Notas iniciais
Feliz 2022, minhas lindas! Dezembro foi um furacão por aqui, e só agora é que eu tô entrando no ritmo de 2022 hahaha. Como foi a virada de ano de vcs? Espero que esteja todo mundo bem aí, viu?! Vamos de primeiro capítulo de 2022? Boa leitura!

— Bella, preciso dos relatórios da Sra Cullen da semana passada agora! – Edward diz num tom frustrado. Ele solta seu capacete de proteção sobre a mesa que soa num baque alto no trailer. Todos o encaramos, ele olha para mim – Por favor! – Sua voz sai mais suave. – Angela, ajude a Bella a encontrar todas as alterações. Há várias que não foram sinalizadas! – Ele se joga em sua cadeira e aperta a ponte do nariz – Garret, chame o encarregado geral!

Todo mundo começa a se direcionar para cumprir a s suas ordens. Eu abro os arquivos da semana anterior, orando internamente para que não haja nada de muito grave. Enquanto seleciono logo todos para abrir e examinar, eu me levanto e vou até a mesinha onde temos água, café e biscoitos disponíveis. Pego um copo com água bem gelada e uma aspirina. Aproveito que Angela está concentrada na sua tarefa e vou até sua mesa.

— Edward.... – Eu sussurro – Tome isto, você está nervoso, logo ficará com dor de cabeça. –Seu olhar se ergue e encontra o meu. Seu suspiro sai longo, mas ele pega o comprimido e o toma.

— Obrigado! – Ele fala – Desculpe falar daquele jeito com você. – Minha mão encontra a dele sobre a mesa.

— Só fique calmo, meu bem. Daremos um jeito, ok?! – Eu digo afagando sua mão e recebendo um afago em resposta. – Tem algo específico que quer que eu procure?

— Os relatórios de quinta e sexta, principalmente. – Ele diz e se volta para seu próprio computador.

— Ok! –Eu lhe dou um pequeno sorriso para lhe passar conforto e ele agradece com o olhar.

No fim da inspeção, encontramos 4 erros de conferência e execução e isso com certeza atrasará o andamento da obra em alguns dias. Edward está uma pilha de nervos e me preocupo com ele. Ele está trabalhando exaustivamente e tem acontecido erros com frequência, o que o deixa ainda mais imerso no trabalho. Somando isso e o fato do nosso envolvimento ainda ser um segredo para o grande público – ou seja, quase todo mundo -, não temos nos visto muito a sós. Amanhã fará um mês que passamos aquela primeira noite juntos e só nos encontramos mais outras duas vezes, e isso praticamente nas primeiras semanas.

A obra entrou numa fase crítica neste final de junho e todo erro que surge compromete ainda mais o tempo de entrega, que por si só já era apertado. Hoje é quarta feira e tudo o que eu queria era ficar com Edward esta noite. Ele tentou disfarçar, mas eu sei que ele ficou arrasado com estes erros que descobrimos hoje.

Ao longo deste tempo, eu passei a conhecê-lo ainda mais. Sei exatamente as expressões faciais e seus modos de acordo com o que ele está sentindo. Aprendi a decifrá-lo e por isso eu lhe dei uma aspirina mais cedo. Ele fica com dor de cabeça muito facilmente e o único remédio que funciona com ela é aspirina. Eu o olho de relance e acabo flagrando ele me olhando também. Não escondo o sorriso. Seu olhar é carinhoso, mas também sedento. Sentimos falta um do outro. Ele precisa de mim tanto quanto eu preciso dele.

Na hora do almoço, eu ligo para Rose, mas ela não me atende. Eu suspiro alto.

— Que foi, Bells? – Angela me pergunta.

Angela acabou se tornando muito minha amiga neste último mês, aponto de somente ela, além de Rose, saberem do meu relacionamento com Edward. Depois de toda a sua ajuda eficaz para que eu desse a Edward a oportunidade de nos resolvermos, ela se tornou minha confidente e conselheira. Com todo o trabalho sugando o meu tempo, quase não consigo tempo para conversar com Rose, já que ela também está fazendo um estágio de verão em sua área.

— Queria falar com Rose para me cobrir essa noite. – Eu digo largando meu celular na mesa – Precisamos de um tempo juntos. – Eu digo desviando meu olhar para a mesa de Edward que agora está vazia pois o mesmo está no seu horário de almoço, junto com os nossos outros dois colegas.

— Assim você me ofende, gata! – Ela diz e isso me faz encará-la. – Eu posso ser o seu álibi – Ela diz e pisca para mim. Um sorriso se espalha em minha fase.

— Você faria isso por mim? — Ela revira os olhos e sorri.

