On The Top Of The World - JiLy
3 Capítulo 2
Notas iniciais

Hoje eu posso dizer que eu estou me sentido relativamente bem nesse novo colégio. James e Sirius são as pessoas que eu passo a maior parte do tempo. Lalita, segundo Sirius, estava enciumada por eles terem a “abandonado” para ficar comigo. E eu me perguntava, quando mais tarde daquela sexta, ela iria se comportar comigo, porque nesses cinco dias ela e eu não trocamos sequer um "oi".
Meu pai não acha muito legal eu ir para casa de James fazer trabalho e me perguntou se era Biologia. Eu tive que dá um sorriso amarelo e dizer que era nada mais nada menos que história, e que eu não estava ficando com nenhum deles.
Minha mãe por outro lado, adorava a ideia de eu estar me "adaptando" tão bem quando Petúnia. Pois, Petúnia era o tipo de pessoal que se classificava como popular e social. E eu sou apenas Lily.
Segunda-feira, quando James havia ficado lá em casa para me ajudar a desempacotar as roupas, meu pai e ele se bateram, eu que pensava que seria assustador esse momento, me enganei. James falava a sorrisos agradando minha mãe intensamente. E eu só pensava, vá embora antes que meu pai nos questione o que estávamos fazendo lá em cima. Realmente só tiramos coisas de caixas enquanto conversávamos coisas aleatórias. Mas, pai que é pai não acredita, e nunca vai acreditar nisso quando no quarto só havíamos nós dois. E quando ele fez a pergunta, eu simplesmente sorri dizendo:
–James e eu não fizemos nenhum tipo de contato físico.
O que fez o ar ficar tenso, mas James logo sorriu falando:
–Menos aquele murro que você me deu nas costelas.
–Foi levinho – eu digo.
–Foi mesmo, você bate como uma garotinha – ele diz me fazendo dá um empurrãozinho nele.
–E você tem péssimas comparações!
Sirius balança a mão no meu campo de visão, e me faz voltar à realidade, sexta-feira, Hogwarts High School Elite.
–O que eu perdi? – Eu pergunto.
–Nada demais, só um monte de baboseiras sobre isóbaros, isótopos, isômeros...
–Ah tá, como se a gente nunca desse isso no início de todo ano – eu murmuro colocando o caderno na bolsa e pondo-a no ombro. – Temos aula de quê?
James segura o riso.
–O que foi, bobo?
–Nada, boba é você – ele responde. – Só se for aula na minha casa.
Eu bato na minha testa.
–Ei, sabe o que eu descobri? – eu pergunto enquanto andávamos a caminho do estacionamento.
–O que? – Sirius pergunta.
–Você é o galinha do colégio – eu olho para Sirius. – E eu achando que você era bom moço.
Nós rimos.
–Sirius? Bom moço? Só se for num universo paralelo – James diz.
–E você não escapa – eu digo olhando para James. – Porque vocês jogam no time de futebol americano as meninas babam por vocês.
–E você não? – Sirius pergunta se fazendo de ofendido.
–Eu não. Imagina: cair de amores por Sirius Black ou James Potter? – Eu rio os fazendo pararem para me fazerem cócegas. – Chega – eu peço.
–Só se você disser que somos divinos – James condiz.
–Vocês são divinos – eu murmuro e eles me soltam. – No mundo dos bobões!
Eles me puxam de novo, mas entrelaçando nossos braços.
Tá ok. Só porque eu estudo num colégio particular de elite não quer dizer que sou rica, nem todos do colégio eram ricos. Mas, definitivamente James Potter era. Começando com seu carro, era uma Mercedes Classe SL Roadster prata, segundo Sirius. E que eu me lembre, ter uma Mercedes quer dizer que você tem dinheiro para supérfluos.
–O que esse carro tem de lindo não tem de espaço – eu digo quando percebo que só tem dois assentos.
–É só você chegar o mais próximo do James – Sirius diz me empurrando para sentar.
Eu jogo a bolsa nos pés do Sirius, e a mão do James cai na minha perna. E eu percebo que isso vai acontecer toda vez que ele tirar a mão da marcha.
–Se você não quiser que minha mão toque na sua preciosa coxa, você senta aqui – James diz indicando para próximo de onde o teto retrátil sai.
–Eu vou acabar caindo! – Eu sento segurando o ombro de Sirius.
E não seria nada agradável eu rolar de saia.
–Eu só vou rápido se você quiser – James fala e liga o carro.
Meu cabelo dança com o vento batendo no meu rosto. E aquela era uma ótima sensação. Os raios de sol batiam levemente na minha pele, e o vento soprando no meu rosto.
