Notas iniciais
Antiga "A Sincronia das Almas", resolvi voltar, terminar logo que até eu estou ansiosa pro final. Vou mudar coisas leves da história que não vai mudar muita coisa... Enfim, tá ai.

–Por favor, Srs. – Uma voz diz ao meu lado fazendo o pessoal parar de falar e prestar atenção.

E eu só penso: Não, não, não! De novo não!

–Está é a Srta. Evans – completa a voz. – A Srta. veio de onde?

Eu pisco os olhos fortemente. Na minha frente há no mínimo 20 alunos perfeitamente sentados e olhando fixamente para mim. A maravilhosa, assim dizendo, professora, Sra. McGonagall, acaba de me fazer levantar para ser apresentada para os alunos que me fitam. Os meninos – ou devo dizer quase homens, por terem seu péssimos 17 anos – ficam avaliando se eu valho tanto a pena a ponto de dar em cima de mim, e as garotas – com cara de que não gostou nada da novidade cara – criticando-me desde o começo do meu cabelo ruivo liso, se eu uso ou não maquiagem, o porquê de eu não estar usando o blazer do colégio, apenas a camisa com a gravata um pouco frouxa e com os pulsos dobrados, o comprimento do tanto que eu ajustei a saia de pregas, até o meu par de botas de couro de salto fino, e eu sei que elas a queriam porque eram da Carmen Steffens, e essa marca não tem em Londres!

–Paris – eu respondo claro o suficiente.

–Volte a se sentar – eu caminho até minha carteira. – E eu vou escolher trios para aquele trabalho sobre a era do século XIX.

Essa frase fez com que toda a atenção que estava em mim fosse para a professora de história. Vários alunos começaram a implicar a fazerem eles mesmos os trios, e outros questionando trabalho já no primeiro dia de aula.

Eu tento não passar nenhum tipo de vergonha e brinco com meu celular tirando e botando sua capinha brilhante.

–Não sabia que existiam francesas ruivas – um cara sussurra no meu ouvido.

Eu viro ficando de lado na cadeira e encarando dois – tenho que dizer, lindos – caras. O que havia sussurrado tinha cabelos longos, escuros e reluzentes, com olhos extremamente azuis. E do seu lado – duas cadeiras para uma mesa para dois –, o outro tinha cabelos castanhos charmosamente bagunçados e desalinhados, olhos castanhos e um sorriso ladino.

–Eu sou londrina – eu oponho.

Não tenho nem sotaque forte.

O de cabelos longos passa vinte libras para o de sorriso ladino.

–Apostaram que eu não era francesa?

–E que você responderia – o de olhos castanhos diz.

Meus olhos rodam inconscientemente e eu volto a brincar com a capa do celular.

–Eu disse que francesas eram frescas – ouvi o de olhos castanho murmurar.

–Nem todas! Nem todas! – O outro exclamou.

–São todas as mesmas coisas Sirius! – O de cabelo espetado diz.

–Isso, todas são lindas – o tal de "Sirius" murmurou.

Eu não sou linda?

Aposto que fiz uma careta involuntária.

–Todas são as mesmas caras, você lembra quando fomos ao sul – o outro contrapôs.

–A França está realmente acabada – Sirius acaba concordando.

–Por isso que eu prefiro as ruivas – o de cabelo castanho murmura.

–Há! Se ela te ouviu vai ser muito engraçado – Sirius fala.

–Melhor ainda se ela ouvir que você tem uma queda por olhos verdes – uma voz desconhecida fala se intrometendo.

–Vocês! Parem de encher – o de olhos castanhos diz. – Vou dizer a Lalita que você gosta de indianas e a Emmeline que você gosta de loiras!

–Eu gosto de qualquer tipo de mulher – Sirius murmura.

Apesar da minha vontade extrema de me intrometer eu fico calada, e acabo me divertindo com seus comentários.

