On The Top Of The World - JiLy
13 Capítulo 12
O domingo se resumiu à filmes em volume baixo, todos com edredons, pipoca e analgésicos.
As pessoas que dormiram por lá – Dorcas, Alice, Frank, os Prewett, Amos, Marlene, Emme, James, Sirius e eu – ficaram na sala de vídeo, o resto do dia, e no fim da noite todos foram para suas devidas casas.
O engraçado do dia, foi que acordamos com o grito de Lalita. Ela e Sirius dormiram de conchinha, e ela tomou um susto quando acordou.
Lalita ficou perguntando o que havia acontecido por ali, o porquê que ela estava nua, e o que Sirius estava fazendo na sua cama só de cueca.
Demorou muito tempo até eu acalmá-la e ter dito que ela praticamente obrigou o Sirius a dormir com ela. Delongou para Sirius e ela voltarem a olhar sem vergonha, porque a Lalita meio que estava fugindo do Sirius.
Eu acordo, e me arrumo como de costume. E, agora, eu não preciso esperar James chegar, simplesmente pego meu novo carro, ligo o aquecedor – apesar da chegada de fevereiro, o clima ainda é muito mal por Londres, e eu pressinto neve –, coloco o energético na porta copo, coloco o cinto, e ligo Guns N’ Roses.
Eu coloco meu carro na minha vaga – é, eu tenho uma vaga porque eu sou cheerleader, e melhor ainda por ser vice-capitã –, ajeito meu sobretudo preto, pego minha bolsa e vou caminhando até a entrada, onde normalmente nos encontramos.
De primeira eu encontro o Sirius, que me fuzila, mesmo assim me abraça:
—Bom dia, minha linda.
—Qual o problema, meu lindo?
—A Lalita – ele segura meu olhar. – Ela é todo o problema. E você está no meio disso. Do lado dela.
—Ela pediu ajuda primeiro Six! – Eu seguro sua mão.
—Eu achei que eu fosse seu melhor amigo – há uma leve irritação na sua voz.
—Você é, Sirius – eu arregalo os olhos. – Mas, a Lalita também é!
—Ela falou antes de dormir.
—Ela estava bêbada.
—Bêbado não mente, só solta a língua.
—O que ela disse?
—Falou que queria ter ido comigo, e você disse não! Você disse não!
—Eu sei. Sinto muito.
—Só isso. Você sente muito? Você sabe muito bem que eu gosto dela.
—Eu não quero que ela se machuque, Six – eu falo sério e ele nivela a testa.
—Eu não pretendo isso, Lil – ele murmura.
—Me diga, você já realmente gostou de alguma garota? Deu valor a alguém que não seja nem eu nem o Jay?
—Não – Ele abaixa a cabeça. – Eu quero mudar, linda – ele mexe no meu cachecol da Gryffindor. – Você disse para mim que chega a hora em que nos encontramos.
—E é verdade! Eu não acho que esteja mentindo, mas a Lalita é especial, e ela quer algo duradouro. Ela não quer ser mais uma. Ela quer ser valorizada. E não é o que você faz com as outras, e ela estava com um pé atrás, fui eu que a incentivei, mas...
—Eu tenho que lutar para saber o valor – ele fala.
—Sim.
Nós suspiramos, e vejo Lalita chegando.
—Seja criativo – eu digo antes dela ficar do meu lado.
—Bom dia Sharma – Sirius diz a abraçando.
—Bom dia Si – ela fala e olha para mim. – Sinto muito por sábado, bem, eu não pude conversar com você no domingo – ela balança a cabeça.
—Tudo bem, eu ainda penso que indianos tem estomago forte – eu murmuro. – Vamos – eu falo depois que Emme e James chegam.
James tira minha meia-calça, minha saia, meu sobretudo, minha camisa e meu sutiã. Começa a pôr meu top de ginástica e meu short, que felizmente o GYM é aquecido de forma adequada. Eu já havia trocado seu uniforme por uma bermuda que normalmente usa nos treinos.
