Notas iniciais
Helloooo de novo criaturinhas!!! :))) Já batemos um papo nas notas da história, e aqui eu só quis dizer oi mesmo... Podem passar pro capítulo, eu já terminei aqui. . . . OBS: No gif aí em baixo é a Lylla. Agora eu terminei.

A floresta se encontrava como sempre. As árvores estavam no mesmo lugar que estavam ontem, e antes de ontem, e antes de antes de ontem. Era como se estivessem congeladas no lugar. Elas não mudavam nunca. A não ser na troca de estações. No verão e na primavera, as árvores sempre possuíam cheiro de flores e frutas frescas, ou apenas de grama úmida. No inverno, havia apenas os galhos das árvores totalmente expostos, sem nenhuma folha para cobri-las do frio congelante que a cidade de Storybrooke se tornava quando os pequenos flocos de gelo começavam a cair, anunciando o início do inverno.

Mas aquela era apenas uma manhã de Outono, e Outono era a estação preferida de Lylla Jones. Era quando as folhas das árvores se tornavam douradas e começavam a cair no chão, como uma chuva de folhas feitas de ouro. Era simplesmente magnífico para a garota.

Quando Lylla ouve o zumbido de algo cortando o vento, ela volta a se concentrar em sua melhor amiga, Robin, a tempo de ver a flecha acertando o alvo desenhado na árvore.

A ruiva havia conseguido acertar exatamente o centro do alvo, assim como havia feito nas outras cinco árvores, que ainda continham uma flecha no centro de cada alvo desenhado nelas. Robin sorriu de lado com isso, um sorriso de quem já sabia que iria conseguir. Até ouvir uma voz atrás dela, e aquele sorriso desapareceu no mesmo momento.

— Você precisa de mais flechas, ruivinha.

Ambas as garotas bufaram ao reconhecer aquela voz.

— Neal. — Lylla começou. — O que faz aqui?

— Bom dia para você também, sobrinha. — ele disse ironicamente.

— Às vezes nem acredito que você é filho dos seus pais. — Robin disse sem ao menos se virar na direção do tio de Lylla.

A Jones concorda com a cabeça.

— Bom, infelizmente para ambas de vocês, eu sou. E eu posso provar. — ele respondeu e pulou de cima da pedra onde se encontrava e caiu suavemente no chão, em seguida, andou até Robin. Ele pegou o arco e as flechas das mãos da menina e a ruiva bufou, se pondo ao lado da melhor amiga, emburrada.

Neal colocou a flecha no arco agilmente e a soltou em um segundo, quase sem mirar, acertando o centro do alvo, e logo se virando para outro e atirando novamente, após, sem nem ao menos piscar, ele acertar no centro dos últimos cinco alvos que Robin havia desenhado nas árvores ao redor dali, o loiro sorriu para ambas as garotas, e devolveu apenas o arco a Robin, pois todas as flechas que ela tinha estavam agora fincadas no centro de cada alvo daquela floresta. Aquilo não era exatamente justo, afinal, Neal havia sido treinado por Snow White desde seus 10 anos, Robin teve que aprender sozinha. De qualquer forma, não era justo com Neal, ja que Robin ainda era a filha de Robin Hood.

A ruiva revirou os olhos e bufou, irritada sabendo o trabalho que teria para tirar as flechas de lá. A mãe de Robin, Zelena, nunca havia a deixado atirar flechas pela floresta, por isso ela dava uma desculpa de que sairia com Lylla e saia para treinar. Por isso ela teve que aprender a fazer as próprias flechas, sozinha. Bom, na verdade ela teve um pouco da ajuda do Google, mas não demorou para que ela aprendesse que possuía o mesmo dom do pai no arco e flecha.

Logo eles ouviram passos se aproximando e a única ação dos adolescentes fora esperar. Não havia motivo para se colocar em alerta, afinal, era Storybrooke. Apenas uma cidade de contos de fadas normal.

Logo que a pessoa entrou na vista dos adolescentes Lylla exclamou automaticamente:

— Luke!

O garoto de cabelos escuros a encarou e respondeu da mesma forma.

— Lylla!

