Ondas

5 Monster - Parte II (Final)


Notas iniciais
A segunda parte é narrada pelo Yan, a perspectiva dele é meio complicada... SOCIOPATH Sweet Serial Killer.

Eu fiquei pensando naquela feição, naquele rosto, aquele garoto que esbarrou em mim no bar, eu acabei atrapalhado quando ele foi pegar o táxi e isso me deu uma ideia básica de como ele é, calmo, tranquilo e deve gostar de arte e música, tenho de voltar naquele bar novamente, a polícia já deve ter visto meu novo presente pra eles, ainda mais agora com o The Chronicles anunciando tudo, eu sei que não estou seguro, mas ainda não sabem que sou eu, então talvez ele seja minha próxima vítima ou não, ainda não sei o que aconteceu, mas eu ouvi meu coração bater na hora que vi aquele rapaz, não sei se dá mesma forma que bateu ao ver Colton ou Liam, mas bateu. — Bom dia. – A garçonete mais loira que eu já vi na vida falou pra mim. — Bom dia. – Respondi. — Quero um café preto e um Waffle. – Falei e ela saiu, minutos depois, ela voltou com melado, café e dois Waffles deliciosos, depois de comer e pagar eu saí da lanchonete sorrindo, meu sorriso aumentou ainda mais quando eu vi o cara do bar, tentando pegar um táxi, mas a maioria deles de estava sendo ocupada e não parava para ele, pela cara de preocupação ele estava atrasado, então passei por ele, mais atrás e peguei um táxi e pedi para o táxi parar pra ele. — Bom dia, larápio de táxi. – Falei. — Deixe-me pagar o táxi que eu te roubei aquele dia. – Falei e ele sorriu. — Eu vou entrar porque estou muito atrasado é preciso chegar ao trabalho agora. – Ele respondeu e entrou. — Para onde? – Perguntei olhando dentro dos olhos dele. — Quinta avenida com a nona. – Ele falou. — Então, o que você gosta além de esbarrar em pessoas nos bares? – Falei tentando fazê-lo falar. — Arte, mesmo achando que é algo perigoso, cinema, música e literatura, um pouco de tudo basicamente. – Ele falou sorrindo. — Arte é perigoso? – Perguntei. — Então, acho que tudo na mão da pessoa errada é perigoso. – Ele falou enquanto olhava pela janela. — Que a verdade seja dita... – Falei enquanto olhava pra frente, o taxista apenas seguia o trajeto falado por... — Qual seu nome? Porque eu acho que ladrão de táxi não é um nome legal. – Falei abrindo um sorriso. — Me chamo Chico, eu acho que falei pra você naquele dia. – Ele falou. — Até sei que seu nome é Yan. – Ele continuou. — Eu sei, estava apenas tentando fazer você falar. – Falei olhando pra ele. — Pois bem falei. – Ele me respondeu... Em poucos minutos ele pediu para o táxi parar, o trânsito estava gigante como de todos os habitantes dessa cidade preferem pegar táxi ao metrô, ele desceu do táxi e saiu correndo dando um agradecimento que eu nem ouvi, pedi para o taxista me levar ao Pink Flamingo onde eu justamente passava minha manhã, analisando minhas vítimas, a maioria do público é de classe alta que procura sexo fácil e claro sempre me ofereço já que minha aparência passa muito por um dos garotos que se prostituem pra acabar usando drogas e voltam ao bar para beber uma cerveja e fumar...

