Oito Anos
15 Futuro partilhado
Notas iniciais
— Eu não tô nem acreditando ainda, parece um sonho! – Rose suspira sorrindo e eu sorrio em resposta. Meus olhos vagueiam pela boate lotada até encontrar o seu alvo caminhando em minha direção junto com seu atual melhor amigo.
— Imagino que sim, Rose. – Eu digo encarando os olhos de meu namorado e o seu sorriso safado que brinca em seus lábios. Eu estou pegando fogo por ele desde a nossa última dança na pista, onde pude constatar que não sou a única que tá desesperada por um momento a sós de qualidade. – É muita coisa boa acontecendo ao mesmo tempo, é realmente inacreditável. – Eu volto meu olhar para a minha amiga sorridente.
Rose acaba de me contar sobre a proposta de se tornar estagiária permanente na agência de publicidade na qual está fazendo o seu estágio de verão. Radiante com a proposta do estágio e a recém proposta de casamento, ela e Emmett estão pensando em adiantar os planos de casamento para morarem juntos, já que os Cullens, que a acolheram, não aceitariam bem ela simplesmente ir morar com Ele mesmo estando noivos. Isso significa que eles pretendem casar em um mês, antes do fim das férias.
— Pronto, gatinha, acho que podemos ir. – Meu namorado diz assim que chega na nossa mesa, me abraçando por trás e eu gemo abafado com o contato, me arrepiando inteira.
— Ah sim, por favor... – Rose diz se erguendo do banco alto. Ela olha incisivamente para mim e Edward. – Já está beirando a loucura ficar perto de vocês dois! Por favor, vão logo para o quarto, já está soltando faíscas!
Nem preciso dizer que eu fiquei igual um tomate e Edward apenas sorri torto com Emmett gargalhando junto com a noiva. Com essa deixa, vamos para fora da Caliente, e enquanto os rapazes nos beijam e vão buscar seus respectivos carros, eu e Rose ficamos paradas próximo à entrada. Sinto alguém me observando, dou uma olhada em volta, mas não percebo ninguém. Assim que Edward encosta o carro bem na minha frente aceno para Rose e entro.
— Que foi, gatinha? – Ele pergunta assim que dá partida no carro.
— Nada, tive uma sensação estranha agora a pouco... mas acho que deve ser o cansaço apenas. – Digo dando de ombros.
— Certo... – Edward diz me olhando intenso – Logo descansará, meu amor.
— Ah...nada disso! A última coisa que eu quero nesta noite é descansar sabe? – Eu digo cruzando minhas pernas quase totalmente expostas por estar sentada nesta posição.
Edward abafa um xingamento e acelera o carro um pouco mais. Logo estamos em sua casa e logo ele vai me falando das mudanças que aconteceram nos últimos dias. Fico encantada, é claro, principalmente por ele ter feito algumas das sugestões que eu havia comentado com ele. Ele realmente havia gostado e modificado o que já havia sido planejado.
Claro que eu não tenho muito tempo para analisar nada detalhadamente agora pois o único caminho que nos interessa é aquele que nos leva à sua cama. Ao chegarmos no quarto, à meia luz, Edward retira a minha mochila de meus braços e beija a minha mão carinhosamente.
— Você fica linda corada desse jeito- Ele diz com uma voz rouca, jogando minha mochila numa poltrona – eu acho isso tão lindo em você — Ele decreta e me puxa pela mão num beijo avassalador. Ele desliza a minha saia pelo meu corpo e eu retiro meu cropped ao mesmo tempo. Eu o encaro surpresa quando ele arranca sua camisa com um puxão só e se inclina sobre mim. — Não espere gentileza hoje, gatinha. Eu estou tão sedento por ter você! — Ele sentencia e minha calcinha inunda com a intensidade de suas palavras e a luxúria de seu olhar. Eu sorrio maliciosamente, arrancando um rugido de sua garganta.
