On The Top Of The World - JiLy
5 Capítulo 4
Notas iniciais

Capitulo 4:
–Lily presta atenção! – A treinadora grita comigo.
Eu dou um mini pulo. Eu estava meio avoada desde sábado, obrigada James.
Neste fim de semana as cheerleaders e o time de futebol do colégio iriam participar de um jogo. E a rivalidade uivava tanto com o time de futebol como nossa torcida contra o colégio da cidade de Oxford. E o mais intrigante era que tínhamos que ir sexta para lá e só voltaríamos domingo para Londres. E eu estava amando é claro, ficar o fim de semana inteiro sem Petúnia, e sem meu pai estar perguntando o que estava acontecendo entre mim e James.
–Desculpa Alene – eu peço. – Começa com o que?
–Ah Lily! – Ela se aproxima de mim.
Seu cabelo louro estava preso num rabo de cavalo perfeito, seu rosto de nova me assustava, eu sempre tive professoras velhas.
–Agache, salto duplo e depois mortal – ela diz. – Lily, você está bem?
–Estou ótima!
–Tem a ver com o Sr. Potter? – Ela olha atrás de mim e ele estava ali sentado desde que seu treino acabou para "me olhar".
Como eu tinha dito antes, James sempre vem pro ginásio depois do seu treino, mas ele fica realmente me olhando, sem desprender os olhos, e isso é meio assustador, fofo, mas assustador.
Eu coloco meu cabelo atrás da orelha quando eu o olho de relance.
Eu acho melhor dizer outra coisa senão ela vai pensar enquanto eu estou me arriscando ficar apaixonada sendo que faltam quatro dias para estarmos lá mostrando essa apresentação.
–Não, só estou nervosa pelo fim de semana – eu digo e soou bem convincente.
–Todos nós estamos – ela diz. – Essa é a última vez, vê se faz certo – ela diz e dá espaço para a torcida fazer a apresentação de dois minutos e meio.
–Eu levei uma bronca por sua causa – eu digo a James depois que Sirius tinha se juntado a nós.
–Por minha causa? – Ele pergunta.
–É, um dia ela vai acabar te expulsando do ginásio.
–Ah Lily, quer dizer que você não foca no treino porque fica olhando para James sem camisa – Sirius balança a cabeça. – Se eu tivesse lá, talvez você poderia cair da pirâmide.
–Vira essa boca pra lá Sirius! – Eu o empurro levemente. – Sério James, não é tão legal ficar vendo o treino das cheerleaders.
–É sim – Sirius e James dizem junto.
–Short e top são muito legais – Sirius diz.
–Vocês são impossíveis!
–Relaxa Lily, eu só olho para você – James diz passando um braço nos meus ombros.
–E isso me desconcentra.
–Você vai ter que se acostumar já que o treinador libera a gente quinze minutos mais cedo.
–Se é tão bom ver o treino porque só você vê?
–Sirius vai ficar com a Marlene, eu não sou de segurar vela – ele responde.
–Falando na Marlene, ela já está melhor? – Eu olho para Sirius.
Marlene McKinnon era assim como eu cheerleaders, mas ela acabou torcendo o pé e só vai para Oxford para dá apoio, vulgo, se agarrar com Sirius.
–Como eu vou sabe? – Sirius pergunta me empurrando para dentro do carro.
–Vocês se pegam quase sempre, eu diria que você é o que mais sabe o grau de melhora da McKinnon – eu digo sentando perto do teto retrátil do carro de James.
–Eu beijo a boca dela, não o pé! – Ele exclama. – Falando em beijar, como foi o encontro de vocês?
James e eu nos olhamos e eu sinto minhas bochechas ferverem. Já fazia três dias que saímos, e não falamos muito sobre isso, ou melhor, não falamos nada sobre sábado.
–Ótimo – nós dois murmuramos.
–Ah sério? Não vão me contar o que fizeram depois de comer? – Ele sorri ladinamente.
Eu rodo os olhos.
–Como James já não tivesse te contado!
–Esse traidor não me contou nem o que comeu de sobremesa – ele continua com o mesmo sorriso.
–Sirius, não chegamos lá, tá? – Eu falo enquanto meu cabelo começa a dançar com o vento.
–Sim, chegaram aonde?
