Olhinhos verdes - amf

19 Capítulo 19 - "Menina mimada!"


CRISTINA ‒ Ahh sim, você é o amigo do meu marido. ‒ Ela sorriu para ele.‒ Frederico não está, ele saiu, mas creio que não demora.

DIEGO ‒ Sou sim, nos conhecemos a um bom tempo. Eu e ele nos gostamos muito. ‒ Ele se sentou.‒ Depois que ele se casou ficamos um pouco afastados, mas sempre vamos ser velhos amigos.

CRISTINA ‒ Sim, Fred fala muito de você!‒ Ela sorriu o olhando.‒ Fala quase sempre.Ele gosta muito de você.

DIGO ‒ Nós somos como irmãos, eu passei mais tempo com ele do que o irmão dele. Passei muito tempo mesmo.

Ela sorriu e se aproximou sentando no sofá.

DIEGO ‒ Mas aí precisei viajar e estou retornando agora. Como está a sua bebê?Ela é a luz dos olhos de Frederico.A única coisa que deixa meu amigo igual bobão.

CRISTINA ‒ Maria está bem.‒ Ela sorriu. ‒ Minha filha é tão linda, ela é uma linda bebê.

DIEGO ‒ Imagino que ela seja assim....Você não devo largar ela nunca. Tem cara de ser uma mãe super protetora.

CRISTINA ‒ Sempre que posso e quero estou perto dela.Agora estou estudando fico um pouco longe.É terrível, mas por uma boa coisa. ‒ Ela sorriu.

DIEGO ‒ O que você está fazendo?Está estudando o que?

CRISTINA ‒ Estou num curso preparatório para depois fazer faculdade de medicina veterinária.

DIEGO ‒ Que coincidência eu também fiz, posso te ajudar quando você precisar.Sempre gostei de estudar e me lembro exatamente uma eram as matérias na faculdade...Posso te ajudar quando quiser.

CRISTINA ‒ Eu quero sim.‒ Ela sorriu para ele. ‒ Tem algumas coisas que eu não faço ideia.

DIEGO ‒ Então, está combinado posso vir aqui te ajudar com as matérias Quando você quiser vou te deixar meu telefone. ‒ Tirou um cartão do bolsa entregou a ela. ‒ Pode me chamar quando quiser que eu venho te ajudar. ‒ Abriu um Largo sorriso porque ela era muito linda sempre tinha sido assim.

CRISTINA ‒ Obrigada!‒ Ela agradeceu sorrindo leve. ‒ Eu acho que vou precisar mesmo de ajuda extra.

Ele sorriu.

DIEGO ‒ Tá combinado, quando você quiser fazemos isso você já fez aula prática com os animais?Posso fazer junto com você se você quiser, você tem cavalos maravilhosos aqui você pode estudar.

CRISTINA ‒ Ainda não fiz, nem entrei ainda, terminarei o curso e farei os exames.Acho melhor esperar um pouco.

DIEGO ‒ Então, eu faço questão de fazer quando você estiver pronta.‒ Diego falava de modo gentil era um homem tão agradável tão educado e sempre gostava de estar junto a pessoas de todo tipo.

Ela sorria o olhando, se sentiu feliz e plena ali com ele naqueles instantes.

DIEGO ‒ Você vai se divertir muito. Vai ser maravilhoso para você. Além do mais, vocês têm animais lindos aqui, são realmente maravilhosas.

CRISTINA ‒ Sim, aqui tem muitos animais lindos.‒ Ela suspirou.‒ Aqui é tudo lindo e maravilhoso.Por isso eu gostei tanto da área.

DIEGO ‒ Pois eu quero te fazer um convite para você conhecer a minha fazenda que é logo aqui do lado e você não vai com sua filha eu estou de caminhonete. Quando Frederico chegar a gente já vai ter voltado e eu aproveito e falo com ele.

CRISTINA ‒ Esta bem, vamos sim!‒ Ela se levantou o olhando e sorriu leve para ele.‒ Você tem todos os animais lá?

DIEGO ‒ Tenho até búfalos. Você vai ver como eles são diferentes.‒ Ele falou sorrindo e pegando o bebê.‒ Ela está bem pesadinha. Vem, Cristina meu carro tá aí.

CRISTINA ‒ Sim, vamos! Ela engordou uns quilos, mas nada fora do permitido.

Os dois caminharam até a caminhonete onde e ela entrou e colocou a filha no colo se sentando no banco da frente.

DIEGO ‒ Eu vou bem devagar por causa do bebê.‒ E ele seguiu com sua caminhonete e foi para fazenda dele.

Quando passava de carro, Frederico estava em seu cavalo fazendo a ronda na fazenda quando viu a caminhonete de Diego passar com sua esposa dentro sorrindo. Ele respirou pesado e ficou sem saber como reagir, depois com seu cavalo parte direção a fazenda de Diego.

