Olhos Fechados

2 Mantenha Seus Olhos Abertos


Notas iniciais
Notas finais do capítulo foram atualizadas (2020) se puderem dar uma lida ao terminar, agradeceria!

Título: Olhos Fechados

Autora: Toynako

Anime: Death Note

Casal: Mello x Matt x Near

Classificação: +18

Gênero: Yaoi / Lemon

Criada em: 12/03/09

—–x.I.x––

Olhos Fechados

Algo dentro de mim está a ponto de quebrar, de tal maneira que nas noites frias já não posso mais segurar minhas lagrimas. Mas mesmo se eu chorar mil vezes encharcando meu coração de lagrimas salgadas e gélidas, tenho certeza que serei capaz de me apegar a essa chance de junta-los, que sei ser a única.

Não posso ter medo de falhar...

Porém se eu continuar fugindo será que eles irão realmente entender meus verdadeiros sentimentos?

Terei que caminhar sozinho, sabendo que no meu futuro logo adiante pode estar nada menos que a minha infelicidade, porem essa poderá ser também a felicidade deles.

Não tinha mais como escapar, fingindo sorrisos, pois notei que existia lagrimas de tristeza por trás de meus sorrisos. Já estava a ponto de esconder meus sentimentos por detrás uma mascara risonha.

Era incapaz de mostrar meu verdadeiro eu... Incapaz de mostrar para eles quem eu realmente sou.

Eu só estava fugindo...

Aquele fora o fim, eu tinha que fazer algo. Tinha que começar de novo.

Tinha que fazer aqueles dois encontrarem as suas próprias respostas sem minha ajuda.

Já fazem mais de seis meses que não vejo as pessoas que mais amo. Essa falta faz coração pesar.

Principalmente ao notar as marcas deixadas por eles desaparecerem com o tempo... Elas eram meu consolo.

Dói-me não ver mais a cara emburrada do meu loirinho e a cara inexpressiva do meu albininho.

Porém eu ainda tenho que fazer eles se entenderem, encontrarem ambos a felicidade.

Não importando meu pesar.

.

.

.

—Mail Jeevas (Matt)

—X—

Mesmo após seis meses do sumiço do ruivo, Mello continuava procurando seu paradeiro, em todo lugar possível. Por hora estava sentado em frente a um computador, pesquisando várias teorias para o desaparecimento de Matt.

“— Senhor Mello... ” — começou a falar um homem careca e forte “— Ainda procurando aonde aquele garoto pode estar? ” — indagou, ficando ao lado do loiro.

“— Sim, estou. ”

“— Acha realmente importante perder tanto com ele? ”

“— Acho. ”

“— Se só está o procurando por que a diversão acabou, eu posso providenciar alguém pa- ”

“— Eu não quero o Matt para isso! ” — interrompeu Mello, a frase do careca.

“— Só acho que é uma perda de tempo o que está a fazer. ” — comenta “— Ele pode ter fugido com uma mulher para longe daqui. ”

“— O Matt? ” — falou o loiro, parando de digitar no computador.

“— Sim. Nunca gostei daquele ruivo. ”

“— Eu conheço muito bem o Matt, isso seria uma das últimas coisas que ele faria...”

“— ... Então para que precisa tanto dele? ”

“— ... Eu... ” — Mello dá uma pausa, como se pensasse no que falar “— Ele é minha única família, era o único que não reclamava do meu jeito naquele maldito orfanato... ”

“ Família? Aquilo? ” — pensa o careca.

“— Agora... Se não está aqui para ajudar, vá embora, pois ira atrapalhar. ” — fala Mello, de modo ríspido.

“ Fico é contente que aquele ruivo dos infernos tenha sumido! ” — pensou o ‘homem desprovido de cabelo’, saindo do lugar, deixando Mello em paz.

“ Matt... Aonde você pode ter se metido...? ”

—X—

Em quanto isso, no centro de investigações no qual Near ficava. Este estava do mesmo modo que Mello. Sentado em frente a um computador, procurando pelo paradeiro do ruivinho.

“— Chamou, Near? ” — indaga Halle, entrando no lugar.

“— Alguma novidade sobre o paradeiro do Matt? ” — pergunta Near, digitando algo no computador.

“— Não. ” — responde, chegando mais perto “— Mas está confirmado que Yagami Raito esta sumido também... ” — avisa.

“— O sumiço do possível Kira pode estar ligado ao Matt... ” — pensa em voz alta.

“— Então finalmente vai esquecer aquele garoto e voltar a se concentrar na captura de Kira? ”

“— ... ”

“— Ele já deve estar com outra pessoa, ou até morto. ”

“— Morto ele não está. Pois existem várias pistas do paradeiro dele... Mas quando eu junto várias informações, parece que elas desaparecem... ”

“— Ignore esse garoto, ele não representa nada para você... Além de ser bom 'naquilo'. ”

“— ... ”

“— Afinal, para que quer tanto aquele ruivo? ”

“— Ele... ” — Near dá uma pausa, parando de digitar e virando-se para a loira “— Ele era o único que vinha conversar comigo quando nós estávamos no orfanato... Ele é minha família. ”

“ Família? Essa piada é boa... ” — pensa a mulher de modo debochado.

“— Se já me avisou tudo o que tinha para avisar, por favor, saia. ” — fala Near, voltando a concentrar-se na busca pelo ruivo.

“— Claro... ” — responde cordialmente, andando em direção a porta “ Tomara que aquele ruivo esteja morto! ” — pensa, saindo do lugar

—X—

Seis messes depois de Matt ter iniciado seu plano, este agora estava em uma nova cidade, pois não poderia ficar muito tempo em apenas uma. O motivo é que seria fácil ser encontrado se fizesse isso.

