On The Top Of The World - JiLy
2 Capítulo 1
Notas iniciais

Apesar de o meu desespero inicial ter passado – ser apresentada em frente a todos como um novo brinquedinho ruivo – eu ainda estou meio desconcertada sobre o fato que terei que encontrar com Sirius e James, sendo aqui em casa ou em qualquer lugar. Na realidade aqui está uma tremenda bagunça, chegamos sábado e não conseguimos arrumar tudo, ainda mais que Petúnia fizera o favor de largar toda responsabilidade de desempacotar nossos quartos enquanto ela jogava na minha cara que o primeiro dia de faculdade dela tinha sido nada mais nada menos que perfeito, e se exibia constantemente jogando os cabelos louros para trás dizendo que já tinha compromissos para a semana inteira.
Eu continuei calada com a sua faladeira enquanto ela procurava sua bendita favorita calça jeans que, segundo ela, eu havia deixado lá na França, apenas para irritá-la.
Eu teria gritado ajuda para minha mãe, infelizmente assim dizendo, papai e ela só voltavam às quatro da tarde, por causa do trabalho, às vezes até mais tarde.
“Você quer ir do colégio para minha casa?” Recebo uma mensagem.
“Quem é?” Eu paro de desencaixotar e sento na cama.
“Quem você acha que é, amor?” Rolo os olhos. Atrevido Potter.
“Como você conseguiu meu número?”
“Você ainda não sabe quem eu sou, tenho meus contatos.” Ele responde.
Eu envio um emoticon de desdém.
“Sim, você quer que eu te pegue sexta ou vai ir do colégio para minha casa?” Ele manda.
“Espere”. Eu entro no quarto de Petúnia.
–Alguma chance de me levar para casa de um colega?
–Quando? – Ela sequer olha para minha cara.
–Sexta, quatro horas – por favor, eu penso, com meus dedos dos pés contraindo.
–Não, eu vou sair antes – ela responde.
–Obrigada – eu murmuro trincando os dentes.
“Vou com você do colégio.” Infelizmente! “E Sirius?”
“Ele também vai junto.”
“Ok, tchau.”
“Espera.”
“O que?”
“Está fazendo o quê?”
“Te interessa?” Eu levanto voltando a tirar minhas roupas da caixa.
“Muito. Mesmo.”
Passa um minuto. E eu não respondo.
“Sério? Vai bancar a durona? Só estou tentando fazer amizade!” ele envia.
“Para você pode parecer fácil.”
“Só responda.”
“Eu estou revirando os olhos.” E eu realmente o faço.
“Sério, o que você está fazendo?”
“Você não tem nada melhor para fazer não?”
“Já estou fazendo.”
Por favor.
“Então vá pesquisar sobre o século XIX que você ganha mais.”
Eu deixo o celular em cima da cama, e vibrou umas três vezes, até eu o pegar.
“Lily”, “Lily” e “Lily, o que você está fazendo?” fora o que ele mandou. “Não adianta fingir que não olhou!”
“É bom que você sabe que eu não estou nada interessada em conversar com você!”
“Por quê? Eu sou tão bonito!”
Eu rio.
“Tão convencido, você quer dizer.”
“O que? Não vai me dizer que não ficou encantada com minha beleza...”
“Potter, eu morei na França, aquilo era um paraíso”.
“Assim você magoa.”
“Por favor...” Eu rodo os olhos.
“Lily.”
Eu bufo e passo os dedos pelo cabelo. Por que ele simplesmente não vai contar quantos versículos há na Bíblia?
“O que foi?!” Eu toco com raiva no touchscreen do celular e torço para não ter danificado.
“Você não gosta de nenhuma atenção?”
“Gosto, mas eu não quero! Não agora.”
“Por quê?”
“Espera, tem alguém batendo na porta.”
Eu desço as escadas e olho-me para ver o grau de apropriação que eu me encontro. Estava tudo nos “conformes”: short, blusa, meus pés livres de pantufas, cabelo solto.
Eu abro a porta. James Potter está parado com o mesmo sorriso ladino. Seus cabelos totalmente desalinhados, camisa polo azul, calça jeans, e diferentemente dando um toque intelectual e ao mesmo tempo – é eu vou dizer isso – sexy, um óculos.
Eu fecho a porta. E ele volta a bater.
–Lily! Atende logo! – Petúnia grita de cima.
–Não tem ninguém! É coisa da sua cabeça! – Eu grito de volta.
Ele bate ainda mais forte. Petúnia desce as escadas.
–É claro que tem alguém batendo! – Ela exclama e me dá um empurrão abrindo a porta. Seu rosto bravo é trocado por um sorriso. Vadia. – Olá, minha irmã é esquizofrênica, desculpe o tumulto.
–Esquizofrênica é você! Sua bipolar! – Eu revido e ela olha para mim.
–Viu? Totalmente doente – ela olha para James. – O que procura?
–Oi, é com essa doente que eu quero falar – James sorri.
–Doente é o cas... – eu começo, mas Petúnia diz:
–Pare de xingar!