James e eu ficamos calados. Eu mordo meu lábio sutilmente.
–Eu vou encher o saco de vocês até eu saber!
–Vai Lily pode dizer – James me diz.
–Por que tem que ser eu?
–Porque eu estou dirigindo – ele responde.
Eu rodo os olhos.
–Eu beijei o James, satisfeito? – Eu olho para Sirius.
–Você beijou o James? James! Era pra você beijar primeiro.
–Eu ia, mas ela tava querendo urgentemente meus lábios – ele diz sorrindo, eu dou um tapa em seu ombro.
–Você que é muito do lerdo – eu me defendo.
–Eu tenho que concordar com a Lily – Sirius diz.
–Olha, quem é o traidor agora... – James murmura.
–Ah minha linda – Sirius começa. – Como sábado já teríamos jogado e você torcido, vamos dar uma escapulida pra comemorar.
–E se perdermos?
–Vamos comemorar nossa experiência – ele diz com certo desdém. – Enfim, não vá dormir depois das onze James vai lá te pegar.
–Isso parece tentador – James fala. – Tem uma boate perto do hotel, então...
–Ah não, eu sou péssima com álcool.
–Relaxa ruivinha, eu cuido de você – James diz.
–Sua voz parece inconfiável – eu digo.
–Mas, pode confiar. Eu já fui babá do Sirius, ser seu não tem problema.
–Do Sirius? Só em lembrar como você ficou no Halloween... – Eu olho para Sirius.
–Eu bebo para esquecer os problemas – ele diz.
–Acho que você cria problemas bebendo – eu digo.
–Eu não tenho culpa se aquelas duas não souberam me dividir – ele se defende.
–Você é o canalha da situação e as duas que se batem – James diz. – Humf, mulheres...
–Generalizando – eu comento.
–Desculpa, você não é idiota Lily – James fala. – Convenhamos que muitas são.
Alguns alunos que não eram da torcida ou do time também foram, outros iriam no sábado para ficar nas arquibancadas. Emme que não quis competir essa temporada na torcida está vindo com a gente no mesmo ônibus, assim como Lalita que só ficou com cheerleaders da Gryffindor.
James me puxa e eu sento do seu lado, vendo a cara irritada de Emmeline que queria sentar comigo.
–Não acha melhor você participar da turma do barulho? – Eu pergunto por estarmos a uma fileira de distância do resto de time, e ao lado das cheerleaders do fundo.
–Não, eu prefiro ficar por aqui – ele segura meu olhar. – Por quê? Você quer fugir de mim?
–Isso é novidade?
Ele joga a cabeça pra trás rindo.
–Na realidade, é sim – ele responde pegando minha mão.
–Não é só porque nos beijamos que eu tenho que aguentar suas péssimas cantadas – eu brinco.
–Péssimas? São maravilhosas!
Eu rio com ele.
–Eu vou discordar até a morte!
–Lily, assim magoa.
–Desculpe – eu sorrio. – Eu amo suas cantadas – eu faço uma careta.
–Eu mereço um prêmio – ele franze os lábios.
–É? O que você quer?
Ele sorri marotamente.
–Sério?
–Vamos fale, a menos que seja um absurdo.
–Quer dizer que strip-tease não rola?
Eu bato nossos ombros.
–Eu quero beijar você – ele diz.
–Só isso?
–O que? Quer um pedido mais mirabolante?
–Tente.
–Vamos ver o nascer do sol, o de sábado – ele coloca meu cabelo atrás da orelha. – Isso, é isso que eu quero, e o beijo como bônus.
–Eu tenho uma condição – ele espera. – Vou ver o nascer do sol, mas o beijo só se vocês ganharem. Feito?
–Ok, mas nada de tentar fugir – ele beija minha bochecha.
Chegamos em Oxford, e já era tarde, então eu, Emme e Lalita simplesmente vestimos as camisolas e caímos na cama.
Meu celular começa a tocar as 7:00 o que é relativamente cedo para eu acordar num sábado.
–É despertador? – Emme murmura.
–É o James.
–Eu vou matar esse infeliz – Lalita diz e abre os olhos. – Droga, ainda nem são oito. O que é que ele quer?
–Vamos ver o nascer do sol – eu murmuro longe do microfone do celular.