Ele toma minha boca novamente com possessividade, mas não por muito tempo, e vai descendo beijos e chupões pelo meu corpo sem se deter até chegar em meus seios. Ele chupa meus seios com vontade e eu deliro. Ele vai descendo pela minha barriga e me inclinando para a cama, onde me deixo cair com um baque surdo. Ele vai descendo minha calcinha de seda preta completamente encharcada pelas minhas pernas enquanto deposita beijos pecaminosos e sonoros em meu ventre.
— Puta que pariu! Você é tudo que eu sempre quis! — Ele exclama ao chegar na minha intimidade e escancarar as minhas pernas para ele.
Eu estou completamente envergonhada, mas ao mesmo tempo, completamente sensual. Sua boca me chupa com gosto e eu me perco no universo dando um grito abafado. Eu rebolo contra seu rosto e ele segura minha bunda com força, não para me parar e sim para me incentivar. Desde que comecei a minha vida sexual, nunca fui muito puritana, eu sempre gostei de aprender novas habilidades e tal. Mas estar na cama com Edward me dá um misto confuso de sentimentos. Ele faz eu me sentir frágil e poderosa na mesma intensa medida. E é uma sensação estranhamente maravilhosa. Sua língua me lambe com maestria sem igual. Desce, sobe, gira e eu me contorço inteira me agarrando aos lençóis macios da cama.
Logo eu chego ao ápice num grito estridente.
—Ahhhh!
— Gostosa do caralho! — Ele exclama e eu o fito sorrindo boba.
Ele se levanta lambendo os lábios com o meu gosto, abre sua calça e a desce junto com a sua box. Pega minhas pernas soltas na cama e as puxa, me arrastando para si, na lateral da cama. Logo em seguida ele me coloca de pé e me vira de costas para ele.
— Ah Bella... você me deixa maluco sabia? — Ele diz e inclina meu corpo para cama, onde eu coloco minhas mãos como apoio e fico empinada para ele.
Ele coloca todo o meu cabelo no meu ombro esquerdo, levanta meu joelho direito e o coloca na ponta da cama, me abrindo toda para ele. Ele se inclina sobre minhas costas e morde o lóbulo de minha orelha direita.
— Oh Deus!
Ele me invade de uma vez só me rasgando inteira. Uma sensação de preenchimento completo já conhecida por mim me toma de leve. Ele desliza quase saindo e volta a me invadir com precisão e força. Eu sinto a sua cabeça tocar meu útero e seu membro me preencher inteira, dilatando a minha vagina.
— Porra, Bella! Que boceta gostosa! — Ele diz rouco de tesão no meu ouvido e eu me contorço debaixo dele. Eu não vou aguentar muito, eu posso sentir, estamos num nível de excitação surreal. Ele mete sem parar num ritmo médio, porém intenso. Nunca estivemos tão selvagens na cama, mas isso não me assusta, pelo contrário multiplica todas as sensações maravilhosas que já sentimos.
— Isso amor, vai, isso! — Eu disse arfante – Mais!
— Você quer mais é? Quer mais é? — Ele geme ofegante — Você quer que eu foda você quer?
— Hunrum... — eu gemo e recebo um tapa leve e firme na bunda. Sinto minha boceta se contrair inteira de prazer com este lado mais cru que nunca havia experimentado.
— Você quer que eu foda a sua bocetinha toda? — Ele exclama numa voz possesiva que faz minha vagina se contorcer ainda mais ao redor dele. — Fala Bella!
— Quero! Me fode Edward! — Eu grito alucinada a um passo de gozar e ouço seu riso safado enquanto ele volta a meter em mim, agora rápido, duro e forte.
Eu disse, Edward consegue me transformar por inteiro. Era uma vez uma simples adolescente. Agora eu sou uma mulher.
— Merda, eu nunca mais vou parar de meter em você! — Ele fala rouco em meu ouvido e morde meu ombro.
— Mais, por favor! Mais! — Eu grito alto provocando-o e sem vergonha alguma de estar pedindo ao homem que amo para me foder inteira. Ele mete em mim alucinadamente.
— É assim que você gosta é? Cadê a minha gatinha corada agora? Hein?!
