On The Top Of The World - JiLy
12 Capítulo 11
Notas iniciais
Apesar de gostos distintos, Petúnia e eu compartilhamos um estilo de música similar, apesar deu apenas me aderir a rock clássico, ela é bem mais eclética.
E nessas horas absurdas, ficamos cantando as melhores músicas de Elvis, os Beatles, Nirvana, Rolling Stones e um pouco de Sex Pistols e Guns n’ Roses.
—Finalmente vocês chegaram – eu falo para Emmeline e Lalita que entraram na sala, mas eu não pude olhá-las.
—Sinto muito – Lalita diz. – O Sirius me prendeu em casa.
—Sério? E aí?
—Ele pediu para ir comigo ao Baile do Homecoming...
—Você disse o que? – Eu só fico torcendo para ela não ter respondido.
—Relaxe, eu disse que tinha que pensar, que eu tinha outros convites.
—O que não é uma mentira – Emmeline assinala.
—Perfeito – eu falo.
—Então, eu falo o que para ele? – Ela pergunta me fazendo tirar o negócio dos meus olhos e fita-la.
—Ah, acho que você já sabe – eu digo.
—Não, eu não sei.
—A Lily quer dizer que não é para a você aceitar – Emmeline diz devagar.
—Porque diabos ela não vai aceitar? – Petúnia se intromete, o que me fez perceber que ela não estava dormindo.
—Porque é o que o Sirius quer! – Eu exclamo. – Vocês não entendem nada. Vocês acham que eu não fiquei com James antes porque?
—Porque você é uma chata – Petúnia responde.
—Não, porque ele era um galinha. Eu não aguentava mais galinhas – eu digo. – Nós ficamos meses nisso, só quero que o Sirius seja mais rápido. Então, por favor, diga não ao Sirius e sim ao Amos.
—Certo – ela balança a cabeça por um instante, e pega o celular. – Vou falar com o Amos pelo Whatsapp.
—Eu sinto muito – eu falo. – Mas, se quiser desistir no meio do caminho, tudo bem.
—Você é uma puta mentirosa – Lalita diz rodando os olhos. – Você ficaria irritadíssima se eu largasse o plano.
—Irritada? – Emmeline indaga. – Ela iria te matar.
A Emmeline, a Lalita e a Petúnia foram antes com meus pais.
Emmeline usava um vestido preto estilo sereia tomara-que-caia, com seus cabelos louros soltos em ondulações.
Lalita estava num vestido azul escuro com decote longo frontal, cheio de brilho, seu cabelo estava semi preso com brilhos azuis prendendo alguns fios no canto direito da sua cabeça.
Petúnia vestia um vestido rosa longo frente única e um pouco rodado, os cabelos louros um rabo de cavalo perfeito.
Mamãe usava um vestido estampado com o cabelo curto solto.
E meu pai, como os outros homens da festa iriam, de smoking.
Eu estou em pé na sala de estar. Com meu vestido vermelho com decote nas pernas e nas costas, estando assim meu cabelo num coque informal com alguns brilhos verdes, combinando com o conjunto de esmeralda que James me dera. Minha maquiagem deixa meu rosto impecável, mas não muito chamativo.
Eu bato meu celular de novo na quina do sofá. Quando termino meu favorito energético, James bate na porta.
James Potter está totalmente delicioso. Com seus cabelos – milagrosamente – arrumados para o lado, o smoking caindo perfeitamente no seu corpo, e seus lábios soltam aquele sorriso.
Ficamos nos olhando por um longo tempo, até que ele solta:
—Uau!
—Olha isso – eu digo me virando de costas.
—Eu vou ser meio vadio. Mas, você está muito gostosa – ele fala me abraçando pelas costas.
—Eu largaria a festa para irmos para o meu quarto – eu sussurro mordendo lábio.
—Cuidado com as palavras, Srta. Evans – ele começa a me encostar na parede quando eu fico de frente a ele.
Eu o beijo com cuidado para não bagunçá-lo, mas ele não tem tanto cuidado com meu cabelo, já que seus dedos institivamente tentam deixa-lo solto.
—Teremos muito tempo depois da hora da Cinderela – eu falo o afastando.
—Faltam 4 horas! – Ele exclama. – Lily.
—James, por favor – eu vou no banheiro retocar o batom, enquanto ele me fita.
