ter sido pego por pessoas que escravizam os Animais. — Ele está bem Vany, você vai ver que eu tenho certeza que ele ainda está procurando por Lohanny, OZ é enorme. – Falei, a Neve gelada entrava pela parte de cima de minha bota, As de Vaniah iam até o meio das pernas e a protegia do frio, segundo ela era de Fibra de palha preta e couro de Rãs de águas podres, mas eram quentes e bonitas, quando olhei para cima, pude finalmente ver um pássaro negro descendo o céu, mas não era Pardi, era um corvo negro, tão negro que as penas Brilhavam em um azul escuro mortal. — Por Lurline, espero que os Abutres não tenham matado meu amigo.
Vaniah falou e logo o corvo pousou perto dela. — Sei que eu não sou o que você
esperava, mas seu amigo está em apuros. – O corvo falou. — Mas quem é você? Como vou saber que não é uma armação? – Vaniah perguntou ao corvo que colocava a
cabeça entre as azas. — Eu me chavo Carvil, vim a pedido de Pardi lhe trazer a noticia que encontramos a tal Bag Quin Loraiane. – Carvil falou e deu a esperança que precisávamos para encontrar o amigo desaparecido de Nana. — Mas onde ela está? – Vaniah perguntou a Carvill. — Ele está na boca do crocodilo, nas mão do mágico, ele sabe que vocês não são daqui e irá fazer oq eu puder para que ela não seja encontrada, Pardi está sendo caçado pelo mágico, ele não quis falar sobre a localização de vocês, ee sabe sobre a Tranvetitite que estudou em Shiz, ele sabe de tudpo. — O corvo falou, eu me arrepiei na mesma hora que ele terminou de falar. — Pardi também descobriu que ele não é de OZ. – Carvil falou. — Eu já sabia disso, ele também não é um mágico de verdade, ele é um impostor, vindo do meu mundo a procura de um manuscrito bem incomum que um outro mágico aprisionou em OZ, esse manuscrito tem um poder tão grande que Elphaba vai usar para conseguir os Sapatos de prata. – Falei, sem perceber que estava soltando minha língua sobre o futuro que ainda estava por vir, quando percebi isso, travei na mesma hora e o Corvo ficou olhando para mim e mexendo as asas. — Disse a Pardi que viria e levaria vocês, agora temos de ir, quanto mais rápido e ágil formos, menos serão as chances de sermos pegos pelo mágico. – O corvo falou, logo estávamos pegando tudo que havia dentro da caverna. —Nana, espero que você esteja preparada para chutar a bunda de um idoso! – Falei para ela que estava sorrindo.
Já nasci pronta queridx. – Nana falou e logo estávamos fora da caverna, em meio a
neve branca, Carvil já estava voando, Peguei o fole mágico, segurei ele e logo estávamos voando em direção a Cidade Esmeralda, a viagem foi curta, quando chegamos a cidade, todos estavam usando aqueles óculos horríveis que tenho certeza ser mais uma das torturas do mágico, óculos verdes esmeraldas, todos os usavam, desde os pequenos munchkins até os Gilikins que estavam andando pelas ruas, chegamos voando pelo grande muro, eu estava com medo da guarda do mágico nos verem ou nos pegarem, Carvil fez questão de nos levar a um local seguro, mas algo em mim dizia que havia sido muito fácil chegar a cidade Esmeralda e entrar nela, pousar. Tudo foi convidativo como se alguém estivesse nos aguardando... Ficamos numa parte da cidade que pareciam os campos verdejantes, a grama era verde como as esmeraldas de verdade. — Só eu sinto o cheiro de armação? – Nana perguntou e
Vaniah estava com medo, mas tentava expor coragem para que eu me orgulhasse dela.
Deixe que eu cuido de quem quer que venha a se meter com a trava aqui! – Falei, a raiva percorria meu corpo de uma forma, como se um raio atravessasse um corpo, arrepiando-me da cabeça aos pés. Poucos minutos depois, quando já estávamos em silencio, ouvimos um barulho, ao olhar para os lados , vimos que estávamos cercadas em meio ao jardim, guardas faziam um circulo completo, quando uma buraco foi aberto e de lá em nossa direção vinha um homem, atarracado roupas pesadas e verdes, uma cruz em um lado e um relógio no bolso do casaco. — Finalmente a bruxa veio a mim... – O velho mágico falou. — Acho que eu não sou quem você esta esperando querido. – Falei, o velho parecia uma versão mais tosca de um anão meio alto e meio gordo. — Entregue a mim o manuscrito! Que eu lhe permitirei ir embora agora neste momento, junto com suas amiguinhas. – O velho falou, eu o olhava fixamente aguardando algum movimento dele, mas não vinha , ele não era um mágico real assim como o livro falava. — Duvido que tenet alguma coisa , seu velho nojento. – Falei e logo que ele mexeu a mão, vários dos soldados dele vieram de trás da figura massuda e atarracada dele em minha direção, quando vi, abri minhas mãos e os soldados foram lançados longe com suas espadas e suas lanças. — Viu? Quem vai querer ser o próximo? Eu poderia acabar com todo seu exercito agora, nesse momento,
mas vou lhe poupar, se você entregar a Lohanny a nós. – Falei tentando ameaçar o velho homem. — Ela poderá ser sua, assim que o manuscrito voltar a minhas mãos. – O velho falou, ele estava duvidando de minha magia e de meu poder.