Ele chamou o nome de sua Irmã. Coisa que os gêmeos costumavam fazer desde pequenos, no inicio inconscientemente mas após perceberem, fizeram daquilo uma coisa apenas deles, como um código secreto de ambos, quase uma superstição para os irmãos.

— Agora que seu gêmeo chegou é uma reunião de família. — Neal exclamou apontando para Luke e Lylla. — Você pode se retirar. — ele indicou Robin.

A ruiva revirou os olhos enquanto a gêmea encarou o tio com uma careta e o loiro apenas sorriu, sabendo que já havia a irritado.

— Vamos Robin. — a Jones diz, segurando o braço da ruiva e jogando seus cabelos negros pelos ombros, entrando mais profundamente na floresta, até ser impedida por uma frase vinda de seu irmão.

— Mamãe nos quer em casa agora Lylla.

— Okay, eu chego lá pelas onze. — exclama a garota, voltando a andar.

— Agora são onze Ly! — Luke exclama e Lylla desiste, se voltando ao irmão, e bufando com seu olhar repreendedor.

— Tudo bem. — responde. — Quer uma carona, Robin?

— Pode ser. — a ruiva diz simples e então a gêmea segura seu braço e faz um movimento simples com a mão, desaparecendo em uma névoa branca.pouco antes de desaparecer, Lylla consegue ouvir a voz de Luke a repreendendo.

Quando a névoa se dissolveu e as garotas se viram na frente da grande casa branca onde os gêmeos moravam, elas viram Luke e Neal aparecerem em sua frente na mesma névoa, a diferença é que a névoa de Neal era azul clara.

— Lylla! Sabe que não podemos usar nossos poderes dessa forma! E se os gastarmos à toa e de repente algo acontece e não podemos fazer nada? — Luke repreendeu a irmã.

Lylla bufou.

— Luke! É Storybrooke! Nada acontece aqui desde que nós nascemos! — responde a garota, revirando os olhos e indo em direção à entrada da casa, com os três jovens atrás dela. — O que obviamente não é justo. Por que nossos pais ficaram com toda diversão? — pergunta indignada.

— Ruiva, você não vêm? — Neal diz com as sobrancelhas arqueadas após olhar para trás e ver que Robin havia ficado parada há alguns metros de distancia do resto deles.

— É que… Eu só… Eu preciso ir para casa! — foi a sua última frase antes de sair correndo em direção a sua casa.

— Ok. Isso foi estranho. — Luke comentou e voltou a subir as escadas até o hall de entrada da casa.

Lylla dá de ombros e faz o mesmo.

— Pessoal. Eu acho que sei por que Robin foi pra casa. — Neal disse, observando um ponto fixo na casa com a testa franzida.

Os gêmeos descem alguns degraus para ver o que Neal encarava.

Lylla não demora para perceber que seu tio encarava a janela, ou melhor, quem se encontrava lá. Regina. Ela não parecia estar olhando em direção à janela, parecia estar em meio a uma agradável conversa com alguém. A mulher era a madrinha dos gêmeos, de Lillyan e Lukas, além de uma grande amiga da mãe de ambos. Diferente de sua relação com o pai dos gêmeos, que não se gostavam muito, mas se.

Lylla considerava Regina uma ótima pessoa, muito gentil com ela e com seu irmão, mas a mãe de Robin não permitia que elas se vissem sem sua presença. Zelena e Regina tinham uma rixa já fazia muitos anos, e como quem criara Robin fora a ruiva, era ela quem ditava as regras.

— Alguém pode, por favor, me explicar o motivo de Robin ter ido embora? Eu ainda não entendi. — Luke comentou, ainda procurando com o olhar o motivo de a ruiva ter saído correndo.

Lylla e Neal não se importaram em disfarçara risada pela expressão no rosto confuso do Jones, e voltaram a ir em direção a porta, o ignorando.

Ao entrar na sala, todos os olhares se voltaram para os três. Havia com certeza mais pessoas do que eles esperavam naquela sala.

Lá estavam os pais dos gêmeos, Emma e Hook, seus avós e pais de Neal, Snow White e seu marido David, Regina, e Henry, com sua noiva, Liv.