Estávamos entrando na casa dele, uma casa enorme, vários quadros na parede, um velho que gosta que mijem nele e ele gosta de ingerir merda, beijei a boca dele com tanto nojo, não sei se ele comeu merda hoje, quase não falei no carro, estou tentando manter os segredos dentro de mim e não ter um nojo absoluto e matar ele aqui e agora. — Quer tomar um vinho? – Ele perguntou. — Gostaria. – Falei e logo ele estava voltando com dois cálices de cristal, um cheio de vinho e outro absolutamente vazio. — Será que você poderia me fazer a gentileza de enchê-lo? – Ele perguntou. Eu a pronto abaixei minha calça, minhas cuecas coloquei meu pau dentro do cálice e despejei meu mijo, quente, amarelo, grosso, ele levou o cálice ao nariz. — Huum que aroma delicioso. – Ele falou e meu coração estava acelerando, nunca vi uma deglutição de mijo. Ele levou o cálice à boca e despejou o líquido amarelo na boca e engoliu, eu fiz basicamente com o vinho. — Venha aqui que eu quero te mostrar uma coisa. – Ele me chamou e eu o segui, fomos em direção a uma escada, rumo ao porão. — Preciso lhe mostrar, mas não se assuste e não de preocupe. – Ele falou, quando ele pegou na maçaneta e foi abrindo a porta devagar, um quarto escuro, ele entrou primeiro e ascendeu à luz, quando olhei vi um corpo pendendo, segurado por ganchos, uma máscara preta em seu rosto. — Albert? – O velho falou. — Sim meu amo. – O homem dos ganchos respondeu, a pele de seus braços e pernas estava esticada junto com seu peitoral, aquilo me deu tanto nojo quanto tesão. — Ele é meu escravo sexual e caso você não se importe gostaria que ele participasse. – O velho me perguntou e eu respirei o mais fundo que eu consegui responder um sim. — Onde você conheceu ele? – Perguntei. — Ele foi uma das minhas aquisições há anos atrás... – Ele falou remetendo a uma época não tão longe já que Snuff Movies se tornaram moda após 1952 quando os homens da SS começarem a filmar o sofrimento de judeus para sentirem prazer ao ver aquelas cenas de deliciosas mortes, dores e destruição de uma “Sub raça” segundo eles. — Ele veio em um dos navios há uns quatro anos atrás, desnutrido, faminto, pestilento e eu o comprei pra mim, ele agora é meu escravo. – O velho falou. Assim que ele fechou a boca, me deu uma vontade de matar ele ali mesmo, ele basicamente não apoiava o nazismo, mas de certa forma ou maneira ele apoia a filosofia do nazismo ao ter um escravo sexual em sua casa. Depois que ele soltou o escravo, fomos andando em direção a um quarto, os ferimentos do escravo estavam cicatrizados, porém ainda abertos, como se fossem buracos de brincos. — Esse é o quarto das manias. – Ele falou, ao abrir a porta. Dentro do quarto havia chicotes, instrumentos de tortura, cordas, uma câmera filmadora, adagas, pregos, varas de açoite e ganchos idênticos aos que eu vi no porão. Logo ele posicionou seu escravo em uma cadeira que havia no canto do quarto, ele pegou uma adaga e fez um pequeno corte seco no braço do homem que começou a sangrar, ele pegou o sangue e de esfregou em seu pênis ainda flácido e em seu ânus, aquilo parecia um ritual e dos que eu conhecia bem, parecia um ritual ao primeiro banquete, mas ele tinha de beber o sangue não passar em seu pau. — Venha. – Ele me ofertou o sangue de seu escravo e eu sabia que tinha de ser aqui e agora onde as seitas irão se apresentar na sua maior forma. Mas pra isso eu teria de matar uma pessoa inocente. — Venha. – Ele falou novamente, eu peguei uma das varas de açoite e ele se adiantou e algemou o escravo na cadeia de forma que ele ficou de quatro, olhando pra trás, fui a sua direção com a vara de açoite na mão. — Me bate, vem! – Ele falou e isso que eu fiz, coloquei toda minha força no braço e na primeira varada que eu desci a vara quebrou em duas, as costas dele foram ficando vermelhas, com a marca, tirei minha calça e minha blusa, ficando apenas de meias. — Vem cá e me fode! – Ele gritou. Eu fui tirando minha calça e minha camisa novamente e logo estava indo em sua direção. — Isso, vem aqui vem. – Ele falou. Eu fiquei meio desconfiado nesse minuto e parei de ir em sua direção, mas ele começou a me olhar e sorrir de maneira doentia. — Venha aqui, que eu garanto que você vai sentir algo que você nunca sentiu. – Falei e ele me olhou novamente agora dos pés a cabeça e mirando bem no meu pau que estava quase batendo na minha testa. Ele começou a caminhar em minha direção e logo estávamos frente a frente, coloquei as minhas mãos em seu pescoço, mas logo comecei a o sufocar de forma lenta pra que ele não percebesse minha real intenção, quando ele estava começando a ficar duro eu peguei um par de cordas grossas que encontrei no quarto e o amarrei na cruz que estava de um lado do quarto, o escravo continuava algemado agora sentado olhando para nós, fui a meio a minha roupa e peguei uma adaga de prata escura. — Liberari te sordida anima, hoc mundo, expectans suos ad mundum. – Falei e o homem na cruz ficou surpreso, com a adaga em mãos, dei a primeira punhalada, senti o sangue escorrendo e respingando em mim, a sensação do sangue quente em minha pele, indo para o chão, o escravo gritou ao ver aquela cena da morte de seu amo. — O que você fez? – Gritou ele atônito. — Te salvei desde monstro que fez tudo isso com você. – Apontei mostrando as marcas dos ganchos e o sangue seco nele. — Você preferia viver nessa sub-existencia vazia de uma pessoa que teve uma vida e agora está preso em ganchos? – Falei e ele continuava a me olhar com lágrimas se formando pelos buracos onde mostravam seus olhos. — Ele me amava. – O homem gritou. — Ele era um monstro, seu estúpido. – Gritei de volta. — Você vai ver, você vai acabar pagando por isso da maneira que você menos espera. – Ele falou e naquele momento eu percebi que realmente ele havia criado afeição a seu sequestrador. — Então você hoje vai ser minha vítima e eu acho que você não vai gostar muito, mas garanto que vai sofrer. – Falei e ele não falou nada, apenas levantou a cabeça e continuou a me olhar.