Com poucas estocadas, eu gozo com força no melhor orgasmo de todos os tempos.
— Ahhh! — Eu grito tremendo em seus braços. Durante o orgasmo violento, eu deixo de me apoiar em meus braços e se não fosse por ele me segurando eu teria caído desfalecida na cama. Ele investe mais algumas vezes em mim.
— Ahhh... gostosa... caralho! — Ele geme gozando forte em mim. Nós desabamos na cama, mas Edward tem a sensibilidade de cair mais para o lado e deixar pouco de seu peso em cima de mim.
— Uau... essa foi incrível! – Eu exclamo arfante e trêmula e ele me olha bobo.
— Te machuquei? – Ele pergunta sincero e sua preocupação me encanta ainda mais. Eu nego com a cabeça.
— Eu te amo tanto, homem! -Eu digo e lhe dou um selinho, me aconchegando nele com carinho, sentindo o cansaço despontar sobre mim.
— Eu te amo tanto, mulher...
E juntos adormecemos, suados, exaustos e felizes.
Eu acordo lentamente, ciente de que Edward não está na cama. Suspiro e me levanto. Tomo um banho rápido e visto o roupão que Edward havia deixado separado para mim. Ao chegar na cozinha, eu o vejo no fogão preparando o nosso café. Na bancada há algumas coisas como leite, frutas, café...
— Edward! – Eu exclamo e ele se vira para mim – Eu não acredito nisso... — eu digo me aproximando da bancada da cozinha que toma toda uma parede lateral – Você...
— Sim, o granito é muito melhor, você estava certa. – Ele diz colocando os ovos e o bacon num prato na bancada em questão. Eu o olho incrédula.
— Claro que é.... mas no dia que eu disse isso você não concordou! – Eu o acuso indo em sua direção e ele ri – Mas nem é essa a questão aqui! – Digo balançando a cabeça.
— E qual é a questão? – Ele pergunta divertido e eu reviro os olhos. – Eu estou concordando agora.
— É a sua casa, Edward...
— E? – Ele fala pegando as torradas e colocando em um prato.
— Você tem que fazer tudo como você quer! Se você não queria assim, granito, deixava do outro jeito. É você quem vai morar aqui! – Eu digo tentando organizar os pensamentos.
— E você também...
— E a casa tem que ficar do jeito que... – Então me dou conta do que ele me disse, pisco confusa e o encaro – O que você disse?
— Que você também vai morar aqui – Edward diz descontraído e eu sinto meu rosco corar levemente.
— Hã? Edward... o que você quer dizer com isso?
— Gatinha, estou tentando lhe mostrar que as suas sugestões entraram no planejamento porque essa casa também será sua... um dia – Ele fala dando um sorriso torto para mim e eu o encaro ainda muda. Ele tá me chamando para morar com ele?
— Edward! Eu não posso morar com você assim do nada! – Eu exclamo tentando calar as vozes confusas da minha cabeça.
Edward gargalha, o que me deixa coberta de constrangimento.
— Claro que não, gatinha! – Ele diz me abraçando pela cintura. – Você não vai morar comigo. Você vai casar comigo. – Eu arregalo os olhos e meu coração salta do peito. Congelo no lugar.
— Edward... – Eu sussurro sem ar
— Calma minha linda. – Ele diz alisando meu rosto. – Eu sei que nada disso acontecerá agora. Eu só quero que você entenda Bella, que eu quero que um dia, quando nosso relacionamento for ainda mais forte do que já é, eu te peça para ser minha para sempre e que você me aceite e que possamos viver nesta casa que tem um pouco de nós dois.
Suas palavras me deixam sem as minhas palavras. A única coisa que eu consigo fazer é beijá-lo com toda a emoção. Edward está me dizendo com toda sinceridade que quer ficar comigo para sempre. Mas será que 4 anos distantes não vão derrubar isso? Será que ele vai aguentar me esperar? Será que eu vou aguentar esperar? A UCLA sempre foi meu sonho... mas será que agora eu tô pronta para correr esse risco?