–Elas me amam tanto assim? – ele pergunta na linha.
–Elas querem te matar!
–Você deveria ter deixado no vibra-call – ele murmura. – Já está pronta?
–Deixa eu só escovar os dentes, e por uma roupa decente – eu respondo. – Daqui a 15 minutos ok?
–Ok.
Eu coloco apenas a calça jeans, uma blusa qualquer e um moletom, deixo meu cabelo no habitual solto, e coloco meu celular no bolso após escovar os dentes.
Eu o bater da porta e me esgueiro ao sair do quarto.
–Bom dia, Lils – James beija minha bochecha entrelaçando nossos braços.
Seu cabelo escuro cai pela testa, seguindo pros seus olhos castanhos por baixo da armação dos óculos, seu sorriso ladino habitual é completado por estar com um moletom e calça.
–Bom dia – eu respondo e logo bocejo. – Eu não acredito que aceitei acordar cedo, e eu nem sei o porquê...
–Por minhas cantadas serem maravilhosas – ele ergue apenas uma sobrancelha.
–Bem, onde vamos ver o majestoso nascer?
–Espere e relaxe – ele diz.
James me leva até o terraço do hotel, onde nele, eu diria, é mais como um terraço-jardim, mas James fez o favor de me corrigir dizendo que parte dele tinha plantas e a maioria era área de lazer. Ok. Nós sentamos em um daqueles sofás que era trançado – de algo que eu não tenho ideia – e tinha o acolchoamento movível, e olhamos para o céu que estava claro, mas nada de sinal do queridinho sol. O que fez James ficar impaciente e tentar conversar comigo.
–Como você tem ido ao treino?
Eu olho para ele e tento não rolar os olhos.
–Você sabe mais do que eu – eu respondo. – Porque depois do seu treino – eu coloco o dedo levemente na sua bochecha – você não vai tomar um banho?
–Porque é muito mais sexy ver você de short e top, do que um monte de marmanjos nus – ele faz uma careta.
–Mas é isso que me desconcentra – eu aperto seu joelho.
–Eu adoro te ver rebolando – ele atiça me fazendo rodar os olhos.
–Você me vê de segunda a sexta por oito horas seguidas, a única diferença entre mim de mais cedo e a do treino é que eu fico suada e descabelada...
Ele põe o dedo indicador nos meus lábios suavemente.
–Eu já disse que adoro te ver treinando, você não vai me convencer a não ver – ele diz baixo.
Eu cruzo meus braços.
Eu não sei de onde ele tira, mas tirou de lá um violão, estendeu o que me fez me afastar um pouco para ver melhor.
Ele toca um instrumental bem familiar e canta baixo:
–Here comes the sun, here comes the sun, and I say "It's all right" – ele tira o olhar das cordas e põe nos meus olhos sugestivamente para eu cantar. – Little darling, it's been a long cold lonely winter. Little darling, it feels like years since it's been here...
–Here comes the sun – eu canto junto com ele o fazendo sorrir. – Here comes the sun, and I say "it's all right".
Ele termina a música com o mesmo instrumental do começo. Coloca o violão de lado.
–O sol está vindo – ele diz.
Apesar deu amar mais a noite que o dia, eu tenho que dizer que a ideia de grandiosidade que o sol passa para mim é tão vivida. Assim que os primeiros raios atravessaram o céu, eu sorri vagamente.
Sou surpreendida pelos lábios macios de James que colam nos meus. Eu meio que demoro a corresponder já que eu não tinha a mínima ideia que ele me beijaria naquele exato segundo. Meus dedos deslizam pelo seu cabelo desalinhado, James aprofunda o beijo quando sua mão segura minha cintura por cima da blusa.
–É melhor vocês ganharem – eu murmuro.
–Aprendeu o beijo francês direitinho – ele diz me fazendo rodar os olhos.
Eu levanto e ele segura meu pulso.
–Desculpa – ele fica de frente a mim.
–Porque você está se desculpando?
–V-você estava indo embora.
–Você gaguejou? Sério? – Eu sorri.
–Eu não posso gaguejar uma vez na vida? – ele coça o cabelo de cima da nuca.
–Pra você é estranho – eu comento. – Enfim, você já teve o que queria.
Ele continua segurando meu pulso.