–Chega! – A Professora McGonagall dá um grito de remate fazendo o silêncio da sala. -- Grupo I: Vance, Sharma, Pettigrew. Grupo II: Taylor, Longbotton, Prewett. Grupo III: Evans, Black, Potter...

Eu olho para trás vendo se algum componente do meu grupo diz: "aqui". Mas, não. Eu olho para os dois caras na minha frente e eles estão sorrindo. Mau, mau, mau, muito mau.

–Sinto muito Srta. Evans, mas acho que você tem como controlá-los – a professora chega entre mim, Black, e Potter.

–Como assim controlá-los? – Minha voz quase sumindo.

–Vai ficar tudo bem – ela sorri. "Não, não vai" dizia o seu sorriso. – Não façam maldade – ela olha para Black e Potter.

–Fica relax Minnie – Black diz.

–Nós vamos cuidar direitinho da Evans – Potter dá um sorriso maléfico.

Ela olha para mim como se dissesse: "cuidado garota!"

–Então o tópico de vocês é o Imperialismo – ela diz. – Está no livro. Mas, pesquisem bastante, existe internet para quê? – ela balança a cabeça, como se finalmente aprovasse que ninguém mais ia a bibliotecas para fazer pesquisas escolares. – Façam um slide, quero que falem sobre o Imperialismo, nada de ficar lendo o que está no slide ou no papel.

E ela sai. Deixando dois sorrisos maléficos virados para mim.

–A propósito, eu sou James – Potter deita sobre a mesa e me dá um beijo na bochecha.

–A propósito Potter, eu não dei nenhuma autorização para você me beijar – eu falo o fazendo sorrir ainda mais.

–Eu sou Sirius – ele continua imóvel. – Não vou te atacar – ele dá uma rápida olhada em James.

–Você é bem mais esperto – eu murmuro para Sirius.

–Se eu te beijasse acordaria com a boca cheia de formigas, isso é ser esperto – ele murmurou de volta me deixando confusa. – Não pergunte – ele mexe as mãos, como se a frase anterior fosse bobagem. E talvez fosse.

–Então, Evans, qual seu primeiro nome? – James me pergunta juntando as mãos em cima da mesa.

–Lily – eu tento sorri mas só dá por três segundos. – Bem, quando vamos nos reunir para o trabalho?

Essa pergunta faz com que os dois deem gargalhadas altas.

–Qual é a graça?

–Você pode relaxa? – James pergunta retoricamente.

–É só pra semana que vem! – Sirius exclama.

–Ei, tive uma ótima ideia!

–Fala – eu digo olhando para James.

–Vamos sexta lá para casa, fazemos o trabalho, chamamos Lalita e assistimos um filme – James conclui. – Topa?

–Ótima ideia James! Finalmente! – Sirius dá um murro no ombro de James.

–Não – eu digo.

–Por que...?

–Eu nem conheço vocês, vou fazer o trabalho e caio fora, bem simples – eu respondo.

–É uma ótima chance para nos conhecer!

–Vocês são mulheres e ela é era caloura ano passado, então... – Sirius da nos ombros.

–E porque por termos duas características em comum temos que nos conhecer? – Eu me inclino sobre ele dois.

–Porque não? – Sirius pergunta.

Eu simplesmente ignoro e olho para James que se ocupou com minha franja pondo-a atrás da orelha.

–Ou melhor, podemos ir no cinema – ele sussurrou sorrindo.

Eu volto a me endireitar, rodo os olhos e digo totalmente cética:

–Eu não acredito que esteja dando em cima de mim!

Sirius tenta esconder um riso. Meu celular dá um toque de notificação, e Sirius diz:

–Aposto que é o pedido de James no Facebook!

Eu destravo o celular e é realmente o pedido de amizade do James. Eu aceito e viro-me para frente.

–Você é definidamente impossível James Potter! – Eu digo os fazendo ouvirem.

Notas finais
Tá ai o prólogo! Comentem pra eu saber que tem gente lendo pra eu postar os próximos capítulos! xoxo