Once Upon a Time - New Adventures

7 Treinamento na Floresta Encantada


Notas iniciais
Oiiii, quanto tempo criaturinhas!! Entao, depois de algum tempo... aqui estou de volta, eu tava organizando minha outra fanfic mas agora vou conseguir postar as duas sem muita demora, eu acho, to cheia de ideias!! OBS: na capa é como imagino o Gideon.

Os olhos castanhos se abriram momento em que o relógio bateu às 7 horas da manhã. Sua respiração estava ofegante. Ele sentiu algumas lágrimas se formando em seus olhos, e, em sua mente, ele ouviu a voz tão conhecida. Covarde! Ela exclamou. Gideon segurou as lágrimas. Ele se sentia um fraco por ter passado por aquilo por toda sua vida e não ter se acostumado, deixando as lágrimas caírem toda manhã. Mas não aquela. Ele precisava ser forte.

Gideon se levantou, sentindo as dores no corpo por não ter dormido na aconchegante cabana, ele estava com frio, o que não havia sentido a noite toda, até agora. Ele esfregou as mãos nos braços, procurando aquecer-se, sem sucesso.

O sol já havia nascido, mas se encontrava escondido por entre as nuvens por enquanto.

Gideon se dirigiu de volta ao acampamento, andando em passos lentos, aproveitando a paisagem da floresta pela manhã.

Ao chegar às barracas, o castanho viu Robin sentada no tronco da árvore caída, enrolada em uma manta, tomando um chocolate quente.

A ruiva o observou atentamente, vendo sua situação. O garoto estava visivelmente dolorido por não ter dormido na cabana, tinha duas folhas em seu cabelo, roupa amassada, e rosto cansado.

Sem pensar, a ruiva chamou o garoto com um gesto para se sentar ao seu lado, e ele o fez.

— Então… onde conseguiu o chocolate quente? — o garoto pergunta, e a ruiva arregalou os olhos lembrando-se de algo. Robin se levantou imediatamente e correu até um canto, trazendo de volta mais um tipo de xícara.

— Aqui. — ela disse, entregando o copo com chocolate quente ao garoto. — Parece que um homem que eu ajudei ontem, conseguiu um emprego.

Robin sorriu e puxou as folhas do cabelo do castanho.

— Numa cafeteria, eu presumo. — Gideon disse, sorrindo agradecido.

A ruiva assentiu e eles se mantiveram em silêncio, apreciando o chocolate.

— Então. — a garota começou. — Onde esteve?

Gideon apenas abaixou a cabeça.

— Não precisa me contar se não quiser.

A ruiva sorriu, e o castanho a espelhou.

Um silêncio confortável reinou novamente; até Melody e Neal saírem da cabana.

— Gideon! Onde estava? Ficamos preocupados. — A morena exclamou, se aproximando do amigo e segurando seu rosto para checar se estava tudo bem. Quando terminou, vendo que não estava nada ferido, ela o abraçou fortemente por alguns segundos, sem dar tempo de Gideon corresponder, ela se separou dele, e começou a distribuir tapas em seu peito. — Como ousa me fazer não ter uma boa noite de sono e me acordar às sete da manhã por estar preocupada com você por não ter dormido na barraca? Sabe que eu durmo até meio dia, seu bosta!

Gideon segurou os pulsos da amiga e a afastou gentilmente. Sim, ele sabia de tudo aquilo. Mas não havia pensado que eles haviam ficado tão preocupados, e não havia preparado uma desculpa para aquilo antes. Sentiu vontade de bater em si mesmo por aquilo, e então tentou mudar de assunto até achar uma desculpa.

— Estava preocupada comigo? Achei que ficaria preocupada se seu novo namoradinho, “Lukas” não está aquecido o suficiente. — Gideon disse por impulso a primeira coisa que passou por sua cabeça, se lembrando do clima entre a Castle e o Jones na noite passada.

Uma série de três expressões passou pelo rosto de Melody. Primeiro, confusão, logo depois vergonha, e a última, mas não menos importante, culpa.

No mesmo momento, Gideon soube que estava certo. Melody provavelmente possuía algum sentimento por Luke.

— Cara. Nós estávamos preocupados com você quando acordamos e você não estava lá. Gideon, o que houve? — Neal perguntou, e quando Gideon estava prestes a mudar de assunto novamente, Neal o interrompeu. — Não mude de assunto. Eu conheço você.