— Se isso fizer meu chefinho chegar sorrindo amanhã de manhã, tá tudo certo – Ela diz maliciosa e eu coro levemente.

Em alguns minutos, tudo está resolvido. Eu ligo para minha mãe avisando que precisaria passar a noite na casa de Ang para revisar um material do trabalho. O que não era de todo mentira porque minha amiga realmente fará isso a noite, revisando os arquivos dos erros que encontramos. Após Angela falar com minha mãe e garantir que cuidaria bem de sua menininha (comigo revirando os olhos, é claro), eu estou livre para passar a noite ao lado do meu amado.

Meu semblante muda tanto que quando Edward volta para o trailer, uma sobrancelha dele se ergue sugestivamente. Ele também me conhece. Eu me levanto para sair com Angela para o nosso horário de almoço vislumbrando ele abrir o bilhete que deixei sobre sua mesa. Ao fechar a porta, eu sorrio ao ver o meu sorriso torto preferido se formar no canto de seus lábios.

A tarde passa de forma mais tranquila do que a amanhã, apesar de estarmos completamente atarefados. No fim da tarde, Edward se reúne com sua mãe e alguns outros engenheiros para pensar em estratégias para melhorar a situação geral da obra. Quando o horário do expediente acaba, ele ainda não retornou, com isso eu fico no trailer a sua espera. Aproveito o tempo para fazer meu diário de campo semanal.

— Filho, vem jantar conosco. – Ouço a voz da Sra Cullen do lado de fora do trailer. – Sentimos sua falta.

— Mãe... – Ouço Edward dizer – Hoje eu não vou pra casa. Tenho muita coisa para fazer e ...

— Edward, o que está acontecendo? – O tom de voz de Esme denuncia sua insatisfação e uma leve tristeza. – Por que está se afastando novamente?

— Não estou, mãe. – Edward suspira – É tão ruim assim que eu esteja em busca do meu próprio espaço?

— Filho, você sempre teve seu próprio espaço. Está a anos afastado de nós. Eu achei que agora que você voltou....

— Mãe, eu estou aqui. – Ele diz carinhoso – A prova de que não vou mais me afastar é justamente eu estar construindo a minha casa, mãe. Não vou mais embora de Seattle. Pelo menos, não está nos meus planos por hora – Ouço o estalar de um beijo – Prometo que domingo estarei em casa para o almoço.

— Por falar nisso, ainda não consigo acreditar que você não me chamou e nem ao menos me deixou ver e participar disso! – Esme soa num tom indignado e ouço Edward sorrir.

— Mãe, eu sou um engenheiro. Sei o que estou fazendo.

— Mas é a sua casa. Queria ter participação nisso. – Ela argumenta.

— Você tem mãe, acredite. Há muito de você em tudo ali, mas eu quero que quando a senhora a veja, tenha orgulho de tudo o que me ensinou.

Um breve silencio se segue. Ouço uma fungada e sei que eles provavelmente estão se abraçando.

— Quem é ela? – Esme pergunta

— Como você sabe? – A voz de Edward sai surpresa.

— Você é meu filho. Você acha que eu não saberia quando você finalmente se apaixonasse? – Uma breve pausa. Acho que Edward ia falar algo — Só me prometa que em breve eu vou conhecê-la. – Esme o corta. – Preciso parabenizar a mulher que enfim conquistou o seu coração.

— Ai ai, dona Esme. Em breve, prometo. – Edward responde sorrindo.

— A sortuda sabe que você está caidinho assim por ela? – Esme o provoca e sinto um sorriso brotar em meus lábios.

— Eu me esforço todos os dias para que ela saiba disso, mãe. Acredite.

— Sei que sim, meu filho. Boa noite!

— Boa noite, mãe.

Fico ainda presa em tudo que acabei de ouvir que me surpreendo com o olhar de Edward já dentro do trailer.

— Você me esperou! – Ele diz surpreso vindo até mim.

— Claro, esqueceu do bilhete? – Eu respondo sem conter o pequeno sorriso que parece que grudou em meu rosto.

— Sim, mas demorei na reunião. Fiquei com medo que tivesse ido pra casa e desistido. – Ele toca minha mão e me puxa para seus braços. Ele se inclina em meu pescoço e aspira ali – Ah, que saudade!

Nossos lábios encontram o caminho um do outro e logo estamos mergulhados e consumidos na nossa saudade mútua. Sua mão firme em minha cintura me pressiona levemente e a outra se infiltra na raiz de meus cabelos na minha nuca. Eu me seguro em seus ombros como se ele fosse o meu bote salva-vidas.

— Ah Edward! – Eu exclamo quando sua boca começa a descer pelo meu queixo, começando o caminho que me levará à tortura.

