Notas iniciais
Eu nunca que ia imaginar que iria sentir tanta saudade assim de vocês em tão pouco tempo, mas tá tudo bem corrido então desculpa se vacilei, tá? Antes de vocês lerem esse capítulo, já vou avisar que se você não gosta de política pode parar aí mesmo porque se esse for seu caso, esse capítulo tá uma grande bosta. Decidi que ousar um pouquinho não faria mal (ou acabei cagando com tudo, talvez. Sempre tem essa opção) e optei por sim misturar a minha história de Herfleur com história política de verdade, porque eu simplesmente amo esse negócio de história e de guerra e de negócio de rei e rainha e monarcas e enfim... Enfim, mas vou tranquilizar todo mundo que não vou me demorar nessa história de política, só vai ser mais uma peça, digamos assim, para o quebra-cabeça que vai ser essa fanfic. Ou seja, um ponto bem passageiro na história que vou procurar centrar bastante no romance né? Mas bom, vocês sabem que a vontade do K é ser rei, então seria natural que as vezes ele voasse nesse negócio de política e como a história é do ponto de vista dele é necessário isso... Enfim, parei de enrolar aqui e vamos para o que interessa!

Capítulo 6

Laura envolveu com os braços o pescoço de Kaleb. Seu cabelo loiro queimado era quase um ruivo e na luz do baile parecia irradiar luz. Parecia ter um pouco de dificuldade para se equilibrar nos saltos altos e por isso seus dedos se prendiam na gola do paletó do principe. Os dois já tinham tirado uma foto num pequeno lugar que havia sido arrumado por ali.

E depois veio Alpha. Ela era tão doce e sensível que sua pele parecia prester a derreter quando Kaleb a encostava. Mas tinha um sorriso bonito e a simpatia natural compensavam tudo e seriam capazes de acalmar uma tempestade.

Snow foi mais animada. Kaleb não tinha certeza se o vinho estava lhe afetando de uma maneira ou de outra, mas mesmo assim sua primeira decisão foi tirar-lhe a taça, só que ele pensou bem. Na verdade, ninguém em sã consciencia estaria sobrio num dia egocêntrico como aquele.

Aquele baile era uma merda.

Então ele devolveu a taça para a garota e nunca riu tanto em questão de trinta minutos. Olhando de longe, qualquer um diria que Snow teria uma personalidade fria. Kaleb percebeu que vinha reparando quanto a isso – ela estava tão quieta e ainda estava, na verdade. Quando alguém passava com eles, Snow engolia seu sorriso e depois voltava a ser extrovertida apenas com Kaleb.

E veio a vez de Claire e de Itália e Megan, Mort, Kristie, Gabrielle, Jade, Keila... Kaleb teve a chance de conhecer todas as garotas em uma longa noite. Certo que com o auxílio de um pouco de música e algumas risadas para descontrair. Mas no topo da sua mente estava o fato de que a ausência de cameras para capturar cada segundo da primeira interação do príncipe com as selecionadas era reconfortante – ele se lembraria de agradecer a alguém. A única foto das quais as garotas tinham chance de ter nessa noite já eram o suficiente para assustá-las.

Alice se preocupou por um momento se tinha ou não piscado diante a camera e Kristie a consolou dizendo que observava de longe e que estava linda. Katerina recebeu tantos elogios de Jessica, a fotógrafa, que seu rosto se tornara um verdadeiro pimentão. Jade fez bonito e abriu um sorriso estonteante, mas não seria novidade se Myranda desbancasse metade das garotas apenas encostando no primo e dando aquela leve erguidinha na sobrancelha.

Ela chegou do lado de Kaleb e pousou sua mão no braço do garoto – diferente das outras garotas que queriam ser capturadas de braços dados. Respirou fundo e ergueu de leve a sobrancelha quando mostrou um meio sorriso.

–Vamos brincar do meu jogo, mamãe – murmurou irônica – E você ainda não me derrubou.

Kaleb não soube bem o que dizer, então optou por fingir que não ouviu. Se Myranda não fosse tão chata, ele até mesmo poderia sentir uma pontada de orgulho.

X

Era uma quinta-feira depressiva e chuvosa em Herfleur. O clima triste de Sallisbury, sem dúvidas, havia passado as montanhas e atingido Penza, a capital. Parecia surreal que na noite anterior o calor era existente. O estalo de cada gota no chão real parecia atingir a cabeça de Kaleb como um soco de punho cerrado e o vinho ainda conservava um gosto amargo na sua boca. Ele defenitivamente não se lembrava de ter tomado um porre no baile – quanto mais um porre de vinho!