Toda a avalanche que eu venho sentindo nos últimos tempos me toma e eu o encaro.
— Edward... eu te amo. Muito – Eu digo olhando em seus olhos – Mas acho que preciso conversar algumas coisas com você. – Eu digo engolindo em seco.
— Tipo a sua dúvida sobre ir para Califórnia pelos próximos 4 anos? – Ele fala gentil e mais uma vez me surpreende. Eu assinto e respiro fundo. – Por que demorou tanto para tocar neste assunto comigo? Não confia em mim?
— Não é isso, amor... – Eu digo sentida – E como você descobriu sobre isso?
— Te conheço Bella, sinto você pisando em ovos comigo, principalmente quando fala da faculdade e de seu pai. – Edward diz respirando fundo. Ele me olha com carinho.
— Mas então por que não me disse nada? – Eu pergunto
— Amor, se eu perguntasse sem você estar pronta, poderia ser desastroso. Sei que você odeia se sentir pressionada com algo. – Ele afaga meu rosto – Eu apenas esperei que você se sentisse segura para falar comigo sobre tudo o que te preocupa.
— Oh Edward! – Eu digo com a voz meio embargada – Me desculpe... não é que eu não confie em você...
— Então, Bella, me diga, por que este medo todo? Achei que você soubesse que eu te apoiarei em qualquer decisão que tomar. Estou aqui para ser seu companheiro, não seu dono, gatinha.
— Não é isso Edward... – Eu digo me sentando ao seu lado.
— Então?
— Eu tenho medo de nosso relacionamento não aguentar a distância – Eu digo de uma vez – De você, ou eu, não aguentarmos a pressão da vida sem o outro por perto. Você aqui em Seattle e eu em San Francisco... estamos a tão pouco tempo juntos...
— Oh Gatinha! – Ele exclama – Então é por isso que você também se escreveu para a Universidade de Washington? Para ficar aqui em Seattle?
Eu assinto e ele me olha com ternura.
— Bella, me ouça com atenção. – Ele diz me olhando profundamente. – Eu amo você. É uma das poucas coisas das quais eu tenho certeza. Resolvi retornar a Seattle de forma definitiva porque vi na doença de minha mãe o risco de perder as poucas coisas importantes que tenho. Me apaixonar por você foi um presente incrível do destino, o qual não pretendo desperdiçar. – Ele sorri o meu sorriso favorito – Não tô dizendo que vai ser fácil, mas que estou mais que disposto a tentar, o que me torna um grande egoísta.
— Egoísta? – Eu pergunto
— Sim, Bella. Não acho justo te prender a mim na época mais fascinante da sua vida. – Ele fala – Eu sei o que é estar num campus, toda a energia e agitação de estar num mundo só seu, de construir sua própria vontade.
— Edward...
— Não Bella, é sério. – ele diz – Você pode achar que não agora, mas quando estiver lá, vai querer sim experimentar tudo com plenitude.
— Acho que já provei que não sou uma adolescente comum... – Eu digo faceira tentando amenizar o clima.
— Eu sei, é o que me encanta em você. Mas não queria te roubar as experiências que você pode querer ter e ainda nem sabe. – Ele fala – Mas sofro em pensar em não estar ligado a você de alguma forma.
— Isso não é egoísmo, Edward, é amor. – Eu digo tocando sua mão – Eu sei que muita coisa vai acontecer para mim daqui pra frente, mas eu tenho certeza que quero viver todas essas coisas com você do meu lado.
Ele me dá o meu sorriso torto e me abraça, descendo de seu banco.
— Te amo Bella, quero que você seja feliz e que faça isso por você. – Ele diz mergulhado em meus cabelos.
— Eu também te amo, Edward. E quero que você esteja em todas as etapas do meu caminho.
Um beijo doce e carinhoso é o resultado. Ao finalizarmos com um selinho, nosso olhar se encontra.
— Eu vou para a UCLA, Edward. – Eu digo por fim. Edward sorri lindamente.
— E será a primeira da turma, com toda certeza! – Ele diz e ali nos perdemos um no outro.
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