On The Road

5 Mary's Song


Notas iniciais
Esse não é o cap de hoje ainda! Mas talvez eu não possa postar ele hoje... É um especial de dia das mães, e pra narrar ele temos duas pessoas que tem uma mãe... um tanto diferente digamos assim. Porque Mary's Song da Taylor Swift? Bom, nem eu sei. Acho que é porque ela conta uma historia fofinha... Bem, aproveitem sweethearts!!!

Take me back when our world was one block wide

I dared you to kiss me and ran when you tried

Just two kids, you and I...

Oh my my my my

Ian

Sabia que era tarde quando olhei no relógio do meu celular. Meia noite, e eu não conseguia dormir, não conseguia parar de pensar.

Hoje era dia das mães, e minha mãe devia estar... fazendo o que quer que ela esteja fazendo agora para continuar na condicional...

Desde que foi decidido que ela poderia ficar em condicional (por bom comportamento) caso se dedicasse a projetos de caridade, qualquer um podia ver os outdoors da AjudaOperaMilagres, com fotos de uma mulher sorrindo, e esbanjando caridade e amor. Essa mesma mulher era a assassina de alguém, a esposa de alguém, a mãe de alguém. A minha mãe. Apesar de não ser o tipo convencional de mãe.

Eu me lembrava com clareza dos dias das mães que nós passávamos na nossa mansão na Inglaterra. A maioria das mães se contentaria com um presente. Nossa mãe fazia uma competição. Eu nunca entendi muito bem, talvez ela se sentisse uma rainha medieval, com cavaleiros lutando em sua honra.

Nós fazíamos todo tipo de prova, de conhecimento, aptidão física... Também era uma espécie de preparação para a caça ás pistas.

Sem querer me peguei pensando na Amy, que por acaso estava dormindo do outro lado da sala. Que tipo de mãe ela seria? Talvez não o tipo de mãe que eu ache ideal. Ela seria amorosa, e apesar de não ter nenhum senso de moda, talvez levasse os filhos para o shopping e os enchesse de besteiras...

E no dia das mães só iria querer um abraço, e diria "Vocês já são meu presente".

Provavelmente seria como aquelas mães de protagonista que aparecem nos filmes de colegial, que sempre pergunta se os amigos querem mais limonada e mostra fotos de quando você era bebê. Fotos embaraçosas e constrangedoras. E espontâneas. Não as fotos perfeitamente ensaiadas e tiradas em estúdios que eu e a Natalie temos.

Eu conseguia imaginar perfeitamente, ela, uma garota ruiva cercada pelos amigos e vermelha de vergonha. Exatamente como a Amy, exeto pelos olhos âmbar, um garoto parecido comigo, mas com olhos cor de jade, correndo pela casa, gritando alguma coisa sobre um "presente do tio Dan", e eu. O que era muito estranho, por que eu não devia ficar assim por uma garota, eu literalmente fui criado para nunca me sentir assim. Não por alguém como a Amy.

De qualquer jeito, isso nunca aconteceria, por que eu não merecia ela. Apesar de tudo, eu ainda amava Isabel Kabra. Ela ainda era minha mãe, mesmo tendo sido uma versão distorcida do que é ser mãe, eu ainda a amo. E se Amy soubesse disso... Nunca iria me perdoar.

Natalie

Olhei o relógio, meia — noite. Dia das mães.

Ótimo, quando acordasse de manhã iria ficar com olheiras terríveis depois de ficar a noite inteira sem dormir. Mamãe teria o calmante certo. Se ela ainda estivesse aqui. Se ela não tivesse atirado no meu pé, se ela... Se ela ainda me amasse.

Odeio ficar assim! Odeio pensar nisso! Tudo porque era dia das mães...

Me lembrava das tardes que nós passávamos indo de loja em loja, nunca ligando para os preços. Dos meus suéteres de cashmere, de ter um de cada cor.

Mas eu também me lembrava do olhar frio dela, e da dor depois que ela disparou. Não física, essa veio depois, mas emocional. Ela sequer parou para pensar duas vezes...

De vez em quando eu pensava em como minha vida teria sido se minha mãe fosse como qualquer outra mãe. E sempre concluía que, faria como os pais da Amy e do Dan. Meus filhos nunca saberiam do mundo dos Cahill, eles seriam apenas crianças normais, como eu nunca tive a chance de ser. Isso se o pai deles concordar... isto é, se ele for um Cahill...

Mas o fato, é que ela sempre esteve presente, sempre me ajudava a escolher minhas roupas e a fazer tudo. Sempre foi bem mais próxima que nosso pai. Sempre achei que se algum dos dois fosse me fazer algum mal para vencer a caça, seria ele, sempre se reunindo com outros Lucian, sempre trancado no escritório... Era ela que me ajudava nos deveres quando eu ainda não estava no internato, ela que sempre monitorava o treinamento, e sempre estava lá quando eu caia. Ela era que sempre dizia que, se eu fosse forte, tudo iria ficar bem. Sempre que eu pensava em um dia ser mãe, queria ser uma mãe como ela.

E talvez ela pudesse me ajudar agora, me dizer o que fazer com tudo que eu sinto por um garoto com olhos cor de jade. E me levar para fazer compras como ela sempre fazia quando tinha alguma coisa me incomodando. Como ela sempre dizia, "Quando as coisas não vão bem, pessoas de bens fazem compras".

As vezes, como agora eu só queria que ela estivesse aqui, mesmo tendo medo dela, mesmo sabendo que ela pode me matar, eu só queria que a mamãe estivesse aqui agora!

And our daddies used to joke about the two of us

They never believed we'd really fall in love

And our mamas smiled and rolled their eyes

And said oh my my my...

Notas finais
Gostaram? Sim, claro ou aimeusdeusesessaficéperfeita!!!! ?