—Vamos... treinar... no... GYM... hoje... – James vai falando entre os beijos.
—Mas... O GYM é nosso – eu falo quando ele desce os lábios para meu pescoço.
—Nos chamaram para lá, também.
—James...
—Oh, casal! – Emmeline bate na porta do vestiário (para constar, masculino). – Parem de se chuparem, Alene já está irritada, tem câmeras para nos filmarem!
—Que câmeras? – Eu pergunto.
—Vamos! – Ela chama.
No GYM, eles fizeram como um estúdio de gravação, havia uma poltrona acolchoada, um pano verde por trás, e um três câmeras apontadas para a poltrona.
—O que está acontecendo? – James pergunta.
—Sr. Potter e Srta. Evans venha aqui assinar esse documento – chama tia Minnie.
—Para que serve esse documento? – Eu indago.
—Faz parte da punição. Vamos fazer entrevistas sobre sexo na adolescência.
—Há algo, que de alguma maneira me faça algo que eu não queira?
—Assina logo Lils! – James fala me dando a caneta.
Depois que assino, somos submetidos a ficar na plateia e eles começam a chamar em ordem alfabética. E você tem que responder uns tipos de perguntas meio vergonhosas, e ali na frente de todo mundo.
Chega a vez de Sirius, ele senta na poltrona e vai falando:
—Meu nome é Sirius Black, tenho 17 anos, londrino, solteiro por enquanto – ele dá um sorriso.
—Quantas vezes você faz sexo por semana? – O repórter pergunta.
—Normalmente, eram mais ou menos 10 vezes.
—Eram?
—É, eu parei por agora.
—Por que?
—Estou querendo algo solido – ele olha rapidamente para Lalita.
—Você usa que tipo de prevenção?
—Camisinha.
—Só?
—Eu não sei, se as garotas usam mais algum tipo, mas sim.
—Você perdeu a virgindade com quantos anos?
—14.
—E desde então você é sexualmente ativo?
—Sim.
—Bom, muito obrigado Sr. Black.
Ele estala a boca e sai quando o cameramen fala “corta”.
—Quantas vezes nós fazemos sexo por semana? – Eu sussurro para James.
—Umas 25 vezes – ele fala. – Nós transamos muito.
—É, eu não tinha percebido.
—Srta. Evans – Minerva chama e eu me sento.
Eu sento na poltrona e me dão o aviso para eu falar:
—Sou Lily Evans, tenho 18 anos, londrina, namorando com James Potter.
—Quantas vezes você faz sexo por semana?
—Mais de 21 vezes – eu murmuro.
—Desculpe-me – começa o repórter. – Doze vezes?
—21! – Eu falo mais alto.
—21 vezes? É muito sexo! – Ele dá uma risadinha. – Quantas vezes por dia?
—3, 4 vezes.
—E o preservativo?
—Anticoncepcional – eu falo.
—Seguido?
—Não conseguiria ficar uma semana sem transar – eu deixo escapulir.
—Você perdeu a virgindade com quantos anos?
—14.
—E desde então é sexualmente ativa?
—Sim, é digamos que sim.
—Obrigada Srta. Evans.
James e eu viramos alvo de piadinhas. Mas, com certeza, eles – garotos e garotas – têm inveja da nossa constante atividade sexual. Eu simplesmente dou uma risadinha. James, por outro lado, amou a ideia de que fomos eleitos o casal que mais faz sexo por dia, por semana e por mês.
Depois que todos os alunos sêniores foram entrevistados, voltamos na ordem alfabética para escolhermos o nome do par que iria ficar duas semanas grudados, incluindo dormirem na mesma cama, aqui mesmo no colégio – que é integral para a quem mora longe, apesar de eu conhecer pessoas que simplesmente saem das suas casas no centro de Londres, o que relativamente próximo, e moram em Hogwarts.