Os três sorriem educadamente e cumprimentam todos ali com um sorriso e um abraço simples, até chegar a Henry, que abraçou Luke e Lylla como se eles fossem os bichinhos de pelúcia mais macios do mundo, e brincou com Neal sobre algum assunto aleatório.

— Então está tendo um almoço de família que eu não sabia sobre? — Neal perguntou aos seus pais.

— Oh, não. Na verdade só nos reunimos aqui para passar o dia do casamento e os ensaios, o endereço, os horários, etc. — Liv explicou gentilmente.

— Viu? Ela explica as coisas quando perguntam a ela, diferente de vocês dois, porque até agora vocês não me disseram porquê Robin veio até aqui e saiu correndo quando chegou à entrada. — Luke disse, sem perceber o que isso causaria.

— Espere. Robin estava aqui? — Regina perguntou. — E ela saiu correndo? — o tom de voz da morena parecia levemente triste, mas ela logo se recompôs.

Lylla deu um beliscão no irmão gêmeo, e ele gemeu de dor.

— Mas podemos fazer um almoço de família algum dia desses. — Emma comentou sorrindo, ao tentar mudar de assunto. — Faz algum tempo que não vejo Melody, não é?

Regina deu um leve sorriso ao ouvir aquilo.

— É, ela… não pode vir hoje.

— Graças a Deus. — Lylla murmurou e dessa vez foi ela quem recebeu um beliscão do irmão, ao seu lado.

Mas a frase da morena foi abafada pela de Killian.

— Ela é uma garota legal. Deveria vir mais vezes para brincar com Lylla e Luke. — ele sorriu olhando para os adolescentes, que fizeram uma careta.

— Pai! — ambos exclamaram ao mesmo tempo, o repreendendo pela palavra “brincando”, Killian sabia o quanto eles odiavam aquela palavra. E era por isso que ele adorava usá-la.

Melody era a filha de Ariel e do príncipe Eric, mas como ambos haviam morrido há uns 5 anos, em circunstâncias misteriosas, Melody havia sido adotada por Regina, e, nos primeiros dias ambas vinham e passavam um tempo, mas após algumas vezes ela parou de ir e os gêmeos apenas a viam na escola. Não que falassem com ela, mas a viam de vez em quando com Neal. Porém a única coisa que ambos conseguiam pensar era “ela é tão estranha” na maior parte das vezes em que eles se falaram.

— Então, eu queria falar sobre outra coisa também. — Snow disse, mudando de assunto estrategicamente. — Logo eu e David fazemos aniversário de casamento. E nós pensamos em viajar.

Todos encararam o casal, surpresos.

— Tem certeza disso mãe? Quer dizer da última vez não acabou muito bem. — Emma comentou hesitante.

— Ora, não foi tão ruim.

— Você saiu na rua com um colar de ouro e foi roubada depois de 10 segundos. — Neal a relembrou.

— Bom...

— Você quase desmaiou naquele ônibus. — Afirmou Lylla calmamente.

— Tudo porque um cara estava comendo um cachorro quente do seu lado. — Luke continuou a frase.

Ela abriu a boca para se defender, mas foi interrompida por Henry.

— É, sabemos, ele derrubou uma cebola em você.

— É bom não esquecermos a melhor parte. — Hook disse já rindo um pouco de antecipação.

— É. Quando você subiu naquela carruagem e andou pela cidade toda com ela, até um cara aparecer dizendo que você a roubou enquanto ele almoçava. — Regina contou rindo um pouco.

— Me diga. Por que você achou que tinha um cadeado na carruagem? — David perguntou curioso.

— Achei que fosse para que os cavalos não fugissem. Não havia tantos roubos na floresta encantada.

— Tinham. Mas você era a ladra. — David comentou rindo, assim como todos os outros.

— Você foi punida ou algo assim pelos guardas de Nova York? — Liv perguntou curiosa.

— Oh, não. Foi só o vovô chegar lá que o homem ficou com medo e resolveu retirar as queixas contra a vovó. — Henry explicou, rindo.