E James percebeu que eu queria o mais rápido possível, mas, ali não era possível com os novos radares, e ele poderia pegar pelo menos três multas, por estarmos sem cinto de segurança, estando um pouco acima do limite de velocidade e eu não estar apropriadamente sentada.
–Eu sabia que depois de uma volta seu ar ranzinza iria ser substituído pela Lily alegre – James fala.
–Eu não sou ranzinza – eu dou bato no seu ombro, e ele abre a porta saindo.
Sirius sai, pegando minha bolsa e suas mochilas. Eles param me esperando, mas eu estou completamente anestesiada pela mansão que eu estou vendo. Simplesmente parecida com a mansão do Bill Gates, só que menor – convenhamos que a do Bill Gates deve ser uns bilhões de dólares – por estar no meio de Londres.
James se aproxima e pega minha mão me fazendo perceber que estou pagando mico.
–Mi casa es tu casa – ele diz em espanhol quando entramos.
Tudo é classicamente moderno, digamos. James e Sirius não deixam eu xeretar o primeiro andar, e eu quase caio na escada. Eu olho e pareço estar num quarto quando Sirius fecha a porta e encosta-se provocante nela. Eu simplesmente rodos os e olho para James:
–Vocês vão me prender como submissa sexual?
–Você tem ideias tão boas – James toca no meu queixo.
Eu dou nos ombros e xereto os CDs e DVDs de James.
–Você gosta do bom rock – eu sorrio pegando um cd dos Beatles.
–Surpresa é você gostar – Sirius diz quando James e ele se entreolham.
–Vocês achavam que eu gostava do quê? One Direction ou Bach?
–One Direction – os dois dizem, e fazemos caretas.
–Temos uma coisa em comum – James diz sorrindo fazendo Sirius rodar os olhos e sair de perto da gente.
–Só isso James – eu falo. – Não temos mais nada em comum.
–Logo, os opostos se atraem – ele espera que eu sorria de volta.
–James, eu não vim aqui pra você ficar dando em cima de mim!
Ele abaixa levemente a cabeça e quando volta ele sorri de um jeito totalmente diferente do sorriso ladino, e bagunça o cabelo de cima da nuca com os dedos. Meu súbito desejo é tomá-lo para um beijo, mas me contenho e murmuro:
–Você faz isso com as outras garotas, eu já fiquei com caras como você eu sei como termina, e eu não quero isso de novo.
Nos fitamos por um bom tempo, até ele limpar a garganta e responder:
–Achei que tinha me dado um voto de confiança.
–Para nos conhecermos – eu coloco o cabelo atrás da orelha. – Não é que eu não queira ficar com você.
–Você não quer ficar comigo agora, e depois?
–Quando você entender o que eu falei vai ser o depois.
–E se eu entendi agora? – Ele volta a sorrir daquele jeito.
–Você e eu sabemos que não – eu digo.
–Você não sabe o que eu quero – ele se aproxima funestamente.
–Sei sim – eu tento mesmo não olhar nos seus lábios.
–Me dê então – ele murmura antes de mirar seus lábios nos meus, mas não passa de um roçar, pois a porta abre e batemos nossas testas.
–Desculpa James – uma mulher diz entrando com uma bandeja cheia de sanduíches e suco.
–Lily, esta é Marie cuida da gente – James diz pegando a bandeja. – Marie, esta é a Lily, minha amiga gostosa – eu dou um murro em seu ombro antes de apertar a mão de Marie.
–A amiga indiana tá na linha – Marie diz.
–Lalita – Sirius diz pegando o telefone.
–Bom, eu vou estar lá embaixo se precisarem – Marie diz e sai.
–Eu quero tomar banho – eu falo para James e ele sorri.
–Vamos, banheira ou ducha?
–Sozinha!
Ele sorri ladinamente e me leva até o quarto ao lado, que era, talvez, o dobro do meu. Ele tira as mãos do meu ombro e eu apenas ouço a porta se fechando. Meus dedos desabotoam os botões brancos da camisa escolar, eu a coloco em cima da cama. Dessa vez meus dedos deslizam no meu cabelo ruivo escuro e logo um coque desarrumado no topo da minha cabeça é formado. Minha atenção se desprende da minha franja rebelde pelo limpar da garganta de James.
Eu viro meu rosto, apenas o pescoço e murmuro:
–Por que você não saiu?
Ele se aproxima e sussurra na minha nuca, na minha NUCA:
–Era pra você ter olhado para trás.
Eu rodo os olhos. Seu tórax encostando fatalmente nas minhas costas me fazendo tremer, ele estende a toalha na minha frente.
–O que foi? – Ele toca no meu ombro depois de eu pegar a toalha.