Encontrava-se agora em uma cidadezinha no interior do Japão. Tinha acabado de se mudar, alugando um apartamento naquela cidade. Tinha arrumado todo durante a tarde, e agora descansava em um banco na pracinha que tinha perto do lugar onde estava morando.

Saboreava um sorvete de chocolate, relembrando do chocólatra, em quanto via as crianças brincarem pela praça.

“— Posso me sentar ao seu lado? ”

Matt desvia seus olhos das crianças para ver quem era que estava em pé ao lado do banco no qual estava. Surpreendeu-se ao ver um belo homem vestindo um impecável paletó azul, com cabelos bem penteados na coloração marrom.

“— Claro que pode. ” — respondeu sorrindo “— A praça é pública.”

“— Claro. ” — falou sentando-se ao lado “— Como você se chama?”

“— Matt, e você? ”

“— Raito. ”

“— Mora nessa cidade? ” — perguntou curioso, terminando seu sorvete.

“— Não, me mudei tem dois dias. Estou naquele apartamento, no momento. ” — fala estendendo a mão e apontando para um prédio verde, próximo à praça no qual estavam.

“— Legal, me mudei a pouco tempo para esse mesmo lugar. ”

“— Coincidência. Você deve ser o novo morador do andar... Estou no número vinte e quatro. ”

“— Legal, fiquei no vinte e três, somos vizinhos. ” — comenta animado, pois fazia tempos que falava com alguém.

“— Por que veio para esse fim de mundo? ” — pergunta a Raito.

“— Eu... ” — abaixa a cabeça “— ... ”

“— Desculpe, não devia ter perguntado... ”

“— E por que você veio? ”

“— Por que só recentemente descobri que a pessoa de quem eu realmente gostava era ‘Ele’... ” — responde, meio melancólico.

“— E o que aconteceu? ”

“— ‘Ele’ Morreu... Há anos já. ”

Matt olha perplexo para o homem ao seu lado aparentando ter vinte anos. Ele parecia com alguém, mas não sabia com quem. Ultimamente tinha se desligado completamente dos casos que participava, estava apenas fazendo um ardoroso trabalho de deixar minúsculas pistas sobre seu paradeiro para Mello e Near, como se estivesse brincando de esconde-esconde.

Desviou seus olhos rapidamente do homem ao lado, ao ver nos olhos dele uma pitada de luxuria. Voltou a observar as crianças correndo, notando que algumas iam embora pela proximidade da noite.

“— Já que contou o porquê está aqui, irei contar meu motivo também... ” — fala Matt “— Eu gosto muito de duas pessoas... Mas sei que se eles ficassem juntos seriam mais felizes. ” — comenta, olhando para o céu, vendo que já reinava um tom escuro de azul neste.

“— Eram garotos? ” — pergunta Raito, com um sorriso muito duvidoso.

“— Eram, como sabia? ”

“— Eu sempre sei de tudo... ”

“— .... Bem, já está escurecendo muito, acho que já vou. ” — avisa se levantando.

“— Hei, posso passar na sua casa mais tarde, para conversarmos mais? ” — pergunta.

O ruivo olha desconfiado, mas acaba concordando com a cabeça. Afinal um pouco de companhia não faria mal a ninguém. Pelo menos teria alguém para conversar. E não ficaria pensando na falta que o albino e o loiro faziam.

“— Obrigado. ” — agradece Raito, levantando-se “— Levarei uns salgadinhos para comermos. ”

“— Valeu. ”

Andaram os dois juntos para o apartamento no qual estavam, separando-se apenas quando chegaram no andar em que ficariam. Despediram-se e entraram nos respectivos lares. Assim que Matt entrou, trancou a porta e rumou para a mesa, pegando lá seu notebook. Indo em direção ao sofá da sala.

“— Vamos ver como as coisas andam... ” — falou baixo, sentando-se.

Ligou o aparelho, e enquanto esperava esse ficar operável acendia um cigarro olhando para a tela, esperando para poder usar seu notebook. Após alguns instantes coloca o aparelho no colo e começa a manuseá-lo.

“— Primeiro vamos ver como Mello esta. ”

Depois de quase meia hora, consegue hackear o computador que o loiro usava. Olhava feliz as informações que continha nesse. Vendo que ele ainda continuava a sua procura. Mas os dados que possuía eram poucos.

“— ... Umas modificações aqui... Outras ali... ” — falava de modo melodioso.

Removeu e adicionou algumas informações, de modo que não pudesse ser percebido. Respirou fundo jogando o resto de seu cigarro fora, em quanto tentava agora acessar o computador de Near.

Este era bem mais difícil, pois possuía toda a segurança do lugar no qual estava. Porem tinha colocado um vírus secretamente no computador do albino, deixando assim as coisas um pouco mais fáceis.

Quase uma hora depois consegue hackear o do albininho. Vendo que este também estava a sua procura. E como sempre possuía mais informações que o loiro. Sorriu maroto, removendo as informações que Near deve ter demorado tanto tempo para conseguir.

“— Pronto! Perfeito. ”

Antes de desligar os acessos aos computadores nota que no de Near tinha algumas informações novas sobre o caso do Kira. Abriu a pasta curioso, lendo nela que o possível Kira tinha desaparecido.

“— Qual era mesmo o nome do suspeito...? ”

Não conseguia se lembrar, mas achou ali um meio de fazer as coisas se agilizarem mais. Pois mesmo depois de seis meses Mello e Near ainda não tinham falado nada um com o outro. Isso era até desanimador para Matt.

Desligou seu computador, ao escutar um barulho de campainha. Indo até a porta abriu-a para que Raito, seu vizinho, entrasse.

“— Trouxe os salgados. ” — avisa, mostrando uma sacola.

“— Valeu, entra. ” — fala sorrindo.