— Não é uma discussão! Eu queria ir nessa viagem, e eu vou. O único problema é onde vou deixar Neal. — Snow disse olhando hesitante para a filha. — Emma, você poderia, por favor, cuidar dele durante essa viagem?

— Mãe. — Neal a repreendeu calmamente. — Eu já tenho idade suficiente para me cuidar, e você sabe disso. — o jovem disse, mas não em um tom adolescente que parecia manhoso e mimado, mas sim de uma forma doce, como se compreendesse o fato de sua mãe ainda se preocupar com ele.

Essa era a diferença entre adolescentes e adultos. Apesar de Neal não ser um completo adulto, afinal, tinha 19 anos. Lylla e Luke possuíam 17, e Robin 18.

— Eu sei. Mas eu me sinto melhor sabendo que vai ficar com a Emma. Por favor. — ela pediu ao filho mais novo.

Ele suspirou e aceitou calmamente. Dizendo algo como, “Se isso te fará se sentir melhor”. Mas Lylla sabia o motivo de ele ter aceitado tão fácil. Era apenas para provocar a ela e a Robin, um de seus passatempos preferidos. E já que a casa de Robin ficava no meio da floresta, e extremamente perto da dos gêmeos se você soubesse onde achar o atalho certo. Então agora ficaria ainda mais fácil para Neal de chegar ate as meninas, já que ele vivia na cidade, com seus pais.

Após aquilo, todos foram embora, exceto por Neal, já que ele iria passar algum tempo ali. Aquele dia foi surpreendente tranquilo, assim como a noite. Neal, Luke e Lylla ficaram acordados até tarde, assistindo filmes de terror e comendo doces, e não acabou em briga.

Quando estavam indo finalmente dormir, Neal fez um comentário que surpreendeu os gêmeos.

— Sabe, eu pensei sobre o que você disse Lylla. E acho que você está certa. Sobre nossos pais terem ficado com toda a diversão. — Lylla assente, concordando. Ela falava aquilo o tempo todo, não entendia o porquê de agora Neal ter se importado. — Mas e se pudéssemos ter um pouco de diversão também?

— Onde está que tentando chegar, Neal? — perguntou Luke, sério.

— E se eu disser que eu e mais dois amigos estamos planejando usar um feijão mágico que achamos para dar uma voltinha por mundos? — ele sussurrou, tendo certeza de que nem sua irmã, e nem seu cunhado ouvissem.

A princípio, os gêmeos se surpreenderam.

Lylla sempre sonhou em viver uma aventura entre mundos, vilões, etc. Mas nunca havia imaginado que aquilo poderia realmente acontecer.

A morena deixa seu olhar recair sobre Luke, ele precisava deixá-la ir, mas quando o olhou, ela viu que ele estava prestes a negar, até a encarar de volta, então sua expressão se suavizou. Luke viu a felicidade no olhar da irmã com apenas a possibilidade de conseguir realizar seu sonho, e isso o amoleceu.

— Lylla. Você realmente quer ir não é? — ele pergunta com um tom triste. A morena não entende o motivo, mas apenas sorri em resposta. Ele suspirou. — Você pode ir. Mas eu vou com você.

Lylla sorri com a possibilidade. Seu irmão sempre fora feliz com sua própria vida, nunca sonhou com algo assim, talvez quando fosse criança, mas ele já era um adulto agora, mesmo que tivesse apenas 17 anos, sua mente era anos mais madura. Podiam dizer que ele era tão maduro quanto Neal, na verdade até mais, considerando o quanto o loiro gostava de atormentar Lylla e Robin.

Enfim, saber que seu irmão faria aquilo por ela, mesmo não querendo e tendo a chance de estragar a própria vida, era gratificante, a fazia sentir-se segura.

— Então, quando podemos fazer isso?

***

— Acampar? — Emma perguntou, erguendo a sobrancelha para os adolescentes a sua frente.

— Sim. — os três confirmaram.

— Vocês nunca gostaram de acampamento. Disseram que tem bichos estranhos em todo lugar, e não tem nada para fazer. — a loira continuou ainda desconfiada.

— Dessa vez é diferente. Vamos com amigos. — explicou Neal para a irmã.