Eu fecho a cara quando Petúnia deixa James entrar.
–O que você está fazendo aqui? – Eu digo entre os dentes.
–Vim ter algo melhor para fazer – ele responde fazendo Petúnia levantar as sobrancelhas.
–Desculpe-me, quem é você, querido? – Petúnia volta a se intrometer.
–Pare de ser enxerida – eu exclamo e entro na cozinha.
–James Potter – ele responde me seguindo.
–Petúnia Evans – ela sorri quando ficamos um em cada canto da bancada central.
–Vocês são irmãs? – Ele pergunta olhando para mim e Petúnia repetidamente.
–É, eu sou muito sexy que nem parece – eu digo sorrindo.
–Lily! – Petúnia exclama.
–O que? Todo mundo fala que eu sou a mais...
–Gostosa – James diz fazendo com que todos fiquem com as bochechas vermelhas.
–Enfim, Petúnia, você não tinha que sair com seus maravilhosos amigos da faculdade? – Eu pergunto quebrando aquele gelo.
–Eu não vou deixar vocês dois aqui sozinhos!
–Por quê? – Eu pergunto.
–Você acha que iríamos fazer o quê? – James pergunta, sorriso maroto, olhos brilhando travessamente. Lindamente perverso. – Estamos abertos à ideias.
Apesar deu querer dá um murro em James, eu estava me divertindo com a cara de Petúnia. Ela simplesmente bufou e subiu as escadas, fazendo com que James e eu ríssemos.
–Depois eu que sou o convencido!
Eu dou um sorriso amarelo.
–Era isso que você estava fazendo? Brigando com sua irmã? – Ele pergunta.
–Não, eu estava desempacotando minhas roupas.
Ficamos um tempo nos fitando.
–Já pode ir embora – eu digo pegando seus braços e o puxando para porta.
–Eu não tenho nada para fazer – ele faz muxoxo.
–Eu sei que tem.
Por favor! Ele é James Potter. Lindo, rico, popular. Ele deve ter zilhões de coisas pra fazer: cem encontros com garotas perfeitas por dia, caras puxando seu saco pra tentar tirar vantagem, dinheiro pra ser gasto a todo o momento.
–Tipo o quê?
–Ah, você joga futebol americano, vá treinar.
–A temporada nem começou. – Ele para, erguendo suas sobrancelhas escuras. – Espera, como você sabe que eu jogo?
Eu sorrio.
–O que? Você acha que eu estou que nem uma maníaca sabendo todos os seus dados?
–Não, que você se interessou por mim, e xeretou meu Twitter!
Eu sorrio mais uma vez descrente.
–Idiota – eu dou um murro fraco em seu ombro. – Tem sessão de esportes em um dos corredores que eu passei no colégio.
–Ah tá – ele coça o cabelo de trás envergonhado. – Você entrou para a Gryffindor.
–Sim, bem, eu não entendi como funcionava, apenas fiz o teste e entrei para os corajosos – eu rodo os olhos.
–Somos dá mesma casa – ele diz sorrindo.
–Percebi – eu sorrio com desdém.
Usávamos as mesmas cores. Vermelho e dourado. Pude ver que somos colocados em duas casas em cada sala. Compartilhamos a aula de história com a Ravenclaw, por exemplo.
Tem alguma diferença? Se eu fosse sei lá da HufflePuff? Não eram apenas casas que tem suas características semelhantes?
Eu estendo a mão para maçaneta, mas ele segura meu pulso.
–O que foi agora? – Meus olhos lentamente encontram os seus.
Ele não percebe que eu estou irritada?
–E se eu te ajudar com as caixas?
Usar ou não usar James Potter como ferramenta?
Eu me livro da sua mão insistente que apoio minhas mãos no quadril.
–Vai perder o resto da sua tarde para ajudar uma pessoa que você mal conhece a desempacotar roupas? Sério?
–Qual o seu problema?
–Meu problema?
–É. Eu estou tentando te entender sinceramente.
Eu simplesmente o espero. E eu acho que ele espera que eu diga algo, e eu o faço:
–Eu não costumo abrir espaços para novas pessoas.
–Você se muda com frequência?
–Desde que me entendendo por gente – eu balanço as mãos, e depois cruzo os braços. – É só meu mecanismo de defesa, ok? Não é você em particular, e nem é intencional.
Ele desfaz meu cruzar de braços e diz calmo:
–Eu só mordo se você quiser.
Eu sorrio e o empurro de leve.
–Você está ganhando uma oportunidade James Potter – eu digo. – Não há segunda chance, então, não faça bobagem.
–Se eu te agarrar eu perco?
–Talvez – digo, ele percebe que eu estou brincando. – Mas, não é dessa bobagem que estou falando.
Ele sorri se aproximando perigosamente de mim.
–Você sabe o que se diz de confiança. – Eu acrescento.
–Eu devo-me sentir afortunado?
–Honestamente, sim – eu dou dois passos para trás, voltando a respirar um ar sem seu perfume afrodisíaco, merda. – Bem, vamos pro meu quarto.
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