Queremos o Pardal também seu velho nojento. – Vaniah falou, ela era muito corajosa, ela estava enfrentando uma pessoa que poderia matar ela... — Tragam o pássaro. – O velho falou e logo um dos soldados se aproximou com uma gaiola onde Pardi estava,. — Pardi? Você esta bem? – Vaniah perguntou. — Não, eles quebraram minha asa e ameaçaram a família de Carvil. – O pássaro falou. — Posso lhes devolver esse pássaro, mas a outra fica comigo, até o manuscrito chegar em minhas mãos. – O velho falou e num piscar de olhos Nana havia pulado encima do guarda e pegou a gaiola arrancando ela da mão do homem, que na hora gritou e vimos que a mão dele estava sangrando. — O que ela fez com minha mão? – O homem gritou. — Se chamam Garras, uma coisinha vinda de um futuro distante... – Nana falou sorrindo, ela abriu a gaiola e Pardi pulou para o ombro dela. —Se vocês não iriam ver aquele ser, agora ele vai apodrecer em minhas masmorras. – O mágico gritou furioso. Nana jogou a gaiola que acertou o braço de um guarda. — Guardas, matem todos e tragam-me suas cabeças! ¬ – O velho falou e logo os homens estavam vindo pra cima de nós, arranquei um galho de uma arvore próxima e apontei para um dos homens que deu risada, assim que mexi ela, logo um raio em cor de fogo saiu da ponta do galho e logo atingiu o home que tomou a forma de um rato logo em seguida, eu olhei e abri um sorriso largo, senti meu poder crescendo dentro de mim, Vaniah jogou um pó que deixou o ar pesado e logo vimos a maioria dos soldados caírem no chão em sono profundo, era uma mistura de pólen das Papoulas com enxofre, ela havia aprendido que ser uma bruxa vai além do dom, tem o aprendizado também e mesmo que ela não conseguisse transformar um homem em um rato, ela chegaria a esse ponto a qualquer momento em um futuro próximo com mais uma mexida da minha atual varinha, vários outros guardas foram jogados longe e Nana estava ajudando Pardi, quando Vany jogou um outro pó que acabou em um estampido alto e fedorento, ela de certa forma criou algo explosivo e de mal cheiro, em minutos os homens estavam no chão e os que restaram correram para ajudar o velho mágico a escapar, peguei o Foles e mesmo não sendo seguro voar e o medo de sermos atingidos de alguma forma no ar, acionei e logo estávamos perto de uma das igrejas feitas pelos devotos de Santa Glinda em um dos subúrbios da Cidade, Nana havia conseguido colocar a asa de Pardi no lugar, mas mesmo assim ele iria demorar muito até poder voar novamente. — Gente, vocês acabaram com o mágico lá atrás... Vocês tem certeza que não estão com esse grimorio que ele tanto gritou por? – Nana perguntou olhando para mim com uma expressão acusadora. — O pior? Estou, mas eu não vou entregar aquele velho Babão, antes disso ele vai ter de tirar ele da minha mão gelada e morta. – Falei. — Será que se entregássemos ele soltaria Lohanny? – Nana perguntou olhando para Vaniah. — Não, ele deixou bem implícito que ele não quer negociar. – Falei, Vany pegou Pardi na mão e de dentro da bolsa mágica tirou um puleiro onde ele poderia descansar e logo ele entrou na bolsa novamente. — O que você viu hoje não é nem metade do nosso poder, podemos resgatar sua amiga, não precisamos da ajuda do velho babão, além do mais, ele não libertaria sua amiga assim tão fácil, ele nós quer mortos, ele odeia bruxas. – Vaniah falou e eu fiquei surpreso com o quão longa foi a frase dela, Vaniah era falante, mas nunca havia chegado a esse ponto. — Assim que Pardi se recuperar um pouco do trauma, juro que iremos procurar por sua amiga, eu dou minha palavra de Travesti.
— Falei e logo encontramos um lugar pra ficar, um armazém velho e sujo onde ninguém iria nós procurar, a noite caiu rapidamente e o fomos cobertos pela deusa da escuridão, Nyx iria nos proteger, Vaniah ficou cansada e dormiu rápido, logo em seguida eu cai no sono em cima dela, mal sabia que o senso de justiça de Nana iria interferir em tudo...
Na luz da lua, em meio as ruas da cidade esmeralda, uma mulher caminhava com lagrimas nos olhos, Nana estava com medo pelo seu amigo e iria tentar barganhar com o mágico, ela sabia que de alguma forma o manuscrito estava com a gente e o desespero quando fala mais alto faz cada pensamento ter o volume colocado no zero, ela foi seguindo os caminhos que levavam ao palácio do mágico e ao se anunciar aos guardas, eles a levaram até ele, que ficou bem feliz em saber que poderia ter o manuscrito em suas mãos.
O que Nana não esperava era que os guardas não encontrariam ninguém, Vaniah e eu havíamos fugido, havíamos saído da cidade esmeralda em direção aos Grandes Kells, iria deixar o Grimório onde o mágico não pudesse encontrar. Chegamos aos Vinkus de manhã, eu me disfarcei de velho mago itinerante, e fui a Kiamo Ko, As terras dos Vinkus não tinham ligação alguma com o mágico e sei que Sarima iria guardar esse grimório, em Kiamo Ko ele estaria seguro. — Então, quem é o senhor? – Dois me perguntou. — Eu sou apenas um velho mago, venho vagando por OZ há muito tempo . – Falei e após o jantar entreguei os escritos a Sarima e depois de permanecer até o dia seguinte, onde encontrei Vaniah e fomos em direção a Ev, onde eu iria tentar nos levar para a terra até que fosse seguro regressar a OZ...
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