— O que você esperava, Swan? Esses gêmeos tem meu sangue também. Eles têm um espírito aventureiro neles. Sabia que uma hora iria se manifestar. — Hook disse descendo as escadas. Provavelmente havia ouvido a conversa.

Os gêmeos sorriram se sentindo um pouco culpados. Afinal, esse era o problema. Lylla tinha senso de aventura, e era esse o motivo de estar mentindo para seus pais, e fazendo seu irmão mentir por ela.

— Mãe, nós apenas queremos um tempo fora, um tempo pra viver aventuras lá fora. — Lylla disse. Já havia aprendido alguns truques de como mentir para sua mãe. Afinal, ter uma mãe com o superpoder de saber quando qualquer um está mentindo não é bom para um adolescente.

A expressão de Emma mudou no mesmo segundo. Agora ela sabia que a garota falava a verdade, pois ela falava. Lylla queria viver aventuras lá fora. Mas o “Lá fora” de sua filha era muito mais longe do que apenas em um acampamento na floresta.

Hook sentou ao lado de sua esposa e deu um beijo estalado na bochecha da loira, antes de encarar os gêmeos sorrindo.

A loira sorriu.

— Tudo bem.

***

Naquele mesmo dia, por volta das 20h00min da noite, eles arrumaram as mochilas, e foram para a floresta esperar os contatos de Neal chegarem. Enquanto isso, Lylla mandou uma mensagem a Robin.

Onde você esta?

A outra demorou um pouco para responder.

Desculpe. Fiquei presa em casa, já estou chegando.

Lylla esperou alguns minutos e logo a ruiva apareceu na floresta, com o cabelo bagunçado, a respiração acelerada e a mochila verde nas costas.

— Finalmente. Achei que não viria. — Lylla disse abraçando a amiga.

— É verdade. Ficamos preocupados que você pudesse ter sido pega. — Luke disse encarando a mais velha e ela sorriu agradecida.

— Eles têm razão. Quem eu atormentaria se você não viesse conosco? — Neal perguntou irônico. — Nunca mais me deixe preocupado dessa forma. — ele disse teatralmente e abraçou a garota.

— Oh meu Deus. Chega de drama, a festa vai começar. Pois estamos aqui! — uma voz feminina disse alegre.

Os jovens se viraram para encontrar uma garota de cabelos negros sorrindo para eles de cima de uma rocha.

Neal se afastou de Robin e foi abraçar a garota, que pulou da pedra e se jogou no colo de Neal, enlaçando as pernas na cintura do mais velho.

Todos olharam confusos aquela cena.

— Namorada? — Robin foi a primeira a perguntar o que todos estavam pensando.

— A Melody? — ele perguntou como se estivesse segurando a vontade de rir. A morena desceu do colo do loiro. — Não. Óbvio que não.

— Espera. Melody? A Melody? Filha da Ariel e do príncipe Eric? — a ruiva perguntou cerrando os cílios. — Quase não a reconheci sorrindo. — Robin murmurou para os amigos, que riram um pouco, Luke tentando disfarçar, e Lylla sem se importar muito com tal ato. Mas claro que Robin não havia falado por mal, como os gêmeos haviam entendido.

— Sim. A garota que cresceu em uma casa gigante na praia, mas nunca entrou na água, pois sua mãe temia por a bruxa do Mar ainda estar por aí. Sim. A mesma garota que cometeu o erro de fazer um acordo com a bruxa do mar para ter uma calda e acabou se dando mal. É. Essa sou eu. — a morena sorriu irônica para a ruiva, mas não havia ouvido a última parte da fala de Robin.

— Isso é meio estranho. — Lylla cantarolou.

— Por quê? — Neal perguntou confuso. — Ela é minha melhor amiga, sabe disso.

— Muito obrigado pela parte que me toca. — outra voz se fez presente, todos se viraram na direção do garoto que, até poucos minutos, se encontrava escondido em uma sombra na floresta. Gideon Gold.

As expressões de Lylla e de Luke se fecharam no momento em que viram o rosto do garoto a sua frente.

— O que ele está fazendo aqui? — Luke foi o primeiro a perguntar, entre dentes.