O moreno se sentiu imediatamente culpado por mentir para seus amigos, e demorou um pouco para responder.

— Mas ele estava lá. — Robin se pronunciou pela primeira vez desde que Melody e Neal apareceram, e nenhum dos dois havia percebido a presença da garota ali. — Ele estava na cabana. Deve ter entrado para dormir mais tarde, mas dormiu lá. Eu sei disso porque me levantei hoje cedo, e precisava de alguém para ir buscar o café comigo. Os gêmeos costumam dormir como pedras e acordar pelas 15 da tarde se você deixar. Então fui atrás de Neal. Mas você estava dormindo tão bem, e Melody... Bom, para ser sincera, tenho um pouco de medo dela. — a ruiva sorriu constrangida. — Então chamei Gideon. Buscamos o café, e voltamos. — Robin terminou, mentindo lindamente.

Gideon se surpreendeu pela garota ter mentido por ele sem ao menos o conhecer, além do fato de que ele nem havia falado na noite anterior, o que deveria fazê-la desconfiar ainda mais dele.

— Mas… deveria ter me chamado. Gosto de acordar cedo… às vezes. — Neal disse para a ruiva, parecendo chateado. Ele parecia ter acreditado na história dela muito bem, talvez porque a ruiva era uma boa mentirosa.

— Está falando sério? Você odeia acordar cedo! — Gideon disse, sem pensar.

Melody também havia acreditado na história, e apenas resolveu sair em busca de seu café da manhã, sem deixar o comentário de Gideon sobre Luke a afetar visivelmente.

Robin se levantou e mostrou a morena onde as xícaras de chocolate quente estavam, dando uma para Melody, e levando outra para Neal, entregando a ele sorrindo.

Ela explicou novamente o motivo de ter conseguido aquilo de graça. E os outros apenas concordaram. Robin também tinha alguns pacotes de biscoitos e deu para os três.

Os gêmeos não demoraram a acordar. Eles não haviam dormido muito bem; estavam acostumados com a confortável cama que possuíam em casa, não com a frieza e a dureza daquela cabana.

Eles se levantaram e se arrumaram; logo em seguida indo encontrar o resto de seus amigos fora da cabana.

Todos tomaram café da manhã em silêncio, mas diferente das últimas vezes, era um silêncio confortável. O motivo disso era a conversa da noite anterior, havia os mudado e os feito iniciar uma amizade ali.

Quando todos acabaram, resolveram não desmanchar as barracas ainda, pois, talvez depois do treino, se sentissem cansados e iriam gostar de se deitar um pouco.

Todos se vestiram apropriadamente para o treino. Robin usava uma legging verde e uma regata branca, prendendo o longo cabelo ruivo em um rabo de cavalo. Melody usava uma calça de moletom preta, e uma camisa cinza que deixava a mostra uma pequena parte de sua barriga, também usava uma blusa de moletom preta jogada por cima, combinando com a calça, a morena amarrou seu cabelo, assim como Robin, e se preparou.

Luke e Lylla usavam uma roupa quase igual à de Melody, só que com uma Legging preta, camiseta azul solta, e casaco preto. Por serem gêmeos, seus pais gostavam de comprar roupas parecidas para ambos, então já haviam se acostumado com tal coisa.

Lylla amarrou seu cabelo em um coque que ela sabia que mais tarde ficaria bagunçado.

Neal e Gideon já estavam mais arrumados, com jeans escuro, jaqueta de couro e uma camiseta normal por baixo, a do loiro era cinza, e a do castanho era vinho. Enquanto os outros vestiam roupas confortáveis, os dois haviam se preocupado em se sentirem bonitos e confiantes, já que ambos tinham treinamento; sabiam que podiam lutar vestindo qualquer coisa.

Todos calçavam tênis. Para facilitar o treinamento.

Eles se reuniram em um círculo.

— Então, eles têm espadas. Como vamos aprender a lutar contra espadas se não possuímos espadas? — Neal perguntou, observando o grupo.

Melody e Lylla trocaram um olhar cúmplice.

— Na verdade… — Melody começou, andando até um arbusto, de onde ela tirou um saco de pano. — nós temos.

