On The Road
4 I say I hate you, we break up, you call me, I love you
Notas iniciais
I used to think
That we were forever ever
And I used to say
Never say never...
Amy
Esta decidido. Eu não vou contar, Ian já sabia que a mãe era uma assassina a sangue frio. Não precisa sabe que ela pode ser uma agente Vesper. Além do mais, ela nem deve ser mesmo Vesper. Talvez seja só coincidência. Mas não existem coincidências no mundo dos Cahill...
Basicamente, eu passei todo o caminho, de Attleboro até San Diego pensando se contava ou não para o Ian que a mãe dele podia fazer parte de uma das maiores organizações criminosas da História. Eu decidi que não. Primeiro por que nem eu sabia muito bem quem eram os Vesper. Segundo, por que o Ian dormiu durante a viagem. E falou várias coisas sem sentido, pelo menos para mim, como "Não, o euro está muito baixo esse ano", mas também falou "Amy". Tudo bem que a) ele continuava sendo o mesmo Ian de sempre, e b) eu tinha um provável futuro namorado em Attleboro. Mas mesmo assim, quando eu pensava no Ian, ainda era como se meu estomago fosse invadido por borboletas. A sorte é que toda vez que ele abria a boca eu lembrava do porque odiar Ian Kabra.
O mais estranho é que era como se ele se esforçasse para ser o mais irritante e esnobe possível comigo...
Estava tão concentrada no meu dilema que nem percebi quando o Ian me chamou porque nós tínhamos chegado. O que foi horrível, por que claro, eu fiquei vermelha
– Você cora com tanta facilidade Amy Cahill... Aproposito, gostei de seus sapatos. E da capa do seu celular. Você esta muito londrina hoje. Mas enfim, nós sabemos que tem alguma coisa no Rosecrans Cemetery. Mas aonde? E o mais importante, o que?
– Não sei, mas acho melhor pegar um taxi ou algo assim para o hotel.
Depois de fazer o check-in em um hotel ( de luxo, como o Ian praticamente exigiu ) fomos para nosso quarto. Na verdade estava mais para um apartamento com dois quartos e uma sala. Pelo menos lá nós podíamos conversar.
– Então Amy. Onde você acha que o que quer que seja está escondido?
– Talvez tenha alguma coisa a ver com a primeira estrofe do poema... "Seu Ato Seu D. O. O.".
– Acho que já sei o que pode ser. Sabe onde tem lápis e papel? — me levantei e peguei para ele — Bem, eu geralmente não sou muito bom com essas coisas mas... Eu sei o que significa. É um anagrama de "O Estado sou eu". Sei disso porque o rei Luís XIV era...
– Um Lucian? Bem, da para adivinhar pela fala "O Estado sou eu". Mas o que isso tem a ver com o Rosecrans?
– Por acaso, lá esta enterrado um Lucian que era muito "fã" de Luís XIV. Tão fã que mandou escrever isso na lápide. Costumava ter uma pista Lucian lá. Era uma espécie de pequena alavanca.
– Você sabe onde fica?
...
E então dissemos que não éramos turistas, mas que íamos visitar um parente. O que não era propriamente mentira, já que segundo o Ian o cara era um Cahill.
Foi então que vi. Na verdade, foi só um relance, mas definitivamente eram Hamilton e Sinead.
– Abaixe Ian! — eu sussurrei — Consegue ouvir alguma coisa?
Acabamos pegando pequenos trechos de conversa como:
–... eu sabia que aqui não tinha nada! Não se pode confiar em um Tomas! ... talvez ainda de tempo de...
– ... katerina se acham muito inteligentes não ... eu disse no portão não...
– ... portão? Eu achei que...
E então eles foram embora.
– Isso é bom. Nossos rivais estão se distanciando da primeira pista.
– Como sabe que eles não estão certos e nós errados?
– Por que nos temos uma das vencedoras da caça as pistas — quando eu ia protestar ele tirou algo do bolso — e porque eu achei isso no tumulo que eu te falei.
Então ele estendeu uma chave para mim.
Dan
– Legal! Será que vai dar para fazer decalques desses túmulos? — finalmente alguma coisa legal tinha acontecido, aquele cemitério era super legal — Mal posso esperar para mostrar eles para o Derek!
Finamente tínhamos chegado na Califórnia, e fomos direto para o Rosecrans, sem parar para nos hospedar. Ou fazer um lanchinho.
– Não temos tempo! Você não viu? — e eu achando que a Amy era chata — Os outros já chegaram. Vi um dos Starling com a Holt loira, e Hamilton estava no portão. Nossos irmãos devem estar por aí... Ou talvez até já tenham achado a pista. De qualquer jeito, não poderia mostrar esses decalques para esse tal de Derek. Os negócios dos Cahill, são assunto dos Cahill.
Natalie parecia bem séria. Foi por isso que eu respondi:
– Já reparou que os Starling são gênios, e que que o nome "Starling" parece com "Stark" que é o nome de outra família de gênios?
Então ela respondeu algo que realmente me surpreendeu.
– Mas Stark também é o nome dos "Reis do Norte" em Crônicas de Gelo e Fogo — então eu fiquei olhando para ela com uma cara realmente estranha — Que foi? Eu li As Crônicas de Gelo e Fogo . Foi escrito por um Lucian
Enquanto conversávamos, olhávamos os túmulos, procurando um com rosas entalhadas.
– Achei que os Janus escreviam os livros...
– Sério? Um livro que fala de estratégias militares, guerras e a luta pelo poder enquanto um engana o outro? Não dá pra ver o "escrito por um Lucian" implícito?
– Ei! Achei! Tem rosas entalhadas nesse túmulo!
– O que nós fazemos?
– Já sei! — eu disse, então empurrei as rosas e uma espécie de gaveta saiu do tumulo — Tinha uma dessas na lápide dos meus pais. Nem pergunte.
– Eu não ia. Acho que você passou tanto tempo com gente normal que esqueceu como é conversar com um Cahill. Isso é bom, eu acho. O que tinha dentro?
– Uma chave. Está escrito: "Primeiro verso. Num lugar de Janus, achem um Lucian que reinou absoluto. Abaixo dele, a mensagem, assim como tela sob óleo". Eu sabia que era um anagrama!!!
You go talk to your friends
Talk to my friends, talk to me
But we are never ever ever ever getting back together
Like... ever
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