“— Você arrumou rápido o lugar... ”

Raito vai entrando no cômodo, deixando a sacola com comida em cima da mesa. Matt olhava desconfiado, tentando se lembrar aonde já tinha visto Raito antes. Este agora usava uma roupa menos social, camisa preta com calça jeans. Um pouco de diversão e companhia não faria mal a ninguém. Afinal Raito não seria um assassino ou alto do tipo...

“— Eu sou rápido nesses tipos de coisa. ” — fala Matt, sorridente

“— Acho que vamos nos dar bem. ” — comenta o moreno.

—X—

Mais uma semana se passara e Near continuava com suas investigações. Misteriosamente as mortes feitas por Kira também tinham parado, por isso podia concentrar-se apenas em procurar pelo ruivinho.

Porem nesta manhã recebera uma caixa grande e ao abri-la viu dentro desta uma carteira de cigarros e uma caixa de brinquedos. Justo o brinquedo que queria, que era o que Matt compraria para si, antes de sumir.

Mas ao observar melhor a caixa do brinquedo, notou algo estranho. Estavam escritas em tinta vermelha e bem visíveis as letras ‘A’ e ‘R’. Olhou desconfiado não entendendo qual seria o real significado disso.

Deixou a caixa do brinquedo de lado, analisando agora a carteira de cigarros que também possuía naquela caixa que veio os dois. Notou rapidamente que era a marca preferida do ruivo, aquela que ele sempre fumava.

Realmente estava sentindo a falta de Matt, daquele sorriso bobo que este sempre possuía, e da alegria que via estampada em seu rosto toda vez que dava um pequeno sorriso para este. Precisava de ajuda para achá-lo. Sabia muito bem a quem recorrer. Só não sabia se esse ajudaria ou não.

“— Chamou, Near? ” — indagou a mulher loira, aparecendo na sala em que Near estava.

“— Quem deixou isso hoje aqui? ”

“— Um entregador. ” — respondeu, olhando de modo curioso para dentro da caixa.

“— De que firma ele é? ”

“— Eu já pesquisei tudo, mas a firma que ele disse que trabalha não existe... ”

“— Não existe... ”

Near ignora a garota, sentando-se em uma cadeira em frente ao computador, começando a mexer neste. A mulher apenas fica olhando, como se esperasse mais alguma ordem.

“— Estranho... ” — falou Near baixinho, começando a enrolar uma mecha de cabelo “— Sumiu novamente alguns dados que tinha aqui... ”

“— Pode ser que alguém esteja hackeando a central. ”

“— Já pensei nisso, mas o que some é só relacionado ao Matt. ”

“— Mas para que alguém iria querer afastar você daquele garoto? ”

“— ... ”

“— Bem... Se precisar de mais algo, é só chamar. ” — avisa, se retirando do lugar.

O albino fica a olhar para seu computador. Tinha que pedir ajuda. Ficar com orgulho ou medo nessa hora poderia piorar.

“ ... Tenho que falar com Mello... ” — pensa Near, já cogitando a idéia de ligar para este, ou algo do tipo.

Tão envolto em pensamentos que demorou a notar que Mello estava tentando fazer uma conexão direta com seu computador. Olhou curioso para saber o que seria. Ligando a web can e aceitando a conexão.

“— Hei! ” — falou Mello pelo computador.

Near viu, sorrindo discretamente, o modo vestido como o loiro estava. Uma daquelas roupas que o albino não sabia de onde Mello podia arranjar, ou ter coragem para usar. A única coisa que podia descrever no momento era lascívia.

“— Você sabe que o Matt sumiu? ”

“— Sei. ”

“— Está procurando por ele? ”

“— Estou. ”

“— Por quê? ”

“— Tenho meus motivos. ”

“— Pirralho... ”

“— O que você quer? Diga logo. ”

“— Bem... É que... Eu... Nos... ” — Mello enrolava para falar, como se procurasse as palavras adequadas “— Acho que se... ”

Near suspirou fundo, já sabendo o que o loiro queria, mas conhecia-o bem o suficiente para saber que Mello devia estar realmente desesperado para achar o ruivo. Poderia ele também ter recebido algo nesta manhã, se fosse isso, poderia ser mais uma pista importante.

“— Mello. ” — falou Near, fazendo o loiro se calar “— Pode me ajudar a achar o Matt? ” — se antecipa, para não acabar ferindo o orgulho deste.

“— Como!? ” — fala o loiro, segurando o monitor, espantado pelo que acabara de ouvir “— Nos... Juntos? ” — pergunta se recuperando.

“— Sim. Juntos podemos nos equiparar a 'L'. Juntos podemos superar 'L'.”

“— Bem... Eu não precisaria de ajuda, mas como é você quem está pedindo... Vamos nos juntar para achar Matt. ”

“— Pode vir aqui? ” — indaga Near.

“— Claro. Tenho umas coisas que quero que veja... ”

“— Certo, a Halle te esperará na entrada. ”

Near olhou estranhando o loiro fazer uma careta ao ouvir o nome da mulher, mas tratou rapidamente de ignorar.

“— Estarei ai em alguns minutos. ”

O albino desligou seu computador, olhando atentamente para a caixa do brinquedo que estava perto de si. Sorriu, vendo agora um jeito melhor para quem sabe achar o paradeiro do ruivinho.

“— Halle. ” — chamou Near.

“— Sim? ” — pronunciou a mulher, entrando no lugar, aproximando-se mais do albino.

“— Mello aparecerá aqui, traga-o para mim assim que ele chegar. ” — avisa.

“— Mello...? ” — indaga, com um sorriso suspeito nos lábios perfeitamente pintados.