Ela virou o saco, deixando cair diversas espadas com diferentes detalhes e cores ali, cada cabo tinha uma cor diferente, mas todas tinham o mesmo estilo; uma certa cor com pedras preciosas incrustadas da mesma cor do cabo, só que de um tom mais forte ou fraco, destacando a pedra.

— Deixe-me adivinhar. Vocês roubaram do navio ontem a noite, não foi? — Gideon perguntou, negando com a cabeça em desaprovação, mas com um sorriso no rosto.

As morenas sorriram em confirmação.

— Como podem ver, há várias cores diferentes para cada espada, o que é um bônus por não nos deixar confundi-las. — Lylla disse forçando uma voz de narradora, mas claramente orgulhosa de seu trabalho.

Todos foram imediatamente escolher a sua. Antes de qualquer coisa, Lylla roubou a espada de cabo verde, incrustada com esmeraldas perto da onde a lâmina saia, em forma de um coração, e entregou a Robin. Era óbvio que a sua deveria ser a verde. A ruiva sorriu, agradecida.

Cada um foi pegando uma. Luke ficou com a azulada, nela havia apenas uma grande safira azul perto da lâmina. Melody teve a preta, está que era a única que continha uma pedra de cor diferente do que a espada, ela tinha alguns diamantes formando duas faixas ao redor do final do cabo da espada. Neal teve a dourada, que era claramente de ouro, mas era surpreendentemente leve, mostrando que era apenas banhada a ouro. E haviam sobrado duas. Uma vermelha, que continha rubis no início da lâmina, formando três linhas retas por alguns centímetros, duas do mesmo tamanho, e a do meio alguns centímetros maior que as outras. Além de uma rosa, com uma turmalina no início da lâmina. Lylla sorriu ao pegar a rosa e deixou a vermelha para Gideon.

Eles observaram suas espadas e sorriram.

— Acho que somos Power Rangers agora. — Gideon comentou, sorrindo.

— Ok. O que vocês acham de uma coisinha apenas para aquecer? — Neal perguntou, segurando firme no cabo de sua espada observando todos ali, como se os desafiasse.

— Um dois a dois. — Gideon se juntou ao amigo. — Eu e Neal contra os gêmeos.

Lylla e Luke não conseguiram evitar trocarem um olhar sacana e um sorriso convencido.

— Feito. — Lylla disse sorrindo para os garotos a sua frente. — Preparem-se para levar uma surra como nunca levaram antes princesas.

Neal e Gideon se entreolharam e riram não puderam segurar uma gargalhada.

— É o que vamos ver. Não se esqueça de quem eu sou filho, Lylla. Meu pai me ensinou a lutar desde pequeno, assim como passou a ensinar Melody e Gideon a partir do momento em que nos tornamos amigos. — Neal disse sorrindo convencido. Essa era sempre uma desculpa para ele. Seus pais, eles haviam ensinado tudo o que ele sabia.

— Vamos ver do que são capazes. — Luke disse sorrindo confiante.

Luke não era uma pessoa extremamente confiante, mas em relação a suas habilidades em luta ele não tinha dúvidas de que era ótimo. Então naquele momento ele se preparou para lutar sem nem ao menos um frio na barriga o atormentando.

Todos seguraram suas espadas firmemente e se prepararam para lutar. Lylla estava de frente para Neal, e Luke de frente para Gideon. Os garotos foram os primeiros a atacar empunhando a espada e atacando o oponente a sua frente, Lylla desviou da espada facilmente, como se não fosse nada, apenas para provocar o tio, ela o fazia se perder sem nem ao menos levantar a espada, ele ficou um pouco atordoado com o ato da sobrinha, o que deu uma brecha para que a garota o atacasse pelas costas, mas o loiro desviou facilmente, voltando a se concentrar e erguendo sua espada novamente, tentando a atacar. Ela impediu o golpe com sua espada. Metal contra metal, o tilintar daquilo excitava Lylla.

Enquanto isso, Luke e Gideon lutavam ao lado da mesma forma; Ataca, defende ou desvia, e ataca novamente. Luke ficava irritado com aquele jogo monótono. Estava ali para se divertir e... Para humilhar Gideon Gold.