—É que só transamos hoje uma vez, e só!
—É, eu estou explodindo também – agora eu o olho. – Vamos.
O London’s Night por dentro continuava parecendo uma balada, mas um bolo gigante cheio de velas de estrelinhas brilhava. No início da festa, ás oito da noite, era mais para os convidados da família, os pais dos meus amigos e etc. Depois eles mesmos iam embora, quando os adolescentes começassem a chegar.
Eu fiquei o tempo inteiro em pé, tirando foto com um monte de gente, e conversando para caramba.
Dancei com James e com meu pai no meio de todo mundo. James e eu não levamos aquilo a sério, começávamos a rir e a falar coisas sem sentido.
Meu pai chama todos para irem para frente, e tem um carro prata com um laço vermelho gigante. E segundo Sirius, era um Audi alguma coisa. Só entendi que era um sedã, e eu quase morri.
Quando os alunos de Hogwarts começaram a invadir, a festa passou de formal para festa típica de adolescente. Tá. No início, todos ficaram tirando foto comigo e conversando uns com os outros, vieram gente que eu pensava que nem vinha, mas tudo bem, convite era para a todo o high school de Hogwarts. Depois de meia-hora, que começou o clima de “todos estão bebendo”, os velhos caíram fora, inclusive meus pais, e só ficou da minha família Petúnia.
Eu percebo que já é muito tarde, talvez as bebidas me fizeram me aguentar no salto. Eu não estava bêbada. Eu estava alegrinha, até demais.
Batemos parabéns antes dos bêbados caírem.
Eu sento no colo de James, em uma das poltronas. E ali mesmo começamos a nos pegar.
Lalita me dá um cutucão.
—Já pode parar de fazer sala – ela diz. – Podem ir para casa.
—Obrigado – James fala levantando, dando um beijo na sua bochecha e me puxando.
—Espere – eu digo parando no bar.
—O que?
—Você pode me dá aquele vinho? – Eu pergunto ao barman que se inclina sorrindo para mim e James, me dando o melhor dos melhores do vinho, um presentinho de uma amiga.
Nós saímos da balada e o motorista de James está o esperando, com a limusine novíssima que quase nunca usada dos Potter.
Assim que entramos, James faz o favor de levantar a janela entre nós e o motorista. E sem chance de dizer uma palavra, eu volto a me beijar com James, e a única coisa que eu não quero que ele faça é rasgar meu vestido.
Quando conseguimos chegar no quarto de James, o vinho me deixa meio tonta. E eu percebo que nós dois estávamos bêbados, e provavelmente não vou lembrar de nada amanhã – ou hoje mais cedo. Meu corpo debaixo do seu tórax é a última coisa que eu me lembro.
Eu acordo mais tarde. Eu estou em cima de James, e ele ainda está todo em mim. Mas, a dor de cabeça me faz voltar a fechar os olhos. Quando me recomponho saio devagar dele sem soltar um gemido. Estamos totalmente despidos no meio da cama, o que me faz cair do outro lado.
Eu queria acordá-lo, do melhor jeito. Mas o vomito bate na minha garganta, o me faz correr para o banheiro. Eu jogo uma água no rosto, penteio meus cabelos com os dedos e escovo meus dentes. Eu olho para a cama quando ouço James xingar.
Eu sei que ele vai vomitar, porque ele não passa a mão no cabelo e nem percebe que eu estou o fitando. Simplesmente dou espaço, e ele corre para o banheiro. Depois ele faz a mesma sequência que eu fiz.
—Bom dia meu amor – ele fala baixo se estendendo até meus lábios.
—Bom dia Jim – eu pego sua mão e o levo de volta a cama. – Vamos dormir mais um pouco?
—Boa ideia – ele sorri.
Na realidade eu não estou com sono, só quero fica deitada.
James deita na cama de lado, pondo os braços na minha cintura, e fecha os olhos. Eu fico apoiando minha cabeça com o cotovelo, afagando seu cabelo com a outra mão.
Eu começo a cantarolar baixo Hoje a Noite Não Tem Luar, de Legião Urbana, era uma banda brasileira. Bom, quando eu morei no Brasil, por dois anos, eu ouvia bastante essa banda.
—Cante – James pede, fitando-me com seus olhos castanhos.