“— ...? ”

—X—

Em quanto isso Mello arrumava suas coisas para sair do esconderijo no qual estava. Olhava meio melancólico para uma caixa recebida neste mesmo dia, mais cedo. Quando recebeu a caixa ficou surpreso pelo conteúdo contido nesta.

Chocolates.

Uma caixa cheia de seus mais favoritos chocolates. Alguns que só o ruivo tinha consciência. Mas o que lhe intrigou era que no seu preferido, aquele que sempre comia com Matt, tinha escrito em vermelho as letras ‘I’ e ‘K’. Fechou a caixa, fazendo um esforço enorme para não comer nenhum chocolate contido nesta.

Arrumou tudo e pegou sua moto, rumando para onde Near estava. Chegando lá viu a loira na recepção lhe aguardando. Essa veio prontamente em sua direção, sempre rebolando, com semblante sedutor.

“— Olá Mello... ”

“— A quanto tempo Halle. ” — fala, ignorando a mulher e passando pelo seu lado.

“— Já sabe o caminho que tem que ir? ” — indagou a loira, com ar triunfante.

“— ... Não. ” — respondeu, visivelmente irritado.

“— Você tem passe livre até o Near... Mas terá que me seguir. ” — avisa, piscando em seguida seu olho, de modo provocante.

“— Halle, eu não estou de bom humor para ficar com seus joguinhos, já terei que aturar aquele garoto... Mas aturar você também, ai já e demais. ” — respondeu, andando em qualquer direção dentro daquela base de operações no qual estava, porem rapidamente foi barrado por alguns seguranças.

“— Eu falei que tinha passo livre até o 'Near', o resto está restritamente proibido a você... ” — fala melodiosamente, pedindo para os seguranças se afastarem em seguida “— Venha Mello... Me acompanhe... ” — fala sedutora, próximo ao ouvido do loiro.

“ Maldita... ”

Mello bufou de raiva, mas seguiu sem mais reclamar a mulher. Esta a cada passo que dava fazia questão de rebolar, para chamar a atenção do loiro para si, algo que não estava dando muito certo, pois o outro estava entretido olhando para uma caixa que segurava, pensando seriamente se atacava um daqueles chocolates.

“— O que tem dentro da caixa? ” — indaga a loira, parando no meio do corredor, próximo a porta no qual entraria.

“— Nada que te interessa. ”

“— Poxa Mello... Seja mais gentil comigo... No começo você me procurava, mas agora faz tempo que você nem olha mais para mim ” — desabafa, chegando mais próximo do outro.

“— Esqueça isso Halle. ” — fala, desviando seu olhar da mulher.

“— Eu quero um beijo seu. ” — pede, aproximando-se mais do loiro.

“— Halle eu já te disse aquela vez e vou repetir... Não quero nada com você. ” — respondeu com raiva, alterando a voz.

“— Tudo culpa daquele ruivo maldito. ”

“— Não fale assim dele... ” — responde uma terceira voz, aparecendo de uma porta próximo a eles.

“— Near? ” — fala Mello, espantado pela repentina aparição do albino.

“— Está dispensada Halle, não volte mais até que eu realmente necessite de sua ajuda. ” — avisa o albino.

“ Garoto impertinente... ” — pensa a mulher “— Claro... ” — responde em seguida de modo educado.

“— Entre Mello. ” — fala Near, voltando ao seu quarto no qual estava.

O loiro suspirou aliviado pelo fato da mulher impertinente ter desaparecido, há tempos não aturava mais aquela loira. Entrou no lugar, notando rapidamente ser o quarto do albino, pela cama situada no canto e pela quantidade de brinquedos espalhados por todo o lugar além de algumas TVs e computadores. Viu Near sentar-se em frente a uma pilha de dados. Olhou com raiva para o castelo que o garoto estava a fazer, pois por causa daquilo estava sendo completamente ignorado.

“ Ele vai ver só... ” — pensou Mello, maldosamente, aproximando-se da construção de dados.

Já estava com a perna pronta para chutar aquela patética, e muito bem elaborada construção, quando nota o olhar do albino em si. Aqueles olhos negros lhe encarando o deixaram sem ação. Se fosse nos tempos de orfanato os ignoraria, chutando sem piedade o que deve ter demorado horas para ser feito. Porem dessa vez desistiu de seu intuito, vendo claramente na cara do menor como sua inesperada ação fora estranha.

Ficaram ambos calados, se encarando. O tempo parecia passar lento, mas nenhum dos dois se atrevia a começar algum dialogo, preferiam realmente apenas ficar olhando-se, como se quisessem matar a saudade do tempo em que não se viram. Estavam tão distraídos apenas se observando que ambos assustaram-se ao escutar batidas na porta.

“— Entre. ” — falou Near, desviando seu olhar de Mello, pois estava levemente rubro.

“— Desculpe interferir. ” — fala um homem de cabelos negros.

“— O que foi agora, Gevanni? ” — indaga Near.

“— Poderia, por favor, comparecer ao outro lugar, estão precisando de sua ajuda. ” — responde Gevanni.

Near olhou prontamente para o loiro. Fazia tanto tempo que não se viam, e agora teria que resolver este assunto antes. Notou rapidamente a cara de aborrecido do loiro para si, porem teria que resolver aquele assunto neste momento. Mas queria continuar naquele lugar.

“— Vai logo pirralho, eu espero. ” — fala Mello, andando em direção a cama do menor, sentando-se nesta e colocando a caixa ao lado “— Só não demora, por que se não, o teu castelinho vai ser destruído. ” — fala, olhando atentamente para a caixa, na tentação de comer alguma barra de chocolates existente ali dentro.

“— Então vamos Gevanni. ” — fala o albino, levantando-se e indo em direção a porta “— Mello... ” — para antes de sair “— Tem chocolate dentro do frigobar... ” — avisa apontando para o aparelho, próximo a sua cama.