Sirius, por começar com B, escolhe primeiro que Amos, que é com D. Logo, o nome de Lalita é citado.
—Eu quero mudar de par – ela murmura para mim.
—Não, é chance perfeita, não o rejeite – eu sussurro.
—Estou morta de vergonha com o Sirius! Eu dormi pelada abraçada com ele!
—Eu sei, eu sei. Mas, você consegue Lalita.
—Já que você diz...
—Srta. Evans, seu par – McGonagall me chama atenção.
—Claro que James, tia Minnie – eu falo, a fazendo balançar a cabeça em aquiescer.
—Pode sair do GYM – ela fala.
Quando saio recebo a chave do nosso quarto que se localiza na Torre da Gryffindor, e um presentinho.
Uma bebê! Não um bebê de verdade, mas definitivamente parecia muito até de assustar.
—Sirius! O que é isso? – Eu pergunto para ele sentando nos bancos, como os outros, para esperar meu par.
—É um bebê!
—É obvio! Mas para a quê?
—Não sei! Mas mandaram esperar seu par e encaminhar para o quarto que lá terá um vídeo explicando todo o processo dessa coisa.
—Eu recebi uma menina – eu falo olhando para a boneca quase humana que está num berço móvel nos meus pés. Com um vestido rosa e um laço exageradamente grande.
—Acho que a Sharma não vai gostar de um menino...
—Eles deram conforme seu sexo.
—É... Vamos trocar?
—Não, eu quero ver o James irritado – eu dou uma risada sinistra.
James sai e me acha com facilidade, olha para a bebê quase humana e fala:
—Recebemos uma garotinha?
—Sim.
—Isso é ótimo!
—Por quê?
—Essas bonecas são supercaras e realmente fazem coisas de bebê, se fosse um menino, mijaria na nossa cara toda vez que abriríamos a fralda.
—James, você é tão irritante – eu falo bufando quando Sirius ri da minha cara.
—O que foi, ruivinha?
—Só não troquei a boneca porque achei que você queria menino.
Ele simplesmente estendeu a mão para mim.
—Tchau Sirius – nós dissemos.
Caminhamos para a Torre da Gryffindor, nosso quarto era um 320, que ficava na 3ª parte no fim do corredor da direita.
Nos deparamos com uma cama grande de casal dossel com cortinas vermelhas, na realidade acho que todo o quarto era inspirado na nossa Casa, logo tudo dourado e vermelho.
Uma TV de tela plana gigante, um frigobar, um micro-ondas, um armário de duas portas, dois baús, uma penteadeira, um berço dourado cheio de coisinhas de bebê, dois criados-mudos de cada lado da cama com abajures, e uma porta que devia ser para o banheiro.
James liga a TV e imediatamente começa o vídeo. Resumindo: ficaríamos duas semanas juntos, enfrentando a vida de um casal com filho para a reflexão do ato sexual.
E para a mim, aquilo tudo é uma idiotice, porque eu só vou transar mais e mais.
O mais estranho de tudo, é que os pais tinham que concordar com aquilo porque assinamos, e quando nos matriculamos existia de alguma maneira um parágrafo sobre manter o aluno no colégio.
—Vamos trocar de roupa, e pegar nossas coisas. Eu te encontro aqui daqui a uma hora, ok?
—Ok – ele fala.
—Ok é uma palavra bastante “paquerativa” – eu falo, mas ele franze o cenho. – A Culpa é das Estrelas!
—Um livro.
—Sim, agora vamos.
—Espera – ele me para e eu penso que ele vai começar a me beijar, mas ele vira para a bebê. – Temos que liga-la.
—Ok – eu falo e depois de um tempo consigo ligar a boneca.
Ela pisca os olhos, o que me deixa assustada. Ela franze as sobrancelhas e eu suavizo a minha.
—Uou. Isso é muito estranho – eu entro ela para James.
—Qual vai ser o nome dela?