–Eu não vou fugir de você – eu digo o fazendo me soltar. – Eu tenho que comer para fazer o aquecimento.
–Você vai treinar? – Ele ergue as sobrancelhas.
–Não vou te dizer onde – eu ando e ele me segue até o quarto.
–Lalita minha indiana favorita – ele entra comigo quando eu consigo ajeitar o cartão-chave. – Onde as cheerleaders vão treinar?
–Não responda Lalita – eu peço pegando minha maleta.
Ela sorri maldosamente e responde:
–Vamos pra piscina, não é Emme?
Felizmente, a Oxford está até quentinha para novembro, quer dizer, quando há um dia desses tem que utilizá-lo de maneira mais eficiente. Infelizmente, hoje, meu dia está para o jogo. Eu preciso aquecer agora de manhã e de tarde antes do jogo vamos fazer as últimas apresentações que são, no caso, decisivas e precisam estar perfeitas para a pausa do jogo de futebol que é quando as duas torcidas – a de Oxford High School e a de Hogwarts – vão se apresentar pela última vez no sábado.
–Eu não digo nada, quando a Lily te matar eu só vou ficar olhando... – Emme murmura pegando a bolsa de praia.
–Enfim Lily, nós vamos estar no restaurante – Lalita diz depois de soltar um sorriso irônico pelo comentário da Emmeline. – Não demore.
Elas me largam lá com o James, que sorri marotamente para mim me fazendo soltar uma risada nervosa.
–Não vai ficar por aqui engraçadinho – eu digo abrindo a porta novamente. – Te vejo mais tarde.
–É, mas ainda está muito cedo! – Ele coloca meu cabelo atrás da orelha.
–Não, é melhor você ir – eu digo e olho pro corredor.
–Ah, o que podemos fazer de tão mal dentro de um quarto sozinhos? – Ele pergunta baixo se inclinando fatalmente.
Eu solto outra risada nervosa e o afasto levemente.
–Eu não vou te obrigar a fazer aquele strip-tease – ele fala.
–Potter, por favor – eu tamborilo os dedos na porta. – No descanso eu juro que fico com você na piscina, mas eu realmente preciso me preparar.
–Odeio quando me chama assim – ele roda os olhos e fica no corredor.
–É pra mostrar que eu estou falando sério – eu explico dando um beijo em sua bochecha.
–E quando é seu descanso?
–Você pode parar de ser possessivo um pouco? – Eu rio. – Sério, você vai saber quando. Agora caia fora antes que eu prefira ficar longe das suas garras.
–Não precisa bancar a durona Lily, não depois de três meses – ele fala me beijando na testa.
Eu treinei pelo resto da manhã, ou melhor, me aqueci. Aquilo era só o início. E isso era um dos motivos por eu gostar de ser cheerleader, me ocupava bastante. Quer dizer, se eu tenho um problema, eu treino, além de eu melhorar meu desempenho – mais pessoal, eu diria – eu esqueço temporariamente do porquê deu estar fazendo aquilo.
O meu horário de descanso vulgo almoçar, eu almocei com o pessoal no restaurante do hotel e depois fiquei com James na beira da piscina, não demorou muito, pois Dorcas Meadowes – garota perfeita, loura, olhos azuis, cheerleader, solteira, festeira e capitã da torcida – havia me gritado para irmos treinar. Já que mais ou menos umas 4 da tarde o jogo iria começar, e como só vamos apresentar uma única vez, ficamos com o segundo intervalo e a torcida de Oxford com o terceiro. Quando deram umas três horas Dorcas liberou a gente para se arrumar, sabe, deixar tudo nos conformes inclusive o cabelo.
Eu me enfio no chuveiro e lavo o cabelo. Eu não tinha muito o que fazer com ele, e não iria. Simplesmente passaria um mousse de controle, o secador e TADA! Feito! Pus meu uniforme sendo branco e dourado já que era do colégio e não apenas da minha casa, gloss nos lábios, peguei os pompons e quando percebi não faltava muito para irmos a Oxford High School.
–Espero que esteja usando um short por debaixo dessa saia – James senta do meu lado no ônibus.
–Você não sabia? Eu adoro mostrar minha calcinha – eu rodo os olhos quando ele bate nossos ombros.
Fale com o autor