“— Chocolate? ” — olhou animado para o albino.

“— Pode pegar, já estão a tempos, já que não os como. ”

“— Que desperdício. ” — comenta, levantando-se e abrindo rapidamente a porta do frigobar.

Near vendo a cena saiu do lugar, acompanhado por Gevanni. Porem era perceptível um pequeno sorriso em seu rosto. Após andarem um pouco Gevanni já estava estranhando aquela expressão no albino, alem de outra coisa.

“— Near... Você não me mandou comprar aqueles chocolates a pouco tempo? ” — indaga Gevanni.

“— ... ” — o albino fica mudo, e o sorriso desaparece “— Isso é apenas para ele não destruir o meu quarto. ” — responde, após um tempo.

“ Mas não tinha como ele saber que o Mello teria que ficar sozinho em seu quarto... ” — pensa, deixando de lado, seguindo Near pelos corredores “— Near, aproveitando o momento, sobre as minhas férias... ”

“— Pode tê-las, daqui a algumas semanas. ” — avisa o albino.

“— Que bom, Eu queria muito mesmo visitar uma tia que está meio doente, no interior do Japão... E uma cidade bem esquecida, por isso quero ver se ela está realmente bem. ” — comenta o de cabelos negros, sorrindo docemente.

“— ... ” — Near apenas continuou a andar, como se não se interessa-se pela vida particular do outro.

—X—

Após algum tempo, Mello ainda aguardava o albino no quarto deste, degustando da última barra de chocolate. Olhava agora melhor o lugar, tudo ali lembrava o menor. Averiguando o quarto com seus olhos, achou perto do computador uma caixa de papelão grande, parecida com a sua que tinha trazido. Olhou curioso para aquilo, não aguentando após algum tempo, indo até essa a abrindo curiosamente.

“— Brinquedo... E uma carteira de cigarros? ” — fala baixo pegando a carteira “— A favorita de Matt? ”

Olhou curioso também para a caixa de brinquedo que tinham as letras 'A' e 'R'. Olhou, olhou... Mas acabou por largando tudo como estava antes, voltando para a cama do menor, parando no percurso para analisar melhor a complexa construção que Near estava a fazer. Faltava realmente pouco para ser terminada. Mello olhou para um lado, olhou pro outro, sentou-se no chão no lugar onde o albino estava antes e começou a terminar de colocar os dados no lugar.

Fazer aquilo era difícil, pois tinha o risco de tudo cair. Não tinha ideia de como Near tinha paciência para fazer aquilo. Mas como estava sem fazer nada, já que os chocolates já tinham acabado, iria montar um pouco. Se caísse, o problema não seria dele mesmo...

“— Mello? ” — indagou o albino, atrás do loiro.

Este deu quase um pulo no lugar, fazendo com que a construção quase caísse por causa disso. Tinha perdido totalmente a noção do tempo em quanto montava aquele castelo de dados. Faltava só alguns dados a serem colocado. Sorriu malvado, ignorando o menor em seguida, voltando sua atenção apenas para a construção.

Near olhava espantado Mello a colocar um dos últimos dados restante em sua construção, notando que este o ignorava completamente. Pensou alguns instantes e sorriu fraco, com um pequeno plano que acabara de bolar, uma pequena vingança pelos milhares de castelos que o loiro destruirá nos tempos de orfanato.

Saiu rapidamente de onde estava ficando ao lado do seu castelo quase acabado. Quando o loiro ai colocar o ultimo dado restante, o albino chutou levemente a construção, fazendo prontamente esta desmoronar toda. Mello, ainda segurando o dado em sua mão perto do lugar aonde iria colocá-lo, olhava espantado para o que o menor tinha feito.

“— Caiu... ” — fala Near, enrolando seu cabelo, e portando um sorriso nos lábios.

“— Seu pirralho. ” — levanta-se Mello, enfurecido, segurando em seguida o menor pela gola da camisa “— Você vai ver. ” — reclamou, jogando-o no chão “— Vou fazer você se lembrar que não deve brincar comigo. ”

Near tinha se machucado um pouco quando fora jogado no chão pelo loiro, mas sabia que viria dor pior, ao notar que Mello sentou-se em seu abdômen e alevantou o punho cerrado, pronto para acerta-lhe a cara. Tentou prontamente empurrar o loiro de cima de si, conseguindo apenas que este agarra suas mão a cima de sua cabeça.

“— Não vai se soltar Near... ” — sussurrou Mello próximo a orelha, notando surpreso um estremecer forte do corpo em baixo de si.

Só então notou a real situação que estava. Sentado em cima de Near, os braços desse preso a cima da cabeça por uma de suas mãos, a outra que possuía não fazia a mínima ideia de como tinha ido parar nas coxas deste. Não parecia definitivamente uma pose de alguém que queria desferir um soco, mas sim de alguém que amaria loucamente.

Apesar de ter notado o que estava fazendo, por algum motivo não conseguia sair daquela situação. Aqueles olhos que sabia que estavam assustados, apesar de não demonstrarem nada além de indiferença no momento... O faziam quase...

“— Mello... ” — sussurrou Near baixinho, fechando seus olhos e virando o rosto ao ver a insistência do qual o outro lhe observava.

O loiro estava encantado, não conseguiu nem controlar-se em apertar mais a coxa do menor, em quanto se aproximava perigosamente do pescoço exposto por este. Parecia que aquele lugar pedia para ser beijado, lambido, mordido, violado... Aproximava-se mais e mais, tanto que Near já sentia a respiração quente do loiro em seu pescoço, fazendo seus pelos se eriçarem.

Mello abriu a boca, de modo ousado, passando sua língua por seus lábios secos, desejando senti-los roçando na pele que sabia ser tão suave quanto seda. Mas para prontamente, ao escutar seu celular tocando.

