Ondas
2 Follow-Up Part II (Final)
Notas iniciais
João acordou, olhou para os lados e viu que ainda estava no carro, agora uma música sombria tocava, João ainda não conseguia se mover o que quer que o Bear23 tenha usado pra derrubar ele, foi muito forte. – O que? – João conseguiu dizer. – Lembra que eu falei que estava de pau duro esperando você? – Bear23 falou. – Mas pra onde estamos indo? – João falou ainda trêmulo. – Vamos para um lugar especial... Você vai ver. – Bear23 falou. A estrada continuou por alguns minutos, e finalmente João sentiu o carro parar. E o Bear23 saiu pela porta, abriu a porta de trás onde pegou novamente o lenço branco e o pressionou no rosto de João novamente, João apagou novamente e foi carregado do carro, ele não sentiu claro, porém quando acordou estava sentado numa cadeira, sua blusa de frio vermelha ainda estava cobrindo seu corpo, pelo menos a parte de cima dele, ele estava preso em uma cadeira e acabou de perceber que estava seminu, seu velho Jeans estava jogado ao lado de sua cueca, ele estava em um lugar escuro, ele não sabia onde, João estava atordoado ainda por o que era que fosse naquele lenço. – O que você vai fazer comigo? – João gritou. – Bear23 não se importou com o grito. – Você vai ser o tipo de vilão que conta o plano? – João gritou. – Não, até por que acho que nessa história eu sou o lobo mal, né chapeuzinho. – Bear23 falou. – Socorro, Socorro, Socoroooooooooo. – João Gritou. – Pode gritar Chapeuzinho. Aqui ninguém vai te ouvir. – Bear23 falou. – Estamos num lugar onde nem mesmo querendo alguém te ouviria. Estamos a quilômetros de distância de alguma forma de vida. – Bear23 falou. – Onde estamos? – Perguntei. – Estamos onde a Civilização vive, mas onde ela também poderia morrer, estamos numa área onde o risco é tão iminente que se não morrermos agora, nunca mais morremos. – João havia ficado surpreso como ele havia falado aquilo tão rápido, de forma astuta. João sabia onde possivelmente ele estaria. Bear23 virou de frente e pegou uma mordaça masoquista e colocou na boca de João...
Seu moletom estava sendo cortado por uma faca, João tentou gritar, porém não conseguia, a mordaça em sua boca o impedia de gritar ou de esboçar algo que baixasse a ereção do Bear23, mas infelizmente ele estava preso de uma forma onde se mexer ou gritar algo era impossível... Bear23 guardou a faca no bolso da calça, derrubou a cadeira no chão... E baixou as calças, o que João não havia percebido é que no fundo da cadeira havia um furo e seu ânus estava lá sendo passível a qualquer vontade do Bear23, ele se posicionou no meio do buraco, segurou o pau e o enterrou dentro de João. A dor foi tamanha que João gritou, foi quase inimaginável a dor, o grito foi enorme que com certeza alguém havia o ouvido gritar, em sua concepção alguém poderia ouvir, mas se ele estava realmente nos velhos prédios abandonados de Barueri, eles estavam realmente sozinhos, João não havia sentido a passagem do tempo, mas no mundo de fora haviam se passado quinze minutos, João estava sangrando no chão, ele havia levado um soco na boca e estava sangrando no lábio e pelas coxas escorriam sangue, João viu que a calça do Bear23 estava no chão perto dele, a faca que ele havia usado ainda estava no bolso, se ele conseguisse se mover um pouco ele conseguiria pegar a faca e cortar as cordas, ele não poderia se mexer muito, Bear23 saiu, mas acabou voltando, se colocando a frente de João e apontou seu pênis e deixou o mijo sair, quente e amarela no rosto de João, as lágrimas se juntaram a urina, o medo de morrer tinha um cheiro mais forte que o cheiro do mijo, mas João sabia que se ele tivesse uma chance séria com aquela faca, ele tentou novamente soltar as mãos da corda que o prendia, mas não adiantou, ele não queria fazer muito pra que o Bear23 não percebe-se sua intenção, ele saiu e agora João poderia tentar se mover, foi justamente o que João fez, ele começou a se mexer na cadeira, se afastar pra perto da calça, se ele estivesse certo da localização deles, seria muito perigoso permanecer ali, com os 80% de chance de desabar a qualquer momento, João conseguiu chegar tão perto da faca que conseguiu tocar ela, mas não a pegar, então João lembrou de todos os filmes de sequestro que ele havia assistido, que não eram muitos já que ele odiava o gênero, mas ele já havia visto umas velhas reprises de MacGyver, mas mesmo assim, Angus nunca havia ensinado a como sair de uma armadilha dessa, então João tateou a faca novamente e dessa vez conseguiu agarrar ela, aos poucos com os dedos João foi colocando a faca por dentro das cordas, ele sentiu algo quente e grosso vir junto a faca, Estava sentindo machucando seu braço, após minutos de uma longa tortura, a corda foi cortada, um de seus braços estava solto, João se levantou, e soltou à corda que o prendia, o sangue jorrava e escorria, João saiu mancando, sem direção, tudo estava escuro e o que iluminava eram as luzes que entravam pela janela, então ele resolveu olhar pra constatar se ele estava onde imaginava e quando colocou o rosto pra fora, sentiu o vento, viu as luzes da estação ao longe e sim eles estavam dentro dos velhos prédios condenados de Barueri. João virou e lá no que seria uma porta Bear23 estava parado, olhando com um belo sorriso no rosto. – Então você conseguiu fugir? – Bear23 sorria como um psicopata. – Você é louco ou o que? – João perguntou. – Sou louco por você, há semanas consegui rastrear seu telefone, me apossei da câmera e venho observando seu rosto, vendo sua casa, te assistindo, me masturbando quando conseguia ver você sem blusa...