—Eu vou traduzir – eu falo, ele assente. – “Ela passou do meu lado. ‘Oi amor’ eu lhe falei, ‘você está tão sozinha’, ela então sorriu para a mim. Foi assim que a conheci, naquele dia junto ao mar. As ondas vinham beijar a praia, o sol brilhava de tanta emoção, e o rosto lindo como verão, e um beijo aconteceu”.
Eu parei dando um beijo nele.
—Então, a história termina assim?
—Não. Mas, assim seria perfeito.
—Eu quero que você cante o resto – ele fala beijando meu queixo. – Vamos, eu amo sua voz.
—A música inteira?
—Eu quero saber o final, querida.
—“Nos encontramos a noite, passeamos por aí. E num lugar escondido, outro beijo lhe pedi. ” – Eu paro de novo, porque James me dá um selinho. – “Lua de prata no céu, o brilho das estrelas no chão. Tenho certeza que não sonhava e a noite linda continuava, a voz tão doce que me falava: ‘o mundo pertence a nós! ”
—Deixa eu ver. Agora chega a parte que estraga tudo?
Eu assenti, deitando com o olhar para cima.
—“E o hoje à noite não tem luar, e eu estou sem ela. Já não sei onde procurar, não sei onde ela está. Hoje à noite não tem luar, e eu estou sem ela. Já não sei onde procurar. Onde está meu amor? ”
—Essa música é muito melancólica – James diz. – Mas, ao mesmo tanto tão incrível.
—Meus heróis morreram de overdose – eu cito, fazendo James franzir o cenho.
—De onde são essas músicas?
—Brasil, mas só presta as músicas antigas, as novas são meio que uma merda.
—Do que elas falam?
—Putaria – eu acabo rindo, fazendo minha cabeça ameaçar explodir.
Eu o puxo para um beijo. A facilidade de tudo, é a falta de roupa. Ele sobe no meu corpo, e sua mão automaticamente vai para minhas costas, e a outra onde deveria ter uma calcinha.
—James, estamos nus – eu murmuro logo fazendo ele deitar e eu fazer uma oral.
—Costume – ele fala, mas para quando desço até a base. – Droga Lily...
James normalmente xinga para não fazer outros tipos de barulho.
—Ainda não – ele murmura, depois ele me coloca por baixo, e enfia de vez dois dedos, enquanto sua língua percorre meu clitóris.
—Vamos, enfia logo James – eu exclamo quando estou perto de um orgasmo.
Ele dá mais duas chupadas, e vai subindo os lábios até meus seios, indo pelo meu pescoço, fazendo seu pênis ereto roçar na minha entrada.
James abre mais minhas pernas e enfia de vez seu membro pulsante.
Eu solto um gemido o fazendo me olhar.
—Desculpe, baby – ele pede. – Eu te machuquei?
—Não, não, não! Continua...
Depois de várias posições, nós caímos na cama. Algum tempo após eu levanto pegando sua camisa branca de ontem e vou abotoando em mim.
—Tem alguém aqui? – Eu pergunto quando James simplesmente coloca uma box.
—A casa é nossa – ele fala sorrindo me arrastando para baixo.
Eu rodo pelos armários e faço macarrão com molho branco de queijo, enquanto James acha os remédios para dor de cabeça, liga a TV e fuça o Facebook.
—Eu tenho que repetir que você estava muito, muito gostosa ontem – ele fala mostrando uma foto nossa que havia postado no Instagram ontem, com muitas curtidas.
—Que porra James, eu estou gostosa sempre – eu falo imitando-o.
—Essa é a minha mulher – ele se curva me beijando.
Somos interrompidos, quando Emme me liga.
—Sua festa foi um sucesso, o Facebook, Instagram e Twitter, só tem fotos de ontem – é a primeira coisa que ela fala.
—Bom dia para você também Emme.
—Bom dia? – Ela dá uma risada. – Aposto que a ressaca foi forte, daqui a algumas horas é o baile Red Carpet.
—Deus. Sério?
—Vocês estavam transando?
—Um pouco atrasada.
—Só coma, e vá para a casa, e depois para a casa de Lalita. As cheerleaders estão se arrumando lá.
—Ok. Beijos.