Foi então que conseguira controlar, seja lá o que fosse, e se afastar do albino, levantando-se prontamente e indo para a cama desse, pois tinha deixado seu celular naquele lugar. Atendendo-o assim que o pegou. Começando a conversar com alguém.

O albino abre seus olhos, estava em choque. Sua respiração estava descompassada. Sentia seu coração bater em ritmo acelerado. Olhou em volta, aliviado por ver o loiro de costas a falar com alguém no outro lado da linha. Poderia assim se recompor, pois se o loiro o visse agora, sabe-se lá o que esse iria dizer. Foi então que Near nota o que estavam fazendo.

Se tivessem continuado...

Se o telefone não tocasse...

Se seu medo não o impedisse...

Muitas coisas povoaram sua mente em questão de segundos. Porem tratou de mandar esses pensamentos para longe, assim que notou que Mello estava se despedindo, de quem quer que fosse que estava a falar. O loiro virou-se assim que desligou o aparelho, jogando-o logo em seguida na cama do menor, como se não desse a mínima para o que acabara de ouvir.

“— Era algo importante? ” — pergunta Near, já recuperado de tudo e com sua típica expressão.

“— Não, era só o 'cara desprovido de cabelo', questionando o que eu estava a fazer... ” — respondeu, pegando a caixa que tinha colocado em cima da cama do menor.

“— 'Cara desprovido de cabelo'...? ” — pergunta curioso o menor, vendo Mello aproximar-se de si.

“— É como o... ” — parou de andar, olhando insistentemente para o chão, como que se naquele ponto existisse algo de interessante “— 'Era' como o Matt chama um dos meus subordinados... Pelo fato deste ser careca. ” — volta a andar, colocando a caixa próximo ao menor.

“— ... ”

“— Pode parecer difícil, mas não podemos ficar brigando por qualquer coisinha...”

“— ...! ” — Near olhou espantado, parecia que Mello tinha amadurecido um pouco.

“— Não me olhe com essa cara! ” — falou raivoso “— Se não leva um murro, e dessa vez eu não vou ficar... ficar... ” — Mello fica mudo “ Agora notando, que diabos eu realmente iria fazer com esse branquelo!? ” — pensou.

“— ...O que é isso? ” — indaga Near apontando para a caixa.

“— Chegou hoje cedo para mim... ” — respondeu, sentando-se no chão, próximo aonde o albino estava.

Near abriu a caixa, vendo dentro dela apenas chocolates. Olhou curioso para o loiro logo em seguida como se não entendesse o que aquilo significasse.

“— São meus chocolates favoritos, e tem um que só Matt sabe que eu gosto. ” — explica.

“— Seria esse? ” — fala Near, pegando uma barra entre todas as que tinha ali dentro.

“— Como soube? ” — indagou curioso.

“— Simples. É o único que tem essas letras gigantes escritas em vermelho. ” — aponta Near.

“— Seu... ” — Mello teve a vontade de matar o menor.

“— Você mesmo disse que não iríamos discutir. ”

“— Certo... Agora olha logo essa caixa direitinho, que eu quero comer esses chocolates. ” — avisa, sentando-se um pouco mais perto “— E o meu favorito eu quero guardar... Irei come-lo só quando resgatarmos Matt. ”

“— Ira guardar...? ”

Near estava espantado, pois sabia que Mello raramente guardava algo, pior ainda quando se tratava de chocolates. Analisou melhor a barra de chocolates, notando algo que o fez dar um pequeno risinho. Algo que prontamente chamou a atenção do loiro.

“— O que foi? ” — falou Mello.

“— Chocolate afrodisíaco... ” — responde o albino.

“— Qwê!? ” — fala o loiro espantado, notando que se referia ao chocolate que estava olhando “— Bem... ” — ficou vermelho.

“— Não sabia que seu chocolate favorito era um afrodisíaco... ” — fala meio irônico “— Come bastante dele? ”

“— Eu... Er... Isso não importa, dá pra ver logo o que são essas letras estranhas? ” — fala meio irritado.

“— KIRA. ” — responde Near.

“— Como... Como sabe que é ele? ”

Near foi até um canto da sala, pegando lá a caixa que tinha recebido mais cedo, levando-a rapidamente para onde Mello estava sentado. Colocou ao lado da outra, abrindo-a ligeiramente e retirando a caia de brinquedo ali dentro. Botou-o ao lado da barra de 'chocolate afrodisíaco' do loiro. Mostrando que as letras em vermelho eram iguais.

“— Desgraçado... ” — resmunga, visivelmente aborrecido por não ter notado isso antes, quando olhou por curiosidade o que tinha dentro daquela caixa.

“— Na sua caixa contem 'A' e 'R', na minha contem 'I' e 'K'.... Lendo tudo de trás pra frente... 'K', 'I', 'R', 'A'.... Kira. ” — explica.

“— Eu já entendi... Qualquer criança consegue ler de tas pra frente... Não precisa soletrar. ” — resmungava mais que falava.

“— ... Mas isso não é do feitio do Kira... ”

“— O cara está até desaparecido... ” — fala Mello.

“— Você sabe que possivelmente Raito Yagami é Kira? ” — indaga.

“— ... Sei, por que? É muito eu saber disso? ” — reclama.

“— Não... Só perguntei. ”

“— ... ” — Mello fez uma cara de poucos amigos, e quase voou no pescoço do albino, mas controlou-se “— Talvez, tenha surgido outro Kira... ” — comenta, deixando a raiva de lado.

“— É isso o que eu penso. Mas falta algo... ”

“— Sim... Algumas coisas estão custando a se encaixar... ”

“— O que parece é que alguém está forjando varias pistas, para nos fazer ir atrás do Matt. ”

“— Algum desgraçado está brincando com a gente, e usando Matt para isso. ” — resmunga Mello, abrindo uma barra de chocolates que tinha dentro da caixa.