Ele passou a lutar distraidamente, desviando dos golpes por pouco de propósito, fazendo Gideon o subestimar. Após alguns passos assim, ele se deixou cair no chão com o bater do metal de sua espada na do moreno, como se houvesse sido forte demais, e trocou um olhar com a irmã.

— Sua irmã não pode lhe ajudar garotinho. — Fora o que Gideon disse, sorrindo orgulhoso de si próprio e se aproximando do garoto no chão.

Lylla realmente não poderia o ajudar, estava ocupada com a sua luta com o tio, mas não era aquilo que Luke queria, ele queria a confirmação do que eles deveriam fazer.

E ele a teve no momento em que sua irmã olhou para ele e usou o mesmo truque que o gêmeo, se jogando no chão após um baque de sua espada com a do loiro.

Tanto Gideon quanto Neal se aproximaram de seu oponente, os gêmeos fizeram uma contagem de três segundos, até que eles estivessem no lugar certo. Então os gêmeos, como se estivessem fazendo uma coreografia de uma dança, se apoiaram nas mãos e levantaram suas pernas, dando um giro e derrubando os respectivos oponentes com uma rasteira.

Em um segundo, estavam de pé novamente, com suas espadas em mãos. Esperaram que seus oponentes se levantassem e tentassem atacar mais uma vez, desviando, uma, duas, três vezes. E então pararam, e correram até a árvore mais próxima, com o impulso da corrida, eles pularam e conseguiram dar alguns passos na árvore, desafiando a gravidade, e pulando para trás, dando um mortal, e se jogando nas costas dos oponentes, os deixando desnorteados. Com Neal funcionou e o garoto foi jogado ao chão, com a sobrinha em suas costas, apontando a ponta da espada em suas costas, e com o pé, empurrou a espada do loiro para longe.

Com Luke não deu tão certo, no momento em que ele pôs a espada no pescoço do moreno, Gideon mostrou um golpe que aprendeu com Snow White. Ele pegou o mais baixo pelos ombros, mesmo de costas para o mesmo, e o puxou para frente por cima de seu ombro, como se fosse leve como uma folha, o jogando a sua frente. Agora quem estava atordoado era Luke. Antes que o gêmeo pudesse fazer algo, ou pegar sua espada de volta, Gideon chutou a espada de cabo azul para longe do garoto e jogou a sua também, se pondo rapidamente em cima dele, o imobilizando.

Luke usou a mesma técnica de sempre, tentou não forçar muito e parecer inocente. Deixando que o subestimem, mas Gideon não soltou, não cairia naquilo novamente, sabia que Luke não era nada frágil ou incapaz de se defender.

— Não irá funcionar de novo, Lukas. — o mais velho disse, se aproximando do outro.

Mas ele não esperava pelo que aconteceu em seguida. Sentiu uma ardência no ombro e soltou um palavrão, se afastando um pouco do garoto, que aproveitou a oportunidade e chutou Gideon no lugar onde Luke sabia que doeria.

O castanho ofegou e foi empurrado de lado, sem conseguir fazer nada ao ver Luke se levantar e pegar uma espada, em seguida a apontando para o seu pescoço.

— Você me mordeu! — Gideon exclamou ofegante. — E me chutou! Isso não é justo!

— Não há regras aqui Gideon, acha que quando for lutar contra um pirata qualquer, se ele te morder, você vai dizer “Não foi justo!”? Eles não se importam. E você também não deveria. — Luke disse, olhando nos olhos do castanho ainda no chão.

— Além disso. Vocês podem ter sido treinados pelo príncipe encantado, mas nós fomos treinados pelo capitão gancho. Sabemos como aqueles piratas pensam. — Lylla disse, se colocando ao lado de seu irmão, observando os dois garotos caídos na grama, estáticos.

Eles ouviram palmas vindas de trás do grupo e se viraram, encontrando Robin e Melody aplaudido, o grupo havia até esquecido que as garotas ainda estavam lá, observando. Robin aplaudia com orgulho dos amigos, já Mel batia palmas lentamente, sorrindo como se dissesse “Vocês são bons, mas não são tão bons quanto acham que são.”.

— Bom. Agora quero ver quem irá brigar comigo. — Melody disse, dando passos para frente, se posicionando em batalha.

Luke se aproximou e sorriu, apontando sua espada para a garota.

Ela riu.