O principe rolou na cama mais uma vez, como se ficar chutando os lençóis de seda pra e para ca fosse de adiantar alguma coisa na temperatura que seu corpo se encontrava, mas mesmo assim, a sensação de virar de lado e encostar o corpo no pano gelado era agradavel e ele decidiu fazer o mesmo com os cinco travesseiros da cama.

A paz seria apreciavel se não fosse o barulho da chuva ecoando dentro da mente de Kaleb, fazendo com que a dor de cabeça se intensificasse aos poucos. Ele fechou os olhos e respirou fundo, em busca do sono. Fazia horas que estava acordado, olhando para o teto e não pensando – ou melhor, não conseguindo – pensar em nada além da necessidade de não fazer nada. Era um daqueles dias ruins que a gente sabe que conforme as horas passarem, pior ele ficará.

Mas o principe fez um esforço. Olhou através das janelas escancaradas o tempo lá fora e se arrastou para fora do ninho de panos que era sua cama. Se vestiu com calma e teve um pouco de problema para pentear os cabelos, suas mãos pareciam se derreter no pente e a cordenação não estava assim tão boa. Precisou lavar o rosto com água fria e pediu um café forte para uma das empregadas para que conseguisse trabalhar concentrado.

O atual maior problema era o fato do assassinato de Emily Roosevelt e a carta de Elena. Kaleb puxou um maço de papéis em branco para si e girou a caneta entre os dedos, pensando em como definir em palavras seus pensamentos. Tinha tantas lacunas que era impossível chegar a uma conclusão fixa.

Kaleb ergueu sua cabeça, de forma que seu rosto era refletido no espelho a sua frente. Olhou dentro dos seus olhos e tentou buscar qualquer sinal que respondesse ao que precisava fazer.

Começou pelas ligações: Hugo Hilt era Rei de Gales e era casado com Elena Suvernnoye, que por algum motivo nunca mudou seu nome de solteira e fez com que seus dois filhos também fossem batizados com esse mesmo sobrenome. Bastian era apenas meses mais velho que Kaleb e os dois eram muito amigos até completarem cinco anos, quando veio a primeira grande guerra entre os dois paises, chamada Conflito de Sangue. Esse nome era uma forma que as pessoas expressavam que a guerra ocorria mais intensiva entre as duas irmãs princesas de Herfleur – Danielle e Elena – seria como dizer que era um combate entre pessoas do mesmo sangue.

Só que tudo isso todo mundo já sabia. Não era nenhuma informação adicional que fosse alavancar algum progresso. Não se Kaleb não conhecesse Emily. Porque tinha que ser ela? Todas as meninas que estavam participando do concurso: Jade, Nastya, Isabelle, Christine... dentre todas porque Emily fora a escolhida?

Então veio uma ideia. Kaleb abriu todas as gavetas e começou a procurar pelos arquivos e fichas das meninas. Era verdade que sua decepção no dia que separara as selecionadas havia atrapalhado tudo e que Danielle acabara fazendo todo o serviço, mas ainda assim, ele se lembrava de ter feito cópias dos documentos e as guardado em algum lugar por ali. Tinha certeza de que fora de seu quarto não estava.

Ele leu milhares de papéis e jogou fora mais outros milhares de rascunhos agora indiferentes. Leu e releu as fichas em busca do nome de Emily, mas cada arquivo tinha mais ou menos quatro ou cinco folhas completas e em letras minúsculas com cada cantinho da vida das garotas. Até que, enfim, achou o que procurava. Na capa amarelada da pasta, em letra cursiva prateada e bem caprichada estava escrito:

Emily Roosevelt

De: Jasmine – Ficha revisada por Brian Scoltter

Seu pensamento se acendeu como uma lâmpada. E um nome apareceu na sua mente: Franklin Delano Roosevelt

Notas finais
Gostaram? Não deixem de opinar por favor e estou preparando uma surpresinha pra vocês que pode vir a calhar a qualquer momento, então fiquem sempre de olho abrindo a página central da fic e dando uma olhada nas notas iniciais ou ali na sinopse e coisa e tal asoidjsaoij Playlist (não escutei muita música dessa vez, sorry): Faroeste Caboclo - Legião Urbana Tempo Perdido - Legião Urbana Thinking Out Loud - Ed Sheeran Chained - Bianca (essa musica é muito linda gente socorrinho)