—Engraçado, eu sempre quis ter uma menina, mas nunca pensei num nome – eu balanço a cabeça.
—Nós.
—Que?
—Nós queremos ter uma menina desde pequenos – ele fala.
—Bom, eu me lembro dessa – eu murmuro sentando na cama.
—Não houve tempo... – ele senta do meu lado após colocar a boneca no berço. – Mas, agora temos – ele se inclina para me beijar, me pondo debaixo do seu tórax.
O sexo fora perfeito e certo como sempre. O que estava me, relativamente, enjoando. Não que eu não queira transar com o Jim. Fazer amor com o James, é e sempre será minha atividade favorita. Todavia, eu queria que fosse menos cauteloso. Quero dizer, quando ele “sem querer” enfia de vez, dói, mas uma dor prazerosa. Afinal, sem a dor como poderíamos reconhecer o prazer? E James não aceita que fazemos sexo “forte”.
Batizamos o quarto, e fomos fazer o que realmente devíamos.
Trocar nossas roupas de ginastica pela farda do colégio, ir para casa pegar nossas coisas para 2 semanas. Eu acabo passando num supermercado para encher os armários e a geladeira de alguma coisa. Quando eu chego “em casa” aka nosso efêmero quarto, James está aninhando a boneca no colo e sorri para mim.
—Decidi o nome! E preenchi a certidão de nascimento.
—Ok. Qual é?
—Lilith!
—Ah, só porque eu amei aquele demônio?
PS: James e eu assistimos sessões filmes de terror/suspense. Logo, assistimos Caso 39, o que resultou numa incrível paixão pelo demônio em forma de garota de belos olhos azuis.
—É claro Lils – ele roda os olhos castanhos. – E me lembra, vagamente seu nome.
—Lilith é o exemplo de feminismo, Jay.
—Primeira mulher a rejeitar a palavra de Deus e ficar subordinada ao homem.
—Bom, você foi ótimo. Quando tivermos um filho...
—Uma filha.
—Uma filha, talvez, eu deixe você escolher o nome.
—Sério?
—Talvez, Jim, talvez.
—Ele não para de chorar! – Sirius fala quando estamos na Sala Comunal da Gryffindor.
—Talvez ele esteja com fome – Lalita diz balançando a cabeça.
—Talvez você devesse segura-lo – Sirius solta.
—Talvez você devesse ter escolhido alguém que gostaria muito de dormir do seu lado.
—Eu escolhi você! E olha! Você ama dormir comigo!
—Não amo não!
—Ama!
—Não.
—Sim.
—Não.
—Não.
—Sim! – Lalita exclama.
—Bem, eu disse que você amava – Sirius diz.
—Isso não valeu, você me confundiu!
—Só relaxa amor, estamos casados por duas semanas – ele fala e a abraça.
—Eu estou tão cansada – eu falo levantando.
—Mas, minha linda, ainda são sete horas – Sirius profere.
—Sete? Tão cedo... – Estão eu desmaio.
Olhos, três pares me olhando.
—Você está bem? – Agora Sirius me pergunta sentando na cama.
Eu suspiro, e James me ajuda a sentar.
—Está tudo bem – eu falo.
—Qual a razão de você ter desmaiado? – Lalita cruza os braços.
—Eu não sei – eu digo. – Realmente.
—Em via das dúvidas – começa Emmeline – comprei isso aqui – ela joga um teste de gravidez de farmácia.
—Eu não estou grávida! Eu tomo pílulas!
Emme me ignora e estende uma bandeja prata com sanduiches e suco de laranja.
—Nós ficamos preocupados Lil – James diz depois que ficamos a sós.
—Eu sei, baby – eu falo segurando sua mão.
—E eu sei que não é gravidez – ele balança a cabeça.
—Não – eu confirmo sem precisar.
—Lily, eu vi que o que você mais comprou foi energético. O frigobar está lotado disso.
—Eu gosto, você gosta – eu rolo os olhos.