Cristina desceu do carro com a filha nos braços e sorriu olhando tudo.

CRISTINA ‒ Nossa é linda essa casa, muito linda!

DIEGO ‒ Você vai gostar mais ainda por dentro.‒ ele sorriu dando a mão a ela pra que entrasse e ela entrou sorrindo. Ela sorriu.‒ Olha, ali tenho umas lindas flores que você vai amar.

Ela olhou e os olhos brilharam.

DIEGO ‒ Você gosta de flores? ele sorriu para ela e sentiu o coração se encher de uma paz com aquele sorriso dela.

CRISTINA ‒ Eu amo flores, amo.‒ Ela riu leve.

Ele sorriu e pegou a menina.

DIEGO ‒ Vai lá olhar de perto. Eu tenho uma estufa também... ‒ ele sorriu e beijou Maria Fernanda que começou a chorar.‒ Não chora, linda, não chora!

Cristina olhou a filha.

CRISTINA ‒ Me dê ela, deve estar com fome.‒ Ela falou calma.

Ele sorriu e a olhou entregando.

DIEGO ‒ Vamos sentar na sala assim você dá mamá a ela. ‒ ele encaminhou Cristina e os dois se sentaram no sofá, ele um pouco distante para ela ter privacidade.

Cristina se ajeitou e começou a dar mama a filha, de modo natural e inocente como sempre fazia.

FREDERICO ‒ Bom dia...‒ a voz firme soou na porta da sala e Frederico olhou fixamente para cena que se desenhava com a esposa e Diego.

Ela olhou surpresa.

CRISTINA ‒ Oi, Fred!

FREDERICO ‒ O que faz aqui?

DIEGO ‒ Frederico, meu bom homem! ‒ ele se foi a ele e deu a mão.

FREDERICO ‒ Por que trouxe minha mulher aqui? ‒ foi rude.

Cristina olhou o marido.

CRISTINA ‒ Ele veio me mostrar a Fazenda. Você não me disse que ele era médico veterinário... ‒ Ela falava calma com a minha mamando.

Frederico sentiu o corpo todo ferver.

FREDERICO ‒ Vamos embora!

CRISTINA ‒ Espera, Maria está mamando.

Ele estava cheio de raiva, mas se continha.

FREDERICO ‒ Ela mama em casa!

CRISTINA ‒ E eu nem vi os animais ainda! Calma, Fred!

Ai ficou pior com aquelas argumentações.

FREDERICO ‒ Você tem uma fazenda cheia de animais.‒ ele foi rude.‒ Vamos, que você vai comigo!

CRISTINA ‒ Não me fale assim!‒ Cristina falou firme e viu a filha iniciar um choro.

DIEGO ‒ Não, de modo algum, vocês vão tomar uma café comigo. ‒ ele disse sorrindo.‒ Eu quero mesmo falar com você, Fred.

Frederico bufou.Frederico se conteve.

FREDERICO ‒ Estou esperando minha filha acabar de mamar.Não quero café.

DIEGO ‒ Eu levo Cristina, Frederico, não queríamos aborrecer você. Vamos, Cristina. ‒ Diego falou educado.

Frederico virou as costa aborrecido como nunca tinha estado e foi na direção de seu cavalo.

FREDERICO ‒ Nos vemos em casa.‒ foi tudo que ele disse.

Cristina viu o marido sair e suspirou vendo a filha terminar de mamar. Diego foi com ela ao carro.

DIEGO ‒ Não entendi porque ele ficou zangado. Frederico é sempre tão educado. ‒ ele disse ligando o carro e levando as duas de volta. Quando chegou, parou o carro e disse. ‒ Você quer que eu suba?

CRISTINA ‒ Não, não precisa.‒ Ela falou calma.‒ Está tudo bem, obrigada pelo passeio e me desculpe por Frederico.‒ Falou em suspiro e desceu do carro com a filha adormecida.

Frederico estava de costas para a porta quando ela entrou.

FREDERICO ‒ O que foi fazer lá? ‒ ele disse bem baixo, mas a voz fria.

CRISTINA ‒ Ele me convidou para ir conhecer a fazenda e eu aceitei. ‒ Ela falou calma e começou a subir as escadas sem se preocupar.

FREDERICO ‒ Nunca mais vá lá sozinha com ele!‒ ele se virou com a voz tensa.‒ Ouviu, Cristina Rivero?Nunca mais e muito menos com minha filha junto! ‒ ele disse com raiva e ciúmes.

CRISTINA ‒ Que te pasa?‒ Ela o olhou.‒ Por que está falando assim comigo? Ele é seu amigo!‒ Ela suspirou e saiu indo para o quarto.

Colocou a filha no berço e sorriu acariciando ela. Frederico foi atrás dela e entrou no quarto.