Minha obra de arte estava pronta e eu estava saindo, um banho de sangue estava ótimo pra mim, pude rejuvenescer a mim e mudar um pouco este mundo ou pelo menos essa cidade que está a cada dia pior, mais suja e cheia de promiscuidade. — Boa tarde. – Um homem velho falou pra mim, eu estava indo pra frente do jornal, mas antes eu iria passar em casa e deixar uma tela e alguns outros itens, acho que devo ter deixado à polícia abismada de algum modo, eu sou um amante de artes e não preciso de dinheiro, meus pais tem tanto, eu amo minha vida de boêmio pobre que rouba arte, as pessoas que me conhecem podem até me perguntar o porquê de roubar quadros e arte antiga e acho que a palavra que definiria isso é “Moonlight” eu não sei explicar o que é nem porque essa é a palavra que mais vem em minha mente ao fazer o que eu faço, mas garanto que o tesão e tamanho que eu geralmente nem preciso ter coito sexual, mas eu senti algo diferente pelo Chico, algo que vai além de matar ele ou meter nele, algo tão difícil que eu não sei definir que eu vou deixar o espaço em branco. Parei o mesmo lugar onde ele desceu do táxi, o fim da tarde estava chegando e eu estava sentindo o estômago revirando de uma forma diferente. Esperei e quando finalmente vi ele passando com a pasta segui ele, novamente no Pink Flamingo, pelo jeito ele gostou do lugar tanto quanto eu, minha mente pensava nele e eu vi ele andando rápido pra dentro do bar, espero que não repitamos a cena onde nós encontramos, batendo de cara um com o outro, eu estava andando feliz, em direção ao bar, acho que essa é a primeira vez que eu posso dizer que eu sinto-me assim, já que não é uma emoção lá muito comum. Entro no bar, olho e logo vejo ele, olhando para a mesa, olhando a cerveja e eu fui entrando e sentando ao lado dele. — Você aqui novamente? – Falei e ele sorriu. — Eu não deveria estar aqui, mas por algum impulso eu vim. – Ele falou ficando vermelho. — Então você está realmente me esperando? É isso mesmo? – Falei fazendo um pouco de pompa. — Pois é, estou achando que você tem algo magnético como um ímã, que sempre me atrai para você. – Chico falou e eu apenas concordei, olhei para o balcão onde Peter estava servindo bebidas é claro que eu fui até lá, peguei duas das melhores vodkas russas que o Peter tem nessa espelunca. — Essa é uma vodka que meu pai bebia na Rússia. – Falei. — Ótimo. – Chico falou virando a vodka na boca. — Nossa que coisa forte essa. – Ele falou e eu acabei dando uma risada tão instintiva que ele acabou ficando mais vermelho. — Vem comigo que eu vou te levar a um lugar onde você não vai ficar vermelho assim... – Falei pegando em seu braço que rapidamente puxou a pasta e saímos andando para o Ted Lounge onde a maioria dos meus amados sodomitas gostavam de ficar, sejam pra praticar gouinage ou sexo anal com força mesmo ou até pra experimentar brinquedos mais perigosos. Quando passamos pela porta a luz se alterou de cor, para um vermelho escuro quase negro, percebi que Chico absorvia os mínimos detalhes deste lugar que ele nunca deve ter visitado ou soubesse da existência. — Você me parece surpreso demais sabia!? – Falei. — Eu nunca soube da existência dessas salas. – Chico falou. — Sim, elas são reais – Falei em um tom meio sarcástico. — Aqui é onde podemos ser livres, caso você não saiba aqui tem shows de artistas que se transformam nas mais femininas mulheres durante um pequeno período, aqui é onde nascem as revoltas e suas respectivas batalhas por igualdade, onde é chorado um velório, onde podemos erotizar nossa estética... – Falei quase recitando uma Bíblia das bichas, das marafonas que não tem representações. — Eu ainda não consegui digerir isso tudo, desculpa. – Chico falou. Eu o levei para um dos sofás que estavam encostados nas paredes e sentados lá, comecei a o beijar e beijar seu pescoço, beijar seu peito que aparecia entre as fendas de sua blusa, ele era tão delicado, delicioso, parecia uma versão masculina de uma gueixa. — Eu não deveria estar fazendo isso. – Chico falou. — Mas porque não? – Perguntei olhando em seus olhos. — Parece tão certo e tão errado, como se eu estivesse vivendo um pecado capital. – Ele falou olhando de uma forma tão boba, quanto basicamente ele não fosse um pecado capital ambulante. — Você sabe que qualquer pessoa como nós já é um pecado capital ambulante né? – Falei e ele me olhou de um modo meio superficial. — Pior que sei, mas me arrependo de ter nascido assim... – Chico falou. — Assim como? Como um belo rapaz? – Falei tentando animar ele. — Invertido. – Ele falou. — Você sabe que aqui a gente não usa essa palavra né?! Essa palavra é usada por gente burra. – Falei, ele me olhou e eu apenas segurei em sua perna. — Agora, gostaria que você me desse sua permissão pra fazer uma coisa. – Falei. — Mostre. – Ele falou, eu peguei em sua mão e o levei a um dos pequenos espaços com uma “cama” e tirei a roupa dele, mostrei o que nossos corpos poderiam fazer juntos e acho que ele deve ter gostado, pelos urros e berros que ele deu. Foi ótimo como terminou, mas pelo jeito não voltaremos a nós encontrar já que Chico parece ser uma pessoa bem tímida e boba, mas o fato que ele parece gostar de arte pode nós unir mais uma vez... — Você gostou? – Perguntei e Chico me olhou com um sorriso tímido e branco. — Achei supimpa. – Ele falou e eu sorri. — Acho que poderíamos tomar um café depois. – Chico falou e eu acabei apenas mexendo a cabeça em concordância.