—Você mal come, não dorme, e ainda treina muito.
—Está achando que eu sou anoréxica?
Ele suspende as sobrancelhas escuras.
—James, eu me acho boa o suficiente – eu cruzo os braços. – É que eu não sinto fome.
—Para de ficar na defensiva, eu estou do seu lado, amor – ele desfaz o cruzado e me coloca no seu colo. – Me responda. Essa não é a primeira vez que você desmaia por está fraca?
Apesar de ser uma pergunta, ele está no auge da afirmação.
—Não.
—O que você está fazendo Lil?
—Eu não sei James! Eu só não fico me entupindo de comida! Você já fez isso!
—Quando eu estava estressado! Por dois dias!
—Mas, é meu jeito de ficar quieta. Fumar e beber cafeína.
Nós suspiramos quando ouvimos o choro de Lilith.
Eu levanto a pegando, faço o mingau e fico a ninando até dormir.
—Liz – James me abraça beijando meu pescoço. – Eu te amo, eu só quero seu melhor.
—Eu sei Jim – eu viro e o beijo. – Eu te amo tanto, que não quero que fique se estressando por mim, entende? Eu não quero te ver triste.
Ele me fita com seus olhos castanhos.
—Vem, vamos dormir de verdade – ele fala.
E depois de muito tempo, eu consigo dormir de conchinha sem transar com o James.
—Pode ir tomar banho primeiro, ainda não arrumei meu baú – eu digo a James, quando acordamos.
Eu recebo uma mensagem, e antes de desbloquear meu celular penso em ser Sirius perguntando como eu estou. Sou surpreendida pelo Nº desconhecido, quer dizer, eu conheço todo mundo, a não ser que nunca tenha falado comigo, ou nunca tivesse estado numa mesma festa que eu.
"Eu sei que você está cansada do sexo perfeito do Potter" essa é a mensagem.
Eu franzo as sobrancelhas, logo chega outra:
"Você não fica se perguntando o porquê de nunca ter conhecido o Rei do Sexo? É o que dizem por aí, não é? S.S."
Eu fico irritada pelo fato de eu não conseguir mandar uma resposta. Não que eu não a tenha, mas por causa do número. Volto a odiar tecnologia.
"Agora eu entendo o porquê de vocês fazerem sexo 21 vezes por semana. Ele não te deixa satisfeita o suficiente. S.S."
E foi isso por hoje. Eu não recebi outras mensagens.
James e eu, e vários outros casais, não têm tempo para diversão. Acabamos todos no Salão de cada casa, com deveres a fazer e cuidar da efêmera casa e do bebê.
—Você não se sente cansado? – Eu pergunto a James, depois de transarmos.
—Claro que eu estou cansando – ele une as sobrancelhas escuras.
—Não de agora. Mas, de fazer sexo, tipo, três vezes por dia?
—Não – ele me olha estranho. – Você está cansada de transar?
—Não estou. Mas deveríamos, não é?
Ele para um pouco sem deixar de me acariciar.
—Sim – ele fala por fim. – A que ponto leva Lil?
—Apenas curiosidade – eu digo.
Entretanto, vem outra de madrugada, outra mensagem.
"Aposto que acabaram de fazer o terceiro sexo do dia", "quem diria que Lily Evans se sente insatisfeita sexualmente. Eu não diria, mas acontece."
"Boa noite, Evans, S.S."
Sirius e Lalita finalmente estão juntos.
Quer dizer, depois de Sirius se ajoelhar para ela no meio de um jogo de futebol e falar que a ama, ela quase desmaiou de descrença.
Bem, antes de eles namorarem, eles acabavam se pegando na cama. E quase eles transaram, só que pelo o que o Sirius me contou, o bebê chorou, e ele teve vontade de matar o bebê e voltar a despir Lalita.
Eu não precisava saber de detalhes sobre o quase-sexo deles, mas Sirius é aberto comigo.