FREDERICO ‒ Vamos conversar!‒ Ele chegou mais perto. ‒ É meu amigo, sim e justamente por isso. Eu não quero você na casa dele!‒ falou firme.

CRISTINA ‒ Eu não tenho nada pra conversar e cuidado ou vai acordar Maria. ‒ Ela falou o olhando.

Ele a segurou no braço e a levou ao corredor.

FREDERICO ‒ Você não é menina mais, Cristina, sabe muito bem o que os homens são e o que querem! Ele é meu amigo, mas você é minha mulher, não te quero sozinha na casa de nenhum homem!

CRISTINA ‒ Me solte! ‒ Ela balançou o braço. ‒ O que está pensando? Que eu vou dormir com ele? É isso? Qualquer homem que eu me aproximar vou pra cama dele?Eu não sou uma vagabunda! ‒ Ela gritou ofendida.

FREDERICO ‒ Ele não presta com as mulheres, está sempre de papinho mole.‒ ele gritou com ela.‒ Te quero longe dele, bem longe! Que me importa se ele tem animal, fruta planta porra que for lá, você não volta lá sem mim! ‒ estava furioso.

Ela o olhou.

CRISTINA ‒ Eu não sou sua prisioneira. ‒ Ela se afastou dele.‒ Você não manda em mim!

Ele a encarou...

FREDERICO ‒ Então, se atreva a ir lá e você vai ver quem eu sou!‒ a voz firme e ele frio a olhando nos olhos, depois se virou para ir embora.

CRISTINA ‒ Quem você é ? Vamos, Frederico, diga...Vai fazer o que? Me bater?‒ Ela falava firme, mesmo que não se sentisse assim.

FREDERICO ‒ Eu não bato em mulher! ‒ ele rosnou. ‒ Mas ele não chega mais perto de você e minha filha.‒ Frederico conhecia as safadezas de Diego.‒ Pelo que vejo, você adorou a companhia dele, não é?

Ela cruzou os braços.

CRISTINA ‒ Ele foi gentil, muito diferente de você! ‒ Ela fez um gesto com a cabeça.

Frederico sentiu o coração partir. Tudo que ele mais era com ela era gentil. Conversava, dava atenção, era bom e generoso. Ouvir aquilo o colocou diante de uma realidade triste e injusta porque ele sim um marido carinhoso para ela. Ela suspirou o olhando parada em frente a ele, o coração batia em descompasso.

FREDERICO ‒ Está certo, resulta que na presença de outro homem eu me transformei de repente num bruto.Entendi, Cristina! ‒ ele começou a andar. ‒ O bruto está se retirando!Um bom dia para você...

CRISTINA ‒ Você está vendo como está me tratando.‒ Ela falou o olhando.‒ Você viu como me tratou desde que me viu?

Ele continuou andando não ia mais conversar quando parou na escada.

FREDERICO ‒ Bem melhor que me tratava quando me via falar de Raquela. Pode ter certeza que bem melhor!

Ela o olhou.

CRISTINA ‒ Talvez devesse ter escolhido a ela! Se casado com ela!Ela seria uma esposa melhor e não teria nada o que reclamar!

FREDERICO ‒ Quem está reclamando é você, não eu! Não eu, eu estou satisfeito com a minha mulher, mas parece que ela não está com o marido dela.

CRISTINA ‒ Isso é o que você está falando!Eu não disse isso! Você foi um ogro! Me tratou mal na frente dele e aqui também.

FREDERICO ‒ Não, você só me comparou com outro homem que acabou de conhecer e disse que ele é melhor que o seu marido.

CRISTINA ‒ Me tratou como se eu fosse uma qualquer! ‒ Ela falou o olhando.‒ É isso que pensa de mim?

FREDERICO ‒ Eu te protegi do que ele é e você nem sabe! Ele é um animal safado. Você uma presa fácil.

CRISTINA ‒ Que todo homem que eu ver, vou dormir com ele? Não sou uma presa!

FREDERICO ‒ Uns minutos com ele e olha ai como esta falando comigo. ‒ vociferou. ‒ Você acha que conhece ele, que conhece os homens, mas não passa de uma menina, uma menina mimada!

Os olhos dela encheram de lágrimas.

CRISTINA ‒ Me deixe, então, vá procurar uma mulher, procure uma mulher que não seja mimada.

FREDERICO ‒ Eu já tenho uma que amo como louco, mas ela está chateada demais para ficar perto do homem dela. ‒ ele desceu a escada soltando fogo e quase caiu no degrau.‒ Diabo! ‒ falou com ódio pegando o chapéu.

Cristina suspirou e voltou ao quarto chorando com raiva e com tristeza. Entrou e olhou a filha dormindo, deitou na cama chorando em descompasso.