“— Mas para que então envolver Kira nisso...? ”

“— Para ser mais emocionante? ” — pergunta Mello, para si mesmo.

“— ... ”

De repente Mello e Near se entreolham, estranhando o fato de estarem cooperando, e por isso as coisas estarem melhorando... Talvez agora finalmente tivessem grandes chances de rever o ruivinho...

—X—

O tempo parecia que não dava trégua, e quando notaram mais um mês se passou. Matt continuava naquela mesma região, pois sabia que lá estava protegido de ser facilmente achado pelo loiro e albino. Porem notava que estava ficando cada vez mais difícil ocultar sua presença, já que agora ambos estavam trabalhando juntos.

“— Continua pensando neles? ” — indaga Raito, entrando no apartamento de Matt e vendo-o sentado no sofá, olhando fixamente para a escuridão da noite pela janela “— Você devia relaxar... ”

“— Não adianta... Um mês juntos e nada aconteceu... ” — fala Matt cabisbaixo “— Talvez eu tenha me enganado... ” — comenta baixinho.

“— Já disse que o que precisa é relaxar... ” — insinua, aproximando-se mais do sofá no qual Matt estava sentado.

“— Raito... Você sabe a minha situação, eu não quero me envolver com mais ninguém... ”

“— Não pedi para você se envolver comigo... Não é necessário isso para o que eu quero fazer contigo. ” — retruca, sentando-se ao lado de Matt, ficando a observar a janela.

“— Melhor não... ”

“— Vamos... Você precisa disso tanto quanto eu... Se você não quiser, eu não poderei fazer nada... ”

Raito começa a passar seus dedos delicadamente pela face do ruivo, tomando a atenção deste para si. Puxando suavemente a face deste, conseguindo após algumas tentativas roubar-lhe um pequeno beijo.

“— Pare de resistir a quem te quer. ” — pede, segurando a mão do ruivo e levando-a para o meio de suas pernas “— Faz pra mim... Que eu te compenso... ” — pediu.

Matt sentiu sua mão sendo direcionada para as pernas do moreno e prontamente sentiu algo elevado, escondido pela calça. Olhou espantado para o outro, pensando em que obscenidades este estava a pensar entes de entrar em seu apartamento no começo da noite, para pedir aquilo. Deu-se por vencido pois afinal de tudo, o amigo que fizera a mais de mês estava precisando de uma 'ajuda'.

Lentamente começou a abrir a calça que o outro, notando na face desse um sorriso sensual. Não fazia ideia antes que sua amizade com um cara que conhecera no banco da praça poderia ficar desse jeito. Já até tinha contado várias fatos sobre si, é claro, ocultando os mais importantes.

Mandou seus pensamentos para o raio que os parta, quando viu os olhos deste brilhando em antecipação. Nunca pode ver os olhos de Mello e Near, quando estava dando prazer para eles, tudo por causa da maldita venda que cobria a visão destes. Mas agora vendo o brilho lascivo no qual recebia de Raito, sentiu-se frustrado, pois talvez realmente eles nunca tenham o amado, e poderiam estar apenas o procurando por ambição própria.

Com esses pensamentos em mente, por um breve momento quis se vingar, percebendo algo que nunca tinha sentido antes. Raiva e ódio. Ódio pelas pessoas no qual amava. Raiva por estes nunca terem dado a mínima para si.

“— Matt... ”

O gemido baixo de Raito o fez despertar desse transe de ódio no qual tinha se metido. A única coisa que queria no momento, era ver como ficaria os olhos do moreno, quando este estivesse no seu limite de prazer. Empenhou em abaixar um pouco as calças deste, notando prontamente o membro ereto que pedia um alivio. Levou logo suas mãos a ele, manuseando-o lentamente, escutando pequenos ofegos vindos do mais velho.

“— Awhmm... ” — gemeu, fechando seus olhos para apreciar o momento.

Porem assim que Matt notou as pálpebras do outro se fechando, parou de movimentar sua mão. Apertando o membro com seus dedos com um pouco de força, fazendo o moreno gemer de dor e prazer. Sentou-se melhor ao lado do mais velho, encarando-o ternamente.

“— Mantenha seus olhos abertos... ” — pediu o ruivo “— Não me prive nem um segundo de presenciar o quão nublado de prazer a visão pode ficar. ”

“— Tudo bem. ” — falou Raito, abrindo seus olhos “— Não pararei de te olhar...”

Matt sorriu, movimentando suas mãos de modo delirante, com perfeita maestria, por toda a extensão do membro do moreno. Vendo satisfeito, este batalhar para deixar seus olhos abertos, notando vários brilhos neste, aqueles que nunca pudera ver.

Aproximou-se mais daquela face, beijando-lhe os lábios de modo selvagem e profundo, porem ficando com seus olhos entreabertos o tempo todo, notando que Raito também não fechara os dele, como havia dito. Via satisfeito o esforço que este fazia para deixá-los aberto por causa do prazer que estava sentindo.

Era tão bom poder constatar um brilho luxurioso que se formava nos olhos do moreno, mas apesar de estar gostando de presenciar aquilo, ainda queria muito que estivesse fazendo isso com Mello ou Near. Somente aqueles dois podiam amá-lo, cada um de sua forma diferente, amava-os tanto que agora se perguntava se era certo o que estava a fazer com Raito.

“— Não é-hn-errado... ” — falou o moreno fracamente, como se lesse os pensamentos do ruivinho “— Não para... ” — pediu meio tímido.