Emmeline está me aborrecendo. Diferente de mim, ela não vem comendo porra nenhuma, e quando come corre para o banheiro e finge que nada aconteceu, apesar de eu e Lalita já sabermos que ela está com início na bulimia.
Num fim de tarde, conseguimos ficar nós três a sós. E ela quase morreu de tanto chorar.
Sua mãe estava dizendo que ela não era a melhor em tudo porque ela era uma vaca gorda. Não tinha namorado porque nenhum cara iria querer foder – a mãe dela usou essas palavras – com uma balofa.
Então nossa tarde foi resumida em lágrimas, nós três chegamos no Salão Comunal da Gryffindor com a cara inchada e ninguém se atreveu a perguntar o porquê.
James e eu estamos distantes. E a culpa no fundo é minha. Eu tenho dado bola para aquelas mensagens.
S.S. me falava que James sabia foder bem, que ele não iria fazer o melhor dele comigo porque eu era namorada. E ele não faz isso com quem gosta.
E eu discuti com o Jay. Bem feio. Aposto que a Torre inteira da Gryffindor ouviu nossos gritos.
Na segunda semana de fevereiro, eu estou brigada com o James porque ele não quer ser menos delicado comigo. Nós acordamos, na quarta, abraçados. O que é comum quando dormimos juntos. E foi estranho acordar com suas mãos na minha virilha, e lembrar que "merda" eu estou brigada com ele.
Ele continua com os braços envoltos em mim. Eu me permito relaxar naquele momento.
E quando ele fala:
—Bom dia Liz.
Eu pulo da cama e me tranco no banheiro.
—Lily, por favor – ele sussurra encostado na porta. – Isso é bobagem.
—Não é bobagem James! – Eu falo abrindo a porta. – Porque você simplesmente não faz o que eu te peço?
—Eu não posso Lily – ele abaixa a cabeça.
—Quando eu peço você não pode nada. Eu sempre faço o que você me pede, sempre!
—Lily, essa é a primeira vez que eu te nego algo.
—Porque você está negando?
—Eu não posso! – Ele grita, o que me faz fechar a porta na sua cara. – Lily!
—Dava para a ouvir sua voz de lá do quarto – Lalita fala para mim, quando sentamos para tomar café da manhã.
—Porque vocês brigaram? – Sirius me pergunta.
Eu suspiro e falo:
—Eu pedi para ele ser menos gentil no sexo, e ele disse que não podia. Como assim ele não pode? Que homem nega um pedido desses?
—Ele – Lalita fala.
—Então, foi só por isso? – Sirius olha para a entrada e percebo que James está chegando.
—Foi, "só por isso" – eu digo revirando os olhos.
—Você esqueceu a Lilith lá em cima – James me fala, sentando do meu lado.
—Eu não esqueci. É você quem sempre carrega ela.
—É, mas ficamos juntos, e você simplesmente me largou enquanto eu tomava banho.
—Eu estava precisando beber cafeína. Ou você vai me negar isso também, James?
Na sexta-feira apresentamos o trabalho sobre consequências de sexo na adolescência.
A Lilith foi quieta, na minha opinião. James e eu nos colaboramos no fim da semana apesar da briga, o que resultou num A+.
No sábado e no domingo começamos o ensaio da dança Bollywood que apresentaremos no aniversário do James. E eu já tinha planejado tudo antes do ano começar. E vamos ter fevereiro e março para ensaiarmos, já que seu aniversário é no dia 27 de março. Lalita irá ensinar a música para mim, Emme, Dorcas, Marlene e Alice.
A terceira semana de fevereiro foi resumida em Bollywood. James e eu mal nos falávamos, eu penso o que vou fazer se ficarmos nesse motim até seu aniversário.
Na quarta semana, mais precisamente na segunda, James encheu meu carro de tulipas vermelhas – que são minhas favoritas.