Todos ficaram tensos ao sentir o ódio emanando das palavras do gêmeo mais velho.

— Eu sabia que algo assim iria acontecer. — murmurou Neal, se colocando entre os adolescentes. — Se acalmem.

— Nos acalmar? — Lylla perguntou rindo maldosamente. — Por que faríamos isso?

— Por que está tentando defendê-lo Neal? — Luke se pronunciou novamente. — Esse garoto mal nasceu e tentou matar a nossa mãe! Sua irmã! — ele exclamou alto.

— Esse garoto é a única chance que vocês têm de sair desse lugar. — Melody disse, defendendo seu amigo. — Ele possui o feijão.

Lylla controlou seu temperamento na mesma hora, ao contrário de Luke, que não se importou com o comentário da garota.

— Eu não ligo! Se ele vai ir junto, eu não vou! — Luke disse, se afastando e passando pelas árvores em direção a nossa casa. — Me desculpe Lylla. Mas não se preocupe, não vou dizer a ninguém onde vocês foram.

Lylla tentou seguir seu irmão, mas foi parada por Gideon.

— Não. Eu falo com ele. Você não irá convencê-lo. Ele quer um pedido de desculpas meu. E isso apenas eu posso dar.

Então ele seguiu pela floresta na mesma direção que o garoto.

***

— Lukas! — o garoto parou no meio do caminho ao ouvir seu nome. Ninguém o chamava de Lukas.

— O que você quer? Está me seguindo para descobrir onde eu e meus pais moramos e tentar nos matar de novo? — Luke perguntou com raiva.

— Nunca tentei te matar. Só sua mãe. — ele disse como se isso explicasse tudo.

— Wow. Sério? — o garoto perguntou ironicamente se virando para o castanho.

— Olha. Eu não sou mais aquela pessoa, meu pai reiniciou a minha vida, literalmente.

— Mas você ainda se lembra de quem você era. O que significa que ainda é uma parte de você. — Ele acusou.

— Sim. Ainda me lembro. Por isso sei os motivos do meu outro eu. Eu fui criado em outro mundo, por uma mulher que apenas me torturava. — ele fechou os olhos por um segundo, e Luke imaginou que ele não queria se deixar levar pelas lembranças horríveis de sua antiga infância. — Eu não queria vingança contra ela. Eu queria justiça com o povo daquela terra. Eles mereciam ser livres, e quando a Black Fairy me disse que eu não era um herói ou salvador, e não poderia fazer aquilo eu fiquei com raiva e descobri que a única forma de me tornar um salvador, era matar outro. Eu não entendia como matar corrompia uma alma, como poderia me corromper por dentro, não entendia que os fins não justificam os meios, eu não tinha ninguém para me ensinar isso. Bondade, amor, respeito, essas eram coisas das quais eu nunca tive acesso naquela infância. Sim. Eu quase matei sua mãe, mas eu me arrependo hoje. Pois depois de perder e de meu pai me fazer voltar a ser um bebê, eu aprendi coisas que eu nunca havia entendido antes. — Gideon terminou a sua história derrubando apenas uma lágrima ao final. — Eu sinto muito, Lukas.

Luke não sabia se deveria acreditar em tudo aquilo, mas no momento em que olhou nos olhos do outro garoto, achou que ele merecia pelo menos uma chance. Não havia herdado o poder de saber quando alguém estava mentindo de sua mãe, mas daquela vez ele sabia que Gideon estava muito arrependido.

Luke se encostou a uma árvore.

— Desde quando você se lembra? — foi a primeira coisa que o moreno disse. — Das memórias da sua… outra vida? — Luke perguntou hesitante.

— Desde… sempre. Eu acho. — ele murmurou, abaixando a cabeça.

O outro apenas suspirou, sem saber o que falar após aquela história.

Após alguns minutos em silêncio, Gideon levantou a cabeça, sorrindo de uma forma estranha na opinião de Luke. Nem ao menos parecia o mesmo de minutos atrás.