— Que fodida saudade que eu tô de você... – Ele sussurra entre os beijos que distribui pelo meu pescoço. Eu gemo baixinho quando sua mão se infiltra por baixo de minha camiseta. O toque frio de seus dedos em minha pele quente me fazem delirar.

— Eu também, meu amor, eu também. — Sussurro

Ele volta a me beijar na boca e eu me derreto um pouco mais. Sinto que todo o meu corpo vai entrar em combustão se eu não tiver tudo o que preciso dele. Por isso me forço a separar nossos lábios.

— Edward... acho melhor irmos logo...

— Tá apressadinha, hein? – Ele me provoca com um sorrisinho safado

— Ah Cullen... você não tem ideia de como eu estou! – Eu digo e sinto meu rosto esquentar um pouco.

— Acho que não é nem metade de como eu estou! – Ele devolve encostando todo o seu corpo no meu.

Em menos de 20 minutos, nós travessamos a porta da frente da casa dele.

Ali mesmo começamos as nossas carícias, enquanto nossos pés seguem o caminho para o quarto num modo automático. Quando atravesso o cômodo aos tropeços, estou apenas de top e calcinha e Edward está apenas de boxer.

— Ah! – Eu exclamo e dou uma risada quando Edward nos joga sobre a cama ainda desarrumada. Ele se coloca por cima de mim e alisa meu rosto.

— Desculpe a bagunça, eu sai apressado pela manhã...

— Eu não ligo, minha cama também estaria desfeita até agora, se não fosse o TOC de arrumação de minha mãe, que com certeza deve ter deixado os lençóis bem esticadinhos. – Eu digo devolvendo o carinho.

— Por falar nisso, qual foi a desculpa dessa noite? – Ele pergunta me olhando nos olhos. Daquele jeito carinhosamente profundo que temos desenvolvido ao longo deste último mês.

— Revisão de trabalho na casa de Ângela. – Eu digo dando de ombros.

— Eu acho incrível a confiança que sua mãe tem em você. É raro uma mãe confiar tanto numa adolescente. – Ele diz dando leve beijinhos no meu queixo. Apesar de estarmos visivelmente excitados e loucos para nos perdermos um no outro. A nossa necessidade vai além do desejo. Precisamos também conversar, saber do outro, ouvir sua voz...

— Minha mãe sempre foi muito aberta comigo. Sempre me preparou muito bem para fazer minhas próprias escolhas e nunca se meteu nelas, por mais que não concordasse. – Eu digo lentamente, enquanto absorvo a tortura de seus lábios descendo pela lateral de meu pescoço. – Esta é a primeira vez que guardo algo dela. – Minha fala faz Edward parar seu carinho e se erguer para me encarar. Seus olhos ficam meio nublados por um instante.

— Bella, eu não queria que fosse assim...

— Nem eu, meu bem. Mas não temos escolha. – Eu digo trazendo-o para mais perto – Infelizmente, ainda faltam 3 meses até que possamos assumir tudo o que estamos vivendo.

Eu o olho com carinho e ele me dá um leve sorriso de resignação. Esta foi a sofrida conclusão a que chegamos na manhã do dia seguinte à nossa reconciliação. Por mais que estejamos dispostos a viver a nossa relação, mesmo diante da nossa diferença de idade, o fato de eu ser menor de idade é um agravante sério. Edward poderia ser acusado de assédio e pedofilia caso alguém o denuncie. Sendo o meu chefe direto é ainda pior. Mesmo que eu acredite que meus pais jamais fariam algo assim, a acusação pode ser feita por qualquer pessoa de nosso convívio e temos alguém que com certeza vai odiar o nosso romance: Jasper.

Do jeito que ele é, ele com certeza faria algo assim.

O suspiro de Edward me desperta dos meus pensamentos.

— Mesmo assim, minha linda. Acho que deveríamos contar aos seus pais. Mesmo que ainda não possamos contar à minha família a sua deve saber. Não quero ser o primeiro motivo de você esconder algo deles. – Ele acaricia meu rosto. – Eu admiro muito a relação sincera de vocês.

Eu o encaro por um instante. De fato, a minha relação com os meus pais, principalmente minha mãe é muito aberta, guiada pela confiança. Mas mesmo assim, existe um pequeno medo em mim de que meus pais não aprovem. Sei que eles não denunciariam Edward, mas aprovar nosso namoro é outra coisa, né? E eu fico me perguntando o que eu vou fazer caso isso aconteça? De que lado eu vou ficar?

— Bom.... – Eu digo erguendo meu quadril em direção a ele – Acho que podemos pensar nisso depois, não é mesmo?

— Wow.... – Edward exclama e me olha com severidade velada. – Isso vai ter troco, lindinha...

E neste lindinha eu sei que estou perdida.