E os lírios dos vales foram enchendo minhas mãos com facilidade naquela manhã de terça. Todo lugar que eu sentava ou parava tinha um lírio do vale, ali, branco, carregado de inocência e gritando para mim que eu voltasse a me agarrar com o James.
E mesmo brigados, James continuava indo para meus ensaios de cheerleaders, sentado na plateia, e toda hora eu recebia uma bronca de Alene porque eu o olhava.
—Qual é Lily, está na cara que você está doida para me beijar – James entra no box em que estou tomando banho.
—Sim. Estou doida – eu concordo abrindo os olhos.
Ele fica encostado na parede, totalmente despido, com o suor do treino brilhando em sua pele. E, eu percebo que eu me fiz demorar de ir para o banho para a ele.
—Mas, eu sei que está explodindo também – eu digo me ensaboando.
—Te vendo assim, é impossível – ele fala e anda até mim ensaboando suas mãos, passando nas minhas costas.
—Eu amo quando você me dá banho – eu solto fechando o chuveiro.
—Eu sei – ele murmura passando as mãos grandes nos meus seios.
Ele foi descendo as mãos para minha virilha, e percebo que é o teste perfeito. Se ele enfiar dois dedos eu o paro, mas se for três ou mais eu fico feliz por ele colaborar.
Antes dele tocar lá embaixo, ele me vira defronte a ele, e começa a me beijar.
Ele faz seu membro ereto ficar entre minhas pernas, eu me ouço gemer baixo.
Eu sentia falta dele, falta do sexo dele.
James coloca seus dedos na minha virilha, mas enfia dois dedos.
—James, não... – eu falo o empurrando.
—O que foi? – Ele pergunta.
—Não – eu digo firme ligando o chuveiro e tirando o sabão. – Te vejo amanhã, James.
—Só é mexer o quadril – Lalita fala pela milésima vez. – Só faltam três semanas!
—Calma Lalita nós vamos conseguir – Dorcas diz entrando nos jardins da casa de Lalita. – Lily, tem uma pessoa te esperando na cozinha.
—O que você está fazendo aqui? – Eu pergunto colocando suco no copo.
—Eu preciso conversar com você – James fala.
—Vamos para o quarto de visitas – eu pego sua mão. – Comece.
—Sente – ele pede colocando-me na cama. – Você lembra que eu te disse que eu não fico com amigas?
—Sim.
—É que, uma vez, eu tive uma amiga, e acabamos transando, eu fiz sexo com ela como eu fazia com aquelas garotas que não valem apena ter uma relação. Eu fazia tão grosso, porque elas não esqueciam e não voltavam para me procurar. Essa minha amiga, nunca mais eu a vi.
Eu fico calada por um momento.
—James, mas, eu te pedir para você ser menos gentil comigo. Eu não vou te largar amanhã.
—Mas, eu vou estar te machucando, e você vale muito para eu te deixar machucada.
—James, "sem a dor como poderíamos reconhecer o prazer"?
Ele me abraça.
—Eu sei que você prefere o sexo que te fazia ser o guru – eu dou uma risadinha.
—Eu prefiro – ele fala. – Eu quase morri nessas semanas.
—Eu sinto muito – eu o beijo. – E não quer dizer que sempre você precisa fazer sexo comigo, eu gosto de fazer amor com você. Só que não fazemos sexo, nós só fazemos amor.
—Dorme comigo – ele pede. – Eu estou com tanta saudade – ele fala beijando meu pescoço.
Eu acabo indo embora com o James, para casa dele, para cama dele.
James suspira antes dele introduzir seu membro em mim com tanta força, que eu solto um murmúrio.
—Você está bem? – Ele não aguenta.
Mas, eu simplesmente jogo minha cabeça para trás, e ele entende, continuando a introdução.
James não consegue ficar deitado sem mapear meu corpo para ver quais danos ele fez.
Eu suspendo uma sobrancelha quando ele começa a lamber minha vagina, ele coloca três dedos na entrada, o que me faz gemer.