— Você deveria ir. É a única chance que você irá ter de sair dessa cidade e finalmente viver algo empolgante na sua vida. Quer dizer, você tem sangue de pirata. Não quer velejar e saquear lugares, como seu pai fazia? — ele perguntou sorrindo gentilmente, e se aproximando. Agora os dois se encontravam há menos de um metro de distância um do outro.

— Eu sempre gostei da minha vida, nunca quis nada mais. Apenas estou indo nisso para proteger Lylla. — o mais novo explicou calmamente.

— Oh. Isso é tão doce. — Gideon disse se aproximando ainda mais do garoto, talvez até um pouco de mais.

Luke mordeu o lábio inferior, já havia ouvido falar que Gideon preferia sair mais com garotos, e isso até havia sido polêmica há alguns tempos. Mas ninguém realmente poderia falar nada, pois se Rumple ouvisse qualquer um dizendo algo do tipo sobre o seu filho, vamos dizer que essa pessoa não se dava muito bem.

Quando Gideon se aproximou o suficiente para seus corpos se encostarem, Luke teve certeza de que os boatos eram verdadeiros. Ele trancou a respiração quando viu o mais velho se aproximar mais.

— Venha conosco, comigo. Asseguro-lhe que não se arrependerá. — ele sussurrou e saiu andando como se nada tivesse acontecido.

Luke soltou a respiração quando o garoto saiu de sua vista.

O que havia acabado de acontecer? Ele pensou regulando sua respiração.

Quando finalmente conseguiu voltar a pensar direito, correu até o lugar onde o grupo se encontrava, convencendo a si mesmo que ele não queria ir por causa do assassino fracassado que havia tentado matar sua mãe e quase havia o beijado, sim para proteger sua irmã.

Assim que chegou ele viu que todos o esperavam.

Filho de uma... Ele segurou um palavrão, pois conhecia Belle muito bem, e sabia que era uma ótima pessoa. Diferente de seu filho convencido e idiota.

Luke sabia que Gideon provavelmente estava tão confiante que ele iria aparecer que disse para todos o esperarem.

Eles se juntaram em uma roda.

— Aonde vamos Gideon? — perguntou Melody.

— Vamos atrás de mais feijões mágicos. Cada um de nós irá pegar apenas um e escolhemos um lugar para ir um de cada vez. Por exemplo, se Lukas decidir ir para a floresta encantada todos iremos, vivemos uma aventura lá, e logo seguimos para o próximo lugar que a próxima pessoal escolherá. — Gideon explicou e todos assentiram.

— Mas não há mais muitos feijões mágicos. — Robin disse preocupada.

— Claro que existem. E as plantações dos gigantes? — Neal disse a contrariando.

— Todos os gigantes morreram, esqueceu? — Lylla disse se lembrando da história de como seus pais se conheceram e subiram o pé de feijão.

— Errado. Eles não morreram. Apenas os da Floresta Encantada morreram. Mas há um reino que ainda possui gigantes. — Gideon disse jogando o feijão mágico no meio do círculo. — Camelot.

Então ele pulou dentro do portal que abriu ali. Todos se entreolharam, então Lylla segurou a mão de Luke e de Robin, Robin segurou a de Neal, e Neal segurou a de Melody. E assim eles pularam no redemoinho verde a sua frente.

Notas finais
Etaaaaaao, o que acharam?? please comentem! Vocês devem ter percebido algumas coisas sobre os personagens, filhos de heróis nem sempre são heróis, assim como de vilões não são sempre vilões. Vocês devem ter percebido que a Lylla não é... um doce,é até um pouco Mean Girl, assim como a Robin, essa sem nem perceber. O Luke é um personagem um pouco mais complicado; Sim, ele foi mau com o Gideon, mas ele acreditava que tinha os motivos dele. Neal, Melody e Gideon não foram tão falados aqui, mas logo vocês vão conhecê-los melhor. Talvez você esteja um pouco confusa com a história do Gideon, mas não, eu não alterei nada da sexta temporada nada da batalha final e tals. Logo isso será explicado. Então, acho que é isso por hj, pls comentem, favoritem, recomendem, etc, Eu realmente gosto de ouvir a opinião de vocês, e até as suas ideias e teorias. BJSSSSS