Eu desligo, e automaticamente olho o horário. São quatro e cacetada da tarde, e o baile é as sete. Quer dizer, eu tinha que correr. Mas, dai, chega uma mensagem da Petúnia: “Começou. Se eu fosse você sumia até amanhã. ”
Ou seja, meus pais estão aos gritos. Sempre que percebemos algo assim mandamos uma para outra uma mensagem, daí a gente se vira para não ficar por lá.
—Onde está o cigarro? – Eu pergunto a James que simplesmente levanta e traz dois na boca.
—O que foi agora? – Ele pergunta quanto eu tiro um dos e dou uma tragada longa.
—O mesmo – eu balanço a cabeça enquanto sai da minha boca a fumaça branca.
—Quer dormir aqui de novo? – Ele coloca os cigarros no cinzeiro, e se aproxima acariciando meu rosto.
—Dormir ou transar?
Ele solta um sorriso maroto.
—O que você quiser.
—Isso não vale – eu fico de joelhos e começo a beijá-lo. – Era para a você ter dito que íamos dormir.
—Para quê mentir?
Eu balanço a cabeça vencida.
James me leva para casa logo depois. E eu lembro que agora eu tenho um carro, que agora não me serve muito já que eu ando com o James.
Eu me arrumo o mais rápido possível, faço um coque malfeito, e pego o vestido de hoje à noite.
Na realidade só as cheerleaders da Gryffindor estão no spa da Lalita. É, tipo a casa da Lalita é gigante, mas não chega a ser do tamanho da mansão do James.
Nós ficamos conversando enquanto faziam nossos pés após as mãos – não precisou muito já que todas tinham feito isso ontem que foi meu aniversário.
O vestido de Dorcas é um rosa claro e vai escurecendo à medida que desce. Seus cabelos louros estão presos no rabo de cavalo baixo de lado sem nenhum fio solto.
O da Marlene – sim é estranho a ex-peguete de Sirius na casa de Lalita, que está totalmente afim dele – é um azul um pouco mais escuro que o ciano, seus cabelos escuros estão presos numa trabalhosa trança.
Alice usa um vestido preto de alcinha, com seu cabelo castanho, normalmente ondulado, lisos.
A Emme usa um vestido branco brilhante o que me faz lembrar em Emma Frost, com seus cabelos louros ondulados.
Lalita veste um amarelo radiante, com seus cabelos – gloriosamente – soltos em cachos grandes.
Eu estou com meu vestido verde-esmeralda, que as alças de cetim são abaixo dos ombros, com o busto justo e o resto desce como véu até meus sapatos prateados. Meus cabelos estavam partidos para o lado esquerdo descendo com cachos largos ruivos.
—Desculpa Lalita, mas é muito legal seus pais terem deixado a casa para você no fim de semana – eu falo abrindo a lata de energético para Emme e eu.
—Só você que não vai dormir por aqui Lily – Alice fala.
—Porque eu vou estar com o Jay – eu falo e ela revira os olhos.
—Por favor, Frank vai dormir comigo aqui – ela diz e olha para Lalita que assente.
—Ainda estou pensando, em trocar uma casa só para James e eu, ou ficar aqui com vocês sem poder fazer barulhos – eu dou nos ombros. – Veremos.
—Srta. Sharma – uma das empregadas de Lalita chegam na sala em que estamos. – Tem um bando de garotos querendo entrar.
—Ah, são eles – Lalita, e o resto de nós nos levantamos. – Diga para entrarem, por favor.
Acontece que assim que a empregada sai da sala nos curvamos para a parede-espelho para retocar o batom.
Eu me viro, assim que vejo James pelo reflexo do espelho, que estava acompanhado com Sirius, irmãos Prewett, Frank Longbotton e Amos Diggory.
—Srta. Evans – James faz uma reverencia o que faz Sirius rodar os olhos.
—Sr. Potter – eu respondo cruzando as pernas e abaixando levemente.
Ele pega minha mão a beijando, logo coloca a rosa vermelha no meu pulso.
—Vocês podem voltar para o século 21 por favor! – Sirius exclama.
—Obrigada por estragar o momento, Six – eu falo.
—Por nada minha linda – ele sorri.
—Vamos – Amos segura Lalita pela mão o que faz todo o sorriso de Sirius ir embora.
—Vamos com as limusines – Lalita fala. – Dois casais em cada!