A boca de Edward desliza pelo meu corpo e eu vou me desfazendo de qualquer pensamento que não seja o que vem a seguir. Meu corpo responde automaticamente a cada gesto dele e logo estamos completamente nus, grudados um no outro.

Edward nos vira na cama e sorri quando eu o monto, nos encaixando como um só.

— Isso!

— Ah!...

Nossos gemidos vão se intensificado a medida que as minhas cavalgadas sobre ele aumentam. Edward me incentiva, nas palavras e no toque. Estou tão tonta de desejo que sinto como se ele tivesse um para a mais de mãos. Meu corpo inteiro o sente intensamente, por dentro e por fora.

— Vai Bella! – Ele diz rouco – Vai, minha linda!

Ele começa a erguer sua pelves em minha direção, indo mais fundo dentro de mim e me fazendo pular ainda mais sobre ele. Uma fina camada de suor me cobre e a contração no meu interior vem violenta. Eu vou gozar e será agora.

— Edward! – Eu grito de puro prazer, me deixando a mercê das sensações do orgasmo.

Edward, porém, com destreza e rapidez invejável, nos vira na cama, me deitando com carinho. Apenas dor 2 segundos nossos corpos se separam enquanto ele se ajoelha entre as minhas pernas para me invadir novamente. Seu corpo se inclina e cobre o meu, nossos lábios se encontram rapidamente.

— Eu te amo, gatinha! – Ele sussurra entra arfadas. Ele está bem perto de alcançar o seu próprio prazer e eu sei exatamente o que fazer com ele.

— Ah amor! Mete, vai! Me faz gozar com você, vai! – Eu peço manhosa. Ele me dá o meu sorriso safado favorito e sei que estou perdida. Ele segura firme em minha cintura e me ergue um pouco mais ao seu encontro. Com isso minhas pernas se abrem ainda mais. – Oh... isso!

— Vem comigo gatinha! Diz que vem comigo...

— Ah Edward! – Eu me permito vacilar e deixar levar pela perdição de ser dele por inteiro. Logo eu encontro o abismo novamente.

— Bella!

— Edward!

E ambos caímos juntos.

— Hmpf... – Eu resmungo quando o barulho estridente toma o quarto novamente. – Amor...

— Acho que é o seu celular, gatinha. – A voz rouca de sono de Edward diz bem próximo ao meu rosto.

Afinal eu estou quase inteiramente em cima dele. Me movo lentamente e o som cessa. Eu suspiro e me sento. Edward está despertando também. E o som começa outra vez, porém diferente.

— Acho que este é o meu – Ele resmunga e senta na lateral da cama. Ele pesca o celular caído no chão ali perto e nessa hora o meu celular toca novamente e eu o localizo também no chão, mas um pouco mais longe.

— Droga – Eu resmungo por ter que me levantar. A camisa embolada de Edward se moldando no meu corpo quando dou o primeiro passo.

— Bella! – A voz de Edward é urgente e me faz parar para encará-lo – Sua mãe está me ligando.

Eu olho para ele e para o seu celular. Corro até o meu enquanto ele atende a ligação de minha mãe. Na minha tela está um Ang piscando e eu olho o relógio: 3h48.

— Alô! – Edward tenta, sem sucesso, disfarçar o sono e nervosismo na voz.

— Edward! – A voz de minha mãe ressai agoniada pelo telefone que Edward coloca no viva-voz. – Me perdoe a hora, é grave.

— Tudo bem, senhora Swan. Posso ajudá-la?

— Bella desapareceu! – Eu me arrepio com o tom angustiado de minha mãe ao telefone – Não a encontro em lugar algum!

Abro a boca para falar, mas Edward ergue sua mão.

— Como assim? – Edward pergunta tentando manter-se calmo.

— Charlie sofreu um acidente e não estamos conseguindo encontrar Bella para avisar.

— O quê? Como está o meu pai? – Eu corro para ao lado do celular em total desespero.

— Bella?! Bella, pelo amor de Deus! Onde você está?!

— Meu pai, mãe, como ele está? – Eu pergunto sentindo as primeiras lágrimas se aproximarem.

— Ele está na cirurgia, não consigo nenhuma informação. Estamos na emergência do Grace Seattle.

— Estarei logo aí, mãe. – Eu digo e ergo o meu olhar para Edward. Ali eu vejo a merda que eu acabei de fazer. Edward desliga a ligação.

Meu Deus, como eu vou explicar isso para minha mãe?

Notas finais
Antes de mais nada, NINGUÉM VAI MORRER, tá? É só um draminha hehehe Mas me digam, o que vocês acham que vai acontecer agora? Me deixem saber que vcs ainda estão por aqui, certo? Salvador, 13 de Janeiro de 2022, DC Anjos