— Não. Não lutaremos com espada. Vamos fazer defesa agora. Apenas corporal. — ela disse, jogando sua espada num canto, e Luke fez o mesmo.

— Ótimo. Eu vou treinar um pouco de arco e flecha com a Robin, bem ali. — Lylla disse, apontando para um lugar não muito longe dali.

— Vamos treinar espadas então, já que perdemos dos gêmeos nerds. — Neal disse sorrindo para Gideon.

Todos se separaram.

Luke respirou fundo e se preparou para atacar Melody, mas a garota foi mais rápida e o fez primeiro.

Melody depositou um soco no maxilar do moreno e ele deu um passo para trás, atordoado, e surpreso.

Ela sorriu e fora dar o próximo, mas ele se adiantou e segurou seu pulso, não sabendo que fazer depois. Não podia bater em uma garota, certo? Mas aparentemente ela poderia acabar com ele. Melody socou seu rosto mais uma vez, com a mão ainda solta. Ele respirou fundo.

Luke se recompôs do soco e foi para cima da garota, ela desviou facilmente de sua investida, e o empurrou, fazendo o moreno cair na grama de bruços.

Ele se virou para olhar a garota e ela sorriu para ele, sarcástica. E Luke não pode evitar sorrir de volta, mas o seu sorriso era sincero e claramente admirado.

Não muito longe, alguém os observava. Alguém que não deveria estava acompanhado a cena. Gideon estava tentando se concentrar em sua espada e em sua briga com Neal, mas não pode, ficou morrendo de raiva ao ver os sorrisos trocados entre os dois. Ele sentiu o metal frio encontrar a pele nua de seu braço, já que agora ambos haviam tirado suas blusas de couro, se voltando para Neal, percebendo que o loiro havia ganhado novamente.

Gideon bufou e desistiu das espadas, jogando a sua de lado, e se jogando na barriga do amigo, o derrubando.

— Espera, isso é luta com espada Gideon. — o loiro disse um pouco assustado com a reação do moreno.

— Não mais. Prepare-se para apanhar, Charming.

Um pouco mais distante, estavam Robin e Lylla. A ruiva havia recolhido alguns galhos para fazer um arco, e Lylla os juntou e os reforçou com sua magia. Havia ficado perfeito.

— Por que nunca fez isso antes com o meu arco? Eu nem precisaria tê-lo feito! — Robin exclamou frustrada.

— Porque quando fez seu arco, você ainda não me conhecia. — Lylla explicou pacientemente.

— Sério? Eu te conheço a menos tempo do que acho que conheço? Ou eu fiz o arco quando era jovem demais?

— A segunda opção. — A morena disse sorrindo.

Robin se posicionou para começar a atirar e Lylla a corrigiu. Arrumando sua posição. A garota olhou para frente.

— Não. — a morena disse, subindo um pouco o queixo da melhor amiga.

Robin se preparou para soltar a flecha, mas foi interrompida novamente.

— Na verdade você deve usar…

— Não! — Robin exclamou, interrompendo-a com certa irritação, mas mantendo a expressão calma. — Lylla, só para. Você nunca me corrigiu quando eu treinava em Storybrook, por que está me corrigindo agora?

— Bom, eu não prestava muito atenção em você treinando. Pensava nos bíceps do Eli, do Alex, do Chris… — o ultimo nome saiu mais baixo do que os outros, mas a ruiva ouviu.

— Sim. Já entendi. — Robin desconversou rapidamente.

— Oh. Desculpa. É estranho pra você eu falar do Chris? Porque eu sempre falei e você me disse para agir normalmente sobre ele.

— Não. Está tudo bem. Eu só… não quero falar do Chris. — Robin disse suspirando. Chris era o filho do meio de Ashley, também conhecida como Cinderela. Robin e ele tinham “algo”. E após eles terminarem ficou estranho se sentar em uma mesa onde ambos estavam.

A morena mordeu o lábio inferior, nervosa, e abriu a boca para dizer algo, mas foi interrompida.

— Eu posso ajudar. — elas ouviram uma voz familiar ali. — Eu posso treinar com ela arco e flecha. Talvez eu possa ensiná-la algo. Já havíamos marcado isso ontem de qualquer forma.

Era Neal. Robin revirou os olhos com a frese “ensiná-la algo”, como se em algum mundo ele fosse melhor que ela. Neal sorriu para as garotas e continuou.

