Ondas
4 Fim. (Parte I)
Notas iniciais
Abandonado desde cedo, nunca conheci minha mãe, nunca pensei em conhecer ela, ainda mais agora. O Ano? 2036, o mundo havia mudado desde que Caius assumiu o trono de uma republica ditatorial mundial, várias pessoas morreram durante a terceira guerra mundial, onde Caius basicamente exterminou tudo que era puro e são no mundo, o Vaticano foi destruído, todos os segredos da igreja católica foram revelados, foi escolhido um novo Papa, foi criado uma religião chamada de ‘Anglo-catolicismo¹’. Agora os “normais” que sobraram, criamos um pequeno grupo de revolucionários procurando destruir um ditador que dominou o mundo, Roma se tornou o centro e um satanismo, vemos pessoas mortas em muros por toda a cidade, rituais satânicos rondam os países, os protestantes que se opuseram ao novo regime morreram as mulheres cisgênero hétero foram mortas, para que seus úteros sirvam como ovos para a criação de demônios, travestis são as regentes de todos os países, Drag Queens policiais patrulham as ruas em busca de qualquer resquício de heterossexualidade remanescente, cachorros foram extintos, sobraram gatos e ratos na atual conjuntura. Eu me chamo Peter e sou um dos soldados de Cristo, junto com minha namorada Maria, estamos tentando lutar contra a ditadura Gayzista que tomou a humanidade. — Peter. Eu pensei que nunca te veria de novo. – Maria falou agarrando meu pau e me beijando, eu soltei-me do beijo dela e cuspi no chão. — Pensei que você tinha sido pego pelas Drag Queens que estão patrulhando a rua. – Maria falou. — Você acha que eu deixaria ser pego por um bando de viadinhos vestido como mulher? – Falei, senti que a xota de Maria estava piscando e meu pau latejava para comer essa vadia. Levei ela pro canto, tirei meu pau fora do jeans, meti na xota dela com força, ela mordia minha orelha, eu sentia meu pau indo fundo dentro dela, voltando e indo, em um movimento continuo. Parei antes de gozar, pois na televigrama² uma bicha anunciava a criação do primeiro centro de tratamento contra heterossexualidade dos Estados Unidos do Norte, anunciou que os campos de concentração de héteros estavam sendo abertos e a execução de Donald Trump estava marcada para dois dias á tarde e seria transmitida em rede internacional.
— Não podemos deixar esse ícone da heterossexualidade ser assassinado por esses viadinhos. – Falei para Maria que não parava de chupar meu pau até que finalmente gozei. — Não mesmo, acho que devemos fazer uma missão de resgate e explodir a revolução com os grupos de héteros que temos em cada país. – Maria falou com o rosto sujo de porra. Estávamos contatando ao nosso grupo de resistência, resolvemos chamar de “Oz Topper”, quando recebi a ligação de Ed, Maria passou o telefone na Xota e me entregou. — E aê manoooooo. – Ed falou. — Aê Tio, eu estava indo te ligar agora man, estava planejando executar o plano Nego antes da execução do Trump man. — falei pra Ed que estava quieto escutando. — Porra parça, eu tu sabe que ta apoiado né mano. Porra eu achei muito foda tio. – Ed falou. — Eu estava pensando em chamar minha irmã pra ajudar. – Maria falou e logo eu dei um tapa na cara dela. — Calada sua cadela. – Falei. — Isso mesmo parça, mantém a sua vadia quietinha. – Ed falou, ele continuou falando dos locais onde a resistência estava, mas teríamos de nos organizar o quanto antes, pois apenas os viados que tem as pulseiras de viagem, podem sair e entrar de países e estados ou condados. — Tava pensando em irmos em duplas, pra isso cada um precisa sequestrar um viado e a sua sapatão. – Falei para Ed, ele concordou com o plano, Maria estava de quatro, eu estava apoiando o pé na vadia. Depois que Ed desligou eu comecei e ligar em uma frequência não rastreada pelas Drag Queens do governo. Consegui contatar alguns dos centros, passando o plano que logo foi aceito por todos que ouviram, as vadias deles também concordaram com o plano, estavam todas prontas para morrer e nos proteger, pois claro a alma e mente dessa missão somos nós os machos. — Estamos com você parça, temos de salvar o Trump, aquele mano tem o pau mais forte da antiga sociedade hétero onde essas bichas vivia como minoria. – Mario falou. Ficou planejado então que a partir de amanhã, todos iriam sequestrar e matar um viado com sua sapatão de companhia e iríamos nos encontrar em Nova York, onde a casa rosa, nova sede do governo fica localizada, mas eu precisaria viajar para buscar muitos dos héteros que estavam em locais de alto perigo, em sua maioria crianças e idosos. — Você precisa vir buscar nossas parideiras, nossos idosos. – Alberto falou. — Por quê? – Perguntei. — O centro de Vermont está sendo investigado pelas Travecona, há algumas semanas estamos em racionamento de comida, pois elas estão rastreando nossos veículos e o primo do Vince que estava vivendo com uma biba velha foi preso acusado de síndrome de heteronormatividade. Nosso espião foi preso Parça. – Alberto falou. — Eu vou pegar um ônibus e armas, e vou salvar eles, após iremos pra missão de salvamento do Trump todos os héteros que foram obrigados a se esconder vão se rebelar, vão seguir Trump pra uma sociedade onde essas bichas sejam mortas a cada dia. – Falei pra Alberto, peguei no meu pau pra mostrar minha virilidade...