—Você aguenta um segundo round? – Ele pergunta.
—Minha vez – eu falo.
Eu o deito na cama, e obrigo meu corpo cansado a fazer com que ele grite meu nome, que ele deixe marcas no meu corpo pelo seu orgasmo.
O melhor de tudo, é que eu consigo deixá-lo exausto. Ficamos abraçados um bom tempo, até eu perceber que ele dorme.
Eu estou dolorida. Muito. Eu desço para pegar uma bolsa de gelo, que eu coloco na virilha, voltando a me deitar com James. Eu não durmo essa noite, quando percebo que vai amanhecer, eu coloco sua camisa e desço para limpar a bolsa.
—Então você é Lily Evans? – A mãe de James me pergunta.
Eu não há via há mais de 10 anos.
Ela continuava com seu cabelo castanho presos num coque, seu rosto impecável cheio de maquiagem, com joias, e caras roupas.
—Sim, Sra. Black – eu falo.
—Quer dizer, a única namorada do James – ela fala com desdém.
—Sim.
—Você continua linda Lily – ela diz.
Eu sei que estou com o cabelo embaraçado e bagunçado, e que a camisa de James é perceptível que eu não estou usando sutiã, muito menos calcinha.
—Obrigada.
Ela se aproxima de mim, e pega no meu rosto.
—Você é muito parecida com seu pai.
—Eu não acho muito – ela aperta minhas bochechas.
—Mas, é igualzinha. Menos os olhos, e esse tom de cabelo.
—Minha avó.
—É, eu sei. Eu conheci a velha Evans.
—Mãe – James chega.
—Bom dia querido – ela fala, e finalmente me larga.
James fica do meu lado, pondo a mão na minha cintura.
—Quem diria que vocês ficariam juntos no final das contas? – Ela franze os lábios vermelhos.
—Se não fosse por você, mãe – James fala com raiva.
—Por favor, James, vocês eram, quer dizer, ainda são muito novos para decidirem algo das suas vidas.
—Desculpe-me Dorea, mas James e eu, apesar dos empecilhos de anos, continuamos juntos, como você diz "no final das contas" – eu falo.
Ela dá um sorriso falso.
—É, eu sei que no final das contas, pequena Evans, sua mãe e seu pai estão acabando.
—E você está amando, não é? – Eu pergunto a fitando. – Porque o seu casamento não deu certo, e dos meus pais não quer dizer, que o nosso vai dá errado.
—Ora, vocês vão se casar? – Ela sorri. – Você me disse isso quando tinha seis anos James.
—Vamos! – James fala. – Sabe o que eu dei para a Lily? O que o papai nunca te deu?
Ela pisca, e olha para minha mão direita.
—O anel das futuras Potter – ela responde. – Apenas para as amadas futuras noivas.
—Sim – James concorda. – Até hoje, todas as Potter que receberam esse anel tiveram um feliz casamento.
—Eu estou levianamente surpresa – ela começa a sair da cozinha, e olha para seu relógio de ouro. – Estou atrasada.
—Para as compras na Rússia? – James pergunta com sarcasmo.
—Por favor, o que você tem que fazer é agradecer por eu deixar a casa para você – ela fala e sai.
—Eu sinto muito por isso – James me diz.
—Ok – eu falo.
James me abraça pelas costas, beijando meu pescoço e colocando os dedos na minha virilha.
—James... – Eu gemo. – Estou dolorida.
Mas, ele continua.
—Eu disse que ia te machucar – ele fala me pondo na bancada.
—Eu sei.
Ele abre minhas pernas, e coloca sua língua quente no meu sexo. Ele sabe me excitar.
—James, enfie logo – eu peço, e não me arrependo quando ele coloca de vez.
O resto de fevereiro é bem dolorido. Apesar de eu estar "machucada", eu continuava fazendo amor com James. E acabamos deixando o sexo apenas duas vezes por semana, e o amor sempre.
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