James e eu trocamos olhares, percebidos por Emme.
—Tá, o casal do século passado quer ir de carro – ela fala para Lalita.
—Vocês querem mesmo perder a champanhe? – Agora Marlene pergunta.
—Acho que a puta ressaca que tivemos hoje não segura vocês – eu falo.
—E você acha que vai aguentar a noite inteira só com o energético? – Lalita faz aquela cara.
—Vamos James, de limusine – eu me dou por vencida. – Mas, vamos na rosa!
Quando chegamos no colégio, havia um grande tapete vermelho que surgia da entrada até o Salão Principal. E, em pares, tínhamos que andar nele devagar e sorrindo, porque surgiria segunda uma parede só com nossas fotos, além do jornal do colégio, no site, e nas redes sociais.
Eles dessa vez fazem logo a coroação, já que sabem como adolescentes ficam com ponches batizados.
James e eu fomos coroados como o casal Hogwarts, quer dizer, que somos o mais querido, mais fofo, mais tudo que é de casal.
James ganhou sorriso Hogwarts.
Lalita ganhou beleza Hogwarts.
E eu ganhei sexy Hogwarts.
Mas, o prêmio principal fora para Emmeline e Sirius, que ganharam como rei e rainha do baile Homecoming Red Carpet.
O que mais fazemos é dançar e beber. E quando passa algumas horas, Emmeline vem no meio da pista onde James e eu estamos dançando Elvis.
—O que foi?
—A Lalita, ela está muito bêbada – Emme fala em desespero. – Temos que pará-la.
—Ela está com quem? – James pergunta enquanto andamos.
—Ela estava se agarrando com o Amos, só que Sirius chegou eles brigaram aí ela saiu correndo aos tropeços.
Todo mundo que conhece a Lalita sabe muito bem que ela não é controladora em relação a álcool. Logo, tem que ficar de olho, que no caso tinha que ser o Amos.
—Eu vou procurar lá fora – eu digo. – Vasculhem tudo.
Não demora muito para eu ver Lalita dançando e caindo embaixo de uma macieira nos jardins, com uma garrafa inteira de tequila.
—Lily! – Ela exclama rindo. – Lírio! Seu nome é uma flor!
—Certo. Lalita, o que você está fazendo? – Eu a seguro no pulso.
—Estou me divertindo Lily. É isso que temos que fazer!
—Não. Você está dando trabalho – eu falo a puxando para os sofás.
—Foda-se!
—Lalita, olha aqui – eu digo, e espero ela desprender a atenção do meu colar.
—Isso brilha para cacete.
—Sim, sim – eu suspiro quando ela deita no meu colo.
—Isso é uma merda.
—O que?
—A vida. Ela é uma puta. Faz a gente de sacana.
—Mas, ela é assim, nós que temos que nos adaptar.
—Porque? – Ela vira a cabeça olhando para mim.
—Boa pergunta.
O celular da Lalita toca e ela o joga no outro sofá.
—Eu não quero ser... – Ela não termina de falar, pois vomita bem no meu pé.
—Puta merda Lalita – eu xingo, mas ela volta a sentar rindo.
Eu pego seu celular atendo a Emme.
—Nos jardins – eu falo desligando.
—Vem vamos no banheiro – Emme chega com James, e me ajuda a guiar Lalita.
Nós entramos e começamos a jogar água na cara dela. Eu paro um pouco e lavo meus pés.
—Desculpa Lily – Lalita fala grogue se apoiando na pia, ela vira para a porta quando Sirius chega.
Ela olha para ele, voltando a vomitar. Sirius fica do lado dela segurando seu cotovelo.
—Porque você é tão lerdo? – Ela pergunta depois de enxaguar a boca.
—O que?
—E depois arranja briga com o Amos. Qual é Sirius, estávamos nos divertindo.
—Ele estava se aproveitando de você enquanto estava bêbada – ele começa, mas eu o olho o que faz segurar as pontas.
—Você não aproveitaria Sr. Perfeição, ou eu não sou sexy o suficiente?
—Lalita, vamos para casa – James fala, antes de Sirius abrir a boca.
—Não! A festa ainda não acabou!
—Já acabou para você – Sirius diz, a pegando pela cintura.
—Você é um idiota – ela fala sorrindo.