João ainda estava com a faca na mão, Bear23 o olhava e analisava a situação em um contexto onde ele não se machucasse, mas João não fosse machucado também, ele queria continuar o que ele havia planejado. Se saciar de João, sua sede era animal. – Eu não sei o que você quer, mas eu vou sair daqui, vivo ou morto. – João falou. – Eu espero que a primeira opção, que você faça meu pau ficar mole. – Bear23 falou. – João ficou surpreso com aquilo, colocou o rosto pra fora da janela novamente e gritou por socorro, para João ninguém havia ouvido, mas ao longe uma pessoa que estava passeando pelo bairro dos prédios mortos, ele pegou o cachorro que estava mijando e se colocou a correr em direção ao grito. Enquanto isso João brandia a faca no ar, ameaçando matar Bear23 caso ele se aproximasse. Mas as ameaças de João já não estavam tendo muito efeito e Bear23 estava vindo em sua direção, num brandindo da faca, João conseguiu fazer corte na coxa do Bear23, que logo caiu no chão rolando de dor, tentando estancar o sangue que corria por sua perna. – É bom sangrar né? – João falou enquanto o homem se contorcia no chão, logo Bear23 estava de pé novamente e João começou a correr, a tentar correr na verdade, mas suas pernas ainda tremiam, enquanto descia o primeiro lance de escadas, João deu de cara com alguém, um cara que segurava um cachorro, vestindo uma blusa xadrez. – O que aconteceu? – Ele perguntou. – Eu estou sendo perseguido, corre. – João falou. – Espera, mas perseguido por quem? Esses prédios estão abandonados há anos... – O homem falou. – Vamos, preciso sair daqui. – João Respondeu. – Você está sangrando, precisamos fazer um curativo. – O homem falou. João olhou pra trás e viu Bear23 vindo. – Amor, então você está aqui? – Ele falou. – Amor? Você me sequestrou. – João falou. – Amor eu sei que você ainda tá no personagem, mas assim vai assustar o cara... – Bear23 falou. – Então vocês estão... – O cara do cachorro falou, mas foi interrompido. – Sim, ele tinha uma fantasia de transar aqui, é estamos realizando alguns fetiches. – Bear23 falou. – Ah entendo, vou deixar vocês continuarem, mas eu gostaria de assistir. – O cara falou e Bear23 apenas acenou com a cabeça permitindo, ele pegou João pelo braço e arrastou novamente para onde eles estavam. João havia perdido a faca, agora ele estava à mercê de não apenas um, mas de dois, um sádico maluco, e um lenhador Voyeur, o cachorro foi levado e João foi deitado na urina e no seu sangue, o homem, havia abaixado suas calças e quando viu Bear23 se despir ficou logo duro, ele começou a se masturbar, então o Bear23 se posicionou novamente no meio das pernas de João e deu à primeira de muitas estocadas, uma lágrima correu sobre o rosto de João e ele levou mais uma estocada, mais uma, mais uma e as subsequentes, quando João sentiu novamente seu corpo,algo além do sangue escorria no meio de suas pernas, o cachorro lambia o seu dono, em uma forma de “Limpeza” do mundo animal, João ainda estava caído em suas lágrimas e por dentro ele sentia uma dor insuportável, as dores em seu corpo, as dores em sua mente. Ferimentos em seu espírito. João estava atordoado, uma das últimas visões que teve antes de desmaiar foi a dos dois homens se beijando, se atracando, colocando a língua dentro um do outro, e sua visão escureceu....
João acordou sendo arrastado pelo homem. João foi colocado novamente sentado e o ódio que João sentia em seu coração, e fez despertar uma energia que ele ainda não tinha sentido, João colocou as suas mãos no chão, com ajuda delas ele se levantou e de um impulso para cima do Bear23, o outro cara ainda está de calça arriada e João saiu correndo pelas escadas, suor lágrimas sangue e outros fluidos deixavam seu corpo neste momento, mas ele resistiu a todas as dores ele tinha de sair daquele lugar, o medo da morte, era maior naquele momento, João chorava e seus soluços eram ouvidos por todo o prédio vazio inabitado como um cemitério sem corpos. O medo de João era que o cachorro viesse atrás dele e era justamente o que havia acontecido quando ele descia as escadas, João ouviu o cachorro descendo as escadas e os passos lá em cima, João continuou a correr e nem um dos pequenos apartamento possuía uma porta ou um lugar onde ele ficasse seguro, João continuou a correr em direção a saída, mas quando ele viu as portas estavam lacradas por várias tábuas de madeira. João se desesperou de uma forma que a mente dele estava descontrolada. O cachorro seguindo o seu cheiro, o sangue correndo em suas veias, as dores correndo em sua alma, João olhou para todos os lados procurando uma saída e viu que havia um lugar onde não estava sendo bloqueado por tábuas, ele saiu pelo buraco, João viu a noite, sentiu a brisa que soprava por entre os demais prédios, João continuou a correr, correndo contra tudo que havia dentro de si, em direção as luzes da ribalta, quando novamente sentiu sua visão escurecer e ele apagou...
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