Os planos estavam feitos, iria me encontrar com alguns héteros que iriam me ajudar a chegar á Vermont, o grupo era composto por Lan, Juan, Kel e Livio. Pegamos várias armas, nossas vadias, o ônibus que não estava sendo usado há alguns anos, mas tinha bateria para ir e voltar. — Vamos pegar eles, se vermos algum viado, traveco o que seja, metam o tiro. – Falei, os mano estavam prontos, as armas também já são velhas, a tecnologia dos viados avançou de forma excepcional, um mundo que as armas já não precisam de munição pesada, os únicos que usam isso somos nós, porque nossa virilidade permite. Saímos pela rua, faz muito tempo que não saímos na luz do dia dessa forma, preferimos a noite, fazem muitos anos que eu não via a luz do sol dessa forma, precisei usar um óculos escuros rosa que roubei de um viado a uns anos. Maria estava sendo fodida pelo Lan, ele era um mestiço de branco com índio, com milhares de tatuagens, o pau dele era enorme, uma delicia de se chupar segundo Maria, Sandy, estava me chupando, eu estava muito excitado, Joan estava com a mão inteira na xota, só de pensar em salvar o “Mito” dos héteros já deixava todo mundo com tesão, as bichas nem prestaram atenção em nós, elas andavam conversando com as suas sapatões acompanhantes e seus cachorrinhos de colo, estamos em um bairro de viados, no sul fica o bairro das sapatão, passaríamos por hordas de viados, mas por sorte eles falam muito e não prestam atenção em nada. Estávamos há meia hora na estrada, quando estávamos virando numa das esquinas dessa cidade podre, passamos por uma viatura de Drag Queens, seguindo viagem, armas prontas. Lan comia Maria com a força que eu jamais havia visto, de repente ele pôs o dedo no cu dela e enfiou o mais fundo que ele conseguiu, Maria gritou e foi quando todos os olhos desavisados pousaram no ônibus que eu dirigia. Uma das milhares de bichas que usavam um tom de rosa pastel gritou: – Héteros. – Ela gritou muito alto, tirou os saltos e jogou na rua, as Drag Queens pegaram a viatura e começaram a nós seguir, eu aumentei a velocidade., estávamos indo a 150 km por hora, acelerando cada vez mais...
Chegamos a rota 278, caindo pouco depois na 95, em pouco tempo, estávamos sendo seguidos ainda pelas policiais, começamos a abrir fogo contra elas, os viados eram muito pacíficos, eles não estavam atirando, eles nem reagiram de alguma forma, eles queriam nos pegar vivos, eles precisam de nós vivos, eles querem usar a cura hétero em nós, eles querem nos matar. — As bichas estão chegando. – Lan gritou. —Ah, Ah, Ah. – Maria gritava, ela estava tendo um orgasmo, eu havia esquecido que ela tinha esse fetiche de transar na cadeia dos viados, na frente deles todos, praticamente esfregando a boceta na cara deles, Maria vivia para seus fetiches, assim como a avó dela.
Paramos o ônibus, eles conseguirão nos encontrar novamente, quando voltávamos pela rota 79, estávamos saindo do ônibus, armas na mão, em nossa frente eles, invertidos segurando armas de contenções para nós prender sem o uso de força, eu peguei minha arma, que estava em minha cintura, apontei para o primeiro que coloquei o olho, mirei e apertei o gatilho duro, o tiro percorreu o ar e afundou no colete branco que a Drag Queen de bigode preto usava, ele caiu, repeti mais de uma vez o ato, até esvaziar o tambor de minha arma, todos caiam, mas nem uma gota de sangue no asfalto se via, eles levantaram novamente, aguardei uma reação das Drag Queens que nos cercavam, mas nem mesmo um dedo elas mexeram... — Vamos, reajam. – Gritei, esperei mais alguns segundos, antes de pegar a arma na mão de Maria, uma espingarda de caça, tão arcaica quanto à pistola que usei, mas poderia fazer um estrago um pouco maior. Mirei na cabeça, bem no meio de uma peruca vermelha, e disparei, o som foi ensurdecedor e o coice da arma me jogou para trás com violência. Achei que o tiro havia deixado um buraco do tamanho de uma moeda de um dólar mundial, mas invés disso, ela levantou, balançou a cabeça, flexionou o músculo do pescoço e sorriu. — Em nome da justiça do governo mundial dos Estados Unidos do norte, da Terra, vocês estão presos. – Gritou uma Drag Queen de peruca azul. — Maria foi a primeira a se entregar, saiu caminhando na direção deles e se entregou, de um em um, todos foram se entregando, fui ficando por ultimo e quando o ultimo se entregou, eu finalmente tomei coragem, olhei para o lado e comecei a correr, eu estava pronto para levar um tiro, mas não levei, eles não usam armas de fogo, as algemas que foram colocadas nos braços de meus amigos, são algemas de pelúcia, pra que não machuquem seus pulsos, eu estava correndo, quando cheguei no fim da estrada, pulei em um milharal e elas não me seguiram, a ultima cena que vi quando olhei para trás foram meus amigos, tomando a cura, eles estavam sendo curados de suas personalidades, os seus defeitos estavam sendo corrigidos pelo soro, minha esperança estava praticamente morta, quando comecei a ouvir um barulho alto, uma ventania forte, extremamente forte, como se um pequeno furação estivesse atingindo a região, quando olhei para cima, pude finamente perceber que estava sendo resgatado.