— Posso treiná-la em defesa e um pouco de espada também. — ele disse sorrindo. — Além disso, acabei de derrotar meu amigo ali, acho que ele precisa de ajuda de alguém que tenha paciência com ele. E geralmente não temos paciência com os amigos. — ele encarou Lylla com um olhar acusatório.

A morena apenas revirou os olhos e foi em direção ao castanho não muito longe dali.

Neal encarou Robin, que estava séria.

— Por que você quer treinar comigo? Você sempre me odiou!

Neal riu.

— Não odiava você. Só adorava te atormentar. É diferente.

Robin revirou os olhos, mas assentiu conformada.

— Então, como vai ser professor? — a ruiva perguntou, colocando a flecha no arco e atirando em uma abelha que voava perto de uma árvore, fazendo o inseto ficar preso na árvore, morto. — O que você pode me ensinar?

Neal se surpreendeu, mas disfarçou com uma piada.

— Primeiramente é Sr. Charming mestre professor. E vamos começar com a postura porque aquilo foi muito amador.

Robin riu irônica.

Não muito longe dali, Lylla viu Gideon se preparar para lutar com ela.

— Espera. Tenho uma idéia. — ela largou a espada. — O que acha de um treino de mágica?

O moreno sorriu e espelhou as ações da garota. Nisso ele tinha mais confiança do que em suas habilidades com a espada, afinal, seu pai era o Dark One.

Gideon deixou Lylla começar, e a garota o fez. Ela criou uma bola de fogo em sua mão, como havia aprendido com sua madrinha Regina, e jogou no garoto, que desviou agilmente, fazendo a chama atingir uma árvore e se apagar.

O castanho criou um pequeno redemoinho em sua mão, e jogou em Lylla, o redemoinho foi crescendo gradativamente ao chegar perto da morena.

Lylla arregalou os olhos. Não conhecia aquele truque, mas estava negro, o que significava que claramente era algo que o garoto havia aprendido com o pai.

Ela tentou impedir que ele chegasse perto com alguns feitiços, mas nada funcionou, e o redemoinho chegou com força, puxando-a para lá rapidamente, e a cuspindo para longe em seguida, deixando a garota tonta.

A morena não teve tempo de contra atacar Gideon, que a fez voar até uma árvore não muito longe, e bater a cabeça ali.

Lylla sentiu sua visão ficar embaçada, mas não desmaiou. A gêmea tentou se levantar, mas o poder de Gideon ainda estava sobre ela, mantendo-a ali.

— Tudo bem. Eu desisto. — ela disse com certa dificuldade, nunca ninguém havia derrotado ela tão facilmente.

O garoto se aproximou dela lentamente. E se agachou ao seu lado, colocando a mão em volta do pescoço da morena. Ela arregalou os olhos e sentiu sua respiração sendo presa ali, enquanto o aperto aumentava.

— O que você está fazendo? — ele ouviu a voz de Lylla soar ao longe, mas não fora o suficiente para que ele parasse.

— Eu preciso. — ele murmurou, e a única pessoa que ouviu fora a Jones.

Ela sentiu uma dor de cabeça infinita com a falta do oxigênio no cérebro. Ela tentou empurrar o garoto a sua frente, lutar, mas ele segurava forte, e o feitiço que a prendia na árvore ainda estava ali. Haviam passado apenas alguns segundos, mas ela sentia como se estivesse assim há muito tempo, a cada segundo sem ar era como tortura.

E então ele finalmente a soltou, a morena puxou o ar no mesmo momento, sentindo a dor pela falta do oxigênio ser aliviada. Ela tossiu automaticamente, e deixou seu tronco cair no chão, sem forças.

Lylla continuou sugando o ar como se ele fosse acabar a qualquer segundo. E logo sentiu sua visão voltar ao normal, e ela já podia observar ao redor.

Robin estava correndo em sua direção, desesperada, e havia alguns borrões se mexendo na grama. Ela logo percebeu que um dos borrões era o seu irmão, o de cima.

Gideon não a havia soltado por livre e espontânea vontade. Luke havia pulado em cima do garoto e o socado, uma, duas, três, quatro… infinitas vezes.

