Oliver e as Pedras Elementais
2 Surpesas!
Notas iniciais
O meu dia começou indo de mal a pior. Antes de ir para escola, acidentalmente congelei o chuveiro e depois o café. Quando aquele garoto chegou eu senti que ele seria o começo de meus problemas. Qual era o nome dele? Ah, lembrei, Oliver. Eu me sentia estranha perto dele, como se estivéssemos ligados. Eu estava na mesa, junto com ele, quando acidentalmente minha mão congelar. Eu tentei esconder e corri para o banheiro.
Chegando lá às pressas, abri a torneira e deixei a água cair, enquanto o gelo derretia. Eu estava tirando alguns pedaços de gelo que ainda estava agarrado em minha mão, quando ouvi alguns gritos do lado de fora do banheiro. O pessoal gritava e berrava: BRIGA! BRIGA! BRIGA!
Só podia ser o Oliver, aquele garoto era um pouco briguento, mas só de pensa no nome dele um frio correu pelo meu braço. Quando olhei novamente pra minha mão ela estava congelada novamente, parecia um punho de vidro. Joguei água rapidamente e corri deixando o pulso com algumas camadas de gelo. Quando cheguei a cantina presenciei algo inesperado. Pablo havia agarrado meu amigo briguento, ele estava prestes a soca-lo quando raios saíram do corpo dele e acertaram o ruivo, fazendo-o cair do chão inconsciente. Todos estavam atordoados olhando para ele. Ninguém estava acreditando no que aconteceu inclusive eu. Corri e segurei o braço de Oliver e vim o arrastando, ele estava em um estado de estado de estupor, ele andava, mas parecia um boneco de pano, sem vida, com a cabeça abaixada. Desci a escada e cheguei ao portão. Sebastião vigiava a portaria sozinha e nos olhava com olhos arregalados, provavelmente assustando com Oliver.
– Sebastião deixa a gente ir. — Supliquei. — Por favor
– Você sabe que eu não posso. — Ele nos olhava com amargura. — Ainda mais um menino e uma menina. — Ele falava aquilo como se já tivesse dito varias vezes. — A ultima vez que saíram... a responsabilidade caiu sobre mim e eu perdi dois meses de salário.
Eu devo ter corado quando ele disse: ... um menino e uma menina... Ele nos olhava com um sorriso de malícia, como se já entendesse de tudo.
– Por favor. — supliquei novamente. — Não é nada disso que você está pensando. — Ele ainda estava com aquele sorriso, e aquilo me irritava. — É urgente. Vai... Por favor, pelos velhos tempos.
Uma vez eu o salvara de uma discussão com o diretor, onde ele quase fora demitido.
– Está bom. — Ele Suspirou. — Se perguntarem, falarei que não vi ninguém aqui.
Eu pisquei o olho na sua direção e sai correndo com Oliver. Atravessamos rua e ruas até chegarmos em uma praça com vários bancos. Não podiamos ficar na escola, depois de Oliver ter eletrocudado um garoto, minha melhor alternativa foi vir aqui, mas por que eu corri para ajuda-lo? Eu poderia simplesmente ter ficado dentro do banheiro ou poderia fingir não conhecer ele. Mas aquilo de certa forma me relaxou, agora eu sei que não sou a unica, eu me achava uma aberração até Oliver aparecer, eu sabia que algo tinha que acontecer.
Sentamos em um banco, mas Oliver ainda estava em estupor , seus olhos estavam vidrados com uma espécie de tonalidade amarela.
–Oliver você está me ouvindo? — chamei.
Nenhuma resposta. Tentei balança-lo, até mesmo gritar em seu ouvido, mas ele não me ouvia. Até que eu tive uma ideia. Deu uma tapa forte em seu rosto. Ele despertou
– Ai. — gritou Oliver. — Por que fez isso
– Você não estava me ouvindo. — falei. — estava meio hipnotizado.
– Eu estava te ouvindo só não conseguia me mexer. — Ele acariciava seu rosto com as mãos. — Era como se outra coisa tivesse tomado meu lugar.
Ele olhou para o braço e viu marcar de queimadura, mas não queimaduras de fogo e sim de gelo.
– Mas o que? — falou Oliver em um tom surpreso.
Levei a mão até o braço com a queimadura, coloquei a mão em cima e me concentrei, até a queimadura sair.
Ele se afastou ainda um pouco assustado.
– Eu pensei que fosse somente eu... — ele murmurou. — Como você fez isso?
Estendi a palma da mão aberta, fechei por alguns segundos e quando abri estava lá um pequeno bloco de gelo.
– Eu não sei... — respondi. — acho que nasci com isso.
Ele assentiu, acho que ele já havia passado por isso.
– E aquele lance dos raios, como você fez aquilo? — perguntei.
– Do mesmo jeito que você. — respondeu ele pensativo. — acho que não farei aquilo de novo, estou tonto.
– Não vou poder voltar para a escola por um bom tempo. – Ele bocejava dizendo isso. – provavelmente a noticia deve estar se espalhando.
