Notas iniciais
Esse Capitulo é narrado pelo Oliver.

– Eu vou te matar seu desgraçado. — Gritei

Tentei atirar um raio nele, mas o soldado amarelo me agarrou e eu senti minha energia se esvair.

– Calma, pode soltar ele. — ordenou Diogo. — Tenho certeza que vocês vão ser bonzinhos, né?

O guarda amarelo obedeceu.

– Um dia eu ainda vou te matar! — rosnei

– Um dia.- Falou ele com aquele sorriso irritante. — Mas esse dia não esta próximo. — Debochou ele. — Tirem as algemas. — Mandou Diogo. — E para o bem e vocês é melhor não tentarem nada.

Eles nos soltaram, eu até pensei em fugir, mas acho que aquilo não seria uma boa ideia, visto que os soldados ainda estavam atrás de nós.

– Sigam-me. — Falou Diogo

Não tínhamos outra opção, então o seguimos. Passamos por vários aviões, tanques e helicópteros, até chegamos em uma porta de aço. Diogo retirou um cartão o bolso de seu short e passou em um painel que ficava ao lado da porta, e ela se abriu. Agora estávamos em um setor completamente diferente do outro, havia uma grande monitor pendurado na parede a frente, — acho que grande é pouco para descrever, o monitor era maior que uma tela de cinema. — esse setor era tão grande quanto o outro. — Havia pessoas trabalhando em computadores, outras carregando pranchetas, cada uma em sua própria área. Atravessamos o setor por uma passagem que ficava no canto. Ao passarmos recebemos vaias e olhares mal-humorados, — Como eu queria lançar um raio em cada um deles. — chegamos até uma parede isolada, onde havia uma cadeira de madeira e nela estava sentada uma idosa, cabelos grisalhos e curtos, olhos pretos, pele enrugada e usava roupas floridas.

Os soldados não se aproximaram, apenas eu, Diogo e Sandra.

–Queria lhe apresentar uma pessoa. — Disse Diogo em tom gentil. — Elizabeth, esses são Oliver e Sandra.

Ela ficou olhando para o chão e não respondeu.

– Você nos capturou, para falar com uma velha!? — Reclamei. — Isso é sério?

– Cuidado com as palavras meu jovem. — Falou Eliza. — Não me chame de velha ou eu irei te matar.

Eu quase deixei escapar um riso, mas me contive.

Eliza são eles? — Disse Diogo fugindo do assunto

– Infelizmente sim. — Respondeu em tom rabugento.

A expressão de Diogo foi se transformando aos poucos de sério a pânico.

– Da para explicar o que está acontecendo? — Perguntei.

Todos se mantiveram quietos, o que me deu muita raiva. Inclusive Sandra, ela estava muito quieta, ela sabia de algo que eu não sabia.

Ele olhou para Sandra e para mim com seriedade.

– De onde vocês acham que vem os poderes de vocês? — Falou em tom cordial.

Parecia aquele tipo de pergunta que os pais fazem para os filhos: Você sabe de onde vem os bebes?.

Balançamos a cabeça negativamente.

– O poder de vocês vem de algumas pedras, mais especificamente pedras magicas.

Sandra assentiu com cuidado, e eu fiz uma careta debochando, aquilo não era possível. Pedras magicas, parecia coisa de filme da Disney.

– Elas foram criadas pelos deuses e dadas aos seres humanos. — Falou Diogo. — Havia quatros pedras, cada uma destinada a um elemento: fogo, água, terra e ar.

Era só o que me faltava, agora tem deuses? Eu admito, sou cético, mas isso foi demais.

–Você espera que acreditemos nessa sua história? — Indaguei. -Até agora só ouvi bobagens.

– Você tem alguma explicação melhor sobre o seus poderes? -Respondeu Diogo

Silenciei-me, não havia outra explicação sobre os poderes, mas eu me recusava a acreditar naquilo.

–Então, continuando... — Falo Diogo. — Essas pedras juntas formavam uma nova pedra, a da vida. Mas quando separadas essas pedra sumia. — Disse. — Essas pedras transmitem seus poderes para os humanos, mas de acordo com sua personalidade. Por exemplo o Oliver é impulsivo, por isso eles acabou pegando as características da pedra da eletricidade, e a Sandra como é solida, difícil de ser abalada recebeu as característica da pedra da água, mas só que voltada para o estado sólido, tipo gelo. Entenderam?

– Sim. — Respondeu Sandra. — Mas, como Oliver recebeu poderes "elétricos" se não existe pedra da eletricidade?

– A vinte anos,, através de experimento de laboratórios, uma pedra foi artificialmente criada., e essa pedra é a do choque, eletricidade ou relâmpago, com vocês preferirem.- Respondeu Diogo

– Tá, mas eu ainda não entendi, o porquê de estarmos aqui. — Falei irritado

– Existem três organizações que buscam essas pedras. — Falou Diogo. -A nossa busca guardar as pedras para protegê-las, mas outras não, elas só estão interessadas em dinheiro. Precisamos das pedras, e até agora só temos a localização de uma, que é a sua Oliver...

Agora caiu a ficha, eles precisavam da gente para conseguir as pedras.

– Quem me garante que sua organização utilizara as pedras para o bem? — perguntei. — vocês podem querer dinheiro também.

–Não a como garantir, você simplesmente vai ter que confiar em mim. — Respondeu Diogo

– E se nos recusarmos ajudar. — Gritei. — Existe grande possibilidade disso.

– Vocês não vão recusar. – Respondeu ele.

Ele fez um pequeno gesto com a mão e vários soldados armados apareceram.

– A decisão é sua. – Disse Diogo