Lylla se sentou imediatamente ao perceber aquilo, já se sentindo melhor imediatamente. Quando ela fora tentar separar a briga, não foi preciso, pois Neal segurou Luke pra cintura e o puxou dali como se não pesasse nada, o jogando para longe de seu amigo.

— Luke… — Lylla chamou, mas não havia sido nada alto, pois ele continua gritando e xingando tanto Gideon, quanto Neal.

— O que há de errado com você? — ele exclamou observando o garoto caído no chão. — E você! Ele quase matou minha irmã! — Luke exclamou olhando para o tio.

Então Gideon se levantou, e correu para longe dali.

— Gideon… — Lylla murmurou, e Luke ouviu. Indo em direção a morena que estava no chão.

— Hey. Está tudo bem. — ele disse sorrindo para a garota e a abraçando em seguida.

— Não. — ela disse se afastando do irmão e tentando se levantar. Por ainda estar tonta, ela tropeçou antes mesmo de ficar em pé. — Gideon. Tem algo errado.

— Não pense sobre ele agora, Ly. — Luke tentou acalmá-la.

E a morena parou um pouco, respirou e falou.

— Ele não é assim. Tem algo errado com ele. Eu não sei o que houve, mas não foi culpa dele. Você não deveria ter feito aquilo. — ela disse ao irmão.

A essa hora todos já estavam em volta da garota, checando se ela estava bem.

— Lylla você está tonta. Vamos levá-la para descansar. — Neal disse se aproximando e tentando a pegar no colo, mas fora empurrado pela morena.

— Não! Vocês não entendem! São amigos dele, como não estão vendo que ele não está bem? — ela exclamou com raiva, olhando para Melody e Neal. — Você não podia ter batido nele, Luke! Tem algo errado. Eu sei que tem.

— Tudo bem, Lylla. Vamos atrás dele. Apenas descanse. — Robin se pronunciou, acalmando a amiga.

— Luke. Vai atrás dele. Por favor. — ela disse olhando para o irmão. — Não sabemos que tragédias podem ocorrer se isso acontecer novamente e ele estiver sozinho.

— Não. Eu vou ficar com você. — o moreno se pronunciou. — Melody ou Neal podem ir.

— Melody poderia acabar como eu, ele é forte! E a sua magia é a mais forte da nossa. Mais forte que a de Neal, e até a minha. Vá! Por favor. — ela insistiu.

Luke pensou em se recusar novamente, mas sabia que a irmã era teimosa e não desistiria tão fácil.

Ele trocou um olhar com Neal que ambos sabiam o que dizia. “Cuide dela”. E o loiro assentiu.

Luke se levantou e foi atrás de Gideon, mas antes foi parado por Melody.

— Espera! — ela disse parando em sua frente. — Lylla disse que há algo errado com ele. E ela só pode estar certa. Por que motivo ele faria isso com sua irmã? Ele nunca perdeu o controle assim. Então... Apenas… não o machuque. — Melody suplicou. Luke não respondeu. — Me prometa.

Luke a encarou. Machucá-lo. Machucar o cara que havia acabado de tentar matar minha irmã? Por que eu faria isso? O moreno pensou sarcástico, mas apenas grunhiu irritado para Mel. O que a morena havia dito fazia sentido. Desde que o conheceu ele não fora nada além de gentil com todos eles. Talvez deixasse Luke com raiva na maior parte do tempo, mas era apenas o jeito dele. E um jeito bem encantador por sinal. O moreno balançou a cabeça, se livrando de tais pensamentos, mas uma memória veio a sua mente.

Quando Luke o havia beijado por influência da Jabberwocky, ele correu como se fosse uma criança, por vergonha. Gideon correu atrás dele e disse que iria ficar tudo bem e que, se Luke preferisse, eles podiam fingir que nunca havia acontecido. Ele se lembrava da doçura das palavras do Gold. Como ele poderia ter se tornado um assassino de uma hora para a outra? Não era possível. Mesmo que houvesse se tornado um idiota ao dar em cima daquele pirata bem na frente dele e ainda o provocar após descobrir… descobrir não! Achar que ele estava com ciúmes.

— Eu prometo. — Luke confirmou ao suspirar, percebendo que tinha a chance de ser o vilão daquela história.

Notas finais
entaao, o q acharam?? comentem meus amores, até a próxima!