– Pense pelo lado bom. – Falei calmamente. – São férias adiantadas
Dei um sorriso pelo canto do rosto, e ele também sorriu. Ficamos sentados no banco falando sobre nossos poderes, o que foi um pouco estranho, já que eu não havia conversado isso com ninguém. Após dez minutos um estranho helicoptero passou sobre nós, ele estavaa incrivelmente baixo. Ignoramos e continuamos conversando, mas depois disso as coisas começaram a dar errado. Muito errado. O mesmo helicoptero voltou e plainou sobre a praça, ele não podia pousar pois havia muitos poste e pouco espaço. Oliver eu levantamos do banco assustados e olhamos pro helicoptero até alguns homens de preto pularem lá de cima. Eles usavam calças e coletes, pareciam ser do exercito, tirando o fato de estarem de preto. Usavam mascaras que cobriam o a boca, e seu olhos estavam a vista. Havia um que parecia ser o líder, ele usava uma boina militar vermelha, um óculos de aviador e um comunicador. Ele apontou para nós, e os soldados dispararam atrás da gente.
– Corre! — Gritou Oliver com toda sua força.
Tentamos fugir pela rua de onde viemos, mas os soldados já tinhanos encurralado. Eles formavam um circulo a nossa volta, e avançavam em nossa direção nos deixando encurralados. Eu fiz alguns blocos de gelo e taquei, mas não surtiram efeito. Ele estavam a pouco metros e o capitão deles vinha logo atrás.
– O que vamos fazer ? — perguntei para Oliver desesperadamente. — Se ficarmos aqui vamos morrer!
– Abaixe-se. — ele falou. — tenho uma ideia, mas não sei se vai dar certo.
Naquele momento eu estava aceitando qualquer ideia, qualquer ideia mesmo. Eu me abaixei e tentei ficar protegida. Oliver esticou os braços e deles sairam varias descargas eletricas que atingiram alguns soldados. Tanto Oliver quanto os soldados atingidos desmaiaram. Agora eu estava sozinha, com um garoto caido ao meu lado, e varios soldados me cercando. Faltavam apenas alguns metros e eles chegariam. Um soldado retirou um pistola de um bolso que ficava na calça, — eu definitivamente não tinha visto aquela arma. — ele apontou para mim e disparou, depois disso eu desmaiei.
Quando acordei estava em uma cela. As paredes feitas de uma espécie de pedra branca e havia barras de ferro.
Oliver estava ao meu lado, acordado e olhando pra mim, ele estava algemado e preso por uma corrente.
– Aonde estamos? — perguntei um pouco tonta
– Eu não sei. — respondeu ele. — Quando acordei estava aqui.
Havia duas vozes um pouco distantes conversando, uma dizia : eu falei sem armas, era só pegar as crianças e voltar, não havia necessidade de atirar. Isso resultará em uma série de punições. A outra voz soltou um suspiro e disse: depois eu me preocupo com isso. As vozes ficaram cada vez mais baixais e depois silenciaram.
Tentei me levantar, mas só agora vi que estava presa por correntes e algemas.
Soltei um suspiro. O primeiro dia de aula, eu fui presa por soldados e ainda estou com um garoto que conheci no primeiro dia de aula, não tinha como ficar "melhor".
Aquela cela inibia nosso poderes, fiquei tentando me soltar das correntes, mas não conseguia. Depois de alguns minutos dois soldados chegaram, mas estes eram diferentes dos outros, o uniforme de um era amarelo, (sim, amarelo!), usava uma luva estranha em uma mão, havia um tubo em suas costas onde varios fios saiam e conectavam a varias partes do corpo, e sua expressão era de raiva e despreso tinha olhos negros e uma pequena cicatriz no queixo. O outro usava um uniforme azul claro, ele tinha um bastão que parecia ser de aço, ele tinha um capuz, sua expressão era sua suave e seus olhos eram azuis.
Eu jamais tinha visto uniformes tão estranhos. Eu não sabia quem eles eram, mas eles não tinham a minima noção de moda.
Eles soltaram as correntes, mas ainda deixando as algemas. O de amarelo pegou Oliver pelo braço e o arrastou e o azul fez o mesmo comigo. Eles no arrastaram por um corredor com varias celas, todas elas iguas as nossas, só que algumas ao invés de ter barras de ferro tinham uma barreira de energia. As coisas dentro das celas eram horriveis, havia humanos sendo dissecados, queimados, esfolados e todo tipo de tortura que você pode imaginar. Havia uma cela que estava repleta de sangue. Chegamos ao final do corredor e entramos em um elevador. O elevador era decorado com simbolos dos quatro elementos: fogo, água, terra, vento. Entramos no elevador e eu percebi que Oliver estava apavorado. Pelo que vimos nas celas não durariamos muito tempo aqui. Minha expressão não devia ser melhor. Os soldados apertaram os botões do elevador e descemos sessenta e sete andares, pareceu uma eternidade, até que a porta se abriu. Eu nunca havia visto algo do tipo. O lugar era grande , MUITO grande, havia soldados por todos os lados, varios tanques de guerra, aviões a jato e tudo que você possa imaginar. Então algo me surprendeu, a alguns metros a frete estava Diogo, o nosso professor de biologia.
–Sejam Bem vindos. — disse ele diabolicamente e continuou falando só que dessa vez olhando para Oliver.- Eu não disse que iria transformar sua vida num inferno?
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