—Eu sei, é defeito de fábrica – ele diz sem sorrir.
Eu sou encarregada de dizer para os outros que podem ir mais tarde para a casa da Lalita, que os motoristas noturnos esperam.
O quarto de Lalita é gigante, com uma cama extra king. Quando entramos no quarto dela, ela começou a resmungar:
—Tira meu vestido, eu quero dormir.
—Espere – eu falo, porque estamos tirando os sapatos.
Porém, ela se instala de costas para Sirius e diz tirando o cabelo das costas:
—Desça o zíper.
Sirius desce o zíper devagar, e ele continua lá parado com as mãos na cintura nua de Lalita.
Ela se afasta e deixa o vestido cair no chão e caminha até sua cama só de lingerie azul.
—Podem ficar aí, vamos dar um banho nela – eu falo a tirando da cama.
—Eu quero dormir Lily! – Ela grita. – Me deixa dormir.
—Você tem que ir para o chuveiro, por favor – Emme pede.
—Não!
Sirius a pega no colo e leva para a ducha.
—Não! – Ela grita quando a água gelada cai nela, e todos nós paramos para ver Sirius a segurando pelos ombros enquanto ela se debatia. – Por favor, Si – ela pede o abraçando. – Eu só quero dormir.
—Tome banho que eu te levo para cama.
Não só ela, mas todos nós demos um riso pela frase do Sirius.
—Tira meu sutiã – ela pede.
—Lalita, melhor não – ele diz.
Ela põe os dedos no fecho e tira o sutiã fazendo os seios saltarem para a cara de Sirius que continua surpreso.
—James, vá para o quarto – eu falo o empurrando para fora do banheiro.
Ela começa a tirar a calcinha, mas Sirius vira de costas. Sim, ineditamente, Sirius não quis ver uma garota pelada.
E eles continuam excluindo Emme e eu.
—Você é um frouxo – ela fala.
—Eu sou da Gryffindor – ele diz.
—Prove.
—O que você quer?
—Durma comigo – ela diz passando o sabonete.
—Depende o significado de dormir – ele fala ainda de costas.
—Sem sexo – ela fala. – Ou você é muito frouxo para dormir na mesma cama que eu?
—Não sou frouxo, eu durmo.
—Ok – ela fala saindo da ducha e foi para pia escovar os dentes.
Eu pego uma toalha para ela, mas ela só enxuga o cabelo e deixa cair no chão. Sirius tira a roupa social e fica só de cueca na cama enquanto Emme e eu tentamos fazer Lalita por um pijama.
—Estou falando, eu durmo nua! – Ela fala já saindo do banheiro e sentando na cama. – Verdade ou consequência do ano passado, o que você me perguntou? – Ela olha para Sirius, que está olhando fixamente para o corpo de Lalita.
—Como você dormia – ele quase pergunta.
—E o que eu disse?
—Nua.
—Comprovado – ela fala se enrolando no edredom. – Vê se não fica excitado – ela fala virando de costas para Sirius.
—Vou tentar – ele murmura. – Bom, boa noite – ele diz para a gente.
—Boa noite, vê se não tenta nada Six – eu digo.
—Para você também Sharma – Emme aponta para ela.
Porém, ela já se aconchega no tórax de Sirius e dorme.
—Eu vou tentar, eu juro que vou tentar – ele diz antes de sairmos.
—Boa noite Emme – eu falo e entro no outro quarto, e encontro James tirando as últimas peças de roupa que há no seu corpo, as meias.
—Eu só quero dormir – eu discorro me virando de costas enquanto ele estende as mãos para o zíper, e descendo o vestido, depois o lingerie verde.
—Eu também – ele diz me abraçando pelas costas. – Vem.
Ele me puxa para cama e me enrola nos seus braços.
—E eu queria descansar no fim de semana – eu murmuro.
—Isso foi algum tipo de piada?
—Não que eu tenha percebido – eu dou nos ombros e me viro para olhá-lo.
—Nunca fique assim como a Lalita, ok? – Ele pede acariciando meu rosto.
—É, mas eu sou uma bêbada muito sexy – eu brinco o beijando. – Boa noite – eu bato palmas para a luz apagar. – Eu te amo James – eu beijo sua orelha.
—Eu te amo mais Lils – ele fala por remato.
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