O ruivo olhou para aquele homem que era até mais velho que si, pedindo por um pouco de atenção. Lembrou que Raito dissera que a pessoa a quem ele amava tinha morrido de infarto e que nunca ficaram juntos, apesar de ter tido várias chances. Matt suspirou fraco, olhando as faces coradas do outro, parando de acariciá-lo.

“ Estou sendo usado de novo... ” — pensou o ruivinho.

“— Eu não estou te usando... ” — falou o moreno baixinho “— Estou de olhos abertos... Vendo apenas sua imagem... ”

“— Minha imagem...? ” — Matt olhou, ponderando as palavras ditas pelo moreno.

“— Vamos... Não me deixe nesse estado... ” — pediu, olhando fundo dentro dos olhos do ruivo.

Matt sorriu do jeito que não sorria a tempos, passando lentamente sua mão pela extensão do membro do outro. Mesmo que Raito não o amasse, pelo menos não o estava usando apenas para lembrar-se de outra pessoa.

Puxou o outro para sentar-se em seu colo, retirando completamente a calça deste no processo. Rapidamente sentiu moreno enlaçar seu pescoço com os braços, acomodando a cabeça em seu ombro.

“ Parece uma criança implorando atenção... ” — pensou o ruivo, achando fofo o jeito que o mais velho lhe abraçava “ Parece até o Near... ”

Aproveitando a situação retirou também a camisa que o moreno estava a usar, vendo-o totalmente entregue a seus toques. E principalmente, lhe observando com ardor. Levou suas mãos ao torso a frente, passando insistentemente por ele, causando pequenas contrações no mais velho. Logo suas mãos desceram, uma fora parar na nádega esquerda apertando-a com gosto, escutando em resposta um gemido desejoso escapar dos lábios do outro, já a outra mão passeava demoradamente pela cintura apertando-a fracamente.

“— Matt... ”

Ouvir 'seu' nome sendo pronunciado lhe deixou por alguma razão realmente excitado. Mello e Near chamavam seu nome várias vezes, mas sempre soube que o real nome a qual queriam pronunciar era um do outro.

Deslocou a mão que passeava pela cintura do mais velho para o local no qual sabia que este queria muito que fosse tocado, massageado, apertado. E assim fez, massageando o membro deste em sua mão apertando vez ou outra só a ponta, para poder escutar um gemido mais elevado fugir dos lábios do mais velho.

Mesmo querendo fugir, Matt não poda negar que há tempos estava necessitando de um carinho daquele tipo, então se deixou levar pelo brilho que via nas íris do moreno. Beijou-lhe com gosto, fechando seus olhos no processo, acreditando que o outro manteria os seus abertos.

Raito se concentrava para não fechar seus olhos nem um instante se quer, observando encantado em como a cor vermelha do cabelo do ruivo lhe caia tão bem. Não fazia ideia antes, em como este poderia ser tão ardente, a cor fogo dos seus cabelos lhe pareciam agora feitos perfeitamente para aquela ser que agora insistia em beijar-lhe os ombros.

“— Ahnmmm.... ” — gemeu mais alto, sentindo um dedo a mão que apertava sua nádega esgueirar-se por entre ela, passeando libidinosamente por aquele local “— Hnm! ” — gemeu mais, sentindo aquele dedo enfiar-se somente um pouco “— Matt... ” — sussurrou, movendo seus quadris no colo do ruivo, tentando fazer que aquele dedo adentrasse mais.

“— Shhhh... Calma, eu não vou parar... Seus olhos me deixaram de um modo que agora não tem mais volta... ” — falou Matt, próximo ao ouvido do moreno, aproveitando a proximidade para mordiscar seu lóbulo.

Apenas brincava com o corpo do moreno, mordiscando-lhe ombros e pescoço, notando este remexer mais seus quadris querendo desesperadamente que aquele dedo que sabia o estava torturando desejosamente adentrasse mais. Porem toda vez que notava isso, fazia questão de recuá-lo, só para presenciar nos olhos do outro o visível brilho da luxuria.

Iria brincar com esse ser o tempo que este quisesse, afinal um pouco de atenção e carinho não faria mal a ninguém...

CONTINUA

(06/04/09)

Notas finais
Heya~ Agradeço por terem lido e ficaria contente se deixassem um comentário sobre o que acharam! Esse ano (2020) comecei a fazer commissions de fanfics, se tiverem interesse deem uma olhadinha~ Commission de Fanfics — Tabela de preços: > 1.000 palavras -> 20 reais > 2.000 palavras -> 25 reais > 3.000 palavras -> 30 reais > Acima de 4.000 palavras negociar sobre preço. > Observação: A quantidade de palavras pode ser alterada para finalização da história, sem custos adicionais. Ex: 1000 palavras virar 1100 palavras. — Qual gênero é permito? > Ação; Amizade; Angust; Aventura; Comédia; Crossover; Darkfic; Death Fic; Drama; Ecchi; Ficção Científica; Furry; Humor; Humor Negro; Lemon; Paródia; Poesia; Romance; Shoujo-ai, Shounen-ai; Songfic; Suspense; Terror; Tragédia; Universo Alternativo e Yaoi. > Basicamente todos, no entanto conteúdo adulto +18 apenas no gênero Boys Love/Yaoi. > Conteúdo adulto não pode ser comissionado por pessoas menores de 18 anos. — A fanfic após finalizada será postada no Nyah e Spirit. Caso queira que esta seja de teor pessoal, será cobrado 10 reais a mais do total, até 3.000 palavras. Após isso negociar sobre. — O prazo para a entrega da fanfic (até 3.000 palavras) será de até dois dias úteis. Acima de 4.000 palavras negociar sobre prazos. — O pagamento será realizado no ato do pedido, via Paypal, da preferência do cliente. Para pedidos acima de 4.000 palavras, pode haver dois parcelamentos. — Será conversado a respeito da commission apenas por Twitter: @Toynako.