Eu o viro rapidamente para porta, torcendo pra ele não ter me visto de frente, e o induzo para a porta.
–Vá tomar banho enquanto eu tomo, quando eu acabar vou pro seu quarto.
–Você tem uma ideia errada de mim – James diz, quando estamos largados no seu quarto esperando Sirius passar na casa da Lalita, para assistirmos um filme.
–Eu não quero conversar sobre o porquê que não aceitei seu beijo – eu falo.
–Mas, eu quero!
–James, nem tudo o que você quer você pode ter!
–Posso – ele diz com desdém e tira o travesseiro que eu estava abraçada dos meus braços.
Eu pego o outro e dou uma "travesseada" em sua cabeça.
E fizemos uma mini guerra, até eu me aproximar o suficiente dele e jogar seu travesseiro por outro lado.
–O que eu te fiz? – Eu pergunto.
Ele franze a testa.
–Como assim?
–O que eu te fiz para você está atrás de mim desde segunda?
Ele desvia nossos olhares.
–Eu não vou dizer, é meio vergonhoso – ele diz.
–James.
–E egoísta – ele completa.
–Não pode ser tão ruim assim.
Ele assente.
–Mas, quer saber, eu não desisto tão fácil – ele fala. – O que eu estou falando? Eu não desisto – ele segura meu olhar. – Se prepare para a avalanche de James Potter – ele sorri divertido.
–Cuidado, viu Lily? – Sirius diz entrando com Lalita.
Lalita era indiana. Quer dizer, as indianas são lindas, têm pele escura naturalmente, cabelos escuros e lisos. Mas, ao invés daqueles "panos" que as indianas usam, ela veste uma saia jeans, sapatilha, uma blusa rosa e seus cabelos numa trança de lado.
–Oi – eu digo para Lalita e tento me levantar mais James me segura me fazendo deitar de novo.
Eu dou um empurrão nele e levanto.
–Sou Lily Evans – eu digo apertando sua mão.
–Eu sei – ela ri. – Lalita Sharma.
–Desculpe ter os roubado de você – eu digo meio estridente, pois James volta a me puxar. – Mas, eles foram empurrados pra mim, infelizmente, e McGonagall teve que me pôr no trio para eu "controlá-los" – eu realmente faço aspas com os dedos.
–Isso é impossível – ela diz. – Sirius Black e James Potter são feras indomáveis.
Eu balanço a cabeça concordando.
Assistimos O Exterminador do Futuro, com o Schwarzenegger. Eu gosto desse filme, mas já havia assistido um bilhão de vezes, mas fora a primeira em 3D.
Comemos pipoca e tomamos Coca-Cola. O slide, era coisa de brincadeira, então depois do filme, veio a brilhante ideia de Sirius: irmos no London Eye.
–Você sabe, é algo natural aqui em Londres, e é pra você fixar ainda mais suas raízes – Sirius diz sabiamente.
–É gênio, e como vamos pro London Eye se o carro do James só dá para dois? – Eu pergunto.
–Você não sabe, querida? – Ele toca no meu queixo. – Minha moto está na garagem.
Eu dou uma risada nervosa.
–Eu vou com o James – eu digo me posicionando ao seu lado.
–Lily, vai com o Sirius – Lalita diz.
–Por quê? – James pergunta.
–Eu tô de saia!
–E daí? – Sirius fala. – Não tem como eu virar para ficar vendo suas partes Lalita!
–E definitivamente Lily e moto não combinam – eu digo.
–Dá me devendo uma, em Lily – Lalita olha para mim.
–Obrigada! – eu entro no carro, e James fecha o teto retrátil. – Eu queria ficar em cima. – Falo fazendo bico.
–Mas, já está escuro – ele fala.
–Melhor ainda.
–Estou sem óculos e de noite é mais difícil – ele coloca a mão direita no volante, e a esquerda a chave.
–Você fica menos feio com os óculos.
Ele olha para mim.
–Sério? – Desdém. – Diga Lily, eu fico bonito de qualquer jeito – ele toca meu nariz.
Eu rodo os olhos.
–Menos quando está dando em cima de mim.
–Isso é sua culpa! – Seu rosto ficou meio bravo.
–Minha?
–É, você e seus olhos brilhantes – ele balança a cabeça. – Se fosse esperta não teria nascido tão Lily.
Eu rio nervosamente.
–Como assim, James?
Ele segura meu olhar.
–Isso pode parecer estranho, mas, eu sinto que eu já te conheço muito mais que cinco dias.
Minha testa nivela.
–Como se nossos atos fossem meio nostálgicos – eu completo.
–Você acredita em destino?
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