— Porque você cometeu esses crimes? – O detetive perguntou. Todos sempre tivemos um Judas, mas nunca acreditei que Chico fosse o meu, eu achei que toda essa relação tinha o feito gostar de mim ou sei lá, ter tanto medo de morrer que se apegou a mim de certa forma. — Eu gosto de cu, de bichas e de arte, aí está seu motivo. – Falei para o detetive Murdock que ainda insistia que eu poderia ser insano de alguma forma. — Eu ainda não consigo entender o que pode ter causado isso, um homem de família abastada matando bichas pra roubar quadros. – O detetive falou. — Você não precisa entender você jamais entenderia na verdade, você é uma dessas pessoas de mente pequena que vai permanecer nessa rodinha que você está. – Falei e logo senti meu rosto arder, eu havia levado um tapa. — Eu não vejo a hora de ver você gritando e tendo esses seus miolos fritos. – O detetive falou. — Queria só ver com quais provas que vocês vão me manter aqui. – Falei. — Pois não, eu lhe mostro os quadros que você acabou levando de cada uma de suas vítimas... – O detetive falou. — Mas que eu saiba eles não podem lhe falar que eu matei seus donos ou não, você nunca saberá o que aconteceu. – Falei. — Espere pra você ver... – Ele me respondeu. Eu esperei até o dia do meu julgamento, onde eu vi Chico pela última vez, com seu “Amigo” Vincent, ele me trocou por aquele cara, o amor deles foi mais forte que todo o meu ódio, raiva e tristeza. — Eu tenho tudo que ele me confessou por escrito, fora o que ele falava enquanto dormia em minha cama. – Chico falou. — Eu me lembro de poucos relances do dia do meu julgamento, lembro tão pouco quanto me lembro de minha vida infame e triste, mas uma coisa eu sei eu mudei completamente a história dos seriais killers do meu país, agora em diante não serão apenas pessoas loucas que de qualquer forma tiravam vidas, elevei a um novo patamar além desse que paramos desde o 'Lobisomem do Brooklin'...

— Eu condeno Yan Acioli a cumprir uma vida em prisão perpétua, sem direito a visita alguma, já que o mesmo apresenta certa forma de periculosidade para a sociedade. – O juiz finalmente pronunciou, já estávamos em 1966 eu já estava preso há alguns anos é claro que minha família apagou a minha existência do mapa deles, mas uma pessoa ainda lembrava de mim, Charles, meu tio, meu mentor, ele continuava a me mandar livros, telas em branco, pincéis e aquarelas. Ele até pagou para tirarem a focinheira que eles haviam me colocado e semanalmente eu recebia visitas dos presos bichas que adoravam ser sodomizados, claramente pagos por meu tio, a única rara e apática aparição de meus pais foi no meu julgamento e eu nem gostei de ver eles lá.

Notas finais
Over