Um taxi aéreo pousou, de dentro dele, “” saiu e me chamou, sai correndo em sua direção e finamente estávamos rasgando o céu, o sistema televisivo em um pequeno holograma no painel anunciava a morte de Donald Trump — O Ex-presidente e um dos últimos de sua espécie, Donald J. Trump está sendo levado por um comboio, para a cidade de Nova York, onde o atual presidente LaVey, o irá cumprimentar antes de sua execução em praça publica, na atual praça do governo do Parque Central. – O repórter falou. — Para o Central Park. – “” falou, quando o taxi aéreo , juntou toda a força em sua turbina e em um pulso de energia, rasgou o céu em direção á praça do poder. — Iremos chegar num tempo muito apertado, mas ainda conseguiremos salvar o que pode ser o ápice de nossa revolução. — “” falou e sorriu. O taxi era muito rápido, foi uma das inovações da antiga Uber, atualmente ela se tornou conhecida como “Simple³”. — O que tu ta pensando ai mano? – “” Perguntou. — Ah mano, tô pensando nas pessoas que foram pegas, elas estão sendo curadas. Eles estão tirando as personalidades, violência, alegrias e tristezas... – Falei. — Calma, quando salvarmos o Trump, tudo isso vai mudar... – Ele vai nos ajudar a reconquistar o mundo novamente. – “” falou. — Eu perdi a esperança disso, viu o Putin? Se tornou uma menininha de vestido branco, viu o Kin Jon Tu? O pai dele deve se revirar no tumulo toda vez que vê ele de Kimmy Jonn. – Falei.
— Em poucos minutos, o ex-presidente Donald J. Trump, estará sendo executado, agora temos cenas dele, no salão de chá da casa rosa com o presidente LaVey . – O repórter em holograma falou. — Acelera esse negocio aê mano. –Falei, “” acelerou, mas pelo visto não foi bastante, tecnologia antiga é sempre ruim e nos deixa na mão sempre, mas eu não lembrei deste fato. — Está na velocidade máxima. – “” falou, ao olhar o holograma da velocidade o mesmo já estava da cor de sangue. — Mas já estamos bem perto, antes deles saírem da Casa Rosa. – “” falou e realmente, chegamos antes deles saírem da casa rosa, o espaço aéreo estava lotado por drones, repórteres voadores e outras coisas. Tivemos de ficar bem afastados do centro de todas as atenções. — Agora eles estão deixando a sede da atual presidência mundial. – O holograma falou. — Donald está usando um terno desenhado pela lenda da moda moderna Henry Fidel, sapatos da Gucci e gravatas da Suits e Ties Labels. – O holograma falou. — O presidente LaVey está usando um Bambola Star de Chiffon e um batom italiano da Spring Mazza, sapatos Elfi&Elfi e uma tiara de família. – O holograma falou. — Mesmo estando em um dos anos do ápice da tecnologia, foi escolhido uma forca tradicional, madeira de eucalipto, corda de palha trançada e quem vai soltar o alçapão é o cantor Little Em, filho do falecido Eminem com a cantora Onika Maraj atual secretário da paz mundial. – O holograma continuou. — Agora vemos Donald subindo, o papa Francisco II lhe absorvendo de seus pecados contra a humanidade, agora o ultimo abraço de Melania que ainda cumpre pena contra seus atos racistas, ela foi condenada a 300 anos de prisão, renascendo em um novo corpo sempre presa. – O comentarista falou. — Acho que é nossa hora. – Falei, “” ligou o veiculo novamente. E saímos, voando. — A corda foi posta em seu pescoço. – O holograma falou. — Em questão de segundos, todas as câmeras estavam em nós, eu estava pendurado por um cabo de aço, consegui pegar Donald, consegui dar um tiro na mão do Ministro da Paz mundial, que era quem estava esperando para puxar a alavanca da velha forca e em segundos estávamos no ar novamente, sendo perseguidos pelo ar e de repente....
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